23.10.04

Manifesto Antropofágico

Só a Antropofagia nos une. Socialmente. Economicamente. Filosoficamente.

Única lei do mundo. Expressão mascarada de todos os individualismos, de todos os coletivismos. De todas as religiões. De todos os tratados de paz.

Tupi, or not tupi that is the question.

Contra todas as catequeses. E contra a mãe dos Gracos.

Só me interessa o que não é meu. Lei do homem. Lei do antropófago.

Estamos fatigados de todos os maridos católicos suspeitosos postos em drama. Freud acabou com o enigma mulher e com outros sustos da psicologia impressa.

O que atropelava a verdade era a roupa, o impermeável entre o mundo interior e o mundo exterior. A reação contra o homem vestido. O cinema americano informará.

Filhos do sol, mãe dos viventes. Encontrados e amados ferozmente, com toda a hipocrisia da saudade, pelos imigrados, pelos traficados e pelos touristes. No país da cobra grande.

Foi porque nunca tivemos gramáticas, nem coleções de velhos vegetais. E nunca soubemos
o que era urbano, suburbano, fronteiriço e continental. Preguiçosos no mapa-múndi do Brasil.

Uma consciência participante, uma rítmica religiosa.

Contra todos os importadores de consciência enlatada. A existência palpável da vida. E a mentalidade pré-lógica para o Sr. Lévy-Bruhl estudar.

Queremos a Revolução Caraíba. Maior que a Revolução Francesa. A unificação de todas as revoltas eficazes na direção do homem. Sem nós a Europa não teria sequer a sua pobre declaração dos direitos do homem.

A idade de ouro anunciada pela América. A idade de ouro. E todas as girls.

Filiação. O contato com o Brasil Caraíba. Ori Villegaignon print terre. Montaigne. O homem natural. Rousseau. Da Revolução Francesa ao Romantismo, à Revolução Bolchevista, à Revolução Surrealista e ao bárbaro tecnizado de Keyserling. Caminhamos.

Nunca fomos catequizados. Vivemos através de um direito sonâmbulo. Fizemos Cristo nascer na Bahia. Ou em Belém do Pará.

Mas nunca admitimos o nascimento da lógica entre nós.

Contra o Padre Vieira. Autor do nosso primeiro empréstimo, para ganhar comissão. O rei-analfabeto dissera-lhe: ponha isso no papel mas sem muita lábia. Fez-se o empréstimo. Gravou-se o açúcar brasileiro. Vieira deixou o dinheiro em Portugal e nos trouxe a lábia.

O espírito recusa-se a conceber o espírito sem o corpo. O antropomorfismo. Necessidade da vacina antropofágica. Para o equilíbrio contra as religiões de meridiano. E as inquisições exteriores.

Só podemos atender ao mundo orecular.

Tínhamos a justiça codificação da vingança. A ciência codificação da Magia. Antropofagia. A transformação permanente do Tabu em totem.

Contra o mundo reversível e as idéias objetivadas. Cadaverizadas. O stop do pensamento que é dinâmico. O indivíduo vítima do sistema. Fonte das injustiças clássicas. Das injustiças românticas. E o esquecimento das conquistas interiores.

Roteiros. Roteiros. Roteiros. Roteiros. Roteiros. Roteiros. Roteiros.

O instinto Caraíba.

Morte e vida das hipóteses. Da equação eu parte do Cosmos ao axioma Cosmos parte do eu. Subsistência. Conhecimento. Antropofagia.

Contra as elites vegetais. Em comunicação com o solo.

Nunca fomos catequizados. Fizemos foi Carnaval. O índio vestido de senador do Império. Fingindo de Pitt. Ou figurando nas óperas de Alencar cheio de bons sentimentos portugueses.

Já tínhamos o comunismo. Já tínhamos a língua surrealista. A idade de ouro.

Catiti Catiti

Imara Notiá

Notiá Imara

Ipeju*

A magia e a vida. Tínhamos a relação e a distribuição dos bens físicos, dos bens morais, dos bens dignários. E sabíamos transpor o mistério e a morte com o auxílio de algumas formas gramaticais.

Perguntei a um homem o que era o Direito. Ele me respondeu que era a garantia do exercício da possibilidade. Esse homem chamava-se Galli Mathias. Comia.

Só não há determinismo onde há mistério. Mas que temos nós com isso?

Contra as histórias do homem que começam no Cabo Finisterra. O mundo não datado. Não rubricado. Sem Napoleão. Sem César.

A fixação do progresso por meio de catálogos e aparelhos de televisão. Só a maquinaria. E os transfusores de sangue.

Contra as sublimações antagônicas. Trazidas nas caravelas.

Contra a verdade dos povos missionários, definida pela sagacidade de um antropófago, o Visconde de Cairu: - É mentira muitas vezes repetida.

Mas não foram cruzados que vieram. Foram fugitivos de uma civilização que estamos comendo, porque somos fortes e vingativos como o Jabuti.

Se Deus é a consciênda do Universo Incriado, Guaraci é a mãe dos viventes. Jaci é a mãe dos vegetais.

Não tivemos especulação. Mas tínhamos adivinhação. Tínhamos Política que é a ciência da distribuição. E um sistema social-planetário.

As migrações. A fuga dos estados tediosos. Contra as escleroses urbanas. Contra os Conservatórios e o tédio especulativo.

De William James e Voronoff. A transfiguração do Tabu em totem. Antropofagia.

O pater famílias e a criação da Moral da Cegonha: Ignorância real das coisas+ fala de imaginação + sentimento de autoridade ante a prole curiosa.

É preciso partir de um profundo ateísmo para se chegar à idéia de Deus. Mas a caraíba não precisava. Porque tinha Guaraci.

O objetivo criado reage com os Anjos da Queda. Depois Moisés divaga. Que temos nós com isso?

Antes dos portugueses descobrirem o Brasil, o Brasil tinha descoberto a felicidade.

Contra o índio de tocheiro. O índio filho de Maria, afilhado de Catarina de Médicis e genro de D. Antônio de Mariz.

A alegria é a prova dos nove.

No matriarcado de Pindorama.

Contra a Memória fonte do costume. A experiência pessoal renovada.

Somos concretistas. As idéias tomam conta, reagem, queimam gente nas praças públicas. Suprimarnos as idéias e as outras paralisias. Pelos roteiros. Acreditar nos sinais, acreditar nos instrumentos e nas estrelas.

Contra Goethe, a mãe dos Gracos, e a Corte de D. João VI.

A alegria é a prova dos nove.

A luta entre o que se chamaria Incriado e a Criatura - ilustrada pela contradição permanente do homem e o seu Tabu. O amor cotidiano e o modusvivendi capitalista. Antropofagia. Absorção do inimigo sacro. Para transformá-lo em totem. A humana aventura. A terrena finalidade. Porém, só as puras elites conseguiram realizar a antropofagia carnal, que traz em si o mais alto sentido da vida e evita todos os males identificados por Freud, males catequistas. O que se dá não é uma sublimação do instinto sexual. É a escala termométrica do instinto antropofágico. De carnal, ele se torna eletivo e cria a amizade. Afetivo, o amor. Especulativo, a ciência. Desvia-se e transfere-se. Chegamos ao aviltamento. A baixa antropofagia aglomerada nos pecados de catecismo - a inveja, a usura, a calúnia, o assassinato. Peste dos chamados povos cultos e cristianizados, é contra ela que estamos agindo. Antropófagos.

Contra Anchieta cantando as onze mil virgens do céu, na terra de Iracema, - o patriarca João Ramalho fundador de São Paulo.

A nossa independência ainda não foi proclamada. Frape típica de D. João VI: - Meu filho, põe essa coroa na tua cabeça, antes que algum aventureiro o faça! Expulsamos a dinastia. É preciso expulsar o espírito bragantino, as ordenações e o rapé de Maria da Fonte.

Contra a realidade social, vestida e opressora, cadastrada por Freud - a realidade sem complexos, sem loucura, sem prostituições e sem penitenciárias do matriarcado de Pindorama.



OSWALD DE ANDRADE Em Piratininga
Ano 374 da Deglutição do Bispo
Sardinha." (Revista de Antropofagia,
Ano 1, No. 1, maio de 1928.)


* "Lua Nova, ó Lua Nova, assopra em
Fulano lembranças de mim", in
O Selvagem, de Couto Magalhães

Oswald de Andrade alude ironicamente a um episódio da história do Brasil: o naufrágio do navio em que viajava um bispo português, seguido da morte do mesmo bispo, devorado por índios antropófagos.
Ainda se discute rinhas!
Memória do JB

Carlos Drummond de Andrade (1983)

Como se não bastasse tanta gente brigando feio no Oriente e na América Central, ainda há quem se lembre de promover briga de galo, e até de justificá-la econômica e socialmente, argumentando que o fechamento das granjas especializadas na criação de aves de combate importaria em aumento da taxa nacional de desemprego! Esta é forte. O que os defensores da rinha esquecem é que os empregos correspondentes poderiam muito bem ser conservados e até multiplicados se essas granjas de tipo perverso passassem dedicar-se à criação de aves comuns, em bases empresariais que garantissem o aumento de produção e o relativo barateamento de custo. Quanto brasileiro que há por aí que não pode permitir-se o luxo de comer frango e fica estatelado de horror ao saber que os galos são dispensados de sua missão de reprodutores para se estraçalharem mutuamente, em espetáculos pagos a bom preço e assistidos por espectadores sádicos!
O desemprego que os defensores da briga de galos querem evitar é o de pessoas que exercem atividade ilegal de trabalho, e portanto não são socialmente defensáveis. A aceitar-se o critério de que eles merecem apoio porque ganham assim o pão de cada dia, temos de admitir igualmente que os traficantes de tóxicos não podem ser impedidos de exercer sua atividade sinistra porque vivem dela. (...) Que tal institucionalizar a guerra como veículo supremo de emprego nas retaguardas, e também de lucro nas linhas de frente, onde se fariam apostas sobre a sorte dos combates, o número e gravidade de ferimentos, a duração de agonias? Será altíssima contribuição para o desenvolvimento das nações, mediante o pleno emprego dos sobreviventes.
(...) A confusão de valores é tamanha que se chama a essa luta de esporte. Esporte seriam então os entreveros a faca ou punhal, os enfrentamentos a pistola, e qualquer tipo de ferocidade a que nos aplicássemos. Seria altamente esportivo todo conflito de rua, as mais fascinantes se tornariam ainda os assaltos organizados a bancos e joalherias, com os seguranças treinados para rechaçá-los. As mortes subseqüentes valeriam como pontos negativos para cada uma das partes, e os espectadores, se tivessem folga para isso, fariam apostas em cruzeiros ou dólares sobre o final da partida. Afinal, seguranças e assaltantes precisam viver, mesmo à custa de sangue derramado. (...). Fora com os torturadores de animais!
Artigo publicado em 8 de novembro de 1983 no Caderno B do Jornal do Brasil
[23/OUT/2004]

20.10.04


Esta fofinha é Lua Negra, a gatinha do Ernesto. Tem um post aqui do dia 18/novbro/2003 que ainda não foi para o arquivo contando uma fantástica história dessa quadrupinha.

17.10.04

Fábula da convivência
Há milhões de anos atrás, durante uma era glacial, quando parte de nosso planeta esteve coberto por grandes camadas de gelo. Muitos animais, não resistiram ao frio intenso e morreram, indefesos, por não se adaptarem às condições.
Foi, então, que uma grande manada de porco-espinhos, numa tentativa de se proteger e sobreviver, começaram a se unir, juntar-se mais e mais.
Assim, cada um podia sentir o calor do corpo do outro. E todos juntos, bem unidos, se agasalhavam uns aos outros, aqueciam-se mutuamente, enfrentando por mais tempo aquele frio rigoroso.
Porém, vida ingrata, os espinhos de cada um começaram a ferir os companheiros mais próximos, justamente aqueles que lhes forneciam mais calor, aquele calor vital, questão de vida ou morte.
E afastaram-se, feridos, magoados, sofridos. Dispersaram-se, por não suportarem mais tempo os espinhos dos seus semelhantes. Doíam muito...
Mas essa não foi a melhor solução! Afastados, separados, logo começaram a morrer de frio, congelados. Os que não morreram voltaram a se aproximar pouco a pouco, com jeito, com cuidado, de tal forma que, unidos, cada qual conservava uma certa distância do outro, mínima, mas o suficiente para conviver sem magoar, sem causar danos e dores uns nos outros.
Assim, suportaram-se, resistindo à longa era glacial.
Sobreviveram.


Ela está no Rio para uma temporada relâmpago. Detalhes aqui no blog de
artes cênicas.

13.10.04


E esse aquí é o Artur. A tia Ruth fotografou ele lá em Osório
no Natal do ano passado.
Sincronicidade é isso
Ontem, depois que eu acabei de postar aqui fui abrir a mail-box e o que encontro? Uma foto do Murilo enviada pela tia Irene. Ele aparece na foto da banheira, a minha irmã ensaboando a cabecinha dele.


Murilo e o seu boneco favorito

12.10.04


Izabela (não é linda?!)fotografada por mim em Gramado, em Dezembro do ano passado, quando fomos lá assistir o Natal Luz.

Em cima do lance
Só gora quando ia baixar a foto da Izabela me toquei (fiquei meio desplugada nesse feriadão) que hoje é o Dia da Criança. Salve elas!



Minha irmã Reneidi, recepciona os osorienses Izabela e Artur,
que estavam visitando a tia e o priminho Murilo, em Porto Alegre,
no domingo retrasado.



Aniversário da Izabela comemorado na sua escola, lá em Osório.
Olha a carinha de safados desses piazinhos.
Oia nóis aqui traveiz.
Tava com saudades desse bloguinho abandonado.
Artimanhas foi o meu primeiro blog. Tive uns dez...
Passado o entusiasmo blogueiro só tô com o de artes cênicas, e olhe lá ...
Blog dá muito trabalho e eu tô sem tempo. Tô escrevendo um livro com as minhas colegas professoras de Recuperação Motora - terapia através da dança, sobre o nosso trabalho com portadores de dificuldades especiais na FUNLAR.

Este blog era um diario ou tinha pretensões a tal.
Agora vou voltar a postar fotos e alguns textos...
Isso aqui já foi quasi um divã de analista.
Blog serve pra isso também.
Gosto de reler o que escrevo e ver como era o
meu estado àquela época.
Posto aqui antes de tudo pra mim mesma.
E por hoje é só.
Vou baixar umas fotos aqui.


Ernesto e a Nina, sua namorada. Lindos !

8.3.04

Às minhas amigas uma homenagem
8 de março 2004

Dia Internacional da Mulher

Já me desacreditaram em 3 línguas
Já me dominaram em 3 gerações
Já me denegriram em diversos países
Em toda a terra
Já me julgaram, difamaram, humilharam,
segregaram em tantos lugares
Hoje acordei para dizer bem vindas!
Em todas as línguas, raças, credos além
das fronteiras, marcas e cicatrizes.
Um novo tempo se descortina para ti, para ustedes,
para vós, for you, für dich, pour vous, pour toi,
Pour nous, toutes les femmes de la terre
(Por nós, todas as mulheres da terra)
LETÍCIA DAMASCENO

Esse belo poema eu recebí hoje por e-mail e aproveito a inspiração da querida amiga Letícia Damasceno para homenagear as amigas que visitam o meu blog.
Letícia é professora de expressão corporal, bailarina e atriz. Esse poema acompanhado de uma rosa será oferecido às mulheres que serão entrevistadas por ela e o seu grupo de dança, hoje, a partir das seis horas da tarde no Largo do Machado. Esse trabalho faz parte de uma pesquisa de campo para o próximo espetáculo do grupo, com estréia prevista para junho próximo.

6.3.04

Dicas de teatro neste findi: "Apitos e lá lá lá" no Teatro de Guignol do Jardim de Alah, domingo, às l6hs e no Teatro Carlos Werneck do Aterro do Flamengo, às 11hs.
Assistir no Teatro SESC de Copa, o ótimo ator Ricardo Blat e Regina Gutman em "Queridinha", texto de Tchecov dirigido pelo Gilberto Gawronski, e "Ricardo III" de Shakespeare, vivido pelo soberbo ator Anselmo Vasconcellos, com dire??o do Antonio Pedro, em temporada popular no Teatro João Caetano - Praça Tiradentes.



Esse povo feliz seguiu a dica do Teatro ETC & Tal, e foi à Quinta da Boa Vista, no domingo passado assistir "Apitos e lá lá lá""
Este blog anda um tanto letárgico. Não tenho a menor idéia de quando será curado dessa estranha letargia. Enquanto isso o outro blog, o Teatro ETC & Tal quasi foi acometido do mesmo torpor. Foi salvo a tempo e voltou lépido e fagueiro. Vai lá conferir.

14.1.04



Adivinhem quem é a ferinha aí de cima? Fácil. É a fofinha da foto aí de baixo -- a gatinha Tutu, dormindo candidamente ao lado do Mosca. E essa foto eu larapiei hoje do blog da principal serviçal e fotógrafa oficial da Familia Gato: Cora Rónai.

15.12.03

Falando em fotolog, aqui o endereço do que pretende ser um, algum dia, talvez quem sabe eu aprenda a ser uma fotografa não tão boa quanto ela.
mezeck's fotolog
sassah's fotolog
album de fotos



Fanzices ... roubei essa maravilhosa foto do Mosca e da Tutu lá do fotolog da Familia Gato

18.11.03

Lua Negra

Falando no gato Mosca, aproveito a deixa para falar de uma gatinha, e um fato acontecido em agosto do ano passado, tendo como personagens principais o meu sobrinho Ernesto e a Lua Negra -- uma gatinha de rua quasi recém nascida, quando foi encontrada por ele num findi lá em Friburgo, assustada e machucada se escondendo debaixo das rodas de um caminhão. Desde então ele é o feliz funcionário da gatinha Lua Negra.

Eu tinha ido com ele e seus amigos, todos adolescentes, assistir um show no Canecão, e na volta ao deixá-lo em casa, ele não conseguiu abrir a porta, estranhamente trancada por dentro. Fato no mínimo estranho, já que não tinha ninguém em casa e seus pais estavam viajando. No dia seguinte, o chaveiro teve que abrir um buraco na porta para abrir o ferrolho. O Ernesto logo desconfiou da Lua Negra, mas ninguém acreditou nessa possibilidade.

Três ou quatro dias depois estava desfeito o mistério. A Lua Negra que é chegada a umas performances acrobáticas, saltitava alegre e feliz pela casa toda, e de repente, num salto preciso no corredor, está diante da porta de entrada com a patinha levantada certeiramente para alcançar nem preciso dizer o quê. Até hoje o ferrolho é envolto em fita isolante bem grossa para não girar nessas divertidas performances da safadinha.

17.11.03

Ai... ai... ai... não sei o que deu nesse template aqui que não tá pegando link na página, mas tá aparecendo no post editado direto no blog. Voilà.

16.11.03


O gatinho mais lindo da blogosfera, o MOSCA, mais conhecido pelo codinome de Canalha Amarelo -- membro da ilustre Familia Gato.
Aviso aos navegantes
Tô voltando para postar aqui nesse meu bloguinho de estimação. Esse foi o meu primeiro blog.
Uma novidade: desde ontem estou de banda larga. Uma semana confusa e tumultuada por conta da instalação do bicho. Nem acredito que eu posso navegar e blogar á vontade sem me preocupar com a conta do telefone.
E, nessa faina toda, além de outras providências inerentes, eu tive que mandar reformatar o computer. E cada vez que isso acontece, os técnicos instalam um monte de penduricalhos e somem com os meus arquivos mais importantes. Desta vez foi a minha pasta de arquivos pessoais com os e-mails todos que eu recebí e enviei e os não enviados que estavam separados para responder. Peço desculpas aos amigos que me mandaram e-mails e estão ainda sem resposta. Estou tentando recuperar essas pastas. Voilà.

Tenho muita coisa para postar aqui e no outro blog, mas não tá dando. Tô aqui enroladíssima.
E haja hoje para tanto ontem, como versejou o poeta Leminski. E eu ùltimamente não estou cabendo em mim de tanto ontem que ficou para hoje.
C'est tout par aujourd'hui. À demain, mes enfants.

11.10.03



Trenzinho bão esse... assim é se lhe parece ...
Sabe onde rola essa festa ? Eu conto aqui no
Teatro ETC & Tal.

5.10.03


Peer Gynt de Ibsen -- estudo para montagem, já está em cartaz
Detalhes da estréia aqui no Teatro ETC. & Tal.Se não for lá não saberá do acontecimento dessa minha vida de atriz -- bissexta, é verdade. Mas com uma peça e um filme em cartaz. Nada mau.

28.9.03

Padilha do Cena Paulistana & Cia. não reclamem queridos! Vou continuar postando nos dois, nos três ou quatro blogs, aqueles posts importantes -- para mim.Quem vem aqui no @rtimanhas difícilmente vai no Teatro ETC & Tal.
Até hoje eu não consigo entender muito bem o porquê dessas preferências.
Adivinha quem não vem para o jantar, aos sabados e domingos de outubro?
O link direto no post não funcionou. Rala e rola um pouquinho até chegar onde diz:
"Estudo para montagem, Peer Gynt de Ibsen". E lê até o final, e depois não venha me dizer que não sabia!...

27.9.03

Óia eu aqui nas telas: O SIGNO DO CAOS

O SIGNO DO CAOS:O ANTIFILME DE ROGÉRIO SGANZERLA está sendo apresentado no Festival BR.
Eu participei como atriz desse filme em maio de 1997. Eu caprichei no visual anos 50. Se a minha participação não foi muito cortada vai ser bem legal. O Rogério levou mais de sete anos para terminar esse filme. Nunca vi nem em copião. Cinema não é a minha praia, mas resistir a um convite do Rogério Sganzerla, quem há de.

Passa na segunda feira às 19 hs. no Cine Odeon BR na Cinelandia.


22.9.03

Papo na Redação do Comunique-se, adivinhem com quem

Famosa jornalista e blogueira, além de premiada autora teatral vai estar na próxima quarta-feira, dia 24, às 15 hs, no Comunique-se o maior portal de jornalistas do País, para um bate-papo informal com
os leitores.
Para quem ainda não sabe, foi ganhadora do Prêmio Mambembe Infantil 1986, pela autoria da peça Um, dois, três e já... No ano anterior, quatro indicações para o mesmo Mambembe, pela montagem da peça Sapomorfose com cenários do Millôr Fernandes. Detalhes do histórico dessas premiações aqui nos arquivos implacáveis do Artimanhas.
Acertou quem pensou nela, a nossa queridíssima Cora Rónai.Nesse horário estou dando aula no trampo, mas gostaria de poder estar lá para fazer algumas pergunas óbvias, mas necessárias à autora de reconhecido talento e competência, que depois de uma breve e promissora carreira abandonou o teatro.

17.9.03

Pelo Gerald, não pela bunda
A cultura brasileira faz votos para que a justiça não se impressione com a parte de trás caída e sem graça do Gerald Thomas, mas com a divertida bunda dos versos de Drummond. A bunda de Grald não deve ser exibida em público. Aliás, nem em privado. Zuenir Ventura
Este artigo do Mestre Zu na íntegra, está aqui no Teatro ETC. & Tal.

Linha do Equador, esquina com o Rio Amazonas, numero zero, marco zero
Vocês sabem onde fica esses confins do Brasil? Eu não sabia. Estou aprendendo muita coisa desse nosso Brazilzão, de sua realidade artistico-socio-cultural nos relatos do Márcio Libar que está excursionando desde o início de agosto com o espetáculo "O Pregoeiro" e ministrando oficinas. O relato completo aqui no Teatro ETC. & Tal.

14.9.03

O expediente agora é no outro blog, o Teatro ETC. & Tal.

Nem vem que não tem, quem aqui vem, vai lá também...

7.9.03


Foto de Evgen Bavcar.
Vai sòmente até sexta feira dia 12, a exposição do fotógrafo cego que fez essa belíssima foto aí de cima. Vale ir até à cidade para ver essa exposição. Detalhes aqui no Teatro ETC & Tal.

Cultura se faz na rua, hoje tem os palhaços do Anonimo apresentando um espetáculo de graça no cirquinho em frente ao numero 45 da Rua do Mercado - Praça Quinze - atrás do CCBB. Confere a programação aqui e vai á luta.
Biscoito finíssimo e de graça, quem não quer?.

Ah, e tem o Grupo Galpão na city, em cartaz no Teatro Villa Lobos, e com direção do meu conterrâneo de guerra, o Paulo José. Esse menino ainda vai longe...
Por uma sociedade inclusiva é o título do post (dia 03 deste) aqui no outro blog sobre Síndrome de Down. É o que tem o link para BBC-Brasil com uma matéria das mais completas já publicadas sobre o assunto. Pronto. Agora não tem a desculpa que não achou.
E além disso, já tem fotos. Pesquisei no site da APAE-SP.

6.9.03

Mumia subversiva

E o Matusalém Matusca, aquele subversor da ordem vigente que inventou o FLASH BLOG, está tão besta que não está mais se cabendo nas ataduras. O quarto FLASH BLOG promete repetir o sucesso dos anteriores, e vai acontecer a partir da meia noite de sexta dia 12 até sábado o dia inteiro no blog da nossa querida e prestimosa Suely - A Blogueira dos Enta.
Sem inclusão não há solução

Educação inclusiva e uma historinha esperta de uma mãe e professoras.

Afetos & perceptos nos portadores de Síndrome de Down e outros PPNE -- Pessoa Portadora de Necessidades Especiais.

Esses eletrizantes (palavra da moda entre os blogueiros) assuntos estão aqui no meu blog de artes cênicas o Teatro ETC & Tal.

31.8.03


Passando aqui rapidinho para avisar que o segundo Flash Blog tá rolando na Funny até a meia noite de hoje. Passa lá. Usa e agita.
Ah, e eu já conseguí baixar o banner do evento, graças aos super poderes do nosso Faraó Mor Matuskamon, o inventor do primeiro Flash Blog Mundial.

24.8.03

Primeiro Flash Blog Mundial. Invenção do absurdo do Matusca.
Concurso de Contos Breves Haroldo Maranhão. Invenção da querida MEG.Detalhes aqui no Teatro ETC & Tal.Post Scriptum Post: Estou vindo aqui para avisar porque quem vem nesse blog, não vai no outro. Não consigo entender direito o porquê disso. Voilà.

23.8.03

Flash Mob carioca na Central do Brasil dirigido pelo Gerald Thomaz? Veja lá no Teatro ETC & Tal, o meu blog de artes cenicas, esta e outras eletrizantes notícias.
Atenção gALLera, Muita atenção !

Blogueira compulsiva, acabei de criar outro blog, o @rteirices, lá entre os coleguinhas jornalistas, no portal do Comunique-se.
A minha vida tá uma loucura, vida virtual e vida real brigando por seus espaços.
A vida real ganha fácil nessa parada. Portanto, a partir de agora, o meu blog de artes cenicas, o Teatro ETC & Tal vai merecer mais atenção e terá postagens diárias, ou quasi, porque o meu momento pede atenção para esse blog e o outro, o @rteirices.
Alors mes enfants não estranhem se eu passar alguns dias ausente daqui do @rtimanhas, e só aparecer esporadicamente. Quem quiser saber de mim vá aos
outros dois blogs. Certo? A bientôt!

17.8.03

Flash Mob, Hackers, Teatro do Oprimido e oTeatro Infantil de Marionetes de Porto Alegre

O que têm a ver entre sí os personagens do título acima? Tudo. E muito mais.
Eles são significativos representantes de manifestações artístico/politico/culturais/tecnologicas através da história. Cada um deles, no seu momento histórico foram os subversivos da vez. A diferença, se existe alguma, é que os "flash mobs" de hoje seriam os chamados rebeldes sem causa de ontem, e os hackers, esses são feras soltas prontas para invadir e barbarizar -- agora na real -- o circo armado na selva das cidades.

Flash Mob chega ao Brasil

Essa idéia importada da Europa e dos Estados Unidos, onde esse movimento acontece há algum tempo, consiste em manifestações relâmpago em locais públicos. Os participantes são mobilizados pela internet através de e-mails, listas, foruns, e celular. Reunidos, fazem em conjunto a primeira gracinha que vem à cabeça, e em minutos se dispersam. Tudo muito rápido, divertido e indolor. São Paulo tomando á frente na importação da idéia, realizou na semana passada, o primeiro Flash Mob em nosso País, organizado por artistas virtuais, web-designers, fotografos, blogueiros, etc., entre eles, um conhecido blogueiro paulista. Tomei conhecimento do movimento e dessa primeira convocação, através do InternETC -- blog da antenadíssima Cora Rónai.

Hackers -- um Flash Mob dentro de um Flash Mob.

A estréia do movimento no Brasil não contava com a fúria internáutica dos hackers, que cansados do seu brinquedinho virtual, vieram brincar na real, e estragaram a festa. Durante o tumulto relâmpago, no centro da cidade de São Paulo, um bando de adolescentes invadiram a manifestação aos gritos de YOU LOSE! e com cartazes de protesto, Eu já sabia!, Contra burguês, baixe MP3, fazendo um autêntico ato de sabotagem real/cultural para desespêro dos organizadores que ficaram em segundo plano.
A mídia correu atrás dos calças curtas, preterindo os donos da festa.

UPDATE: O Jotaesse sempre alerta para as novidades, mandou essa hoje para a lista dos blogueiros:
" Convite e Instruções para o FLASH MOB Brasileiro em Sao Paulo, SP
Av. Paulista, A ESQUERDA do numero 900 (predio da "Gazeta - Objetivo")
em frente ao telão junto a parede esquerda do predio.
Domingo, 17 de agosto, as 15h ...".
Detalhes: http://br.groups.yahoo.com/group/brasilflashmob/message/209


O Teatro do Oprimido e a "pegadinha intelectual" doTeatro Invisível

O Teatro do Oprimido, movimento de teatro politico criado por AUGUSTO BOAL, quando esteve exilado, nos anos setenta, tendo conquistado adeptos pelo mundo afóra, apesar de contestado aqui, e eu me inclúo entre os discordantes do método. Apesar disso, é inconteste a importancia de Boal para o desenvolvimento do moderno teatro brasileiro. Utilizando a linguagem teatral como instrumento para intervenções politico/sociais nas ruas, praças, ou qualquer outro lugar público ou privado, Boal criou a técnica do Teatro Invisivel. Nessa técnica, os atores, sem se identificar como tal, distribuidos pelo espaço da intervenção que pode ser no metrô ou qualquer outro local publico ou privado, provocam uma determinada situação de cunho politico/social, e deixam rolar todas entre o desavisado público.

O TIM e a mobilização boca-a-boca nos anos de chumbo

O Teatro Infantil de Marionetes -- TIM, grupo de teatro de marionetes, de Porto Alegre, dirigido pelo ANTONIO CARLOS SENA em plena repressão, nos anos sessenta, apresentava na Rua da Praia, entre outros locais públicos, um subversivo teatro de marionetes como forma de resistência ao regime vigente. Por motivos óbvios, a organização e a mobilização eram feitas no boca-a-boca -- telefone ou qualquer outro meio de comunicação, nem pensar. Qualquer falha na mobilização, e seus integrantes corriam todos os riscos. Os militares como bons filhos da pátria ficavam espertos para qualquer lance que cheirasse à subversão. Alguns participantes do grupo do TIM ficavam espalhados pela área da representação teatral -- olheirosespertos, capazes de ver e sentir de longe o cheiro da repressão. E não há exagêro nessa afirmação, porque eles eram os responsáveis pela segurança do grupo, avisando de qualquer suspeita na área para uma retirada estratégica do local, antes da chegada da polícia da repressão.

Entre os integrantes do TIM, o jovem estudante universitário MARCO AURÉLIO GARCIA, (atual ministro para assuntos internacionais), o jovem aspirante do CPOR de Porto Alegre, FERNANDO PEIXOTO (o conhecido ator, diretor teatral e um dos fundadores do Teatro Oficina) e mais o jovem estudante universitário ANIBAL DAMASCENO (o conhecido professor Anibal, escritor, pesquisador, um dos descobridores de Qorpo Santo) eram os autores dos suversivos textos do TIM.

Em tempo: O Teatro Infantil de Marionetes, o TIM de Porto Alegre, apesar de pouco conhecido em nosso País, tem uma respeitável carreira com apresentações no exterior e prêmios em importantes festivais internacionais. Foi criado há mais de cincoenta anos pela artista plastica Odila Sena -- mãe do diretor do grupo. E o Antonio Carlos Sena tem no seu brilhante curriculo, a direção da primeira montagem de Qorpo Santo, o genial autor gaúcho, considerado o precursor do teatro do absurdo.

14.8.03

AS MÃOS DE MEU PAI ( II )

Eu devia ter uns 5 ou 6 anos, e acreditava em Papai Noel, como toda a criança dessa idade vivendo no interior do Rio Grande do Sul, em Santa Maria da Boca do Monte. E lá, a tradição natalina era levada muito a sério. A televisão ainda engatinhava , e as lojas ainda não tinham descoberto o mercantilismo desenfreado na figura do "bom velhinho" fantasiado nas ruas e na frente das lojas e os nossos ouvidos não eram agredidos com os "jinglebells" da vida.

A performance de Papai Noel ficava restrita aos pais ou amigos que no dia dos festejos natalinos vestiam a fantasia do dito cujo com tudo o que tinham direito, barbas, bigodes e barriga postiços, máscaras, etc. E mudavam até a voz para não serem reconhecidos, caprichando na representação.

Não lembro dos pormenores da festa natalina que houve na casa dos meus pais, mas na minha memória ficou registrada a presença do Papai Noel, sentado, distribuindo os brinquedos, e, em determinado momento, eu fiquei sentada no seu colo. Foi assim que eu reparei nas mãos daquele Papai Noel, e reconhecí nelas as mãos do meu pai. As mãos do Papai Noel eram as mãos do meu pai.

Lembro até do detalhe da aliança de ouro do meu pai. Bem, a aliança eu acho que nem reconhecí, porque todas as alianças de ouro tinham -- e ainda têm -- o mesmo formato, mas das mãos do meu pai eu tinha certeza. E tanta que eu guardei indelével essa imagem na minha memória.

Não é difícil imaginar a confusão que ficou na minha cabeça, e o trabalho para o Seu Ernesto se explicar com a primogênita, a qualzinha desde a mais tenra sempre foi muito curiosa e perguntadeira. Ele contava que o difícil mesmo foi responder trocentas vezes à mesma pergunta da guriazinha: Pai, o Papai Noel é casado?

10.8.03

AS MÃOS DE MEU PAI

As tuas mãos têm grossas veias como cordas azuis
sobre um fundo de manchas já da corda terra
--como são belas as suas mãos
pelo quanto lidaram, acariciaram ou fremiram da
nobre cólera dos justos...
Porque há nas tuas mãos, meu velho pai, essa beleza
que se chama simplesmente vida.
E, ao entardecer, quando elas repousam nos braços da
tua cadeira predileta,
uma luz parece vir de dentro delas ...
Virá dessa chama que pouco a pouco, vieste
alimentando na terrível solidão do mundo,
como quem junta uns gravetos e tenta acendê-los
contra o vento?
Ah, como os fizeste arder, fulgir, com o milagre das
tuas mãos!
E é, ainda, a vida que transfigura as tuas mãos
nodosas...
essa chama de vida -- que transcende a própria vida
... e que os Anjos, um dia, chamarão de alma.

MARIO QUINTANA (1906-1994)

9.8.03

Idiosincrasias, etc e talz...

Falou, falou... detestava blogs, disse que o meu blog era um blog de merda. E agora, eis que ... ele capitulou --tem um blog de merda. É esse o nome do blog do moço ...

7.8.03

Deixa histórica I
... para um partido de esquerda no poder, seu mais sério antagonista é sempre a sua própria propaganda anterior.

Assim falou o GEORGE ORWELL (escritor de 1984 e A revolução dos bichos)

Deixa histórica II
Do PAULO LEMINSKI, no seu romance-idéia Catatau:
Outro era eu quando não coincidia com as circunstâncias. Porque isso? Isso não é coisa que se faça. Nada me justifica. Estou á disposição de tudo. Eu era tanto, tanto faz: quanto tempo estou falando disso? Pura perdição de ilusão. Brasilia nunca vai começar a ser viável. Só do que falo, falar: minha mitologia, minha lógica. Nunca tudo. Mais vale um gôsto de vinho, mais serve um vintém cunhado, cambia?
Desistúrbio, Brasília me leva longe !


Deixa histórica III
De ZÉ CELSO MARTINEZ CORREA, sobre o personagem Hamlet:
Ele fica em dúvida, não por ser indeciso, mas por não querer o jôgo da máquina do poder. Porque há mais formas de viver o desejo entre o céu e a terra do que gostaria o nosso vão conformismo.

5.8.03

A regra secreta

Desoriento-me
Sem qualquer
Método
Ou sem
Qualquer fim
Vou e não vou
Mas vou
Caio sem qualquer
Alarde
O que é
E não é: mas é
Desorientar-me
É meu antimétodo.

Poema de Sebastião Uchôa Leite.

Salve o poeta Sebastião, tradutor e dos bons, escritor, letrista e parceiro de "Os Mutantes", entre outras artimanhas. Meu amigo e parceiro de muitas lutas, a
minha gratidão -- essa palavra tudo -- sempre.

31.7.03


Uma flor para você, Cora Rónai
um blogabraço, com o maior carinho
e votos de muitas felicidades.
E agora, fazendo côro com a gALLera,
todos cantando aquela musiquinha:
Parabens, parabens pelo seu aniversário!
Capitulei geral

Ainda bem que esse mês chegou ao fim. Aconteceu tanto diruim nessas férias que eu estou até bem felizinha e animada para voltar ao trabalho e às aulas, na próxima segunda feira, dia 3 de agosto. Tenho ainda mais dois dias de repouso depois de uma crise de coluna --tendinite do psoas -- que me levou ao hospital na semana passada. Descobri agora que a dor nessa cadeia muscular do psoas-ilíaco é páreo duro para a dor do trigêmeo. Quem mandou exagerar no carregamento de pêsos. Voilà.

Para encerrar comme-il faut o maledito mês de julho, recebí hoje, dia 30, pelo correio, uma multa do DETRAN, assim especificada: Capitulação 1 - Gravíssima. Infração 605-0 -- Avançar o sinal vermelho do semaforo ou o da parada obrigatória. Multa: R$ 191,54. Data da infração: dia 11 de julho às 15hs36.

Detalhe considerável, eu capitulei nessa exatamente no dia em que eu deveria estar nos States, na N.Y.U. -- abertura do Festival de Performance e Politica das Américas. Apesar dos preparativos todos, acabei não viajando por vários motivos, e o principal deles, pela demora do visto. Portanto, essa "Capitulação 1- gravíssima" é uma sabotagem interna para analista nenhum botar defeito. Às vezes, eu tenho medo do meu inconsciente. Se não prestar atenção nos sinais desse danado, de capitulação em capitulação, a gente só si damos mal...

20.7.03





ENQUANTO HOUVER AMIZADE
Pode ser que um dia deixemos de nos falar.
Mas, enquanto houver amizade,
faremos as pazes de novo.

Pode ser que um dia o tempo passe.
Mas, se a amizade permanecer,
um do outro há de se lembrar.

Pode ser que um dia nos afastemos.
Mas, se formos amigos de verdade,
a amizade nos reaproximará.

Pode ser que um dia não mais existamos.
Mas, se ainda sobrar amizade,
nasceremos de novo, um para o outro.

Pode ser que um dia tudo acabe.
Mas, com a amizade
construiremos tudo novamente,
cada vez de forma diferente,
sendo único e inesquecível cada momento
que juntos viveremos e
lembraremos pra sempre.

Há duas formas de viver sua vida.
Uma é acreditar que não existe milagre.
A outra é acreditar que todas as coisas são um milagre...


(Albert Einstein 1879-1955)

A mardita não me esquece...

As pessoas não imaginam como é bom poder blogar á vontade num sábado á noite, sem sentir dor de trigêmeos, depois de uma crise daquelas. E haja Tegretol para combater a mardita!. Voilà.

18.7.03

E no mas, é como disse aquele João -- o Guimarães Rosa:
O homem nasceu para aprender.
Aprender tanto quanto a vida lhe permita
.

17.7.03

Férias pra que te quero?

Tô de férias do trabalho e das aulas desde o dia primeiro, e até hoje eu não tive um dia para descansar, poder dormir até tarde, blogar á vontade durante o dia, além de ir passar duas semanas em Nova Iorque. Nada disso. Como eu desistí da viagem, e a casa aqui tava precisando de umas ligeiras reformas na cozinha e no banheiro, embarquei nessa outra viagem de canoa furada. O que está aparecendo de tralha para consertar ou para trocar nem conto. Enfim, mexe-se em uma coisa e vão aparecendo outras dez com problemas. Tô infeliz e estressada que só. Voilà.

13.7.03



Presença nas costas sempre, como diz a Mestra Angel Vianna. Pois muito bem aqui uma aula de presença nas costas, vindas de um mestre de expressão corporal: o quadrupinho mais gente fina da blogosfera e ilustre membro da Familia Gato: O MOSCA.
E a bípede é a Mírian, a cozinheira da Familia Gato -- descalça
como convém à saúde dos seus pés.

12.7.03



Essa gracinha de imagem foi presente da minha amiga Maria Pompeu. E faz tanto tempo que eu acho que ela nem lembra mais. Viu Maria tá aqui publicada. Adorei.

6.7.03

4.7.03

Adoro gente. Gosto de ver as pessoas mudando, uma pessoa torta descobrindo seu eixo. O corpo é como uma máquina. Tem um fiozinho que o perpassa e vai fazendo as conexões. Cada pedacinho do corpo é pensante, tem uma resposta.Assim falou a Mestra Angel Vianna em entrevista à revista Gesto.


Ela acabou de receber o título de Doutora - Notório Saber, pela Universidade Federal da Bahia, sendo a primeira personalidade distinguida com tão honroso título por essa universidade. E além disso, ela está se apresentando no Espaço Sergio Porto, nesse findi. Detalhes aqui no Teatro ETC. & Tal.
Os guardas e os equilibristas

Cena comum nas ruas do centro do Rio: os camelôs, em desabalada carreira fugindo dos guardas municipais, e equilibrando na cabeça aqueles enormes tabuleiros cheios de mercadorias, e sem deixar cair nenhuma. Um show á parte. Performance digna dos maiores aplausos, e para circense nenhum botar defeito.

3.7.03

"Não deixe que nada te desanime
pois até mesmo um pé na bunda
te empurra prá frente"
.

Não sei quem é o autor. Literal e metaforicamente tem tudo a ver.

28.6.03

Outro dia assisti à transmissão de um casamento e o que vi foi um show.
Tudo virou show, simulacro;
o show está no lugar do ritual,
o objeto, no lugar do homem.
No teatro é a mesma coisa.
A cenografia neutraliza as possibilidades humanas;
são cenários faraônicos, muita tecnologia, a decoração sufocando o homem;
a luz, então, incide como sobre um 'mostruário de mercadorias'.
Tudo é grifado.
Mas Prêt-à-Porter (espetáculo criado pelos atores do diretor paulista Antunes Filho e que fez uma temporada relâmpago aqui no Rio) é quase criptografado.
(...) E nem estou dizendo que é o caso de o teatro mudar o homem,
mas simplesmente de o teatro novamente se voltar para o homem.
É o humano que me interessa.
O teatro de aparato mercadológico, não.

Aqui no blog de artes cênicas a entrevista completa do genial Antunes Filho.