Nois se perdemu mais nois se achemu
Não foi a primeira vez que eu me perdí indo para o aeroporto do Galeão. Há alguns anos atrás, a Linha Vermelha ainda estava em construção, e eu fui levar a minha Mãe para embarcar, e quando eu ví já estava indo na pista em direção a Ilha do Governador. E o jeito foi seguir até a Ilha, e voltar novamente pela Av. Brasil até encontrar a entrada para o aeroporto. Quando conseguí chegar, estacionei num local proibido, em frente à entrada para o embarque de passageiros, e fomos direto para o guichê da Varig. Foi o maior auê, mas no fim deu tudo certo: a Dona Antoninha conseguiu embarcar, e o meu carro não foi multado nem rebocado. Mas foram alguns poucos minutos estacionado.
E há pouco tempo levando o Ernesto para embarcar para POA, eu de co-piloto, erramos o caminho e fomos parar em São João de Meriti num domingo chuvoso às seis da manhã, ninguém nas ruas, até que numa encruzilhada apareceu um santo homem (só podia ser uma entidade -- e do bem) e assim que paramos o carro, ele veio até nós e explicou direitinho. Conseguimos chegar e fomos direto para o embarque, eu fiquei na direção, e a Flavia correu até o check-in que já tinha fechado, mas mesmo assim o Ernesto conseguiu embarcar. Por pura sorte.
As artes e as manhas de uma atriz. Na blogosfera desde março de 2001. Os arquivos esperam a sua visita.
30.8.02
29.8.02
Perdida na Baixada Fluminense
Ontem á tarde, ao levar a minha irmã e a minha sobrinha para embarcar, errei o caminho para o aeroporto do Galeão, e completamente perdida, rodei quasi uma hora numa estrada reta, e quando conseguí achar o retorno, estava em uma rua qualquer de uma cidade da Baixada Fluminense. Parei em frente de uma loja e pedi um help a um simpatico senhor grisalho. Ele ensinou umas voltas complicadissimas para um caminho que eu não ia achar nunca, e frisava sempre para ter cuidado para não virar a direita no final da terceira rua vai sair no morro, e já viu né? Perguntei e repetí umas quatro vezes o trajeto que ele ensinava, e a minha cara e a da minha irmã deviam estampar o pavor de errar o tal caminho, em contraste com a alegria da Izabella, (minha sobrinha com dois anos e dez meses) que até cantava muito feliz, encantada com aquele longuissimo passeio de carro.
Depois dessa, eu estava decidida a pagar um taxi só para me guiar, mas arrisquei perguntar ao distinto se não teria outro caminho mais fácil, e o véinho responde na maior cara de pau: Tem sim, é só dobrar à esquerda ali naquela esquina (menos de uma quadra de onde estavamos), e dobrar novamente a esquerda, e seguir reto que vai dar na estrada para o Rio e encontra o retorno para sair no Galeão. Cabreira, segui esta ultima indicaçao e achamos o caminho de volta. Seguimos em frente na estrada do aeroporto e me perdí novamente. Desta vez, nos estacionamentos do Galeao. Não achava o terminal 1, entrei enganada no 2, saí, rodei por baixo de viaduto, subi e descí rampa até chegar ao terminal 1 no tempo ainda hábil para o embarque da Reny e da Izabella.
Ontem á tarde, ao levar a minha irmã e a minha sobrinha para embarcar, errei o caminho para o aeroporto do Galeão, e completamente perdida, rodei quasi uma hora numa estrada reta, e quando conseguí achar o retorno, estava em uma rua qualquer de uma cidade da Baixada Fluminense. Parei em frente de uma loja e pedi um help a um simpatico senhor grisalho. Ele ensinou umas voltas complicadissimas para um caminho que eu não ia achar nunca, e frisava sempre para ter cuidado para não virar a direita no final da terceira rua vai sair no morro, e já viu né? Perguntei e repetí umas quatro vezes o trajeto que ele ensinava, e a minha cara e a da minha irmã deviam estampar o pavor de errar o tal caminho, em contraste com a alegria da Izabella, (minha sobrinha com dois anos e dez meses) que até cantava muito feliz, encantada com aquele longuissimo passeio de carro.
Depois dessa, eu estava decidida a pagar um taxi só para me guiar, mas arrisquei perguntar ao distinto se não teria outro caminho mais fácil, e o véinho responde na maior cara de pau: Tem sim, é só dobrar à esquerda ali naquela esquina (menos de uma quadra de onde estavamos), e dobrar novamente a esquerda, e seguir reto que vai dar na estrada para o Rio e encontra o retorno para sair no Galeão. Cabreira, segui esta ultima indicaçao e achamos o caminho de volta. Seguimos em frente na estrada do aeroporto e me perdí novamente. Desta vez, nos estacionamentos do Galeao. Não achava o terminal 1, entrei enganada no 2, saí, rodei por baixo de viaduto, subi e descí rampa até chegar ao terminal 1 no tempo ainda hábil para o embarque da Reny e da Izabella.
27.8.02
26.8.02
16.8.02
Tiazices
Enquanto teclo estas mal escritas, a minha sobrinha Izabella interrompe o meu blogar com a graça, a inocência e o charme dos seus dois anos e dez mêses, adentrando aqui no escritorio com caixinhas, estojinhos e o escambau, onde guardo todos os meus anéis. E sem mais delongas vai colocando em cada um dos meus dedos segundo o seu gôsto e vontade, no mínimo dois anéis.
E nesta faina, para minha surprêsa, ela vai encontrando anéis que eu nem sabia que ainda existiam e outros que eu pensava perdidos. Não sobrou um dedo sem anel, alguns anelados até a terceira falange, e as minhas mãos estão pesando em cima dos teclados, e é um incomodo só os anéis encostando nos teclados, mal dá pra teclar. Ainda bem que a função ficou só nos anéis, porque se ela inventar de colocar as pulseiras e colares todos, deu pra mim...
Enquanto teclo estas mal escritas, a minha sobrinha Izabella interrompe o meu blogar com a graça, a inocência e o charme dos seus dois anos e dez mêses, adentrando aqui no escritorio com caixinhas, estojinhos e o escambau, onde guardo todos os meus anéis. E sem mais delongas vai colocando em cada um dos meus dedos segundo o seu gôsto e vontade, no mínimo dois anéis.
E nesta faina, para minha surprêsa, ela vai encontrando anéis que eu nem sabia que ainda existiam e outros que eu pensava perdidos. Não sobrou um dedo sem anel, alguns anelados até a terceira falange, e as minhas mãos estão pesando em cima dos teclados, e é um incomodo só os anéis encostando nos teclados, mal dá pra teclar. Ainda bem que a função ficou só nos anéis, porque se ela inventar de colocar as pulseiras e colares todos, deu pra mim...
15.8.02
* Que sufôco ! 24 hs. não dá pra fazer tudo o que eu invento para a minha vida.
* Hospedes do sul: minha irmã Reny que mora no interior do Rio Grande do Sul está em férias aqui. Veio acompanhada da sua neta Izabella com dois anos e dez mêses e que é o xodó da minha Mãe. Portanto, todo o cuidado é pouco.
* Ontem, (terça) fui ao Canecão ver o BLIND GUARDIAN, não por minha espontanea vontade, mas escoltando cinco adolescentes a pedidos do meu sobrinho Ernesto, para ver os roqueiros alemães/inglêses tocar o tal de havy metal melodico, que eu ainda não entendi o que significa tal classificação. Para quem pensa que eu me entediei, devo declarar que dansei e pulei animadamente em vários momentos.
* Hospedes do sul: minha irmã Reny que mora no interior do Rio Grande do Sul está em férias aqui. Veio acompanhada da sua neta Izabella com dois anos e dez mêses e que é o xodó da minha Mãe. Portanto, todo o cuidado é pouco.
* Ontem, (terça) fui ao Canecão ver o BLIND GUARDIAN, não por minha espontanea vontade, mas escoltando cinco adolescentes a pedidos do meu sobrinho Ernesto, para ver os roqueiros alemães/inglêses tocar o tal de havy metal melodico, que eu ainda não entendi o que significa tal classificação. Para quem pensa que eu me entediei, devo declarar que dansei e pulei animadamente em vários momentos.
10.8.02
Que critérios?
Octavio Paz , Prêmio Nobel de Literatura, em 1990, e Carlos Fuentes, indicado em 2001 para o Nobel, foram excluidos das bibliotecas de escolas públicas mexicanas, entre os 292 titulos selecionados. Dançaram no critério de qualidade. Não é piada. Deu aqui na Folha de ontem.
Octavio Paz , Prêmio Nobel de Literatura, em 1990, e Carlos Fuentes, indicado em 2001 para o Nobel, foram excluidos das bibliotecas de escolas públicas mexicanas, entre os 292 titulos selecionados. Dançaram no critério de qualidade. Não é piada. Deu aqui na Folha de ontem.
9.8.02
Videolaringoscopia, nunca mais
Ontem, paguei o maior mico por causa de um exame de garganta, o de videolaringoscopia. Condição principal desse exame é botar a lingua toda pra fora e segurar para não atrapalhar na introdução pela boca do cabo que manda a imagem da garganta para o vídeo. Ninguém conseguiu segurar a minha língua -- literalmente -- para fazer tal exame, nem eu. Foi marcado um novo exame e com uma medicação para tomar três dias antes. E já decidí que eu não vou passar outro vexame desses. Fico com a maior vergonha só de lembrar o tamanho do mico.
Ontem, paguei o maior mico por causa de um exame de garganta, o de videolaringoscopia. Condição principal desse exame é botar a lingua toda pra fora e segurar para não atrapalhar na introdução pela boca do cabo que manda a imagem da garganta para o vídeo. Ninguém conseguiu segurar a minha língua -- literalmente -- para fazer tal exame, nem eu. Foi marcado um novo exame e com uma medicação para tomar três dias antes. E já decidí que eu não vou passar outro vexame desses. Fico com a maior vergonha só de lembrar o tamanho do mico.
5.8.02
4.8.02
* Os arquivos voltaram para casa. Nem quero saber por onde andaram. Parei de me preocupar com o sumiço deles.
* Foi muito engraçada a queda do palanque no comício do Garotinho na Cinelandia. Parecia uma cena de filme do Gordo e o Magro, que sempre tem uma queda nesse estilo. O ridiculo faz parte da condição humana. Ainda bem que só tinha dois metros de altura, e ninguém se machucou seriamente.
* Foi muito engraçada a queda do palanque no comício do Garotinho na Cinelandia. Parecia uma cena de filme do Gordo e o Magro, que sempre tem uma queda nesse estilo. O ridiculo faz parte da condição humana. Ainda bem que só tinha dois metros de altura, e ninguém se machucou seriamente.
1.8.02
31.7.02
Vila Isabel, a mídia da vez ...
Hoje às 11 hs da manhã, estou dando a minha terceira aula, quando ouço vários estampidos de tiros vindos do lado direito do Morro dos Macacos. O tiroteio cessou logo, mas próximo dali tem um canil e os cachorros assustados latiam sem parar. Depois tudo ficou calmo, e eu continuei normalmente a minha aula, isto é, o normal permitido àquelas circunstancias. Era um atendimento individual para um aluno autista, e justamente hoje, esse menino cismou de querer ir para a frente da janela várias vezes, antes e depois dos tiros.
Na hora do almoço na FUNLAR, eu soube que os tiros vieram do Morro do Pantanal -- um braço do Morro da Mangueira -- e que fica localizado atrás do Morro dos Macacos. E o tiroteiozinho, de leve, só podia ser inveja do pessoal do Morro da Mangueira porque a rapaziada do Morro dos Macacos tá barbarizando, é a mídia da vez, e já demitiram até o coronel chefe da PM. Tá pensando o que ? Eles têm ou não têm poder?. E quem sou eu neste modesto blog pra dizer que eles não são um poder paralelo ?
Hoje às 11 hs da manhã, estou dando a minha terceira aula, quando ouço vários estampidos de tiros vindos do lado direito do Morro dos Macacos. O tiroteio cessou logo, mas próximo dali tem um canil e os cachorros assustados latiam sem parar. Depois tudo ficou calmo, e eu continuei normalmente a minha aula, isto é, o normal permitido àquelas circunstancias. Era um atendimento individual para um aluno autista, e justamente hoje, esse menino cismou de querer ir para a frente da janela várias vezes, antes e depois dos tiros.
Na hora do almoço na FUNLAR, eu soube que os tiros vieram do Morro do Pantanal -- um braço do Morro da Mangueira -- e que fica localizado atrás do Morro dos Macacos. E o tiroteiozinho, de leve, só podia ser inveja do pessoal do Morro da Mangueira porque a rapaziada do Morro dos Macacos tá barbarizando, é a mídia da vez, e já demitiram até o coronel chefe da PM. Tá pensando o que ? Eles têm ou não têm poder?. E quem sou eu neste modesto blog pra dizer que eles não são um poder paralelo ?
Oscar Niemeyer caiu no samba em Vila Isabel
Pois é, o Mestre Oscar só quer mostrar que é de samba também, e até toca cavaquinho. Depois do Sambódromo, foi a vez da Vila Isabel ganhar de presente o projeto para a sua escola de samba -- desenhado em três dias e sem nada cobrar. E ontem ele esteve no local onde será a futura sede da Escola, para ser homenageado e presenteado com um cavaquinho.
Pois é, o Mestre Oscar só quer mostrar que é de samba também, e até toca cavaquinho. Depois do Sambódromo, foi a vez da Vila Isabel ganhar de presente o projeto para a sua escola de samba -- desenhado em três dias e sem nada cobrar. E ontem ele esteve no local onde será a futura sede da Escola, para ser homenageado e presenteado com um cavaquinho.
29.7.02
... até o Romário deu o ar da sua graça
A semana começou calma no meu trabalho. De manhã cedo, os códigos e sinais da rua demonstravam que tudo estava calmo e sob controle. E tanto, que á tarde, no final do nosso expediente até o Romário estava no seu posto em cima de uma árvore da rua, falante e animado como fazem os papagaios em pleno exercício de suas papagaiadas. As familias da redondeza podiam ser vistas nas janelas, portas e calçadas apreciando o movimento da rua com o término do expediente da FUNLAR. Eles nos cumprimentam simpáticos, e dão um até amanhã, íntimos, como se fossemos colegas de trabalho.
A semana começou calma no meu trabalho. De manhã cedo, os códigos e sinais da rua demonstravam que tudo estava calmo e sob controle. E tanto, que á tarde, no final do nosso expediente até o Romário estava no seu posto em cima de uma árvore da rua, falante e animado como fazem os papagaios em pleno exercício de suas papagaiadas. As familias da redondeza podiam ser vistas nas janelas, portas e calçadas apreciando o movimento da rua com o término do expediente da FUNLAR. Eles nos cumprimentam simpáticos, e dão um até amanhã, íntimos, como se fossemos colegas de trabalho.
Parfois la semaine...
E tudo começou na segunda de manhã cedo com aquela visão macabra e que marcou definitivamente a nossa vida pessoal e profissional lá na FUNLAR. Foi muito forte. Há mais de um mês que estamos trabalhando em estado de tensão constante. Mas nunca tinhamos tido a presença física da violência, e aquele carro metralhado era a prova. Comentam que os ocupantes eram bandidos de outra facção que estavam vindo ali justo pela nossa rua para invadir o Morro dos Macacos, e foram metralhados. Caramba, e precisava ser ali bem em frente à FUNLAR? Depois dessa, a gente passou uma semana inteira de tensão e medo. E eu me pergunto, se um dia não conseguirmos sair a tempo, como tem sido até agora, se for de surprêsa, como vamos reagir a uma invasão ?
Daqui há algumas horas, já estou saindo pra trabalhar e espero que a semana seja menos violenta e estressante. E espero também que eles nunca descubram o meu blog. Eu tenho medo disso também.
E tudo começou na segunda de manhã cedo com aquela visão macabra e que marcou definitivamente a nossa vida pessoal e profissional lá na FUNLAR. Foi muito forte. Há mais de um mês que estamos trabalhando em estado de tensão constante. Mas nunca tinhamos tido a presença física da violência, e aquele carro metralhado era a prova. Comentam que os ocupantes eram bandidos de outra facção que estavam vindo ali justo pela nossa rua para invadir o Morro dos Macacos, e foram metralhados. Caramba, e precisava ser ali bem em frente à FUNLAR? Depois dessa, a gente passou uma semana inteira de tensão e medo. E eu me pergunto, se um dia não conseguirmos sair a tempo, como tem sido até agora, se for de surprêsa, como vamos reagir a uma invasão ?
Daqui há algumas horas, já estou saindo pra trabalhar e espero que a semana seja menos violenta e estressante. E espero também que eles nunca descubram o meu blog. Eu tenho medo disso também.
28.7.02
Outdoors em Sampa, sob a ótica do Catarroverde:
[} Lula, babando para o horizonte, parece a Catherine Deneuve.
[} Quercia, cabelo pintado de preto parece uma índia velha.
[} Serra, ôlho arregalado parece o Lair Ribeiro.
[} Lula, babando para o horizonte, parece a Catherine Deneuve.
[} Quercia, cabelo pintado de preto parece uma índia velha.
[} Serra, ôlho arregalado parece o Lair Ribeiro.
27.7.02
Abelardo nos trinks
Hoje (quinta-feira) no DETRAN aqui da Vila Isabel, a vistoria e documentação 2002, foi feita em meia hora, e sem estresse como no ano passado quando implicaram até com a buzina do Abelardo. Também ele tá com aparencia de zero. Foi lanternado e todo pintado novamente. Engenho e arte da Oficina Turim, aqui da Vila.
Vestígios da estação de bondes da Light na Vila -- memória do tempo de Noel
Documentação do carro atualizada, fui dar um rolê pela garagem da CTC, onde está instalado o DETRAN. No tempo de Noel, o local era uma estação de bondes da Light -- a pioneira linha de bondes unia a Praça 7 ao Centro, um dos empreendimentos do fundador da Vila Isabel, o Barão de Drummond, mineiro de Itabira, e de quem descende o poeta Carlos Drummond. Fui conferir os sinais dos trilhos que ainda estão lá visíveis em alguns lugares, e parte da estação também com aquela fileira de colunas e o teto ainda intacto. E fiquei imaginando o movimento de bondes, motorneiros e condutores, e o menino Noel indo para o colégio, e pegando carona de bonde, pula para o estribo do bonde parado no ponto, o bonde saindo, e ele correndo pelo estribo, de balaustre em balaustre, para desespero da sua Mãe, Dona Martha, que um dia flagrou o filho na arriscada acrocabacia, correndo duplo perigo: alem da sua integridade fisica, havia tambem o perigo de ser confundido com os moleques do bairro.
E viajei no tempo, imaginando as viagens de bonde dos personagens retratados nas músicas do compositor : a operária da fabrica de tecidos, o malandro, os seresteiros, o bicheiro, o guarda-noturno, leiteiros, padeiros, os vendedores ambulantes "prestamistas vigaristas", como bem os conhecia o poeta.
Hoje (quinta-feira) no DETRAN aqui da Vila Isabel, a vistoria e documentação 2002, foi feita em meia hora, e sem estresse como no ano passado quando implicaram até com a buzina do Abelardo. Também ele tá com aparencia de zero. Foi lanternado e todo pintado novamente. Engenho e arte da Oficina Turim, aqui da Vila.
Vestígios da estação de bondes da Light na Vila -- memória do tempo de Noel
Documentação do carro atualizada, fui dar um rolê pela garagem da CTC, onde está instalado o DETRAN. No tempo de Noel, o local era uma estação de bondes da Light -- a pioneira linha de bondes unia a Praça 7 ao Centro, um dos empreendimentos do fundador da Vila Isabel, o Barão de Drummond, mineiro de Itabira, e de quem descende o poeta Carlos Drummond. Fui conferir os sinais dos trilhos que ainda estão lá visíveis em alguns lugares, e parte da estação também com aquela fileira de colunas e o teto ainda intacto. E fiquei imaginando o movimento de bondes, motorneiros e condutores, e o menino Noel indo para o colégio, e pegando carona de bonde, pula para o estribo do bonde parado no ponto, o bonde saindo, e ele correndo pelo estribo, de balaustre em balaustre, para desespero da sua Mãe, Dona Martha, que um dia flagrou o filho na arriscada acrocabacia, correndo duplo perigo: alem da sua integridade fisica, havia tambem o perigo de ser confundido com os moleques do bairro.
E viajei no tempo, imaginando as viagens de bonde dos personagens retratados nas músicas do compositor : a operária da fabrica de tecidos, o malandro, os seresteiros, o bicheiro, o guarda-noturno, leiteiros, padeiros, os vendedores ambulantes "prestamistas vigaristas", como bem os conhecia o poeta.
25.7.02
Papel higiênico com Vitamina E?
É isso mesmo que está escrito lá na embalagem do Papel Neve, aquele do rótulo verde:Vitamina E e perfume. Propaganda enganosa, é pouco. Fiquei indignada, e na hora resolvi fazer uma ligeira enquete no Super Mercado perguntando para as pessoas de elas acreditavam nisso. Foi muito engraçada a reação delas. Algumas me olhavam e passavam batidas, achando que eu era maluca, outras riam, achando que eu estava fazendo piada. Mudei de tática e fui apanhar o pacote do papel e saí mostrando o rótulo e perguntando. Desta vez, foi um pouco diferente, mas não causou o impacto que eu esperava. Voilà.
Achei este post em um arquivo onde estava esquecido há mêses, (desde o ano passado) mas resolvi publicar hoje porque eu gosto de lembrar da minha performance num teatro-relâmpago, (nada premeditado, pintou na hora) com direito a técnica de clown e a Palhaça Sassá na sua melhor forma.
É isso mesmo que está escrito lá na embalagem do Papel Neve, aquele do rótulo verde:Vitamina E e perfume. Propaganda enganosa, é pouco. Fiquei indignada, e na hora resolvi fazer uma ligeira enquete no Super Mercado perguntando para as pessoas de elas acreditavam nisso. Foi muito engraçada a reação delas. Algumas me olhavam e passavam batidas, achando que eu era maluca, outras riam, achando que eu estava fazendo piada. Mudei de tática e fui apanhar o pacote do papel e saí mostrando o rótulo e perguntando. Desta vez, foi um pouco diferente, mas não causou o impacto que eu esperava. Voilà.
Achei este post em um arquivo onde estava esquecido há mêses, (desde o ano passado) mas resolvi publicar hoje porque eu gosto de lembrar da minha performance num teatro-relâmpago, (nada premeditado, pintou na hora) com direito a técnica de clown e a Palhaça Sassá na sua melhor forma.
23.7.02
A semana promete !
Hoje, (segunda-feira) de manhã cedo, quando cheguei para trabalhar, em frente ao portão do prédio, um Escort todo metralhado, pneus arreados, vidros todos destruidos, dava terror só de olhar. Aquela imagem sinistra era testemunha da violência da véspera no Morro dos Macacos. No final da tarde, depois do expediente já tinha sido retirado dali.
Hoje, (segunda-feira) de manhã cedo, quando cheguei para trabalhar, em frente ao portão do prédio, um Escort todo metralhado, pneus arreados, vidros todos destruidos, dava terror só de olhar. Aquela imagem sinistra era testemunha da violência da véspera no Morro dos Macacos. No final da tarde, depois do expediente já tinha sido retirado dali.
* A mulher original é aquela que não procura se diferençar das outras.Assim pensou Noel Rosa.
*Noel Rosa - uma biografia do João Máximo e do Carlos Didier, mais de quinhentas páginas, oito anos de competente pesquisa, resultaram na mais completa biografia do poeta da Vila, e em um livro obrigatorio para quem se interessa pela música popular brasileira. Ainda não li as 533 páginas, mas estou sempre consultando esse livro.
Porque eu estou falando disso agora ? Ora, é porque ele estava aqui á mão, e eu fiquei pesquisando aqui para saber se na época do Noel, o Morro dos Macacos aqui na Vila Isabel já era habitado. Não achei nenhuma menção sobre e nem à violencia no bairro. Do bairro diz Noel, no seu diario:
Quando penso no Boulevard, nas ruas pacatas que guardam os meus melhores segredos, nas esquinas prediletas para a reunião da turma que aprendeu a fazer samba vendo sambar o arvoredo, o meu coração, incuràvelmente sentimental, bate descompassado como um tamborim tocado por estrangeiro. E eu vou alongando o pensamento e vou pensando que a cidade inteira é Vila Isabel...
*Noel Rosa - uma biografia do João Máximo e do Carlos Didier, mais de quinhentas páginas, oito anos de competente pesquisa, resultaram na mais completa biografia do poeta da Vila, e em um livro obrigatorio para quem se interessa pela música popular brasileira. Ainda não li as 533 páginas, mas estou sempre consultando esse livro.
Porque eu estou falando disso agora ? Ora, é porque ele estava aqui á mão, e eu fiquei pesquisando aqui para saber se na época do Noel, o Morro dos Macacos aqui na Vila Isabel já era habitado. Não achei nenhuma menção sobre e nem à violencia no bairro. Do bairro diz Noel, no seu diario:
Quando penso no Boulevard, nas ruas pacatas que guardam os meus melhores segredos, nas esquinas prediletas para a reunião da turma que aprendeu a fazer samba vendo sambar o arvoredo, o meu coração, incuràvelmente sentimental, bate descompassado como um tamborim tocado por estrangeiro. E eu vou alongando o pensamento e vou pensando que a cidade inteira é Vila Isabel...
20.7.02
Caetano Veloso, phénix du rock tropical
O titulo acima é aqui do jornal Le Monde que publica uma matéria de página inteira com o Caetano. Ele se apresenta hoje no Montreux Jazz Festival, e recebeu esta semana no PLaza Athénée, em Paris, a medalha de Chévalier des Arts et des Lettres, com discurso, champã, e declarações do seu favorito para as eleições presidenciais : o LULA.
O titulo acima é aqui do jornal Le Monde que publica uma matéria de página inteira com o Caetano. Ele se apresenta hoje no Montreux Jazz Festival, e recebeu esta semana no PLaza Athénée, em Paris, a medalha de Chévalier des Arts et des Lettres, com discurso, champã, e declarações do seu favorito para as eleições presidenciais : o LULA.
19.7.02
Sarah Bernhardt, o maior mito teatral de todos os tempos mereceu uma sala especial, cujo destaque é aquele quadro de mais de dois metros, a grande diva em tamanho natural, recostada num sofá, c'est quelque chose! E o olhar daquele cachorro aos pés da divina é impressionante.
O menino de rua de Sem asilo pintado por Fernand Pelez, é um forte contraste com a imagem que Paris do fin-de-siècle vendia ao mundo. Este quadro foi eleito o melhor de tudo em Paris 1900, o mais irado de toda a exposição pela ótica de um menino de 13 anos -- meu sobrinho Ernesto.
O menino de rua de Sem asilo pintado por Fernand Pelez, é um forte contraste com a imagem que Paris do fin-de-siècle vendia ao mundo. Este quadro foi eleito o melhor de tudo em Paris 1900, o mais irado de toda a exposição pela ótica de um menino de 13 anos -- meu sobrinho Ernesto.
18.7.02
Paris 1900 só até domingo, dia 21, no CCBB. Quem não for vai se arrepender para todo o sempre. Fui há um mês atrás, com a Flavia e o Ernesto, mas foi meio correndo, porque fomos ver também a exposição de fotos do Pierre Verger nos Correios. Enfim corrigi uma falha cultural.
Nunca tinha visto nada do genial fotografo.
La parisienne c'est moi. Eu sou completamente fascinada com a belle époque, e me identifico tanto com essa Paris dofin-de-siècle que eu tenho a sensação de ter vivido lá nessa época -- en Montmartre, bien sûr. Eu usei aquelas roupas maravilhosas, aquelas jóias e aqueles broches lindos, e na minha maison tinha uma coleção de vasos e aquele belíssimo lampadário de vidro azul e bronze de Emile Gallé, e tinha ainda na decoração da minha casa, a famosa escultura em mármore branco " Amour et Psyché " -- un cadeau de Rodin pour moi. Frequentei o Chat Noir, o Moulin Rouge e fui copaine do Toulouse Lautrec, amiga do Cézanne, do Renoir entre outros não tão famosos. E numa das festas chez moi, apresentei o Pablo (Picasso) ao grand marchand da época, o Ambroise Vollard que adorava gatos. O Ernest ( Hemingway) também estava presente, e já tinha em mente "Paris é uma festa".
E, quando cheguei ao segundo andar da exposição Paris 1900, num friorento domingo de junho de 2002, no CCBB do Rio de Janeiro, páro frente do quadro La Parisienne -- Mulher de luvas , ali estava eu -- a parisiense da belle époque pintada em óleo sobre tela pelo Charles Giron. Que viagem...
Nunca tinha visto nada do genial fotografo.
La parisienne c'est moi. Eu sou completamente fascinada com a belle époque, e me identifico tanto com essa Paris dofin-de-siècle que eu tenho a sensação de ter vivido lá nessa época -- en Montmartre, bien sûr. Eu usei aquelas roupas maravilhosas, aquelas jóias e aqueles broches lindos, e na minha maison tinha uma coleção de vasos e aquele belíssimo lampadário de vidro azul e bronze de Emile Gallé, e tinha ainda na decoração da minha casa, a famosa escultura em mármore branco " Amour et Psyché " -- un cadeau de Rodin pour moi. Frequentei o Chat Noir, o Moulin Rouge e fui copaine do Toulouse Lautrec, amiga do Cézanne, do Renoir entre outros não tão famosos. E numa das festas chez moi, apresentei o Pablo (Picasso) ao grand marchand da época, o Ambroise Vollard que adorava gatos. O Ernest ( Hemingway) também estava presente, e já tinha em mente "Paris é uma festa".
E, quando cheguei ao segundo andar da exposição Paris 1900, num friorento domingo de junho de 2002, no CCBB do Rio de Janeiro, páro frente do quadro La Parisienne -- Mulher de luvas , ali estava eu -- a parisiense da belle époque pintada em óleo sobre tela pelo Charles Giron. Que viagem...
17.7.02
Lilica, como é conhecido o soldado João Carlos de Souza, da Brigada Militar em Porto Alegre, com as bençãos da sua Mãe resolve assumir pùblicamente sua homossexualidade e luta para incluir a livre mentalidade sexual no código da corporação existente há 165 anos, no Rio Grande do Sul. Lilica, 39 anos, e sua Mãe foram os destaques da PARADA GAY em Pelotas, no domingo passado, quando aproveitaram para divulgar a ong SE AME -- Movimento pela livre orientação sexual, criado por ele em outubro de 2000.
A minha admiração e o meu respeito pela atitude de Mãe e Filho, e o meu apoio amplo e irrestrito, porque como gaúcha e filha de brigadiano -- assim são chamados os que servem à Brigada Militar do Rio Grande do Sul, eu posso avaliar o tamanho dessa luta, e o que ela significa dentro do contexto dessa corporação e também para a sociedade gaúcha. O século 20 ficou pra trás, já estamos no novo milênio, e é incrível que as pessoas ainda sejam discriminadas pela sua opção sexual.
A minha admiração e o meu respeito pela atitude de Mãe e Filho, e o meu apoio amplo e irrestrito, porque como gaúcha e filha de brigadiano -- assim são chamados os que servem à Brigada Militar do Rio Grande do Sul, eu posso avaliar o tamanho dessa luta, e o que ela significa dentro do contexto dessa corporação e também para a sociedade gaúcha. O século 20 ficou pra trás, já estamos no novo milênio, e é incrível que as pessoas ainda sejam discriminadas pela sua opção sexual.
16.7.02
14.7.02
12.7.02
11.7.02
Ronaldinho Gaúcho & a Anta Empertigada
A minha irmã Reny telefonou no domingo para conversarmos e para avisar que o Ronaldinho Gaúcho estava sendo homenageado no programa do Faustão. Pena que quando eu liguei já estava rolando uma outra homenagem -- ao outro Ronaldo. Qual é a desse Faustão? Tentou ironizar e ridicularizar a sinceridade da resposta do Ronaldinho Gaúcho quando este declarou que sempre acreditou na recuperação do Ronaldinho Carioca, um dia ele vai ficar bom e volta. Estufando o peito e encolhendo o barrigão, a anta empertigada faz um comentário irônico ah, e porque não avisou pra gente que sabia disso?. E o Ronaldinho Carioca -- o feio pode ser lindo -- prontamente defende o colega, dizendo que acreditava na resposta porque não só ele (Ronaldinho Gaúcho), mas outras pessoas também acreditaram na sua recuperação.
Simplicidade, neles...
Eu venho observando há algum tempo que uma grande parcela da mídia não está preparada para aceitar a simplicidade dos nossos idolos. Tem que ter algo de efeito nas palavras, na postura pessoal e profissional. Está sempre esperando uma frase de efeito ou uma atitude, ou pôse de idolo. A simplicidade não é bem-vinda.
Um exemlo: o super tenista GUGA , aquele gurizão simples, verdadeiro, sem a menor pôse, diz o que pensa, fala todas as bobagens que tem direito, surpreendendo sempre pela sua simplicidade. Apesar de várias vezes campeão, e reverenciado no mundo todo, aqui a gente lê nas entrelinhas, ou não , alguns comentários ironicos e até desrespeitosos com o nosso querido campeão. Neguinho aqui não perdoa... já estão sobrando farpas e ironias para os nossos penta-campeões.
Pelo que se vê os nossos penta-campeões têm ainda muito trabalho pela frente: ensinar a esse povo o que é simplicidade.
A minha irmã Reny telefonou no domingo para conversarmos e para avisar que o Ronaldinho Gaúcho estava sendo homenageado no programa do Faustão. Pena que quando eu liguei já estava rolando uma outra homenagem -- ao outro Ronaldo. Qual é a desse Faustão? Tentou ironizar e ridicularizar a sinceridade da resposta do Ronaldinho Gaúcho quando este declarou que sempre acreditou na recuperação do Ronaldinho Carioca, um dia ele vai ficar bom e volta. Estufando o peito e encolhendo o barrigão, a anta empertigada faz um comentário irônico ah, e porque não avisou pra gente que sabia disso?. E o Ronaldinho Carioca -- o feio pode ser lindo -- prontamente defende o colega, dizendo que acreditava na resposta porque não só ele (Ronaldinho Gaúcho), mas outras pessoas também acreditaram na sua recuperação.
Simplicidade, neles...
Eu venho observando há algum tempo que uma grande parcela da mídia não está preparada para aceitar a simplicidade dos nossos idolos. Tem que ter algo de efeito nas palavras, na postura pessoal e profissional. Está sempre esperando uma frase de efeito ou uma atitude, ou pôse de idolo. A simplicidade não é bem-vinda.
Um exemlo: o super tenista GUGA , aquele gurizão simples, verdadeiro, sem a menor pôse, diz o que pensa, fala todas as bobagens que tem direito, surpreendendo sempre pela sua simplicidade. Apesar de várias vezes campeão, e reverenciado no mundo todo, aqui a gente lê nas entrelinhas, ou não , alguns comentários ironicos e até desrespeitosos com o nosso querido campeão. Neguinho aqui não perdoa... já estão sobrando farpas e ironias para os nossos penta-campeões.
Pelo que se vê os nossos penta-campeões têm ainda muito trabalho pela frente: ensinar a esse povo o que é simplicidade.
10.7.02
Cena insolita: Estou parada hoje as seis horas da tarde no sinal da Souza Franco com o Boullervard 28 de Setembro, aqui na Vila, e um adolescente andando de bicicleta pára na frente do meu carro, e fica me olhando fixo. Dei um look geral na figura: bermudona, boné, camisa solta que poderia ter um revolver escondido. E logo eu pensei: vou dar o carro, o celular, tudo. Um ou dois minutos daqueles que duram uma eternidade, o sinal abriu, ele sai da frente do carro, passa pelo lado esquerdo, e segue o seu caminho na contramão.
8.7.02
Chimarrão na beira da lagoa?
O gaúcho que se preza não dispensa o seu bom chimarrão seja na rampa do Palácio do Planalto, chimarreando com o Presidente, ou em qualquer outro lugar disponível, ou não. E o chimarrão está presente aqui em Coisas prá lá de boas na Terra de Óz -- uma declaração de amor aos pagos onde nasceu esse blogueiro gaúcho.
Terra de Óz, para quem não sabe é o municipio de Osório, litoral norte do Rio Grande do Sul, onde mora a minha Mãe.
O gaúcho que se preza não dispensa o seu bom chimarrão seja na rampa do Palácio do Planalto, chimarreando com o Presidente, ou em qualquer outro lugar disponível, ou não. E o chimarrão está presente aqui em Coisas prá lá de boas na Terra de Óz -- uma declaração de amor aos pagos onde nasceu esse blogueiro gaúcho.
Terra de Óz, para quem não sabe é o municipio de Osório, litoral norte do Rio Grande do Sul, onde mora a minha Mãe.
7.7.02
Coisas de JÔ BOBÃO
O programa do Jô tá cada vez peor. Mostrou na quarta e repetiu na quinta no telão aquela foto-montagem do RONALDINHO GAÚCHO com o cabelo daquela apresentadora que é a cara da Maga Patologica (sempre esqueço o nome dela). Odiei. Foi uma piada muito sem graça, impertinente e de mau gôsto.
E, sexta-feira, na entrevista com o EVANDRO MESQUITA, ele falou mais que o entrevistado, e estou até agora sem entender porque não foi sequer mencionada a origem artística e a formação teatral do Evandro e da Blitz: o grupo Asdrubal Trouxe o Trombone, dirigido pelo HAMILTON VAZ PEREIRA -- um marco definitivo no teatro contemporâneo e que influenciou e continúa influenciando toda uma geração. Quando o Evandro tocou naquela gaitinha de boca a mesma música que ele tocava em Trate-me Leão -- o terceiro espetáculo do grupo, pensei que seria ali o momento pra falar do Asdrubal. E nada. Nem queiram saber o tamanho da minha decepção.
O programa do Jô tá cada vez peor. Mostrou na quarta e repetiu na quinta no telão aquela foto-montagem do RONALDINHO GAÚCHO com o cabelo daquela apresentadora que é a cara da Maga Patologica (sempre esqueço o nome dela). Odiei. Foi uma piada muito sem graça, impertinente e de mau gôsto.
E, sexta-feira, na entrevista com o EVANDRO MESQUITA, ele falou mais que o entrevistado, e estou até agora sem entender porque não foi sequer mencionada a origem artística e a formação teatral do Evandro e da Blitz: o grupo Asdrubal Trouxe o Trombone, dirigido pelo HAMILTON VAZ PEREIRA -- um marco definitivo no teatro contemporâneo e que influenciou e continúa influenciando toda uma geração. Quando o Evandro tocou naquela gaitinha de boca a mesma música que ele tocava em Trate-me Leão -- o terceiro espetáculo do grupo, pensei que seria ali o momento pra falar do Asdrubal. E nada. Nem queiram saber o tamanho da minha decepção.
6.7.02
O meu blog de artes cênicas, Teatro ETC. Tal, saiu destacado em primeiro lugar desta semana, aqui no TOP BLOGS -- site da Maria Berger que seleciona os melhores blogs do Brasil.
E o a®timanhas aqui saiu na coluna Gravatá, no Caderno de Informática de O Globo, nesta semana, e que eu já contei aqui, e tenho o prazer de me repetir. Tamos agradando, né? Pois é...
E o a®timanhas aqui saiu na coluna Gravatá, no Caderno de Informática de O Globo, nesta semana, e que eu já contei aqui, e tenho o prazer de me repetir. Tamos agradando, né? Pois é...
4.7.02
3.7.02
2.7.02
*VAMPETA, chutando para o alto -- literalmente -- o cerimonial e na mais perfeita performance circense cambalhotando várias vezes na rampa para um atônito Fernando Henrique e demais autoridades, foi o ponto máximo da solenidade do Palacio do Planalto. Passado o susto inicial, até o EfeAga riu gostosamente das cambalhotas desse clown penta campeão. BRAVOS VAMPETA!
** Terceira quebra de protocolo: quem diria que o Fernando Henrique, algum dia tomaria chimarrão na rampa do Palacio com um gaúcho de Passo Fundo, tchê! Valeu, Luiz Felipe Scolari!
*** O divino esplendor da raça brasileira -- ululantemente óbvia -- se expressava ali naquela solenidade do Palacio do Planalto, quando ao som de um brado retumbante do Olodum todos os jogadores e técnicos (até o Felipão) dansavam e cantavam o Hino Nacional com a adesão das 500.000 pessoas presentes.
**** RONALDINHO GAÚCHO, tocando percussão em cima do trio elétrico, batucando e puxando um hino de pagode, ainda no avião antes do desembarque em Brasilia, e dançando e cantando ao som do Olodum na rampa do Palácio, merece o título de COMANDANTE DA ALEGRIA, com as bençãos do Deus Dionísio.
***** O Fernando Henrique espetou o RONALDINHO CARIOCA ao colocar aquela medalha na lapela do jogador. A expressão corporal e a cara de susto do Ronaldinho, não deixaram dúvidas do fato. E o Jornal Nacional agora disse que foi uma brincadeira do Presidente e o outro repórter, á tarde na cobertura ao vivo tratou logo de dizer que o FH colocou a mão por dentro, e não foi nada. Caramba, porque esta ridicula preocupação com a falta de jeito presidencial.
** Terceira quebra de protocolo: quem diria que o Fernando Henrique, algum dia tomaria chimarrão na rampa do Palacio com um gaúcho de Passo Fundo, tchê! Valeu, Luiz Felipe Scolari!
*** O divino esplendor da raça brasileira -- ululantemente óbvia -- se expressava ali naquela solenidade do Palacio do Planalto, quando ao som de um brado retumbante do Olodum todos os jogadores e técnicos (até o Felipão) dansavam e cantavam o Hino Nacional com a adesão das 500.000 pessoas presentes.
**** RONALDINHO GAÚCHO, tocando percussão em cima do trio elétrico, batucando e puxando um hino de pagode, ainda no avião antes do desembarque em Brasilia, e dançando e cantando ao som do Olodum na rampa do Palácio, merece o título de COMANDANTE DA ALEGRIA, com as bençãos do Deus Dionísio.
***** O Fernando Henrique espetou o RONALDINHO CARIOCA ao colocar aquela medalha na lapela do jogador. A expressão corporal e a cara de susto do Ronaldinho, não deixaram dúvidas do fato. E o Jornal Nacional agora disse que foi uma brincadeira do Presidente e o outro repórter, á tarde na cobertura ao vivo tratou logo de dizer que o FH colocou a mão por dentro, e não foi nada. Caramba, porque esta ridicula preocupação com a falta de jeito presidencial.
* Oba! A festa da chegada em Brasilia promete. A primeira quebra de protocolo: os nossos pentas recusaram a condução oficial -- aquele caminhão do Corpo de Bombeiros que carregou a seleção daqueles anos da ditadura, e optaram pelo trio elétrico.
** DIONÍSIO É BRASILEIRO! A alma brasileira está em festa! A celebração em cima daquele trio elétrico tá completamente anormal, paranormal, surpreendamental. "Esta festa é única. Estamos todos de parabens", falou o Rivaldo de cima do trio elétrico.
*** E a segunda quebra de protocolo qual será? Tô na maior expectativa. CAFÚ sobe em cima daquela mesa lá do Palácio. Joga a pompa daquele cerimonial e toda aquela caretice para escanteio!
**** A melhor imagem da descida do avião em Brasilia: a cara feliz do Ronaldinho Carioca, descendo do avião empunhando o seu brinquedinho -- uma filmadora -- filmando o movimento do aeroporto na chegada ao Brasil. E pelo visto, esse brinquedinho tá em alta, entre eles, mais três ou quatro pentas desceram filmando com o brinquedinho igual ao do Ronaldinho -- o feio também é bonito!.
***** Tô uma manteiga derretida. De felicidade, também se chora ...
** DIONÍSIO É BRASILEIRO! A alma brasileira está em festa! A celebração em cima daquele trio elétrico tá completamente anormal, paranormal, surpreendamental. "Esta festa é única. Estamos todos de parabens", falou o Rivaldo de cima do trio elétrico.
*** E a segunda quebra de protocolo qual será? Tô na maior expectativa. CAFÚ sobe em cima daquela mesa lá do Palácio. Joga a pompa daquele cerimonial e toda aquela caretice para escanteio!
**** A melhor imagem da descida do avião em Brasilia: a cara feliz do Ronaldinho Carioca, descendo do avião empunhando o seu brinquedinho -- uma filmadora -- filmando o movimento do aeroporto na chegada ao Brasil. E pelo visto, esse brinquedinho tá em alta, entre eles, mais três ou quatro pentas desceram filmando com o brinquedinho igual ao do Ronaldinho -- o feio também é bonito!.
***** Tô uma manteiga derretida. De felicidade, também se chora ...
Viva o Gravatá
Hoje, quasi nem acreditei quando na coluna do Luiz Gravatá, no Caderno de Informática de O GLOBO, estava lá este blog em destaque. E, além disso na companhia de dois vizinhos muito queridos -- dois blogueiros das antigas, o Edney Soares de Souza, do InterNey -- o próprio serviço de utilidade pública do mundo blog, além de poeta, e do erudito Mario AV -- seu blog foi a minha primeira referência intelectual da comunidade blogueira, ele foi o primeiro blogueiro a pensar os blogs como uma questão de responsabilidade ideologica, e o seu artigo Sociologia dos Blogs -- parte I é antologico. Se a minha anotação está correta foi postado lá em 02/04/2001. E tem mais: ele sabe elfico antigo.
Fiquei contente também pelo destaque concedido a uma blogueira nova na vizinhança que vem conquistando muitos amigos pela sua solidariedade e simpatia: a Suely,a blogueira dos enta, e a outro querido vizinho, o Fabio Fernandes, do blog Politica e Tecnologia -- o padrinho do meu blog de artes cênicas, o Teatro ETC. & Tal. Valeu, Gravatá!
Hoje, quasi nem acreditei quando na coluna do Luiz Gravatá, no Caderno de Informática de O GLOBO, estava lá este blog em destaque. E, além disso na companhia de dois vizinhos muito queridos -- dois blogueiros das antigas, o Edney Soares de Souza, do InterNey -- o próprio serviço de utilidade pública do mundo blog, além de poeta, e do erudito Mario AV -- seu blog foi a minha primeira referência intelectual da comunidade blogueira, ele foi o primeiro blogueiro a pensar os blogs como uma questão de responsabilidade ideologica, e o seu artigo Sociologia dos Blogs -- parte I é antologico. Se a minha anotação está correta foi postado lá em 02/04/2001. E tem mais: ele sabe elfico antigo.
Fiquei contente também pelo destaque concedido a uma blogueira nova na vizinhança que vem conquistando muitos amigos pela sua solidariedade e simpatia: a Suely,a blogueira dos enta, e a outro querido vizinho, o Fabio Fernandes, do blog Politica e Tecnologia -- o padrinho do meu blog de artes cênicas, o Teatro ETC. & Tal. Valeu, Gravatá!
30.6.02
VIVA O BRASIL! BRASIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIILLLLLLLLLL!
* Ver o CAFU subir - literalmente - em cima daquele pódio, e levantar a taça do Penta, não teve preço. Foi muito mais do que uma quebra do protocolo. Foi completamente surpreendamental e anormal. O embaraço do Pelé era visível e o ar constrangido do presidente da FIFA (ou sei lá quem era a alta autoridade do futebol mundial presidindo aquele momento). Isto é o atleta do século 21, e esta é a Seleção do Milenio!
** Oirirê, Oirirê,Oirirê... Yorubá, Yorubááá, Aiê, Aiê, Aiê... Oiô, Oiô, Oiô... ecoando pelo estudio da Globo -- na hora da entrevista com aquele bobalhão do Galvão-- apresentava a inspirada performance artística do RONALDINHO GAÚCHO, tocando zabumba e liderando aquela celebração foi totalmente demais. O lindo do ROBERTO CARLOS soltando a voz, e um tímido RONALDINHO CARIOCA ("o feio tá na moda"), ensaiando uns passinhos desajeitados, e todos os jogadores campeões do mundo cantando, dansando e tocando algum instrumento, contagiaram a gALLera presente no estudio. E até a Fatima Bernardes aderiu. Como ela é diferente fora do estudio do Jornal Nacional. Fiquei fã.
*** A nota destoante daquele importante momento da arte e da cultura brasileira na Copa do Penta foi a obviedade ululante do Bobalhão Bueno, interrompendo a celebração para pedir "Explode coração, na maior felicidade...". Não entendeu o espirito do momento. Foi demais para a cabeça dele. Nada contra essa música, mas temos tão poucas oportunidades para divulgar os nossos valores culturais mais autênticos.
**** Baaaahhhh Tchê! O PROFESSOR FELIPE, em campo, no final dando um afetuoso abraço e um beijo na careca do Roberto Carlos, e pulando no meio dos jogadores, mostrou ao mundo o jeito de ser do gaúchão de quatro costados -- o Gremista FELIPÃO.
***** VIVA A SELEÇÃO BRASILEIRA ! VIVA O BRASIL ! VIVA A ARTE E A CULTURA BRASILEIRA, MOSTRANDO AO MUNDO OS NOSSOS VALORES.
VIVA O CABAÇAL E O MARACATU NA BROADWAY !!! BRASIIIIIIIIILLLLLLL!
VIVA A CIA. VATÁ DO CEARÁ -- grupo de dança, de Fortaleza, que está viajando
para os EE.UU., convidados pela segunda vez para participar de um festival de dança no Teatro 42th, na Broadway, em Nova York, e botando o povo de lá para dançar cabaçal, baião, coco, xaxado, maracatu e outros ritmos bem Brasil. Detalhes do fato, aqui no blog de artes cênicas, o Teatro ETC. & Tal.
* Ver o CAFU subir - literalmente - em cima daquele pódio, e levantar a taça do Penta, não teve preço. Foi muito mais do que uma quebra do protocolo. Foi completamente surpreendamental e anormal. O embaraço do Pelé era visível e o ar constrangido do presidente da FIFA (ou sei lá quem era a alta autoridade do futebol mundial presidindo aquele momento). Isto é o atleta do século 21, e esta é a Seleção do Milenio!
** Oirirê, Oirirê,Oirirê... Yorubá, Yorubááá, Aiê, Aiê, Aiê... Oiô, Oiô, Oiô... ecoando pelo estudio da Globo -- na hora da entrevista com aquele bobalhão do Galvão-- apresentava a inspirada performance artística do RONALDINHO GAÚCHO, tocando zabumba e liderando aquela celebração foi totalmente demais. O lindo do ROBERTO CARLOS soltando a voz, e um tímido RONALDINHO CARIOCA ("o feio tá na moda"), ensaiando uns passinhos desajeitados, e todos os jogadores campeões do mundo cantando, dansando e tocando algum instrumento, contagiaram a gALLera presente no estudio. E até a Fatima Bernardes aderiu. Como ela é diferente fora do estudio do Jornal Nacional. Fiquei fã.
*** A nota destoante daquele importante momento da arte e da cultura brasileira na Copa do Penta foi a obviedade ululante do Bobalhão Bueno, interrompendo a celebração para pedir "Explode coração, na maior felicidade...". Não entendeu o espirito do momento. Foi demais para a cabeça dele. Nada contra essa música, mas temos tão poucas oportunidades para divulgar os nossos valores culturais mais autênticos.
**** Baaaahhhh Tchê! O PROFESSOR FELIPE, em campo, no final dando um afetuoso abraço e um beijo na careca do Roberto Carlos, e pulando no meio dos jogadores, mostrou ao mundo o jeito de ser do gaúchão de quatro costados -- o Gremista FELIPÃO.
***** VIVA A SELEÇÃO BRASILEIRA ! VIVA O BRASIL ! VIVA A ARTE E A CULTURA BRASILEIRA, MOSTRANDO AO MUNDO OS NOSSOS VALORES.
VIVA O CABAÇAL E O MARACATU NA BROADWAY !!! BRASIIIIIIIIILLLLLLL!
VIVA A CIA. VATÁ DO CEARÁ -- grupo de dança, de Fortaleza, que está viajando
para os EE.UU., convidados pela segunda vez para participar de um festival de dança no Teatro 42th, na Broadway, em Nova York, e botando o povo de lá para dançar cabaçal, baião, coco, xaxado, maracatu e outros ritmos bem Brasil. Detalhes do fato, aqui no blog de artes cênicas, o Teatro ETC. & Tal.
28.6.02
Caramba! Neguinho tá falsificando até moeda de um real. Essa inusitada história aconteceu lá no Sul, em Osório -- cidade localizada no litoral norte do Rio Grande do Sul. Um blogueiro gaúcho, indignado, denuncía o fato aqui no Lixoral.
27.6.02
À cause du Hamlet de Peter Brook au Rio
[] Ver o Hamlet de Peter Brook e a aula de simplicidade e sabedoria do Sotigui Kouyaté, não teve preço. Entre os cinco grandes diretores do mundo, era o único que eu ainda não tinha visto no teatro. Em setembro do ano passado, veio pela primeira vez ao Brasil, um espetáculo do Peter Brook para duas únicas apresentações no Porto Alegre Em Cena. Rio e São Paulo ficaram fora do roteiro. Eu preparei um esquema para comparecer ao magnanimo acontecimento, e a minha irmã que mora em POA ficou encarregada de comprar os ingressos. Mas a coitada, enfrentou uma fila quilometrica num shopping center, e não conseguiu nada. Nem em Paris, eu consegui. Encontrar uma peça dele em cartaz no Bouffes du Nord é uma graça alcançada por poucos.
[] Eu ainda não entendí porque alguns amigos que vêm até aqui me visitar ignoram o meu blog de artes cênicas, mesmo quando eu chamo a atenção para as notícias de lá, e depois reclamam que não sabiam da vinda do Peter Brook. Dei a notícia aqui no Teatro ETC & Tal, no dia 26 maio com todos os detalhes. Portanto, com um mês de antecedência. Por isso agora, eu posto lá e posto aqui também, tudo à cause do Hamlet de Peter Brook.
[] Na estréia do Hamlet encontrei amigos e conhecidos que eu não via há um tempão. A classe artística compareceu legal. Não tô afim de citar nomes.
Só de alguns queridos meus como os conterrâneos Paulo José e o bailarino e coreografo Rubem Barbot, o diretor baiano Marcio Meirelles e o ator Hilton Cobra, o "companheiro" Paulo Betti que estava lá na estréia e na aula do Sotigui, e o ator Sergio Fonta.
[] Estavam lá também a minha muito querida amiga, a escritora e dramaturga Maria Inês Almeida ( fã da Cora Rónai ), acompanhada de amigos e da Beila Genauer ( Beila Genauer existe -- não é uma miragem) e a queridíssima amiga Super Maria (Maria Pompeu). E mais a Aracy Cardoso, a Thaís Portinho, a Regina Chaves, a Mestra Regina Miranda, a Marcia Bloch, a Teresa Seibel, e a Tereza Raquel, franciscanamente vestida com uma tunica longa marrom, super larga. Só não era confundida com uma freira por causa da maquiage e dos muitos colares e pulseiras.
[] Os cinco mais importantes diretores do mundo para mim: Ariane Mnouchkine (a maior entre os maiores),o Bob Wilson, Peter Brook, o nosso Antunes Filho e o alemão Peter Stein. O porquê das minhas escolhas eu falo aqui no Teatro ETC. & Tal.
[] Ver o Hamlet de Peter Brook e a aula de simplicidade e sabedoria do Sotigui Kouyaté, não teve preço. Entre os cinco grandes diretores do mundo, era o único que eu ainda não tinha visto no teatro. Em setembro do ano passado, veio pela primeira vez ao Brasil, um espetáculo do Peter Brook para duas únicas apresentações no Porto Alegre Em Cena. Rio e São Paulo ficaram fora do roteiro. Eu preparei um esquema para comparecer ao magnanimo acontecimento, e a minha irmã que mora em POA ficou encarregada de comprar os ingressos. Mas a coitada, enfrentou uma fila quilometrica num shopping center, e não conseguiu nada. Nem em Paris, eu consegui. Encontrar uma peça dele em cartaz no Bouffes du Nord é uma graça alcançada por poucos.
[] Eu ainda não entendí porque alguns amigos que vêm até aqui me visitar ignoram o meu blog de artes cênicas, mesmo quando eu chamo a atenção para as notícias de lá, e depois reclamam que não sabiam da vinda do Peter Brook. Dei a notícia aqui no Teatro ETC & Tal, no dia 26 maio com todos os detalhes. Portanto, com um mês de antecedência. Por isso agora, eu posto lá e posto aqui também, tudo à cause do Hamlet de Peter Brook.
[] Na estréia do Hamlet encontrei amigos e conhecidos que eu não via há um tempão. A classe artística compareceu legal. Não tô afim de citar nomes.
Só de alguns queridos meus como os conterrâneos Paulo José e o bailarino e coreografo Rubem Barbot, o diretor baiano Marcio Meirelles e o ator Hilton Cobra, o "companheiro" Paulo Betti que estava lá na estréia e na aula do Sotigui, e o ator Sergio Fonta.
[] Estavam lá também a minha muito querida amiga, a escritora e dramaturga Maria Inês Almeida ( fã da Cora Rónai ), acompanhada de amigos e da Beila Genauer ( Beila Genauer existe -- não é uma miragem) e a queridíssima amiga Super Maria (Maria Pompeu). E mais a Aracy Cardoso, a Thaís Portinho, a Regina Chaves, a Mestra Regina Miranda, a Marcia Bloch, a Teresa Seibel, e a Tereza Raquel, franciscanamente vestida com uma tunica longa marrom, super larga. Só não era confundida com uma freira por causa da maquiage e dos muitos colares e pulseiras.
[] Os cinco mais importantes diretores do mundo para mim: Ariane Mnouchkine (a maior entre os maiores),o Bob Wilson, Peter Brook, o nosso Antunes Filho e o alemão Peter Stein. O porquê das minhas escolhas eu falo aqui no Teatro ETC. & Tal.
26.6.02
Devia ter mais jogos da Copa nos dias que eu trabalho de manhã. Tive a pretensão de dormir até mais tarde, mas os fogueteiros e os desvairados torcedores não deixaram. Como eu sou blogueira, nem esquentei ... vim blogar.
Cadê o meu texto de Hamlet?
Há mais de uma semana eu procuro desesperademente em todos os cantos dos armários e estantes, o texto de Hamlet porque pretendo fazer um comentário mais abrangente sobre o Hamlet de Peter Brook, e o dito está sumido. Esse livro me acompanha desde os tempos de estudante de arte dramática. Enfim, lembrei corretamente. Mero acaso. Eu sempre digo bacharel em artes cênicas, mas tá lá no meu diploma bacharel em arte dramática pela UFRGS. ( Hhummm... porque tô falando isso, agora?).
Nessa época, fizemos em aula, uma analise do texto de Shakespeare abordando vários aspectos da personalidade do príncipe bardo, e a minha abordagem foi sobre a homossexualidade de Hamlet, segundo a minha ótica, à época. E a minha conclusão, mereceu anotações no próprio livro, em todas as cenas com o seu melhor amigo: o Horacio. Alguém comentou com outro alguém que espalhou a história, e esse livro virou uma atração da minha casa. Os amigos e conhecidos que vinham aqui todos queriam ver as minhas famosas anotações sobre o Hamlet. E eu paguei micos homéricos ás custas desse fato.
Devolva-me.
Não perdí a esperança de encontrar o meu precioso texto do Hamlet, nem que seja daqui há mêses, anos, tem que aparecer. O livro do Félix Guattari "As três ecologias" sumiu também, e apareceu mêses depois em outra prateleira, misturado com outros livros, em outros temas. Voilà.
Cadê o meu texto de Hamlet?
Há mais de uma semana eu procuro desesperademente em todos os cantos dos armários e estantes, o texto de Hamlet porque pretendo fazer um comentário mais abrangente sobre o Hamlet de Peter Brook, e o dito está sumido. Esse livro me acompanha desde os tempos de estudante de arte dramática. Enfim, lembrei corretamente. Mero acaso. Eu sempre digo bacharel em artes cênicas, mas tá lá no meu diploma bacharel em arte dramática pela UFRGS. ( Hhummm... porque tô falando isso, agora?).
Nessa época, fizemos em aula, uma analise do texto de Shakespeare abordando vários aspectos da personalidade do príncipe bardo, e a minha abordagem foi sobre a homossexualidade de Hamlet, segundo a minha ótica, à época. E a minha conclusão, mereceu anotações no próprio livro, em todas as cenas com o seu melhor amigo: o Horacio. Alguém comentou com outro alguém que espalhou a história, e esse livro virou uma atração da minha casa. Os amigos e conhecidos que vinham aqui todos queriam ver as minhas famosas anotações sobre o Hamlet. E eu paguei micos homéricos ás custas desse fato.
Devolva-me.
Não perdí a esperança de encontrar o meu precioso texto do Hamlet, nem que seja daqui há mêses, anos, tem que aparecer. O livro do Félix Guattari "As três ecologias" sumiu também, e apareceu mêses depois em outra prateleira, misturado com outros livros, em outros temas. Voilà.
25.6.02
Um contador de histórias, simplesmente.
Domingo de manhã no Teatro Carlos Gomes para uma platéia de atores, bailarinos, circenses, contadores de histórias, etc. aconteceu a tão falada aula-espetáculo ou Master Class do ator do Hamlet de Peter Brook, SOTIGUI KOUYATÉ -- uma aula de simplicidade e de sabedoria. Simplesmente isso.
Durante quasi duas horas, contou histórias, falou sobre cultura e tradições africanas, e sobre as coisas da vida. Eu fiquei com duas frases gravadas na memória:
Cada dia descobrir o melhor de si mesmo no encontro com os outros e O mais difícil neste mundo é o conhecimento de si mesmo.
Um mestre na vida e na arte.
Mais detalhes aqui no suplemento de artes cênicas deste blog - o Teatro ETC. & Tal.
Domingo de manhã no Teatro Carlos Gomes para uma platéia de atores, bailarinos, circenses, contadores de histórias, etc. aconteceu a tão falada aula-espetáculo ou Master Class do ator do Hamlet de Peter Brook, SOTIGUI KOUYATÉ -- uma aula de simplicidade e de sabedoria. Simplesmente isso.
Durante quasi duas horas, contou histórias, falou sobre cultura e tradições africanas, e sobre as coisas da vida. Eu fiquei com duas frases gravadas na memória:
Cada dia descobrir o melhor de si mesmo no encontro com os outros e O mais difícil neste mundo é o conhecimento de si mesmo.
Um mestre na vida e na arte.
Mais detalhes aqui no suplemento de artes cênicas deste blog - o Teatro ETC. & Tal.
24.6.02
Saí na Cora Rónai impressa e on-line
Estou exibidíssima. Saí no Caderno de Informática de O GLOBO no primeiro blog impresso publicado na imprensa brasileira, e acho que no mundo: arte e manha da jornalista, dramaturga (premiadíssima) e escritora Cora Rónai. Estreiou na semana passada, saltando da página 3 para a 30 -- última página do Caderno de Informática, onde ela publica o que ela escreve no seu blog, o InternETC, e os comentários da comunidade blogueira e dos seus amigos, leitores e admiradores de O GLOBO.
E para completar a minha alegria, o blog impresso traz a foto do MOSCA -- o Canalha Amarelo, o mais destacado membro da Familia Gato -- em toda a sua Magestade. Gostou querida Meg?
Estou exibidíssima. Saí no Caderno de Informática de O GLOBO no primeiro blog impresso publicado na imprensa brasileira, e acho que no mundo: arte e manha da jornalista, dramaturga (premiadíssima) e escritora Cora Rónai. Estreiou na semana passada, saltando da página 3 para a 30 -- última página do Caderno de Informática, onde ela publica o que ela escreve no seu blog, o InternETC, e os comentários da comunidade blogueira e dos seus amigos, leitores e admiradores de O GLOBO.
E para completar a minha alegria, o blog impresso traz a foto do MOSCA -- o Canalha Amarelo, o mais destacado membro da Familia Gato -- em toda a sua Magestade. Gostou querida Meg?
22.6.02
Kafka puro -- batalha do ingresso para a aula-espetáculo no Teatro Carlos Gomes
Hoje, assim que acordei às onze e tantas da manhã começa a operação telefonema. E o telefone da bilheteria do Carlos Gomes, 2232-8701 chama, chama e ninguém atende. Tomo o café da manhã, e volto. Nada. Lá pelas tantas depois dos trocentos telefonemas, e o telefone dando sempre ocupado, afinal uma voz avisa que o telefone mudou para 2220-0250. Insisito e não desisto. Depois de outros trocentos telefonemas, e direto aquele barulhinho irritante de
ocupado, e já passando de uma hora da tarde, enfim atendeu um rapaz que informou laconicamente: só a partir das 14hs. tá Senhora? Tá. O que posso fazer? Já estava arrependida de não ter acreditado na informação de ontem, e ter acordado cedo e ido pra lá às 10 hs. da manhã.
Dei um tempo, e fui abrir a mail-box e lá estava um convite da RIOARTE repassado ao Forum de Teatro pelo Mariozinho Telles, dizendo que os ingressos para o Master Class já estavam á venda e o telefone de contato era o fatídico 2232-8701.
Outro e-mail da Super Maria - minha amiga Maria Pompeu, gentilmente, avisando da aula-espetáculo. Ela não lê o meu blog, a danadinha. Se tivesse lido, não perderia o seu precioso tempo, mandando esta informação.
Depois disso volto ao telefone que continuava na mesma -- ocupado. E lá pelas tantas já passavam das 14hs, atende uma voz gravada com a seguinte informação: Este telefone, temporàrtiamente não está recebendo chamadas. Estamos providenciando o reparo. Por favor, tente mais tarde.Caramba. Já conhecia esta informação, é a mesma gravação do sabado passado, quando eu tentava a informação da venda de ingressos na segunda-feira.
Parei a operação telefone e fui me preparar para ir acampar lá em frente à bilheteria até conseguir comprar o meu ingresso. Antes de sair de casa, às 15,30hs. resolvi fazer uma última tentativa. E não é que desta vez atendeu uma voz feminina, ao vivo, e confirmou que estariam á venda hoje até às 18hs. Nem acreditei no que ouví. Nova ligação, desta vez para pegar o nome da bilheteira. Ocupado, ocupado, outra voz feminina confirma as informações. Agradeço e mando a clássica pergunta: Com quem eu falei ? -- Com Nina.
Em menos de meia hora, eu estava estacionando em frente ao Carlos Gomes e antes de eu descer do carro, um simpático senhor de cabelos grisalhos se aproxima e pergunta discretamente : tem algum ingresso sobrando?. Arrisquei perguntar se ele sabia se ainda teria ingressos para a aula-espetáculo, e um para hoje á noite, porque eu queria assistir novamente o espetáculo. Ele nem respondeu, foi se afastando e um outro se aproximou, e começou a me mandar estacionar, e daí veio outro grandalhão nervoso, estaciona ali, estaciona ali na frente do outro. Um clima pesado e estranho.
Enfim, a batalha estava chegando ao seu final. Consegui comprar os ingresssos. E ao me retirar perguntei à bilheteira, se ela era a Nina. Não era. E adivinhem quem estava ali ao vivo na minha frente : Dona Fátima. Relatei a ela os acontecimentos todos, e ela falou simplesmente que isto se devia a pessoas que não eram da bilheteria, não saberem informar. Mencionei o rapaz de ontem, o Leonardo, que foi confirmar com ela e voltou com a informação fornecida por ela mesma. Daí ela disse que ele era o guarda de lá. Portanto, na categoria dos que não sabem informar.
Foi uma conversa muito aflitiva, porque ela falava muito baixo e eu não ouvia direito o que ela respondia, e a todo o momento eu tentava enfiar a cara ou encostar o ouvido naquele buraco redondo da bilheteria para ouvir melhor. Dona Fátima foi educada, mas as suas explicações foram muito evasivas. Desistí de entender. Mesmo porque já tinham três pessoas atrás de mim, e um rapaz aflitíssimo, querendo ingresso pra hoje. Agradecí e saí portando o precioso troféu: os dois ingressos para amanhã às 11hs. na Master Class do Sotigui Kouyaté.
150 reais, o preço do ingresso para assistir o último dia do Hamlet de Peter
Brook
Eu disse cento e cincoenta reais, o preço que está sendo cobrado pelos cambistas, hoje. E eles estão com pouquíssimos ingressos á venda, por isso estão a postos lá na frente do Carlos Gomes desde cedo. Bem que eu estranhei a pergunta daquele senhor. O normal seria ele oferecer o ingresso e não o contrário. Que os deuses do teatro tenham compaixão dos pobres mortais que não conseguiram comprar o seu ingresso ao prêço normal de 15 reais.
Hoje, assim que acordei às onze e tantas da manhã começa a operação telefonema. E o telefone da bilheteria do Carlos Gomes, 2232-8701 chama, chama e ninguém atende. Tomo o café da manhã, e volto. Nada. Lá pelas tantas depois dos trocentos telefonemas, e o telefone dando sempre ocupado, afinal uma voz avisa que o telefone mudou para 2220-0250. Insisito e não desisto. Depois de outros trocentos telefonemas, e direto aquele barulhinho irritante de
ocupado, e já passando de uma hora da tarde, enfim atendeu um rapaz que informou laconicamente: só a partir das 14hs. tá Senhora? Tá. O que posso fazer? Já estava arrependida de não ter acreditado na informação de ontem, e ter acordado cedo e ido pra lá às 10 hs. da manhã.
Dei um tempo, e fui abrir a mail-box e lá estava um convite da RIOARTE repassado ao Forum de Teatro pelo Mariozinho Telles, dizendo que os ingressos para o Master Class já estavam á venda e o telefone de contato era o fatídico 2232-8701.
Outro e-mail da Super Maria - minha amiga Maria Pompeu, gentilmente, avisando da aula-espetáculo. Ela não lê o meu blog, a danadinha. Se tivesse lido, não perderia o seu precioso tempo, mandando esta informação.
Depois disso volto ao telefone que continuava na mesma -- ocupado. E lá pelas tantas já passavam das 14hs, atende uma voz gravada com a seguinte informação: Este telefone, temporàrtiamente não está recebendo chamadas. Estamos providenciando o reparo. Por favor, tente mais tarde.Caramba. Já conhecia esta informação, é a mesma gravação do sabado passado, quando eu tentava a informação da venda de ingressos na segunda-feira.
Parei a operação telefone e fui me preparar para ir acampar lá em frente à bilheteria até conseguir comprar o meu ingresso. Antes de sair de casa, às 15,30hs. resolvi fazer uma última tentativa. E não é que desta vez atendeu uma voz feminina, ao vivo, e confirmou que estariam á venda hoje até às 18hs. Nem acreditei no que ouví. Nova ligação, desta vez para pegar o nome da bilheteira. Ocupado, ocupado, outra voz feminina confirma as informações. Agradeço e mando a clássica pergunta: Com quem eu falei ? -- Com Nina.
Em menos de meia hora, eu estava estacionando em frente ao Carlos Gomes e antes de eu descer do carro, um simpático senhor de cabelos grisalhos se aproxima e pergunta discretamente : tem algum ingresso sobrando?. Arrisquei perguntar se ele sabia se ainda teria ingressos para a aula-espetáculo, e um para hoje á noite, porque eu queria assistir novamente o espetáculo. Ele nem respondeu, foi se afastando e um outro se aproximou, e começou a me mandar estacionar, e daí veio outro grandalhão nervoso, estaciona ali, estaciona ali na frente do outro. Um clima pesado e estranho.
Enfim, a batalha estava chegando ao seu final. Consegui comprar os ingresssos. E ao me retirar perguntei à bilheteira, se ela era a Nina. Não era. E adivinhem quem estava ali ao vivo na minha frente : Dona Fátima. Relatei a ela os acontecimentos todos, e ela falou simplesmente que isto se devia a pessoas que não eram da bilheteria, não saberem informar. Mencionei o rapaz de ontem, o Leonardo, que foi confirmar com ela e voltou com a informação fornecida por ela mesma. Daí ela disse que ele era o guarda de lá. Portanto, na categoria dos que não sabem informar.
Foi uma conversa muito aflitiva, porque ela falava muito baixo e eu não ouvia direito o que ela respondia, e a todo o momento eu tentava enfiar a cara ou encostar o ouvido naquele buraco redondo da bilheteria para ouvir melhor. Dona Fátima foi educada, mas as suas explicações foram muito evasivas. Desistí de entender. Mesmo porque já tinham três pessoas atrás de mim, e um rapaz aflitíssimo, querendo ingresso pra hoje. Agradecí e saí portando o precioso troféu: os dois ingressos para amanhã às 11hs. na Master Class do Sotigui Kouyaté.
150 reais, o preço do ingresso para assistir o último dia do Hamlet de Peter
Brook
Eu disse cento e cincoenta reais, o preço que está sendo cobrado pelos cambistas, hoje. E eles estão com pouquíssimos ingressos á venda, por isso estão a postos lá na frente do Carlos Gomes desde cedo. Bem que eu estranhei a pergunta daquele senhor. O normal seria ele oferecer o ingresso e não o contrário. Que os deuses do teatro tenham compaixão dos pobres mortais que não conseguiram comprar o seu ingresso ao prêço normal de 15 reais.
Aula-espetáculo de SOTIGUI KOUYATÉ, do elenco do Hamlet de Peter Brook.
Começou outra batalha por ingresso no Teatro Carlos Gomes. Desta vez para a aula-espetáculo, no domingo, às 11hs, de Sotigui Kouyaté -- o ator que faz o Polonio e o segundo coveiro e que trabalha há mais de vinte anos com Peter Brook. Sotigui, natural de Mali na Africa Ocidental, além de ator, autor,compositor,cantor e dramaturgo -- Barbara lhe adora, foi lembrado com destaque ontem na crítica de Hamlet, o magistral Próspero na Tempestade de Brook em Paris -- é também contador de histórias e pertence a uma tradicional familia de Griots.
Ele já deu uma oficina de quatro dias que acabou hoje. Eu fiquei numa fila de espera para essa oficina, mas não rolou. Hoje, ficamos sabendo pela reportagem de O GLOBO, que haveria essa aula-espetáculo no domingo. Uma amiga telefonou para o Carlos Gomes e disseram que os ingressos a dez reais, estariam á venda na bilheteria no mesmo dia do evento, domingo, a partir das 10hs. Ela me telefonou, sabendo da minha vocação para enfrentar filas, pedindo que comprasse para ela, o seu ingresso.
Ressabiada, telefonei para confirmar, e disseram que era amanhã, sábado, a partir das dez horas, a venda para domingo. Mencionei a informação que fora dada à minha amiga, e o rapaz que me atendeu, solícito foi confirmar e volta dizendo que a bilheteira Dona Fátima (assim mesmo, Dona Fatima, ele falou) confirmara a informação de sábado a partir das 10hs., dizendo que estariam á venda também no domingo, a partir das 10 hs. Algumas horas depois, telefonei para confirmar quantos ingressos seriam vendidos por pessoa. Atenderam da recepção (a bilheteria já estava fechada), e o rapaz muito educado e atencioso que se identificou como Juanildo informa que a bilheteria, amanhã, (sábado) abria às 14 hs. Repeti para ele as informações anteriores, e ele falou que até ontem não tinha conhecimento do evento de domingo, e não sabia informar desse horário extra da bilheteria. Sugeriu que eu telefonasse manhã a partir de nove horas, quando os funcionários da bilheteria já estariam a postos, e deveriam saber informar. Voilà.
Começou outra batalha por ingresso no Teatro Carlos Gomes. Desta vez para a aula-espetáculo, no domingo, às 11hs, de Sotigui Kouyaté -- o ator que faz o Polonio e o segundo coveiro e que trabalha há mais de vinte anos com Peter Brook. Sotigui, natural de Mali na Africa Ocidental, além de ator, autor,compositor,cantor e dramaturgo -- Barbara lhe adora, foi lembrado com destaque ontem na crítica de Hamlet, o magistral Próspero na Tempestade de Brook em Paris -- é também contador de histórias e pertence a uma tradicional familia de Griots.
Ele já deu uma oficina de quatro dias que acabou hoje. Eu fiquei numa fila de espera para essa oficina, mas não rolou. Hoje, ficamos sabendo pela reportagem de O GLOBO, que haveria essa aula-espetáculo no domingo. Uma amiga telefonou para o Carlos Gomes e disseram que os ingressos a dez reais, estariam á venda na bilheteria no mesmo dia do evento, domingo, a partir das 10hs. Ela me telefonou, sabendo da minha vocação para enfrentar filas, pedindo que comprasse para ela, o seu ingresso.
Ressabiada, telefonei para confirmar, e disseram que era amanhã, sábado, a partir das dez horas, a venda para domingo. Mencionei a informação que fora dada à minha amiga, e o rapaz que me atendeu, solícito foi confirmar e volta dizendo que a bilheteira Dona Fátima (assim mesmo, Dona Fatima, ele falou) confirmara a informação de sábado a partir das 10hs., dizendo que estariam á venda também no domingo, a partir das 10 hs. Algumas horas depois, telefonei para confirmar quantos ingressos seriam vendidos por pessoa. Atenderam da recepção (a bilheteria já estava fechada), e o rapaz muito educado e atencioso que se identificou como Juanildo informa que a bilheteria, amanhã, (sábado) abria às 14 hs. Repeti para ele as informações anteriores, e ele falou que até ontem não tinha conhecimento do evento de domingo, e não sabia informar desse horário extra da bilheteria. Sugeriu que eu telefonasse manhã a partir de nove horas, quando os funcionários da bilheteria já estariam a postos, e deveriam saber informar. Voilà.
Subscrever:
Mensagens (Atom)