Histórias sem fim ...
Levei quasi duas horas de ônibus (uma hora e cincoenta minutos) para chegar à PUC, atrasadíssima, e o Bartolomeu Campos Queirós já tinha falado, e para completar, não deu pra tocar a minha maraca. O Daniel contou simplesmente uma história -- sem maiores evoluções -- para um auditorio superlotado que não tinha nenhum canto vazio, quanto mais espaço para dançar.
A tarde, no SESC de Copa, dois presentes preciosos: conseguí fazer a oficina da Diana Tarnofky, (a oficina já estava lotada, mas a bendita Benita deu um jeito de encaixar algumas pessoas, na última hora) e ainda ouvir a contação do Filoteus Silva -- a tradição da oralidade em pessoa -- contador de Anajé, do interior da Bahia.
Depois, aqui no blog de artes cênicas contarei mais detalhes.
Páro aqui porque amanhã não tem folga, acordo cedo pra trabalhar, e só vou poder ir á noite para o encerramento do Simposio, no SESC de Copa.
As artes e as manhas de uma atriz. Na blogosfera desde março de 2001. Os arquivos esperam a sua visita.
7.5.02
6.5.02
A semana promete...
O seguro do Abelardo terminou domingo, e ainda não renovei. Estou mudando de seguradora e fazendo pesquisa de preços e deveria fechar hoje com uma, mas às segundas eu trabalho de oito até cinco da tarde. Amanhã (terça) é a minha folga, vou matar a aula da Mestra Angel -- a causa é nobre, e vou estar na PUC às 9hs para um imperdível encontro de saberes que vai reunir o escritor mineiro Bartolomeu Campos Queirós, o índio antropologo Daniel Munduruku, e a Eliana Yunes, entre outros, debatendo " A permanência da oralidade na literatura contemporânea".
Maraca para que te quero?
E das 12 as 13hs, ainda na PUC, vou assistir a contação da Diana, da Argentina, que eu assisti um preview ontem, e fiquei fascinada com o estilo dela usando o corpo todo para contar uma história, e do querido Daniel Munduruku que conta histórias de índio, toca maraca e depois bota o povo todo para dançar e cantar. Vou levar a minha maraca para tocar também -- ela é originária da tribo kariri-xocó, de Sergipe, e foi adquirida numa oficina eu fiz com os caciqueTkaynã e Mestre Tídio, na UNIRIO, quando conhecí também o Daniel. Vai ser bom demais.
E à tarde, a partir de 14 hs. vou para o SESC de Copa descolar uma oficina para participar, entre as cinco com os convidados internacionais. Quero fazer a oficina do espanhol, maravilhoso -- conta fazendo malabares com bolinhas, e com a Diana, claro. E á noite, ainda no SESC de Copa vou assistir outros contadores nacionais e internacionais.
Detalhe do dia digno de nota: percurso de Vila Isabel/PUC na Gávea/SESC-Copa vai ser de bus ou carona. Taxi só em desespêro de causa.
O seguro do Abelardo terminou domingo, e ainda não renovei. Estou mudando de seguradora e fazendo pesquisa de preços e deveria fechar hoje com uma, mas às segundas eu trabalho de oito até cinco da tarde. Amanhã (terça) é a minha folga, vou matar a aula da Mestra Angel -- a causa é nobre, e vou estar na PUC às 9hs para um imperdível encontro de saberes que vai reunir o escritor mineiro Bartolomeu Campos Queirós, o índio antropologo Daniel Munduruku, e a Eliana Yunes, entre outros, debatendo " A permanência da oralidade na literatura contemporânea".
Maraca para que te quero?
E das 12 as 13hs, ainda na PUC, vou assistir a contação da Diana, da Argentina, que eu assisti um preview ontem, e fiquei fascinada com o estilo dela usando o corpo todo para contar uma história, e do querido Daniel Munduruku que conta histórias de índio, toca maraca e depois bota o povo todo para dançar e cantar. Vou levar a minha maraca para tocar também -- ela é originária da tribo kariri-xocó, de Sergipe, e foi adquirida numa oficina eu fiz com os caciqueTkaynã e Mestre Tídio, na UNIRIO, quando conhecí também o Daniel. Vai ser bom demais.
E à tarde, a partir de 14 hs. vou para o SESC de Copa descolar uma oficina para participar, entre as cinco com os convidados internacionais. Quero fazer a oficina do espanhol, maravilhoso -- conta fazendo malabares com bolinhas, e com a Diana, claro. E á noite, ainda no SESC de Copa vou assistir outros contadores nacionais e internacionais.
Detalhe do dia digno de nota: percurso de Vila Isabel/PUC na Gávea/SESC-Copa vai ser de bus ou carona. Taxi só em desespêro de causa.
5.5.02
Parou porque?
Descobrí um leitor assíduo daqui deste blog: meu dentista. Dialogo no consultorio, na sexta-feira:
-- Boa tarde! Tudo bem Dona Ruth ?
-- Tudo bem.
Silenciei e ele também, mas estranhei o tom da pergunta. Sentei na cadeira, e ele iniciou os preparativos todos, e ao colocar aquele aventalzinho dos clientes, ele rompeu subitamente aquele silêncio, e mandou esta:
-- Parou de escrever?
-- ahn... escrever ?
A essas alturas eu já estava desligada e estagnada na cadeira, sem pensar em mais nada a não ser que era dia de anestesia.
-- Desde o dia 29 não escreveu mais lá no seu blog.
Dia 29, foi segunda, portanto, só quatro dias sem postar. E, entre surprêsa e lisongeada pelo interesse no blog, respondí:
-- Ah, sim. Não parei, dr. Humberto, é que às vezes eu não fico afim de escrever.
Rápido silêncio para meditação, e ele mandou outra mais surpreendente ainda:
-- Até pensei que tinha acontecido alguma coisa com a Senhora, e que nem viria hoje.
Olha só que responsa ! Já fiquei mais de dez dias sem postar aqui e nunca me preocupei. Este fato me faz refletir sèriamente sobre a repercussão do
que postamos aqui.
Valeu, Dr. Humberto.
Descobrí um leitor assíduo daqui deste blog: meu dentista. Dialogo no consultorio, na sexta-feira:
-- Boa tarde! Tudo bem Dona Ruth ?
-- Tudo bem.
Silenciei e ele também, mas estranhei o tom da pergunta. Sentei na cadeira, e ele iniciou os preparativos todos, e ao colocar aquele aventalzinho dos clientes, ele rompeu subitamente aquele silêncio, e mandou esta:
-- Parou de escrever?
-- ahn... escrever ?
A essas alturas eu já estava desligada e estagnada na cadeira, sem pensar em mais nada a não ser que era dia de anestesia.
-- Desde o dia 29 não escreveu mais lá no seu blog.
Dia 29, foi segunda, portanto, só quatro dias sem postar. E, entre surprêsa e lisongeada pelo interesse no blog, respondí:
-- Ah, sim. Não parei, dr. Humberto, é que às vezes eu não fico afim de escrever.
Rápido silêncio para meditação, e ele mandou outra mais surpreendente ainda:
-- Até pensei que tinha acontecido alguma coisa com a Senhora, e que nem viria hoje.
Olha só que responsa ! Já fiquei mais de dez dias sem postar aqui e nunca me preocupei. Este fato me faz refletir sèriamente sobre a repercussão do
que postamos aqui.
Valeu, Dr. Humberto.
4.5.02
Maratona de Contos
Gente, tá demais essa maratona ! Os melhores contadores e os melhores grupos de contação de histórias nacionais e internacionais estarão se revezando no palco, amanhã e domingo, das 9 às 21hs na BIBLIOTECA PÚBLICA DO ESTADO, à Av Presidente Vargas 1261 (perto da Central). Também será aberto um espaço para que o público presente também possa contar as suas histórias.
Sábado - 4 de maio
Mestre de Cerimônias - o mímico e ator Jiddu Saldanha.
9hs - Grupo Mil e Umas ( integrado pela Flavia Berton (oi Flavinha!), a Livia de Almeida, outros três ou quatro integrantes, é um dos grupos mais famosos e atuantes, com apresentações nacionais e internacionais; criador e organizador do I Festival Internacional de Contadores de Historias, em outubro/99, quando o meu grupo "Ao pé da fogueira" se apresentou no Espaço Aberto). É, eu tive um grupo de contadores de histórias. Foi muito bom, enquanto durou.
10hs - Daniela Chindler ( contadora de historias e produtora de eventos, criadora do " Manhãs de Histórias em Copacabana ", sabados e domingos no Glaucio Gil. O grupo "Ao pé da fogueira" fez bonito nesse evento, foi nele que nos firmamos como grupo. Daniela foi a criadora de outro projeto de sucesso, a contação de histórias na Academia Brasileira de Letras).
10h30m- Grupo Abayomi (mulheres da Cooperativa Abayomi -- boneca negra sem cola ou costura. Elas se apresentam cantando e dançando ciranda, e no final acaba com o público numa roda de ciranda. Quem participou não esquece jamais. Uma celebração à vida e à arte).
11h - As Velhinhas de Santa Teresa (Ainda não vi, mas tenho as melhores referências. Uma das velhinhas, é o premiado --vários Mambembe de Melhor Ator- EMANUEL SANTOS que foi do Grupo Hombu).
12hs - Palco Aberto
13hs - Fátima Café ( famosa contadora de histórias, atriz e diretora teatral. Minha primeira professora de contação de histórias, e a quem devo algumas descobertas que influenciaram o meu estilo de contadora).
14hs- Priscila Camargo (atriz e contadora de histórias que vem se apresentando com sucesso no Brasil e em Portugal com o espetáculo "Boca a Boca" , tanto que já criou o "Boca a Boca II").
15hs- Joaquim de Paula (músico, cantador e contador da melhor qualidade, além de professor, escritor e arte-educador).
16hs - O misterioso rapto da flor do sereno com Renato Peres, Cecilia Lage e
Leo Alves (não conheço o trabalho do grupo).
17hs - Grupo Repertório ( Maria Pompeu, Amaury de Lima e Marcia Bloch. Criado pela atriz, contadora e produtora Maria Pompeu, vem se apresentando com sucesso em multiplos espaços -- praças, igrejas, escolas, teatros, etc...)
18hs- Celso Sisto (um Mestre. Integra o Grupo Morandubetá desde a sua criação, além de contador e ator, escritor premiadíssimo e especialista em literatura infantil e juvenil).
19hs - Do pau-brasil a Oswaldo Cruz, é o cordel que vem à luz com Edmilson
Santini (este eu não conheço, mas o título é bem sacado e merece conferir).
19h40m - Fernando Lébeis e Augusto Pessôa (Dois Mestres. Lébeis contando o mito da Ceyuci e o mito do Serpentario é inesquecível, e o Augusto, contando os contos do Artur Azevedo não tem pra mais ninguém. Tive o privilégio de ser aluna dos dois, na Casa de Leitura).
Domingo - 5 de maio
Mestre de Cerimônias - o mímico e ator Jiddu Saldanha
9hs - Cores, Cantos e Contos de Brasil com Rita Porto, Fáthima Rodrigues e
Renato Peres (não conheço o grupo, mas conheço a Rita -- uma ótima atriz -- e este trabalho é o resultado de uma pesquisa do grupo).
10hs - Augusto Pessôa e Rodrigo Lima (onde tem o contador de histórias, ator, cenografo, figurinista e arte-educador Augusto Pessoa tem qualidade e divertimento garantido. O Rodrigo eu não conheço).
10h40m - Nelson Pimenta> (não tenho referências, sorry).
11hs- Sônia Travassos (idem, sorry).
12hs - Palco Aberto
13hs - Raquel Nader e Laerte Vargas (O Laerte é um ótimo contador -- contando cordel é um arraso -- e se não me engano foi do "Confabulando" e da Raquel tenho uma vaga lembrança).
14hs- Bia Bedran (uma das pioneiras dessa arte, conta, canta e encanta).
15hs- Grupo Confabulando ( formado pela Ana Creton, Maria Clara, Maria Ignês e Olívia Dornelles, um dos mais destacados e atuantes com apresentações em todo o País. Trabalha com a pesquisa de contos populares. O grupo publicou o livro "Contos como a gente conta"-Ed.Memórias Futuras).
16hs - Oswaldo Felipe(Espanha) e Márcio Moura (contos da tradição espanhola e Márcio, sorry, não tenho referências).
17hs - Yoshihira Hioki (Japão) e Maria Clara Cavalcanti (estou curiosa para ver a contação de japonês, e Maria Clara -- ótima contadora, integrante do grupo Confabulando, desde a sua fundação em 1995).
18hs- Jean Michel Hernandez (França) e Benita Prieto (a tradição francêsa e a ótima contadora de histórias Benita, integrante do Morandubetá, desde a sua fundação, especialista em literatura infantil e juvenil, além de organizadora deste evento. Ela é a minha referência primeira de contadora de histórias).
18h30m -Mano Melo (poeta, escritor e contador -- tem um repertório de contos porno/eroticos muito divertidos).
19hs - Horácio Santos (Cabo Verde) e Celso Sisto a dupla promete.
20hs - Diana Tarnofky (Argentina) e Eliana Yunes ( uma dupla respeitável -- a contadora argentina e Eliana integrante do Morandubetá, doutora em linguistica e literatura portuguesa, criadora do PROLER e uma ótima contadora de Shakespeare. Inesquecível o espetáculo do Morandubetá, contando textos de Shakespeare no Teatro II do CCBB. Um grande momento do grupo, e especialmente da Eliana Yunes).
Gente, tá demais essa maratona ! Os melhores contadores e os melhores grupos de contação de histórias nacionais e internacionais estarão se revezando no palco, amanhã e domingo, das 9 às 21hs na BIBLIOTECA PÚBLICA DO ESTADO, à Av Presidente Vargas 1261 (perto da Central). Também será aberto um espaço para que o público presente também possa contar as suas histórias.
Sábado - 4 de maio
Mestre de Cerimônias - o mímico e ator Jiddu Saldanha.
9hs - Grupo Mil e Umas ( integrado pela Flavia Berton (oi Flavinha!), a Livia de Almeida, outros três ou quatro integrantes, é um dos grupos mais famosos e atuantes, com apresentações nacionais e internacionais; criador e organizador do I Festival Internacional de Contadores de Historias, em outubro/99, quando o meu grupo "Ao pé da fogueira" se apresentou no Espaço Aberto). É, eu tive um grupo de contadores de histórias. Foi muito bom, enquanto durou.
10hs - Daniela Chindler ( contadora de historias e produtora de eventos, criadora do " Manhãs de Histórias em Copacabana ", sabados e domingos no Glaucio Gil. O grupo "Ao pé da fogueira" fez bonito nesse evento, foi nele que nos firmamos como grupo. Daniela foi a criadora de outro projeto de sucesso, a contação de histórias na Academia Brasileira de Letras).
10h30m- Grupo Abayomi (mulheres da Cooperativa Abayomi -- boneca negra sem cola ou costura. Elas se apresentam cantando e dançando ciranda, e no final acaba com o público numa roda de ciranda. Quem participou não esquece jamais. Uma celebração à vida e à arte).
11h - As Velhinhas de Santa Teresa (Ainda não vi, mas tenho as melhores referências. Uma das velhinhas, é o premiado --vários Mambembe de Melhor Ator- EMANUEL SANTOS que foi do Grupo Hombu).
12hs - Palco Aberto
13hs - Fátima Café ( famosa contadora de histórias, atriz e diretora teatral. Minha primeira professora de contação de histórias, e a quem devo algumas descobertas que influenciaram o meu estilo de contadora).
14hs- Priscila Camargo (atriz e contadora de histórias que vem se apresentando com sucesso no Brasil e em Portugal com o espetáculo "Boca a Boca" , tanto que já criou o "Boca a Boca II").
15hs- Joaquim de Paula (músico, cantador e contador da melhor qualidade, além de professor, escritor e arte-educador).
16hs - O misterioso rapto da flor do sereno com Renato Peres, Cecilia Lage e
Leo Alves (não conheço o trabalho do grupo).
17hs - Grupo Repertório ( Maria Pompeu, Amaury de Lima e Marcia Bloch. Criado pela atriz, contadora e produtora Maria Pompeu, vem se apresentando com sucesso em multiplos espaços -- praças, igrejas, escolas, teatros, etc...)
18hs- Celso Sisto (um Mestre. Integra o Grupo Morandubetá desde a sua criação, além de contador e ator, escritor premiadíssimo e especialista em literatura infantil e juvenil).
19hs - Do pau-brasil a Oswaldo Cruz, é o cordel que vem à luz com Edmilson
Santini (este eu não conheço, mas o título é bem sacado e merece conferir).
19h40m - Fernando Lébeis e Augusto Pessôa (Dois Mestres. Lébeis contando o mito da Ceyuci e o mito do Serpentario é inesquecível, e o Augusto, contando os contos do Artur Azevedo não tem pra mais ninguém. Tive o privilégio de ser aluna dos dois, na Casa de Leitura).
Domingo - 5 de maio
Mestre de Cerimônias - o mímico e ator Jiddu Saldanha
9hs - Cores, Cantos e Contos de Brasil com Rita Porto, Fáthima Rodrigues e
Renato Peres (não conheço o grupo, mas conheço a Rita -- uma ótima atriz -- e este trabalho é o resultado de uma pesquisa do grupo).
10hs - Augusto Pessôa e Rodrigo Lima (onde tem o contador de histórias, ator, cenografo, figurinista e arte-educador Augusto Pessoa tem qualidade e divertimento garantido. O Rodrigo eu não conheço).
10h40m - Nelson Pimenta> (não tenho referências, sorry).
11hs- Sônia Travassos (idem, sorry).
12hs - Palco Aberto
13hs - Raquel Nader e Laerte Vargas (O Laerte é um ótimo contador -- contando cordel é um arraso -- e se não me engano foi do "Confabulando" e da Raquel tenho uma vaga lembrança).
14hs- Bia Bedran (uma das pioneiras dessa arte, conta, canta e encanta).
15hs- Grupo Confabulando ( formado pela Ana Creton, Maria Clara, Maria Ignês e Olívia Dornelles, um dos mais destacados e atuantes com apresentações em todo o País. Trabalha com a pesquisa de contos populares. O grupo publicou o livro "Contos como a gente conta"-Ed.Memórias Futuras).
16hs - Oswaldo Felipe(Espanha) e Márcio Moura (contos da tradição espanhola e Márcio, sorry, não tenho referências).
17hs - Yoshihira Hioki (Japão) e Maria Clara Cavalcanti (estou curiosa para ver a contação de japonês, e Maria Clara -- ótima contadora, integrante do grupo Confabulando, desde a sua fundação em 1995).
18hs- Jean Michel Hernandez (França) e Benita Prieto (a tradição francêsa e a ótima contadora de histórias Benita, integrante do Morandubetá, desde a sua fundação, especialista em literatura infantil e juvenil, além de organizadora deste evento. Ela é a minha referência primeira de contadora de histórias).
18h30m -Mano Melo (poeta, escritor e contador -- tem um repertório de contos porno/eroticos muito divertidos).
19hs - Horácio Santos (Cabo Verde) e Celso Sisto a dupla promete.
20hs - Diana Tarnofky (Argentina) e Eliana Yunes ( uma dupla respeitável -- a contadora argentina e Eliana integrante do Morandubetá, doutora em linguistica e literatura portuguesa, criadora do PROLER e uma ótima contadora de Shakespeare. Inesquecível o espetáculo do Morandubetá, contando textos de Shakespeare no Teatro II do CCBB. Um grande momento do grupo, e especialmente da Eliana Yunes).
29.4.02
Senta que lá vem história
Oportunidade rara para ver e ouvir os maiores contadores do Brasil e do mundo.
Estou contando aqui no blog de artes cênicas tudo sobre o I Simpósio Internacional de Contadores de Histórias que começa no próximo sábado aqui no Rio.
Oportunidade rara para ver e ouvir os maiores contadores do Brasil e do mundo.
Estou contando aqui no blog de artes cênicas tudo sobre o I Simpósio Internacional de Contadores de Histórias que começa no próximo sábado aqui no Rio.
27.4.02
Ja escolheu a peça que voce quer ver ? Veja aqui se a sua escolha esta incluida entre as 26 peças que saem de cartaz neste final de semana.
Sobrou para o Abelardo
Quando eu estou naquelas fases de vida, digamos assim mais fragilizada, eu apronto demais, e por esse motivo, nessa semana várias vezes eu pensei em deixar o Abelardo na garagem e enfrentar um bus, mas decidí não dar espaço para o baixo astral, e saí dirigindo sem problemas -- até hoje de manhã, ao sair de casa.
Ao colocar a chave na ignição e botar o motor para funcionar, o Abelardo deu um salto e saiu deslizando pelo chão até dar com o nariz na pilastra e amassar legal o capô. Pelo impacto, eu tive a sensação que o parabrisa ia quebrar também, e levei um susto respeitável. O freio de mão estava puxado, por isso eu não entendo como ele andou. O único êrro -- fatal -- foi ter deixado engatado na primeira, ao estacionar aqui na garagem, ontem á noite.
Para completar, o coitado estava imundo -- ele é muito branco e qualquer sujeirinha mancha -- aproveitei e levei ao posto para dar um trato nele. Fiquei até triste de ver como ele ficou estropiado. Além do nariz quebrado, a trazeira também tá estranha, amassada em redondo pra dentro ( foi no estacionamento) e a lateral esquerda tá toda amassada e arranhada -- sou muito ruim de ré, e batí num hidrante. Preciso encontrar urgente uma boa oficina de pintura e lataria.
Quando eu estou naquelas fases de vida, digamos assim mais fragilizada, eu apronto demais, e por esse motivo, nessa semana várias vezes eu pensei em deixar o Abelardo na garagem e enfrentar um bus, mas decidí não dar espaço para o baixo astral, e saí dirigindo sem problemas -- até hoje de manhã, ao sair de casa.
Ao colocar a chave na ignição e botar o motor para funcionar, o Abelardo deu um salto e saiu deslizando pelo chão até dar com o nariz na pilastra e amassar legal o capô. Pelo impacto, eu tive a sensação que o parabrisa ia quebrar também, e levei um susto respeitável. O freio de mão estava puxado, por isso eu não entendo como ele andou. O único êrro -- fatal -- foi ter deixado engatado na primeira, ao estacionar aqui na garagem, ontem á noite.
Para completar, o coitado estava imundo -- ele é muito branco e qualquer sujeirinha mancha -- aproveitei e levei ao posto para dar um trato nele. Fiquei até triste de ver como ele ficou estropiado. Além do nariz quebrado, a trazeira também tá estranha, amassada em redondo pra dentro ( foi no estacionamento) e a lateral esquerda tá toda amassada e arranhada -- sou muito ruim de ré, e batí num hidrante. Preciso encontrar urgente uma boa oficina de pintura e lataria.
Afetos & perceptos
É muito difícil para mim postar aqui qualquer comentário do meu trabalho com portadores de deficiência, desde os aspectos mais simples até as minhas pesquisas e descobertas, tipo técnicas corporais que eram relegadas a um segundo plano e que me surpreenderam produzindo ótimos resultados em determinados casos, como a Eutonia da Gerda Alexander, com autistas.
Eu fico bloqueada para comentar aqui essas conquistas, resultado de muitos mêses de um trabalho atento, paciencioso e amoroso. É como se eu fosse revelar um outro lado meu, e do qual nem eu tinha conhecimento. Eu amo o meu trabalho, e não fosse por ele, eu já teria pirado legal.
É muito difícil para mim postar aqui qualquer comentário do meu trabalho com portadores de deficiência, desde os aspectos mais simples até as minhas pesquisas e descobertas, tipo técnicas corporais que eram relegadas a um segundo plano e que me surpreenderam produzindo ótimos resultados em determinados casos, como a Eutonia da Gerda Alexander, com autistas.
Eu fico bloqueada para comentar aqui essas conquistas, resultado de muitos mêses de um trabalho atento, paciencioso e amoroso. É como se eu fosse revelar um outro lado meu, e do qual nem eu tinha conhecimento. Eu amo o meu trabalho, e não fosse por ele, eu já teria pirado legal.
26.4.02
24.4.02
Desligada, eu ?
Acordei atrasadíssima. O despertador não funcionou (deixei ligado no PM) e o meu relogio biologico ainda não registrou esse horário madrugador. Saí batida, e em jejum, mas não deixei de passar antes na banca da esquina e comprar O Globo. E às oito e meia eu já estava na FUNLAR com tudo em cima para a primeira aula individual do dia, mas o aluno faltou. Aproveitei o lance e fui ler o meu jornal, e nada de achar o Caderno de Informática, e, foi assim que eu me toquei que hoje não era segunda-feira!!!
Para completar a pasmaceira, o meu celular está sumido -- perdido ou roubado. Já vasculhei o carro, aqui em casa, no trabalho e não estou encontrando. Guardei na bolsa no domingo á noite, ao chegar em casa, e dei pela sua falta na segunda depois do almoço, no trabalho.
Acordei atrasadíssima. O despertador não funcionou (deixei ligado no PM) e o meu relogio biologico ainda não registrou esse horário madrugador. Saí batida, e em jejum, mas não deixei de passar antes na banca da esquina e comprar O Globo. E às oito e meia eu já estava na FUNLAR com tudo em cima para a primeira aula individual do dia, mas o aluno faltou. Aproveitei o lance e fui ler o meu jornal, e nada de achar o Caderno de Informática, e, foi assim que eu me toquei que hoje não era segunda-feira!!!
Para completar a pasmaceira, o meu celular está sumido -- perdido ou roubado. Já vasculhei o carro, aqui em casa, no trabalho e não estou encontrando. Guardei na bolsa no domingo á noite, ao chegar em casa, e dei pela sua falta na segunda depois do almoço, no trabalho.
23.4.02
Salve São Jorge
Hoje aqui no Rio, feriado municipal em homenagem ao santo guerreiro, o JORDI como dizem os francêses, também adeptos do santo. Vi a imagem de São Jorge até na casa de um amigo da esquerda francêsa, e em casas de outras tendencias politico/religiosas, o que me causou uma certa surprêsa, depois acostumei com o fato.
Que Saint Jordi interceda pela França no segundo turno dessas eleições. O M. Le Pen há muito tempo vem plantando nas bases com um discurso que agrada ao povão e a esquerda nemtavaaí pra ele, e deu no que deu.
Hoje aqui no Rio, feriado municipal em homenagem ao santo guerreiro, o JORDI como dizem os francêses, também adeptos do santo. Vi a imagem de São Jorge até na casa de um amigo da esquerda francêsa, e em casas de outras tendencias politico/religiosas, o que me causou uma certa surprêsa, depois acostumei com o fato.
Que Saint Jordi interceda pela França no segundo turno dessas eleições. O M. Le Pen há muito tempo vem plantando nas bases com um discurso que agrada ao povão e a esquerda nemtavaaí pra ele, e deu no que deu.
21.4.02
Índios japonêses
Só vindo aqui para um alô. Amanhã, acordo de madrugada. Fui ver hoje (domingo) os índios japoneses no Museu da Republica, cantando e dançando a tradição dos índios Ainu do Japão --eles usam aqueles kimonos japoneses e aquelas tiras amarradas na cabeça, e me lembrou em alguns momentos um ritual de teatro no -- e teve também participação especial de alguns índios brasileiros. Bem interessante. Adorei ver lotadas as arquibancadas armadas no jardim do Museu -- devia ter mais de mil pessoas. Vi hoje também um espetáculo para crianças "A perseguida" no Teatro Glaucio Gil, com linguagem de clown e cinema mudo que vale para as crianças grandes também.
Só vindo aqui para um alô. Amanhã, acordo de madrugada. Fui ver hoje (domingo) os índios japoneses no Museu da Republica, cantando e dançando a tradição dos índios Ainu do Japão --eles usam aqueles kimonos japoneses e aquelas tiras amarradas na cabeça, e me lembrou em alguns momentos um ritual de teatro no -- e teve também participação especial de alguns índios brasileiros. Bem interessante. Adorei ver lotadas as arquibancadas armadas no jardim do Museu -- devia ter mais de mil pessoas. Vi hoje também um espetáculo para crianças "A perseguida" no Teatro Glaucio Gil, com linguagem de clown e cinema mudo que vale para as crianças grandes também.
20.4.02
A cobra fumou
Ante-ontem (quinta-feira) estava eu na fila de desistência para assistir o terceiro filme do dia do festival de documentarios do CCBB, quando adentrou pela porta principal, uma senhora de uns setenta anos, sozinha, fardada e cheia de medalhas e estrelas nos ombros. Eu pensei comigo: estou vendo uma generala! Ela se encaminhou direto para uma roda de elegantíssimos senhores todos de cabelos branquinhos, e que já tinham chamado a minha atenção.
E só quando começou o filme A cobra fumou -- sobre os feitos da nossa FEB na Italia, é que eu fiquei sabendo, a generala era a MAJOR ELZA, enfermeira brasileira que trabalhou na Cruz Vermelha na segunda guerra na Itália. Ela é uma das principais personalidades que aparecem no filme dando depoimento, e no final do filome, ela e aquela galera de cabelos brancos foram festejadíssmos e muito cumprimentados.
Adorei o filme. A partir dele tenho outra visão da historia. Vou comentar aqui depois com calma. Agora estou correndo para o CCBB tenho 3 ou 4 filmes, se der para ver até a noite, inclusive o filme da Agnès Varda sobre catadores de lixo de Paris que passa às 21,30hs e o documentário sobre um dos mais importantes diretores teatrais do Brasil e do mundo: Antunes Filho.
Ah, e ontem eu vi o espetáculo de dança da Denise e do Michel (nem preciso dizer que eu e o público que superlotou o Teatro II gostamos tanto que aplaudimos em pé) , e o documentario Viva São João com o Gilberto Gil, dirigido pelo Andrucha. Saí na metade, me incomodou demais a pasteurização de um tema tão brasileiro. Arrgh!...
Ante-ontem (quinta-feira) estava eu na fila de desistência para assistir o terceiro filme do dia do festival de documentarios do CCBB, quando adentrou pela porta principal, uma senhora de uns setenta anos, sozinha, fardada e cheia de medalhas e estrelas nos ombros. Eu pensei comigo: estou vendo uma generala! Ela se encaminhou direto para uma roda de elegantíssimos senhores todos de cabelos branquinhos, e que já tinham chamado a minha atenção.
E só quando começou o filme A cobra fumou -- sobre os feitos da nossa FEB na Italia, é que eu fiquei sabendo, a generala era a MAJOR ELZA, enfermeira brasileira que trabalhou na Cruz Vermelha na segunda guerra na Itália. Ela é uma das principais personalidades que aparecem no filme dando depoimento, e no final do filome, ela e aquela galera de cabelos brancos foram festejadíssmos e muito cumprimentados.
Adorei o filme. A partir dele tenho outra visão da historia. Vou comentar aqui depois com calma. Agora estou correndo para o CCBB tenho 3 ou 4 filmes, se der para ver até a noite, inclusive o filme da Agnès Varda sobre catadores de lixo de Paris que passa às 21,30hs e o documentário sobre um dos mais importantes diretores teatrais do Brasil e do mundo: Antunes Filho.
Ah, e ontem eu vi o espetáculo de dança da Denise e do Michel (nem preciso dizer que eu e o público que superlotou o Teatro II gostamos tanto que aplaudimos em pé) , e o documentario Viva São João com o Gilberto Gil, dirigido pelo Andrucha. Saí na metade, me incomodou demais a pasteurização de um tema tão brasileiro. Arrgh!...
18.4.02
Aller-Retour Simple
Aqui no JB de hoje, uma entrevista com a Denise Namura, falando do espetáculo que estréia hoje no Teatro II do CCBB, e vai até domingo. Aí na matéria, ela foi até modestinha, falou do sucesso deste espetáculo na Europa, mas não falou do sucesso das oficinas e os vários módulos do curso que atraem bailarinos, cantores, atores e circenses da Europa toda. Nos três módulos que eu fiz tinha uma alemã cantante de ópera, uma russa circense, uma bailarina inglêsa, e um ator de Lion, que vieram a Paris especialmente para fazer o curso com À FLeur du Peau.
Aqui no JB de hoje, uma entrevista com a Denise Namura, falando do espetáculo que estréia hoje no Teatro II do CCBB, e vai até domingo. Aí na matéria, ela foi até modestinha, falou do sucesso deste espetáculo na Europa, mas não falou do sucesso das oficinas e os vários módulos do curso que atraem bailarinos, cantores, atores e circenses da Europa toda. Nos três módulos que eu fiz tinha uma alemã cantante de ópera, uma russa circense, uma bailarina inglêsa, e um ator de Lion, que vieram a Paris especialmente para fazer o curso com À FLeur du Peau.
17.4.02
Vizinhos blogueiros em recital de flautas na UFRJ
Notícia ouvida hoje de manhã cedo na Radio MEC/FM: LAURA RÓNAI e TOM MOORE, nossos vizinhos blogueiros vão dar um recital de flautas, com um repertorio erudito e popular, amanhã, quinta-feira, às 19 hs. no Forum de Ciência e Cultura da UFRJ, na Praia Vermelha, Av. Pasteur, 250 - no Salão Dourado localizado no segundo andar. Fiquei louca para ir. Tô com uma agenda apertadíssima, mas vou dar um jeito. Sabe-se lá quando terei outra chance...
Notícia ouvida hoje de manhã cedo na Radio MEC/FM: LAURA RÓNAI e TOM MOORE, nossos vizinhos blogueiros vão dar um recital de flautas, com um repertorio erudito e popular, amanhã, quinta-feira, às 19 hs. no Forum de Ciência e Cultura da UFRJ, na Praia Vermelha, Av. Pasteur, 250 - no Salão Dourado localizado no segundo andar. Fiquei louca para ir. Tô com uma agenda apertadíssima, mas vou dar um jeito. Sabe-se lá quando terei outra chance...
16.4.02
Vocês já conhecem a Interpalco? Eu recomendo, e não é porque eu colaborei neste número. Vale dar uma conferida
Hummm... depois desses posts de hoje, nem sei o que eu vou pensar de mim, amanhã ou depois de amanhã, ou daqui não sei quanto tempo. Voilà.
Hummm... depois desses posts de hoje, nem sei o que eu vou pensar de mim, amanhã ou depois de amanhã, ou daqui não sei quanto tempo. Voilà.
A Fleur du Peau
Aller-Retour Simple é o nome do espetáculo da Cie. A Fleur du Peau, de Denise Namura e Michel Bugdahn vindo diretamente de Paris para o Dança Brasil no CCBB nesta semana (quinta a domingo). Absolutamente imperdível, depois não digam que eu não avisei. E não é só porque eu estagiei na companhia em Paris, mas porque eles são um dos grupos mais importantes de dança contemporanea no mundo, atualmente. Sorry.
Aller-Retour Simple é o nome do espetáculo da Cie. A Fleur du Peau, de Denise Namura e Michel Bugdahn vindo diretamente de Paris para o Dança Brasil no CCBB nesta semana (quinta a domingo). Absolutamente imperdível, depois não digam que eu não avisei. E não é só porque eu estagiei na companhia em Paris, mas porque eles são um dos grupos mais importantes de dança contemporanea no mundo, atualmente. Sorry.
14.4.02
É tudo verdade
Estou em estado de graça! Eu vi ontem no CCBB It´s all true baseado no filme inacabado do Orson Welles rodado aqui, em 1942. É um filme marcadamente brasileiro no sentido de que o genial cineasta soube captar a essencia da brasilidade. Tem cenas rodadas nas praias em Fortaleza, Recife, Salvador para o filme " Quatro homens e uma jangada", do Carnaval do Rio nos anos 1940, e tem ainda depoimentos do próprio e da equipe responsável pela recuperação dos originais do filme em 1985 nos porões da Paramount, do Grande Otelo que conviveu com Orson Welles na sua estada aqui, entre outros. O filme me pegou também pela emoção, e chorei pacaramba! É lindo demais ...
Para quem não viu, tem ainda uma chance de ver no dia 20 de abril no CCBB de São Paulo.
Vi também pela segunda vez o filme do Rogerio Sganzerla, sobre esta fase de Welles no Brasil : Nem tudo é verdade com o Arrigo Barnabé no papel de Orson Welles, que além do " physique du rôle" bate um bolaço como ator. Um dos grandes momentos desse não menos genial cineasta que reconta a historia dessa estada de Weles entre nós, em uma trilogia;"Nem tudo é verdade", "A linguagem de Orson Welles" e Tudo é Brasil".
Estou em estado de graça! Eu vi ontem no CCBB It´s all true baseado no filme inacabado do Orson Welles rodado aqui, em 1942. É um filme marcadamente brasileiro no sentido de que o genial cineasta soube captar a essencia da brasilidade. Tem cenas rodadas nas praias em Fortaleza, Recife, Salvador para o filme " Quatro homens e uma jangada", do Carnaval do Rio nos anos 1940, e tem ainda depoimentos do próprio e da equipe responsável pela recuperação dos originais do filme em 1985 nos porões da Paramount, do Grande Otelo que conviveu com Orson Welles na sua estada aqui, entre outros. O filme me pegou também pela emoção, e chorei pacaramba! É lindo demais ...
Para quem não viu, tem ainda uma chance de ver no dia 20 de abril no CCBB de São Paulo.
Vi também pela segunda vez o filme do Rogerio Sganzerla, sobre esta fase de Welles no Brasil : Nem tudo é verdade com o Arrigo Barnabé no papel de Orson Welles, que além do " physique du rôle" bate um bolaço como ator. Um dos grandes momentos desse não menos genial cineasta que reconta a historia dessa estada de Weles entre nós, em uma trilogia;"Nem tudo é verdade", "A linguagem de Orson Welles" e Tudo é Brasil".
13.4.02
O que importa, sempre, é levar a consciencia corporal até os alunos porque penso que bem mais importante do que conhecer o espirito é saber que o corpo existe, está aqui comigo e dependo dele para viver. Cada um começa a descobrir o próprio corpo, seu ritmo, e sòmente aí esse corpo pode começar a dançar, interpretar, se expressar. Nisso não há nada de esotérico, divino ou coisa assim:
quero apenas recuperar o lado lúdico do movimento. KLAUSS VIANNA 1928/1992.
Em memória do bailarino, coreógrafo, ator e professor Klauss Vianna - um dos ícones da dança contemporanea e do teatro brasileiros, registrando os dez anos de sua ausência e que se completam hoje, dia 12 de abril.
quero apenas recuperar o lado lúdico do movimento. KLAUSS VIANNA 1928/1992.
Em memória do bailarino, coreógrafo, ator e professor Klauss Vianna - um dos ícones da dança contemporanea e do teatro brasileiros, registrando os dez anos de sua ausência e que se completam hoje, dia 12 de abril.
12.4.02
Parfois le mercredi
Terça-feira é a minha folga na FUNLAR. Sorte a minha, porque nesta terça houve outro daqueles confrontos entre a policia e a rapaziada do Morro dos Macacos. E sempre que isso acontece os rapazes do movimento gentilmente avisam à direção da instituição, e temos que suspender todas as atividades, e foi o que aconteceu na terça á tarde.
Já postei sobre isso aqui e um fato semelhante no ano passado. No dia seguinte, na quarta-feira, o estresse continuava, e se desse ouvidos à boataria e tititis dos funcionários nos elevadores, corredores, eu não teria nem trabalhado. O tititi mais leve era do tipo "a policia tá lá em cima, mas a rapaziada pode voltar a qualquer momento". Adrenalina pura.
Mas pelo sim ou pelo não, eu evitei passar pelas rampas do lado externo do prédio que dá bem em frente para o Morro dos Macacos.
Terça-feira é a minha folga na FUNLAR. Sorte a minha, porque nesta terça houve outro daqueles confrontos entre a policia e a rapaziada do Morro dos Macacos. E sempre que isso acontece os rapazes do movimento gentilmente avisam à direção da instituição, e temos que suspender todas as atividades, e foi o que aconteceu na terça á tarde.
Já postei sobre isso aqui e um fato semelhante no ano passado. No dia seguinte, na quarta-feira, o estresse continuava, e se desse ouvidos à boataria e tititis dos funcionários nos elevadores, corredores, eu não teria nem trabalhado. O tititi mais leve era do tipo "a policia tá lá em cima, mas a rapaziada pode voltar a qualquer momento". Adrenalina pura.
Mas pelo sim ou pelo não, eu evitei passar pelas rampas do lado externo do prédio que dá bem em frente para o Morro dos Macacos.
9.4.02
Cheiro mal avaliado em fragrância e distancia
No domingo, eu estava sentada aqui blogando e sentindo aquele cheiro de algo queimando no forno, e que ia ficando cada vez mais forte. Quando isso acontece sempre penso que o cheiro é do vizinho. Lá pelas tantas, levantei daqui por qualquer motivo, e fui em direção à cozinha, e senti que o cheiro vinha daquelas bandas. Corrí até lá, e foi o quanto deu tempo para desligar a máquina de lavar roupa que estava quasi saindo fumacinha. Mais alguns minutos, ou talvez segundos teria se incendiado, pelo tempo que estava ligada. Resultado: parou de funcionar, e hoje no final da tarde espero o técnico da Enxuta para dar o seu diagnostico.
Não é a primeira vez que a anta aqui dá um vacilo desses. Uma vez foi o arroz que queimou todo, outra vez foi uma chaleira de aço que ficou totalmente destruida. E como sempre, eu sentia o cheiro daqui e pensava que era na casa do vizinho.
No domingo, eu estava sentada aqui blogando e sentindo aquele cheiro de algo queimando no forno, e que ia ficando cada vez mais forte. Quando isso acontece sempre penso que o cheiro é do vizinho. Lá pelas tantas, levantei daqui por qualquer motivo, e fui em direção à cozinha, e senti que o cheiro vinha daquelas bandas. Corrí até lá, e foi o quanto deu tempo para desligar a máquina de lavar roupa que estava quasi saindo fumacinha. Mais alguns minutos, ou talvez segundos teria se incendiado, pelo tempo que estava ligada. Resultado: parou de funcionar, e hoje no final da tarde espero o técnico da Enxuta para dar o seu diagnostico.
Não é a primeira vez que a anta aqui dá um vacilo desses. Uma vez foi o arroz que queimou todo, outra vez foi uma chaleira de aço que ficou totalmente destruida. E como sempre, eu sentia o cheiro daqui e pensava que era na casa do vizinho.
7.4.02
6.4.02
Primeiro Damo
Quasi nunca assisto televisão, hoje eu abrí uma exceção para ver a posse da Benedita. E fiquei emocionada vendo o seu marido, o ator Antonio Pitanga ali recebendo todas as honras, sentado ao lado dela. E me deu aquela forte emoção, e tanta que fiquei até intrigada com o fato. Horas depois --sou defasada mesmo -- eu fui entender o porquê daquela emoção, quando eu lembrei de uma cena de preconceito explícito protagonizada por ele, ha alguns anos, quando foi proibido de entrar em um restaurante num Festival de Cinema na Praia de Camboriu, nos anos setenta.
No primeiro dia do festival fomos todos convidados para jantar em um famoso restaurante á beira mar, e o Pitanga (estava lá com um filme do Glauber -- ele era um dos atores preferidos do genial cineasta) foi barrado acintosamente porque era proibida a entrada de negros naquele restaurante. Os artistas todos presentes, Rogerio Sganzerla, Sarraceni, Luiz Carlos Pires, a Bety Faria, Marcia Rodrigues, Irma Alvarez, Beatriz Veiga e outros que eu nem lembro mais, se rebelaram, firmando uma posição, ou ele entrava ou todos se retirariam em protesto.
E é claro, que depois dessa, o Pitanga entrou, mas a revolta e a indignação ficaram pairadas no ar. Para completar o clima, o jantar custou a ser servido, e nessa espera, alguém começou a lançar indiscriminadamente bolinhas de pão e essa bobeira contagiou alguns, e era bolinha de pão jogada para tudo quanto era lado. O marido de uma famosa atriz presente ao festival, não gostou da brincadeira e revidou atirando um copo de vidro que voou de uma ponta a outra da imensa mesa onde estavamos todos sentados, indo se estilhaçar na parede. E eu, nesse exato momento, assustadíssima, tratei de me proteger, indo parar em baixo da mesa.
Bem, a partir daí rolou a maior pancadaria, com a mulherada levantantando da mesa na correria, fugindo da confusão. O tal do marido era forte e bom de briga, e sobrava soco, ponta-pé e cadeiras voando em todas as direções. A turma do deixa disso teve o maior trabalho para acalmar os animos. Mesmo depois que tinha acabado a briga, eu relutava em sair do meu posto debaixo da mesa, pagando o maior mico. No dia seguinte, foi uma debandada geral, voltaram quasi todos para o Rio e São Paulo. O Festival acabara no seu primeiro dia, e o que se seguiu foi um arremedo de festival para os que como eu, ainda ficaram mais alguns dias.
Quasi nunca assisto televisão, hoje eu abrí uma exceção para ver a posse da Benedita. E fiquei emocionada vendo o seu marido, o ator Antonio Pitanga ali recebendo todas as honras, sentado ao lado dela. E me deu aquela forte emoção, e tanta que fiquei até intrigada com o fato. Horas depois --sou defasada mesmo -- eu fui entender o porquê daquela emoção, quando eu lembrei de uma cena de preconceito explícito protagonizada por ele, ha alguns anos, quando foi proibido de entrar em um restaurante num Festival de Cinema na Praia de Camboriu, nos anos setenta.
No primeiro dia do festival fomos todos convidados para jantar em um famoso restaurante á beira mar, e o Pitanga (estava lá com um filme do Glauber -- ele era um dos atores preferidos do genial cineasta) foi barrado acintosamente porque era proibida a entrada de negros naquele restaurante. Os artistas todos presentes, Rogerio Sganzerla, Sarraceni, Luiz Carlos Pires, a Bety Faria, Marcia Rodrigues, Irma Alvarez, Beatriz Veiga e outros que eu nem lembro mais, se rebelaram, firmando uma posição, ou ele entrava ou todos se retirariam em protesto.
E é claro, que depois dessa, o Pitanga entrou, mas a revolta e a indignação ficaram pairadas no ar. Para completar o clima, o jantar custou a ser servido, e nessa espera, alguém começou a lançar indiscriminadamente bolinhas de pão e essa bobeira contagiou alguns, e era bolinha de pão jogada para tudo quanto era lado. O marido de uma famosa atriz presente ao festival, não gostou da brincadeira e revidou atirando um copo de vidro que voou de uma ponta a outra da imensa mesa onde estavamos todos sentados, indo se estilhaçar na parede. E eu, nesse exato momento, assustadíssima, tratei de me proteger, indo parar em baixo da mesa.
Bem, a partir daí rolou a maior pancadaria, com a mulherada levantantando da mesa na correria, fugindo da confusão. O tal do marido era forte e bom de briga, e sobrava soco, ponta-pé e cadeiras voando em todas as direções. A turma do deixa disso teve o maior trabalho para acalmar os animos. Mesmo depois que tinha acabado a briga, eu relutava em sair do meu posto debaixo da mesa, pagando o maior mico. No dia seguinte, foi uma debandada geral, voltaram quasi todos para o Rio e São Paulo. O Festival acabara no seu primeiro dia, e o que se seguiu foi um arremedo de festival para os que como eu, ainda ficaram mais alguns dias.
Relógio e cortina Swatch
Tenho umas manias levadas muito a sério. Uma delas: só uso relógio Swatch. Já tive uma coleção. Um para cada ocasião. No free-shopping a bordo da Air France, era baratíssimo. Hoje só tenho um, e olhe lá! O último, já estava se despedindo, a pulseira já tinha sido trocada uma vez, mas agora tinha arrebentado ali onde encaixa, e não dava mais para trocar. O jeito foi comprar outro. Veio de brinde, uma cortina para banheiro.
Chegando em casa, ao abrir a caixa, a maravilhosa surprêsa. A cortina é linda, tem o mesmo desenho do mostrador do meu relógio, e o plástico (de ótima qualidade) azul ton-sur-ton e corações rosas (daquele tom de rosa do Valentino, que eu adoro). Eu acho o máximo cortina de plástico no banheiro, ao invés desses blindex e que tais, desde que eu vi uma no banheiro de um amigo meu, chiquérrimo. Na hora, eu decidí que um dia teria uma no meu banheiro.
Ah, não deu outra, retirei as duas portas do box do meu banheiro, (maior trabalheira, quasi desistí) e deixei a armação. E não é que deu certinho para encaixar as argolas da cortina, sendo que a medida deu legal na largura, mas na altura ficou faltando uns quatro ou cinco centimetros para encostar no chão, e molha um pouco fora do box, mas não quero nem saber, estou maravilhada com a minha cortina. Um luxo, só!
Tenho umas manias levadas muito a sério. Uma delas: só uso relógio Swatch. Já tive uma coleção. Um para cada ocasião. No free-shopping a bordo da Air France, era baratíssimo. Hoje só tenho um, e olhe lá! O último, já estava se despedindo, a pulseira já tinha sido trocada uma vez, mas agora tinha arrebentado ali onde encaixa, e não dava mais para trocar. O jeito foi comprar outro. Veio de brinde, uma cortina para banheiro.
Chegando em casa, ao abrir a caixa, a maravilhosa surprêsa. A cortina é linda, tem o mesmo desenho do mostrador do meu relógio, e o plástico (de ótima qualidade) azul ton-sur-ton e corações rosas (daquele tom de rosa do Valentino, que eu adoro). Eu acho o máximo cortina de plástico no banheiro, ao invés desses blindex e que tais, desde que eu vi uma no banheiro de um amigo meu, chiquérrimo. Na hora, eu decidí que um dia teria uma no meu banheiro.
Ah, não deu outra, retirei as duas portas do box do meu banheiro, (maior trabalheira, quasi desistí) e deixei a armação. E não é que deu certinho para encaixar as argolas da cortina, sendo que a medida deu legal na largura, mas na altura ficou faltando uns quatro ou cinco centimetros para encostar no chão, e molha um pouco fora do box, mas não quero nem saber, estou maravilhada com a minha cortina. Um luxo, só!
4.4.02
Idéia na cabeça, modem na mão
Em Veredas Online deste mês, uma matéria assinada pelo Paulo Roberto Pires -- jornalista e professor da Escola de Comunicação da UFRJ -- sobre as tecnologias do século 21, abordando com seriedade um tema que nos interessa de perto: weblog ou blog para os íntimos. Traz ainda entrevista com a Super Cora, o Sergio Catarro e o Thiago, entre outros influentes blogueiros.
Em Veredas Online deste mês, uma matéria assinada pelo Paulo Roberto Pires -- jornalista e professor da Escola de Comunicação da UFRJ -- sobre as tecnologias do século 21, abordando com seriedade um tema que nos interessa de perto: weblog ou blog para os íntimos. Traz ainda entrevista com a Super Cora, o Sergio Catarro e o Thiago, entre outros influentes blogueiros.
3.4.02
Coisas do destino...
Sabe aquela do lado que não se espera é que vem. Não escolhi trabalhar com portadores de deficiência. Tal trabalho nunca tinha passado pelos meu planos profissionais. Logo depois da minha formatura na Angel, em Recuperação Motora - Terapia Atraves da Dança, eu estava investindo animadamente em alguns projetos voltados para a busca da minha expressão artística. Tinha formado um grupo de contação de histórias,Ao pé da fogueira, (criei um método de contar histórias com movimentos corporais ilustrativos da história) e estavamos contando em hospitais, orfanatos, escolas, e até em teatro -- no Teatro Glaucio Gil, em Manhãs de Histórias. E, nessa época, descobri o Dácio e me envolvi na pesquisa do clown, dava muita aula aberta ( aulas gratuitas para mostrar a técnica), entre outros aprontos.
Estou nessa atividade toda, com muitas idéias e projetos, quando recebí um segundo convite para estagiar na FUNLAR. Resolvi enfim aceitar, porque eu precisava fazer um estágio profissional para cumprir as formalidades do exercício da profissão, entre outras motivações. E, jamais esquecerei das palavras da Mestra Angel Vianna quando me disse com aquele seu jeitinho todo especial: Olha aqui, minha filha, você está num estágio de vida que tem tudo para dar certo nesse tipo de trabalho.
Passei por várias fases, sendo que a primeira foi de espanto total, achando que não iria aguentar nem o primeiro mês de estágio, até resolver enfrentar os desafios todos, inclusive os meus medos, inseguranças e preconceitos. E, no final do terceiro mês de estágio, eu estava definitivamente envolvida e conquistada pelas possibilidades infinitas desse trabalho, e concluí que toda a minha formação profissional, desde teatro, terapias corporais, dança, clown, contação de histórias, etc. tudo me encaminhou para esse trabalho com portadores de dificuldades especiais. Amo o meu trabalho. E se existe um destino, o meu já estava traçado.
Sabe aquela do lado que não se espera é que vem. Não escolhi trabalhar com portadores de deficiência. Tal trabalho nunca tinha passado pelos meu planos profissionais. Logo depois da minha formatura na Angel, em Recuperação Motora - Terapia Atraves da Dança, eu estava investindo animadamente em alguns projetos voltados para a busca da minha expressão artística. Tinha formado um grupo de contação de histórias,Ao pé da fogueira, (criei um método de contar histórias com movimentos corporais ilustrativos da história) e estavamos contando em hospitais, orfanatos, escolas, e até em teatro -- no Teatro Glaucio Gil, em Manhãs de Histórias. E, nessa época, descobri o Dácio e me envolvi na pesquisa do clown, dava muita aula aberta ( aulas gratuitas para mostrar a técnica), entre outros aprontos.
Estou nessa atividade toda, com muitas idéias e projetos, quando recebí um segundo convite para estagiar na FUNLAR. Resolvi enfim aceitar, porque eu precisava fazer um estágio profissional para cumprir as formalidades do exercício da profissão, entre outras motivações. E, jamais esquecerei das palavras da Mestra Angel Vianna quando me disse com aquele seu jeitinho todo especial: Olha aqui, minha filha, você está num estágio de vida que tem tudo para dar certo nesse tipo de trabalho.
Passei por várias fases, sendo que a primeira foi de espanto total, achando que não iria aguentar nem o primeiro mês de estágio, até resolver enfrentar os desafios todos, inclusive os meus medos, inseguranças e preconceitos. E, no final do terceiro mês de estágio, eu estava definitivamente envolvida e conquistada pelas possibilidades infinitas desse trabalho, e concluí que toda a minha formação profissional, desde teatro, terapias corporais, dança, clown, contação de histórias, etc. tudo me encaminhou para esse trabalho com portadores de dificuldades especiais. Amo o meu trabalho. E se existe um destino, o meu já estava traçado.
2.4.02
Inspirar acalma minha alma,
meu corpo e minha mente.
Expirar me faz sorrir.
Na pausa, só existe o tempo presente. Dácio Lima l952 / 2002
Ontem, no Teatro Glauce Rocha, completamente lotado, aconteceu a festa para celebrar o aniversário do Dácio -- estaria completando 50 anos no dia 31 de março -- com a apresentação de um espetáculo composto por fragmentos de suas obras como O Baile, As Mascaras e Clowns, e uma exposição retratando a sua trajetoria. Altas emoções no palco e na platéia. Um grande momento de emoção, de beleza, de fé no teatro, de fé na vida, e a certeza da nossa transitoriedade e a perenidade da arte.
E tem muito mais coisa ... mas eu ainda estou muito tocada com esses acontecimentos todos, e vou ficando por aqui com uma frase do Oscar Wilde:
Cada um de nós passa a vida buscando o segredo.
Pois bem, o segredo da vida é a arte.
meu corpo e minha mente.
Expirar me faz sorrir.
Na pausa, só existe o tempo presente. Dácio Lima l952 / 2002
Ontem, no Teatro Glauce Rocha, completamente lotado, aconteceu a festa para celebrar o aniversário do Dácio -- estaria completando 50 anos no dia 31 de março -- com a apresentação de um espetáculo composto por fragmentos de suas obras como O Baile, As Mascaras e Clowns, e uma exposição retratando a sua trajetoria. Altas emoções no palco e na platéia. Um grande momento de emoção, de beleza, de fé no teatro, de fé na vida, e a certeza da nossa transitoriedade e a perenidade da arte.
E tem muito mais coisa ... mas eu ainda estou muito tocada com esses acontecimentos todos, e vou ficando por aqui com uma frase do Oscar Wilde:
Cada um de nós passa a vida buscando o segredo.
Pois bem, o segredo da vida é a arte.
31.3.02
O sangue circula pelas veias da web, e a conversação tem a voz humana
Assim falou o Hernani Dimantas -- um dos pensadores mais sofisticados do meio web-tecno-intelectual -- em uma entrevista para o Grito. Blogueiro convicto, ele é o dono do Mercado Hype e do Marketing Hacker. Vou sempre por lá, e algumas vezes eu não entendo bem o que ele quer dizer, e em outras, eu fico ali me boquiabrindo (obrigada Mestre Millôr) diante do brilhantismo das suas idéias, como agora nessa entrevista.
Assim falou o Hernani Dimantas -- um dos pensadores mais sofisticados do meio web-tecno-intelectual -- em uma entrevista para o Grito. Blogueiro convicto, ele é o dono do Mercado Hype e do Marketing Hacker. Vou sempre por lá, e algumas vezes eu não entendo bem o que ele quer dizer, e em outras, eu fico ali me boquiabrindo (obrigada Mestre Millôr) diante do brilhantismo das suas idéias, como agora nessa entrevista.
30.3.02
Aluno de natação do Maraca e suspeita desfeita
Hoje depois da caminhada no Maraca, fui ao bar do calçadão -- lado da Rua Mata Machado -- fazer uma sondagem pertinente aos acontecimentos de ontem. Na metade da descrição do suspeito, o dono do bar matou a charada. O suposto puxador de carros é um rapaz conhecidíssimo na área, e segundo o dono do bar, o jeito dele é esse, fica em volta dos carros, e tem uns aí que deixam até a chave do carro para ele cuidar.
Falei das minhas estranhezas todas sobre o rapaz, inclusive enfatizando o fato de ele estar forçando ou tentando abrir a porta do carro, e ele só dizia não, não, ele é saudável, ele é saudável, falava entre um atendimento e outro, aos clientes e a distribuição de bom-bom Garoto para as clientes femininas. Não entendí muito o sentido de saudável, seria o contrário de marginal?. Fiquei sabendo também que o tal rapaz faz aula de natação no Maraca.
E o dono do bar ainda falou para me tranquilizar qualquer coisa tamos aí, conheço todo mundo aqui. Eu gostei do respeito que ele demonstrou ter pelo rapaz, o qual eu deduzí tem problemas mentais. Um louco manso, por isso aquelas atitudes estranhas. Estranhezas e loucuras á parte, esse lance mexeu comigo.
Hoje depois da caminhada no Maraca, fui ao bar do calçadão -- lado da Rua Mata Machado -- fazer uma sondagem pertinente aos acontecimentos de ontem. Na metade da descrição do suspeito, o dono do bar matou a charada. O suposto puxador de carros é um rapaz conhecidíssimo na área, e segundo o dono do bar, o jeito dele é esse, fica em volta dos carros, e tem uns aí que deixam até a chave do carro para ele cuidar.
Falei das minhas estranhezas todas sobre o rapaz, inclusive enfatizando o fato de ele estar forçando ou tentando abrir a porta do carro, e ele só dizia não, não, ele é saudável, ele é saudável, falava entre um atendimento e outro, aos clientes e a distribuição de bom-bom Garoto para as clientes femininas. Não entendí muito o sentido de saudável, seria o contrário de marginal?. Fiquei sabendo também que o tal rapaz faz aula de natação no Maraca.
E o dono do bar ainda falou para me tranquilizar qualquer coisa tamos aí, conheço todo mundo aqui. Eu gostei do respeito que ele demonstrou ter pelo rapaz, o qual eu deduzí tem problemas mentais. Um louco manso, por isso aquelas atitudes estranhas. Estranhezas e loucuras á parte, esse lance mexeu comigo.
Meu regime vai bem obrigada. Tenho resistido até quando passo perto de algum Bob´s, e não chego para tomar um ovomaltine, e também as padarias todas que vendem sorvete, e têm aquele picolé brigadeiro da Yopa. Aliás, para ser sincera devo confessar que a semana passada eu não resistí, passando pela padaria da esquina... mas foi só dessa vez.
Andadores e ginastas do Maracanã
Hoje de manhã cedo, eu fui caminhar no Maracanã. Já tinha caminhado e estava fazendo uns alongamentos, quando olhei para o estacionamento do outro lado da rua, e avistei de longe, um cara parado na porta da frente do meu carro, do lado esquerdo, numa atitude de quem estava abrindo a porta. Corri pra lá e quando cheguei mais ou menos perto -- o cara continuava na mesma posição, parei de correr e comecei a andar lentamente na diagonal. Não sei se o cara me viu ou não, o fato é que ele saiu dali e veio se postar atrás do carro, e começou a fazer uns movimentos de abaixar e levantar como se estivesse fazendo ginastica.
Nesse momento eu parei onde estava -- próxima ao bar do calçadão, movimentadíssimo aquela hora -- e a distancia de uma calçada para outra, fiquei observando o suspeito ginasta, um garoto franzino, e que não devia ter nem vinte anos, vestindo bermudas justas vermelhas até o joelho e uma camisa preta de malha largona, e o detalhe insuspeito: não usava boné. Depois da rápida "ginastica", o falso atravessou a rua, calmamente, na direção oposta onde eu estava, e sempre olhando firme para a minha direção, foi andando até o calçadão, e depois disso, a passos largos, foi sumindo da minha vista, no meio dos andadores do Maraca. A cena toda foi muito rápida e inusitada, e deve ter durado de um a dois minutos, no máximo.
Detalhe: quando eu ainda estava correndo para o flagrante, eu lembrei que havia deixado em cima do murinho com grades, onde eu faço alongamento, um local de passagem bem movimentado, os meus óculos de estimação -- um Porsche que eu andei por Paris inteira para encontrar -- meu inseparável boné holandês para as caminhadas, mais a bolsinha de mão com os documentos e as chaves do carro e de casa, dinheiro, etc., mas eu não voltei lá para apanhar, e nem consigo lembrar o que passou pela minha cabeça, só sei que eu continuei correndo. Na volta, estava tudo intacto no mesmo lugar.
Depois dessa cena toda, e sem entender bem o que tinha acontecido, fui dar uma geral no carro e estava tudo em ordem, sem nenhum arranhão. O mesmo não aconteceu com outro carro que eu tive, que no mesmo estacionamento teve riscada com uma chave de fenda ou coisa que o valha, a lateral direita, de ponta a ponta.
Estranhamente, eu não consigo lembrar das minhas emoções e dos meus pensamentos desse momento, o que eu senti quando cheguei quasi perto, e o cara tava lá naquela posição que não deixava dúvida quanto às suas intenções. Eu só consigo lembrar das minhas reações corporais, a corrida e depois o andar na diagonal - ainda longe do carro -- em passos lentos, e a parada para observar, quando ele mudou a posição e veio para trás do carro, simulando aquela ginastica. Foi tudo muito rápido. Tudo muito estranho, e por hoje chega, eu não quero pensar mais nisso.
Andadores e ginastas do Maracanã
Hoje de manhã cedo, eu fui caminhar no Maracanã. Já tinha caminhado e estava fazendo uns alongamentos, quando olhei para o estacionamento do outro lado da rua, e avistei de longe, um cara parado na porta da frente do meu carro, do lado esquerdo, numa atitude de quem estava abrindo a porta. Corri pra lá e quando cheguei mais ou menos perto -- o cara continuava na mesma posição, parei de correr e comecei a andar lentamente na diagonal. Não sei se o cara me viu ou não, o fato é que ele saiu dali e veio se postar atrás do carro, e começou a fazer uns movimentos de abaixar e levantar como se estivesse fazendo ginastica.
Nesse momento eu parei onde estava -- próxima ao bar do calçadão, movimentadíssimo aquela hora -- e a distancia de uma calçada para outra, fiquei observando o suspeito ginasta, um garoto franzino, e que não devia ter nem vinte anos, vestindo bermudas justas vermelhas até o joelho e uma camisa preta de malha largona, e o detalhe insuspeito: não usava boné. Depois da rápida "ginastica", o falso atravessou a rua, calmamente, na direção oposta onde eu estava, e sempre olhando firme para a minha direção, foi andando até o calçadão, e depois disso, a passos largos, foi sumindo da minha vista, no meio dos andadores do Maraca. A cena toda foi muito rápida e inusitada, e deve ter durado de um a dois minutos, no máximo.
Detalhe: quando eu ainda estava correndo para o flagrante, eu lembrei que havia deixado em cima do murinho com grades, onde eu faço alongamento, um local de passagem bem movimentado, os meus óculos de estimação -- um Porsche que eu andei por Paris inteira para encontrar -- meu inseparável boné holandês para as caminhadas, mais a bolsinha de mão com os documentos e as chaves do carro e de casa, dinheiro, etc., mas eu não voltei lá para apanhar, e nem consigo lembrar o que passou pela minha cabeça, só sei que eu continuei correndo. Na volta, estava tudo intacto no mesmo lugar.
Depois dessa cena toda, e sem entender bem o que tinha acontecido, fui dar uma geral no carro e estava tudo em ordem, sem nenhum arranhão. O mesmo não aconteceu com outro carro que eu tive, que no mesmo estacionamento teve riscada com uma chave de fenda ou coisa que o valha, a lateral direita, de ponta a ponta.
Estranhamente, eu não consigo lembrar das minhas emoções e dos meus pensamentos desse momento, o que eu senti quando cheguei quasi perto, e o cara tava lá naquela posição que não deixava dúvida quanto às suas intenções. Eu só consigo lembrar das minhas reações corporais, a corrida e depois o andar na diagonal - ainda longe do carro -- em passos lentos, e a parada para observar, quando ele mudou a posição e veio para trás do carro, simulando aquela ginastica. Foi tudo muito rápido. Tudo muito estranho, e por hoje chega, eu não quero pensar mais nisso.
25.3.02
Os comentes deste blog estão funcionando pela metade. Eles estão postando mas não estão fazendo a contagem. Só fui descobrir isso através do meu amigo Fabio, do Lanceiro Livre, que por sinal desistiu dos comentarios no seu blog, cansou de ficar trocando de sistema de comentários. Eu vou trocar, mas não perguntem por qual sistema e quando porque eu ainda não sei.
Viva os inimigos !
Sempre que um inimigo declarado ou não faz qualquer comentário a meu respeito, eu trato de ficar esperta. Amigo, nem tanto, mesmo porque eles são mais condescendentes com a gente. Desde a semana passada comecei aquele regime que eu venho ensaiando desde janeiro. E o que me mobilizou? O comentário de uma declarada inimiga -- presente na mesma festa que eu estava, repetido em alto e bom som para que eu ouvisse: " ela engordou legal, e não foram só os cinco quilinhos que ela anda dizendo. No mínimo uns dez ".
Sempre que um inimigo declarado ou não faz qualquer comentário a meu respeito, eu trato de ficar esperta. Amigo, nem tanto, mesmo porque eles são mais condescendentes com a gente. Desde a semana passada comecei aquele regime que eu venho ensaiando desde janeiro. E o que me mobilizou? O comentário de uma declarada inimiga -- presente na mesma festa que eu estava, repetido em alto e bom som para que eu ouvisse: " ela engordou legal, e não foram só os cinco quilinhos que ela anda dizendo. No mínimo uns dez ".
23.3.02
Problemas de acessiblidade na Faculdade Helio Alonso
Continuando aqui neste blog, a série sobre os problemas enfrentados pelos portadores de dificuldades especiais, que vão desde o ingresso na escola pública ou particular, às acessibilidades concretas como a adaptação dos espaços públicos até às acessiblidades subjetivas -- acessibilidade ao amor discutida aqui no blog da Mirela Goi.
No Jornal do Brasil, de hoje, seção cartas, o relato de uma vivência do problema em uma faculdade aqui do Rio. E a pergunta é óbvia e ululante: e as outras faculdades, não só as do Rio, mas de todo o País, quantas resistiriam a uma analise do cumprimento da Lei - Portaria l679 baixada pelo MEC em dezembro de 1999? Abaixo, na íntegra a carta da leitora do JB:
Oportuna a reportagem sobre instalações para deficientes físicos publicada no JB de l5/março. Minha filha que cursa o 3o. periodo de Comunicação Social da Faculdade Helio Alonso, teve a perna engessada, e só conseguiu chegar à sala de aula, no segundo andar, aos pulos, amparada em par de muletas. A faculdade não tem elevador ou rampa de acesso aos andares altos, apesar de manter a biblioteca no terceiro andar. Um deficiente físico que necessite de uma cadeira de rodas, por exemplo, não poderia estudar nesse estabelecimento
Denise Goulart, Rio de Janeiro.
Continuando aqui neste blog, a série sobre os problemas enfrentados pelos portadores de dificuldades especiais, que vão desde o ingresso na escola pública ou particular, às acessibilidades concretas como a adaptação dos espaços públicos até às acessiblidades subjetivas -- acessibilidade ao amor discutida aqui no blog da Mirela Goi.
No Jornal do Brasil, de hoje, seção cartas, o relato de uma vivência do problema em uma faculdade aqui do Rio. E a pergunta é óbvia e ululante: e as outras faculdades, não só as do Rio, mas de todo o País, quantas resistiriam a uma analise do cumprimento da Lei - Portaria l679 baixada pelo MEC em dezembro de 1999? Abaixo, na íntegra a carta da leitora do JB:
Oportuna a reportagem sobre instalações para deficientes físicos publicada no JB de l5/março. Minha filha que cursa o 3o. periodo de Comunicação Social da Faculdade Helio Alonso, teve a perna engessada, e só conseguiu chegar à sala de aula, no segundo andar, aos pulos, amparada em par de muletas. A faculdade não tem elevador ou rampa de acesso aos andares altos, apesar de manter a biblioteca no terceiro andar. Um deficiente físico que necessite de uma cadeira de rodas, por exemplo, não poderia estudar nesse estabelecimento
Denise Goulart, Rio de Janeiro.
22.3.02
Acessibilidade ao Amor & portadores de dificuldades especiais
Esta é a discussão que tá rolando aqui no blog da vizinha Mirela Goi, a Nell, uma jovem de Campinas, professora particular de informática, portadora de dificuldade de locomoção -- faz uso de aparelho ortopédico, "como os que aparecem no film Forrest Gump", exemplifica ela, no maior astral.
" Eu queria saber porque as pessoas falam tão pouco sobre o amor e deficiência. Claro na Lista Vital já discutimos algumas vezes sobre isso, mas porque em geral na sociedade, entre nossas familias, amigos, mídia, escolas, enfim. Acho um tema tão importante quanto a acessibilidade em lugares públicos. Acho que as pessoas deficientes necessitam de acessibilidade ao amor:// será tão difícil assim ? " Este foi post foi o gancho para a discussão. Vale uma visita ao blog da Mirela e saber o que esta galera está pensando sobre o tema.
Esta é a discussão que tá rolando aqui no blog da vizinha Mirela Goi, a Nell, uma jovem de Campinas, professora particular de informática, portadora de dificuldade de locomoção -- faz uso de aparelho ortopédico, "como os que aparecem no film Forrest Gump", exemplifica ela, no maior astral.
" Eu queria saber porque as pessoas falam tão pouco sobre o amor e deficiência. Claro na Lista Vital já discutimos algumas vezes sobre isso, mas porque em geral na sociedade, entre nossas familias, amigos, mídia, escolas, enfim. Acho um tema tão importante quanto a acessibilidade em lugares públicos. Acho que as pessoas deficientes necessitam de acessibilidade ao amor:// será tão difícil assim ? " Este foi post foi o gancho para a discussão. Vale uma visita ao blog da Mirela e saber o que esta galera está pensando sobre o tema.
21.3.02
Guia de informação sobre acessiblidades para os portadores de dificuldades especiais no cotidiano de uma grande cidade
O Guia São Paulo Adaptada, da editora Nome da Rosa, pretende informar e dar subsídio sobre a cidade aos deficientes. A idéia inicial era fazer um guia sobre as “baladas” paulistanas, e surgiu quando ANDREA SCHWARZ, 25 anos de idade, há três paraplégica, decidiu ter uma vida normal e se divertir. Ela, junto com seu namorado JAQUES HABER, percorreu a cidade pesquisando os melhores endereços e dicas para a pessoa com deficiência física poder dançar, comer, assistir a uma exposição, um filme ou uma peça de teatro, praticar esportes.
Depois de um ano de trabalho de campo, o Guia traz mais que endereços e analisa a acessibilidade dos locais, classificando-os segundo o estacionamento, o acesso, a circulação, o banheiro, se oferecem ou não cadeira de rodas, se há ou não atendimento especializado, além das faixas de preços.
A idéia inicial do guia sobre baladas foi se transformando durante a pesquisa, pois autores e Editora perceberam que a falta de informação sobre acessibilidade é generalizada, que a cidade na verdade não está preparada para receber as pessoas com dificuldade de locomoção e, por ser extremamente deficiente, discrimina e confina essas pessoas em suas casas.
O Guia São Paulo Adaptada classifica cinemas, centros culturais, livrarias, museus, teatros, parques, hotéis, motéis, shoppings, supermercados, aeroportos, terminais rodoviários, estações de metrô, entre outros. Por meio de dicas chamadas de Fique Ligado!, o leitor fica por dentro das leis municipais, estaduais e federais que se referem às pessoas com deficiência e do acesso à saúde, transporte, educação, etc.
O guia oferece também uma lista de sites, especifica algumas normas técnicas - que podem ajudar os estabelecimentos a tornarem-se acessíveis a este público - e fornece dicas de como lidar com as pessoas com deficiência. Como pouquíssimos locais da cidade estão corretamente adaptados, os melhores em acessibilidade foram listados e ganharam o selo "The Best".
O Guia São Paulo Adaptada, da editora Nome da Rosa, pretende informar e dar subsídio sobre a cidade aos deficientes. A idéia inicial era fazer um guia sobre as “baladas” paulistanas, e surgiu quando ANDREA SCHWARZ, 25 anos de idade, há três paraplégica, decidiu ter uma vida normal e se divertir. Ela, junto com seu namorado JAQUES HABER, percorreu a cidade pesquisando os melhores endereços e dicas para a pessoa com deficiência física poder dançar, comer, assistir a uma exposição, um filme ou uma peça de teatro, praticar esportes.
Depois de um ano de trabalho de campo, o Guia traz mais que endereços e analisa a acessibilidade dos locais, classificando-os segundo o estacionamento, o acesso, a circulação, o banheiro, se oferecem ou não cadeira de rodas, se há ou não atendimento especializado, além das faixas de preços.
A idéia inicial do guia sobre baladas foi se transformando durante a pesquisa, pois autores e Editora perceberam que a falta de informação sobre acessibilidade é generalizada, que a cidade na verdade não está preparada para receber as pessoas com dificuldade de locomoção e, por ser extremamente deficiente, discrimina e confina essas pessoas em suas casas.
O Guia São Paulo Adaptada classifica cinemas, centros culturais, livrarias, museus, teatros, parques, hotéis, motéis, shoppings, supermercados, aeroportos, terminais rodoviários, estações de metrô, entre outros. Por meio de dicas chamadas de Fique Ligado!, o leitor fica por dentro das leis municipais, estaduais e federais que se referem às pessoas com deficiência e do acesso à saúde, transporte, educação, etc.
O guia oferece também uma lista de sites, especifica algumas normas técnicas - que podem ajudar os estabelecimentos a tornarem-se acessíveis a este público - e fornece dicas de como lidar com as pessoas com deficiência. Como pouquíssimos locais da cidade estão corretamente adaptados, os melhores em acessibilidade foram listados e ganharam o selo "The Best".
Da adaptação do espaço físico da escola à capacitação dos professores para receber alunos com dificuldades especiais
A Portaria n. 1679 de 2/12/l999, do Ministério da Educação dispõe sobre os requisitos de acessibilidade para instruir os processos de autorização e reconhecimento de cursos, e de credenciamento de instituições.
Requisitos mínimos:
a) alunos com deficiência física -- destaquei aqui desde eliminação de barreiras arquitetônicas, permitindo livre acesso aos espaços de uso coletivo até rampas com corrimão, adaptação de portas e banheiros, bebedouros e telefones públicos em altura acessível ao ususário de cadeira de rodas (cadeirante), entre outros itens.
b) alunos com deficiência visual -- aqui desde maquina de datilografia em braille, impressora braille acoplada a computador de síntese de voz a lupas e réguas de leitura, entre outros itens.
c) alunos com deficiência auditiva -- quando necessário intérprete de lingua de sinais/lingua portuguêsa a material de informações aos professores para que se esclareça a especificidade linguística dos surdos, ente outros itens.
Fonte: www.mec.gov.br
A lei existe, foi aprovada etc. e tal mas o cumprimento desta lei é o xis desta questão. Transcrevo na íntegra (do e-mail) o apêlo comovente da Professora Célia Regina Vieira Bastos, da U.F.Ceará, portadora de deficiência (cadeirante) e uma das principais lutadoras desta causa
ALÔ AMIGOS
LEIAM E DIVULGUEM ESTA MATÉRIA (aqui ela se refere à reportagem do jornal "O Povo", publicada abaixo) SOBRE O DESCASO DAS UNIVERSIDADES BRASILEIRAS, EM ESPECIAL A UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ COM RELAÇÃO AS PESSOAS PORTADORAS DE DEFICIENCIA FÍSICA.
APÓS A MATÉRIA TIVEMOS UMA REUNIÃO NO DCE E ALGUNS "RESPONSÁVEIS???? "PELO DESGASTE FÍSICO E EMOCI0NAL QUE PASSAMOS.
HÁ 23 ANOS LECIONO QUÍMICA ORGÂNICA NA UFC, E APÓS MUITOS OFÍCIOS AO DIRETOR DO CENTRO DE CIÊNCIAS E CHEFE DO DEPARTAMENTO, SÓ CONSEGUÍ UMA RAMPA PARA ACESSO AO BLOCO AONDE DOU AULAS TEÓRICAS. NÃO EXISTE NENHUM BANHEIRO ADAPTADO NO BLOCO AONDE DOU AULAS PRÁTICAS E TENHO GABINETE. NÃO TEM BANHEIRO TÉRREO. OU SUBIR ESCADAS, PARA MIM É IMPOSSIVEL OU IR CAMINHANDO, POR QUE É DIFÍCL DE CADEIRA DE RODAS IR ATÉ OUTRO BLOCO E PEDIR PARA IR AO BANHEIRO!!!!!!!!!!!! NÃO TEM ACESSO, E MUITAS VEZES COM MUITAS DORES CONSIGO CUMPRIR A DIFÍCIL JORNADA.
ENFIM..........PELO QUE ESTÃO PASSANDO AS BATALHADORAS ESTUDANTES QUE APARECEM NA MATERIA (MINHA AMIGAS GERLENE E TATIANA), POR TODOS QUE TÊM DIREITO A UM LUGAR DIGNO PARA O DESEMPENHO DE SUAS FUTURAS PROFISSÕES, PEÇO QUE DIVULGUEM ESTA MATÉRIA.
E APESAR DE JÁ TÃO DESGASTADA FÍSICA E EMOCIONALMENTE LUTAREI POR ESTA CAUSA E SÓ SAIREI DA UFC QUANDO CONSEGUIR EDUCAR NOSSAS AUTORIDADES PARA CUMPRIR O QUE JÁ ESTÁ EM PORTARIA, SENDO PORTANTO LEI (DOUTORES UNIVERSITÁRIOS).
Célia Regina Vieira Bastos
Profa. ADJUNTO IV DE QUÍMICA ORGÂNICA DA UFC
http://www.noolhar.com/opovo/fortaleza/105751.html
DEFICIENTES FÍSICOS
Estudantes cobram adaptações na UFC
Estudantes da Universidade Federal do Ceará (UFC) estão reivindicando que a universidade viabilize as adaptações necessárias para a acessibilidade de deficientes físicos. O POVO acompanhou duas estudantes no campus do Benfica e constatou as dificuldades.
Clarisse Furlani
da Redação
Desde julho de 2000, a estudante Tatiana Oliveira - atualmente no 8º período do curso de Economia da Universidade Federal do Ceará (UFC) - deixou de ser freqüentadora assídua da biblioteca de seu curso. Só vou lá por absoluta necessidade, diz. O motivo: depois de uma reforma que se arrastou por vários meses, as novas instalações da biblioteca dificultaram ainda mais o acesso de Tatiana, que se locomove com muletas devido a uma deficiência motora.
A reportagem do O POVO acompanhou Tatiana por um passeio pelas instalações da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (Feac) e por outras áreas do campus do Benfica e constatou as dificuldades de acesso. Já na entrada da Feac, degraus. A passagem para a biblioteca é por um corredor estreito, com metade do espaço tomada pelo balcão do guarda-volumes. Eu passo com esforço, mas para alguém em cadeira de rodas seria inviável. É difícil até para alguém mais gordo, compara Tatiana.
A escada metálica é o obstáculo seguinte. Depois do esforço, já na biblioteca, o acesso está restrito à metade do acervo. O restante fica ainda um andar acima. Eu nem sei o que tem lá porque nunca tive coragem de subir, diz a estudante. A escada é muito íngreme e os degraus são vazados, explica.
As salas de aula freqüentadas diariamente ficam também em piso superior, acessível através de um lance de escadas escorregadias e sem corrimão. Eu sempre fui dando um jeitinho. Antes, não falava nada porque não queria chamar atenção, ficar sempre parecendo diferente. Mas depois vi que a gente tem de chamar atenção para os nossos direitos sim, diz Tatiana.
Nas outras áreas do campus do Benfica, as dificuldades se repetem. O que para Tatiana são entraves que exigem um esforço desgastante, para a estudante Gerlene Lima, do curso de Psicologia, muitas vezes são obstáculos intransponíveis. Usuária de cadeira de rodas, Gerlene não pode, por exemplo, ir até a sala do Centro Acadêmico, cujo acesso é por uma escada em espiral.
Segundo Gerlene, a situação na área 2 do campus, que reúne também os cursos de Comunicação Social e História, é mais confortável do que na área 1, onde funcionam os cursos de Letras, Educação e as Casas de Cultura. Devido à passagem de outros alunos com deficiência motora por ali, muitas salas de aula já contam com rampas na entrada, além de outras adaptações. Que nem sempre são satisfatórias.
Na entrada do banheiro, há uma rampa; a primeira porta é estreita, mas Gerlene consegue entrar, com muita dificuldade. Já pela porta do sanitário, a passagem é inviável. Eu só posso usar a pia, diz. As rampas do estacionamento, lembra Gerlene, estão sempre inacessíveis, pois os carros estacionam na frente e não há sinalização.
Algumas das rampas que foram construídas na área 2 - muitas a pedido da estudante - não têm o grau de inclinação adequado. A adaptação é feita para que nós tenhamos independência. Se ela é muito íngreme, pode facilitar a vida de quem está empurrando a cadeira, mas eu continuo dependendo de alguém, protesta Gerlene.
Em tempo: Agradecimentos especiais ao meu antenadíssimo amigo Mariozinho Telles que divulgou o e-mail/manifesto da Professora Célia Regina VieiraBastos.
A Portaria n. 1679 de 2/12/l999, do Ministério da Educação dispõe sobre os requisitos de acessibilidade para instruir os processos de autorização e reconhecimento de cursos, e de credenciamento de instituições.
Requisitos mínimos:
a) alunos com deficiência física -- destaquei aqui desde eliminação de barreiras arquitetônicas, permitindo livre acesso aos espaços de uso coletivo até rampas com corrimão, adaptação de portas e banheiros, bebedouros e telefones públicos em altura acessível ao ususário de cadeira de rodas (cadeirante), entre outros itens.
b) alunos com deficiência visual -- aqui desde maquina de datilografia em braille, impressora braille acoplada a computador de síntese de voz a lupas e réguas de leitura, entre outros itens.
c) alunos com deficiência auditiva -- quando necessário intérprete de lingua de sinais/lingua portuguêsa a material de informações aos professores para que se esclareça a especificidade linguística dos surdos, ente outros itens.
Fonte: www.mec.gov.br
A lei existe, foi aprovada etc. e tal mas o cumprimento desta lei é o xis desta questão. Transcrevo na íntegra (do e-mail) o apêlo comovente da Professora Célia Regina Vieira Bastos, da U.F.Ceará, portadora de deficiência (cadeirante) e uma das principais lutadoras desta causa
ALÔ AMIGOS
LEIAM E DIVULGUEM ESTA MATÉRIA (aqui ela se refere à reportagem do jornal "O Povo", publicada abaixo) SOBRE O DESCASO DAS UNIVERSIDADES BRASILEIRAS, EM ESPECIAL A UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ COM RELAÇÃO AS PESSOAS PORTADORAS DE DEFICIENCIA FÍSICA.
APÓS A MATÉRIA TIVEMOS UMA REUNIÃO NO DCE E ALGUNS "RESPONSÁVEIS???? "PELO DESGASTE FÍSICO E EMOCI0NAL QUE PASSAMOS.
HÁ 23 ANOS LECIONO QUÍMICA ORGÂNICA NA UFC, E APÓS MUITOS OFÍCIOS AO DIRETOR DO CENTRO DE CIÊNCIAS E CHEFE DO DEPARTAMENTO, SÓ CONSEGUÍ UMA RAMPA PARA ACESSO AO BLOCO AONDE DOU AULAS TEÓRICAS. NÃO EXISTE NENHUM BANHEIRO ADAPTADO NO BLOCO AONDE DOU AULAS PRÁTICAS E TENHO GABINETE. NÃO TEM BANHEIRO TÉRREO. OU SUBIR ESCADAS, PARA MIM É IMPOSSIVEL OU IR CAMINHANDO, POR QUE É DIFÍCL DE CADEIRA DE RODAS IR ATÉ OUTRO BLOCO E PEDIR PARA IR AO BANHEIRO!!!!!!!!!!!! NÃO TEM ACESSO, E MUITAS VEZES COM MUITAS DORES CONSIGO CUMPRIR A DIFÍCIL JORNADA.
ENFIM..........PELO QUE ESTÃO PASSANDO AS BATALHADORAS ESTUDANTES QUE APARECEM NA MATERIA (MINHA AMIGAS GERLENE E TATIANA), POR TODOS QUE TÊM DIREITO A UM LUGAR DIGNO PARA O DESEMPENHO DE SUAS FUTURAS PROFISSÕES, PEÇO QUE DIVULGUEM ESTA MATÉRIA.
E APESAR DE JÁ TÃO DESGASTADA FÍSICA E EMOCIONALMENTE LUTAREI POR ESTA CAUSA E SÓ SAIREI DA UFC QUANDO CONSEGUIR EDUCAR NOSSAS AUTORIDADES PARA CUMPRIR O QUE JÁ ESTÁ EM PORTARIA, SENDO PORTANTO LEI (DOUTORES UNIVERSITÁRIOS).
Célia Regina Vieira Bastos
Profa. ADJUNTO IV DE QUÍMICA ORGÂNICA DA UFC
http://www.noolhar.com/opovo/fortaleza/105751.html
DEFICIENTES FÍSICOS
Estudantes cobram adaptações na UFC
Estudantes da Universidade Federal do Ceará (UFC) estão reivindicando que a universidade viabilize as adaptações necessárias para a acessibilidade de deficientes físicos. O POVO acompanhou duas estudantes no campus do Benfica e constatou as dificuldades.
Clarisse Furlani
da Redação
Desde julho de 2000, a estudante Tatiana Oliveira - atualmente no 8º período do curso de Economia da Universidade Federal do Ceará (UFC) - deixou de ser freqüentadora assídua da biblioteca de seu curso. Só vou lá por absoluta necessidade, diz. O motivo: depois de uma reforma que se arrastou por vários meses, as novas instalações da biblioteca dificultaram ainda mais o acesso de Tatiana, que se locomove com muletas devido a uma deficiência motora.
A reportagem do O POVO acompanhou Tatiana por um passeio pelas instalações da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (Feac) e por outras áreas do campus do Benfica e constatou as dificuldades de acesso. Já na entrada da Feac, degraus. A passagem para a biblioteca é por um corredor estreito, com metade do espaço tomada pelo balcão do guarda-volumes. Eu passo com esforço, mas para alguém em cadeira de rodas seria inviável. É difícil até para alguém mais gordo, compara Tatiana.
A escada metálica é o obstáculo seguinte. Depois do esforço, já na biblioteca, o acesso está restrito à metade do acervo. O restante fica ainda um andar acima. Eu nem sei o que tem lá porque nunca tive coragem de subir, diz a estudante. A escada é muito íngreme e os degraus são vazados, explica.
As salas de aula freqüentadas diariamente ficam também em piso superior, acessível através de um lance de escadas escorregadias e sem corrimão. Eu sempre fui dando um jeitinho. Antes, não falava nada porque não queria chamar atenção, ficar sempre parecendo diferente. Mas depois vi que a gente tem de chamar atenção para os nossos direitos sim, diz Tatiana.
Nas outras áreas do campus do Benfica, as dificuldades se repetem. O que para Tatiana são entraves que exigem um esforço desgastante, para a estudante Gerlene Lima, do curso de Psicologia, muitas vezes são obstáculos intransponíveis. Usuária de cadeira de rodas, Gerlene não pode, por exemplo, ir até a sala do Centro Acadêmico, cujo acesso é por uma escada em espiral.
Segundo Gerlene, a situação na área 2 do campus, que reúne também os cursos de Comunicação Social e História, é mais confortável do que na área 1, onde funcionam os cursos de Letras, Educação e as Casas de Cultura. Devido à passagem de outros alunos com deficiência motora por ali, muitas salas de aula já contam com rampas na entrada, além de outras adaptações. Que nem sempre são satisfatórias.
Na entrada do banheiro, há uma rampa; a primeira porta é estreita, mas Gerlene consegue entrar, com muita dificuldade. Já pela porta do sanitário, a passagem é inviável. Eu só posso usar a pia, diz. As rampas do estacionamento, lembra Gerlene, estão sempre inacessíveis, pois os carros estacionam na frente e não há sinalização.
Algumas das rampas que foram construídas na área 2 - muitas a pedido da estudante - não têm o grau de inclinação adequado. A adaptação é feita para que nós tenhamos independência. Se ela é muito íngreme, pode facilitar a vida de quem está empurrando a cadeira, mas eu continuo dependendo de alguém, protesta Gerlene.
Em tempo: Agradecimentos especiais ao meu antenadíssimo amigo Mariozinho Telles que divulgou o e-mail/manifesto da Professora Célia Regina VieiraBastos.
20.3.02
Prêço proibitivo
Cem reais é o preço da taxa de inscrição para participar do 1o. Encontro Nacional de Educação Inclusiva que acontece dia 26 no Hotel Gloria, com apresença do Ministro Paulo Renato de Souza. O evento foi organizado a partir da aprovação da Lei Federal 10172 que está em vigor desde o início do ano, e que obriga as escolas do País, a receberem qualquer criança, independentemente, de suas limitações.
A importância do evento é inconteste, além de ser a primeira vez que o tema é discutido publicamente. O encontro organizado e promovido pela Associação Brasileira de Educação, está cobrando um prêço proibido à participação dos maiores interessados: o professor municipal e o estadual. Será que aquelas professoras que eu citei aqui, e que se disponibilizaram para educar o João, e com certeza as principais interessadas, têm cem reais para retirar do seu salário mensal como professora do município?
Não estou questionando a ABE -- nem sabia de sua existência, fiquei sabendo através da matéria do JB -- essa grana arrecadada, se bobear nem dá para arcar com as despêsas de um evento desse porte. Mas deixo aqui a pergunta ululante: porque o Ministro Paulo Renato sempre tão presente físicamente nesses eventos de educação, não deu um jeito de disponiblizar uma verba do MEC para esse Encontro? Ou talvez uma ajuda qualquer para baratear o preço da taxa de inscrição. Fica registrado aqui o meu veemente protesto.
Cem reais é o preço da taxa de inscrição para participar do 1o. Encontro Nacional de Educação Inclusiva que acontece dia 26 no Hotel Gloria, com apresença do Ministro Paulo Renato de Souza. O evento foi organizado a partir da aprovação da Lei Federal 10172 que está em vigor desde o início do ano, e que obriga as escolas do País, a receberem qualquer criança, independentemente, de suas limitações.
A importância do evento é inconteste, além de ser a primeira vez que o tema é discutido publicamente. O encontro organizado e promovido pela Associação Brasileira de Educação, está cobrando um prêço proibido à participação dos maiores interessados: o professor municipal e o estadual. Será que aquelas professoras que eu citei aqui, e que se disponibilizaram para educar o João, e com certeza as principais interessadas, têm cem reais para retirar do seu salário mensal como professora do município?
Não estou questionando a ABE -- nem sabia de sua existência, fiquei sabendo através da matéria do JB -- essa grana arrecadada, se bobear nem dá para arcar com as despêsas de um evento desse porte. Mas deixo aqui a pergunta ululante: porque o Ministro Paulo Renato sempre tão presente físicamente nesses eventos de educação, não deu um jeito de disponiblizar uma verba do MEC para esse Encontro? Ou talvez uma ajuda qualquer para baratear o preço da taxa de inscrição. Fica registrado aqui o meu veemente protesto.
18.3.02
Happy Birthday to Artimanhas
Pois é, este blog está completando um ano de existência, hoje. Em termos de Internet e blog é tempo pra caramba ! Eu não acreditava que duraria tanto. Achava que passado o entusiasmo inicial teria vida de poucos mêses. E com o mesmo ímpecto que foi criado seria acabado, encerrado, e ponto final.
Mas o meu querido blog resistiu bem às intempéries e as crises blog-existenciais . E mais, me descobrí uma blogueira convicta, e em dezembro do ano passado, criei outro blog o Teatro ETC & Tal, que vai indo muito bem obrigado, e já tá até na mídia.
Lembrando Oswald de Andrade
E hoje, está fazendo 78 anos do lançamento do Manifesto Pau Brasil publicado no Correio da Manhã, em 18 de março de 1924. E dele, pincei algumas frases que eu tinha anotadas no outro diário, há algum tempo atrás.
Nenhuma formula para a contemporânea expressão do mundo.
Ver com olhos livres.
A lingua sem arcaísmos, sem erudição.
Natural e neológica.
A contribuição milionária de todos os êrros.
Como falamos. Como somos.
Ser regional e puro em sua época.
O estado de inocência substituindo o estado de graça que pode ser uma atitude de espirito.
Apenas brasileiros de nossa época
Pois é, este blog está completando um ano de existência, hoje. Em termos de Internet e blog é tempo pra caramba ! Eu não acreditava que duraria tanto. Achava que passado o entusiasmo inicial teria vida de poucos mêses. E com o mesmo ímpecto que foi criado seria acabado, encerrado, e ponto final.
Mas o meu querido blog resistiu bem às intempéries e as crises blog-existenciais . E mais, me descobrí uma blogueira convicta, e em dezembro do ano passado, criei outro blog o Teatro ETC & Tal, que vai indo muito bem obrigado, e já tá até na mídia.
Lembrando Oswald de Andrade
E hoje, está fazendo 78 anos do lançamento do Manifesto Pau Brasil publicado no Correio da Manhã, em 18 de março de 1924. E dele, pincei algumas frases que eu tinha anotadas no outro diário, há algum tempo atrás.
Nenhuma formula para a contemporânea expressão do mundo.
Ver com olhos livres.
A lingua sem arcaísmos, sem erudição.
Natural e neológica.
A contribuição milionária de todos os êrros.
Como falamos. Como somos.
Ser regional e puro em sua época.
O estado de inocência substituindo o estado de graça que pode ser uma atitude de espirito.
Apenas brasileiros de nossa época
16.3.02
Isto é Mestre Millôr Fernandes
no JB de hoje em Águas sujas de Março, detona todas, e ainda manda um alerta geral:
Mês próprio pra implantação do Parlamentarismo.
Como já aconteceu uma vez.
No tempo de João Goulart.
E Jango foi deposto no último dia desse mês.
Me levem a sério, por favor.
Pena que ele seja considerado humorista, e não "cientista social", "sociologo" ou qualquer outra daquelas categorias mais ou menos indefinidas que -- justamente por isso -- o povo acha que deve levar a sério, como muito bem falou a Cora lá no
InternETC.
no JB de hoje em Águas sujas de Março, detona todas, e ainda manda um alerta geral:
Mês próprio pra implantação do Parlamentarismo.
Como já aconteceu uma vez.
No tempo de João Goulart.
E Jango foi deposto no último dia desse mês.
Me levem a sério, por favor.
Pena que ele seja considerado humorista, e não "cientista social", "sociologo" ou qualquer outra daquelas categorias mais ou menos indefinidas que -- justamente por isso -- o povo acha que deve levar a sério, como muito bem falou a Cora lá no
InternETC.
15.3.02
Educação Inclusiva
Está em vigor desde o início do ano, a Lei Federal que obriga as escolas do País, a receberem qualquer criança, independentemente, de suas limitações. Polêmica, ela divide opiniões mesmo entre os deficientes, professores e demais profissionais, e vai ser tema do Primeiro Encontro Nacional de Educação Inclusiva, dia 26, no Hotel Gloria, e com a presença do Ministro Paulo Renato de Souza.
Trabalho com essas crianças, e sei o avanço que isso significa. Aqui na reportagem de hoje no JB, tem uma abordagem sensível e inteligente e com alguns depoimentos, mas eu enfatizaria que a questão é muito mais complexa. Conheço pais que levaram no mínimo três, quatro ou cinco anos para conseguir matricular seu filho. Tem uma que levou oito anos (eu disse oito anos, mãe de excepcional é excepcional) para conseguir matrícula para o filho com problemas de retardo e disturbio de comportamento. Aprovar a lei é um passo importante, mas tem ainda muitas etapas para serem vencidas, que vão desde o preconceito e a descriminação, ao despreparo completo do corpo docente.
Vale contar aqui como ilustração, a história da Mãe de um aluno meu, adolescente, hoje com 13 anos, que vagou durante quatro anos sem nada conseguir, e só teve sucesso na empreitada, quando resolveu não mencionar que o filho era deficiente, e assim conseguiu matricular numa escola pública do município. Foi descoberto pelas professoras no primeiro dia de aula, na maneira de andar e na linguagem resumida a gritos e repetições.
O relatorio desse caso, eu copiei do prontuario desse aluno (prontuario é onde se encontra todo o historico do aluno, desde a sua entrada na FUNLAR e tenho guardado na minha ficha de acompanhamento do tratamento. Este caso demonstra como depende, e muito, da boa vontade, além da sensibilidade e solidariedade humana. Por razões óbvias não poderei citar o nome da escola e das professoras, mas são pessoas como elas que honram e dignificam a profissão. Eis o comovente relato dessas professoras:
"Sua Mãe foi chamada, falou das várias terapias, sem precisar o diagnostico. Nosso trabalho foi baseado no ensaio-erro, uma vez que não dispunhamos de conhecimento para esse tipo de dificuldades, e nenhuma assessoria ou acompanhamento dos níveis intermediários. Ficavamos com ele, pegando sua mão e fazendo guardar os objetos que eram jogados no chão, repetindo: pegou-guardou. Ao final de vários "pegou-guardou", já guardava os brinquedos. Ele continúa a jogar as coisas, mas é só falar "pegou-guardou" e ele guarda.
Seu comportamento é hiper-ativo. Através do tatear algumas descobertas.
Começou a cantar músicas, repetindo a última silaba. Para ouvir histórias, alguém fica perto dele, acariciando-o levemente, e ele fica quieto. A princípio, era uma de nós que fazia isso, agora uma das crianças encarrega-se da atividade. Para ele permanecer sentado na cadeira ao merendar, é só colocar a mão no seu joelho, e ele fica.
Entramos em contato com o psicologo do João (nome fictício) que falou da importância da imposição de limites, e indicou bibliografia para consulta. Hoje, o
João é bem aceito pela turma que inclusive ajuda muito. Estamos felizes com os resultados obtidos e ansiamos por qualquer ajuda que permita que sejam melhores ainda".
Está em vigor desde o início do ano, a Lei Federal que obriga as escolas do País, a receberem qualquer criança, independentemente, de suas limitações. Polêmica, ela divide opiniões mesmo entre os deficientes, professores e demais profissionais, e vai ser tema do Primeiro Encontro Nacional de Educação Inclusiva, dia 26, no Hotel Gloria, e com a presença do Ministro Paulo Renato de Souza.
Trabalho com essas crianças, e sei o avanço que isso significa. Aqui na reportagem de hoje no JB, tem uma abordagem sensível e inteligente e com alguns depoimentos, mas eu enfatizaria que a questão é muito mais complexa. Conheço pais que levaram no mínimo três, quatro ou cinco anos para conseguir matricular seu filho. Tem uma que levou oito anos (eu disse oito anos, mãe de excepcional é excepcional) para conseguir matrícula para o filho com problemas de retardo e disturbio de comportamento. Aprovar a lei é um passo importante, mas tem ainda muitas etapas para serem vencidas, que vão desde o preconceito e a descriminação, ao despreparo completo do corpo docente.
Vale contar aqui como ilustração, a história da Mãe de um aluno meu, adolescente, hoje com 13 anos, que vagou durante quatro anos sem nada conseguir, e só teve sucesso na empreitada, quando resolveu não mencionar que o filho era deficiente, e assim conseguiu matricular numa escola pública do município. Foi descoberto pelas professoras no primeiro dia de aula, na maneira de andar e na linguagem resumida a gritos e repetições.
O relatorio desse caso, eu copiei do prontuario desse aluno (prontuario é onde se encontra todo o historico do aluno, desde a sua entrada na FUNLAR e tenho guardado na minha ficha de acompanhamento do tratamento. Este caso demonstra como depende, e muito, da boa vontade, além da sensibilidade e solidariedade humana. Por razões óbvias não poderei citar o nome da escola e das professoras, mas são pessoas como elas que honram e dignificam a profissão. Eis o comovente relato dessas professoras:
"Sua Mãe foi chamada, falou das várias terapias, sem precisar o diagnostico. Nosso trabalho foi baseado no ensaio-erro, uma vez que não dispunhamos de conhecimento para esse tipo de dificuldades, e nenhuma assessoria ou acompanhamento dos níveis intermediários. Ficavamos com ele, pegando sua mão e fazendo guardar os objetos que eram jogados no chão, repetindo: pegou-guardou. Ao final de vários "pegou-guardou", já guardava os brinquedos. Ele continúa a jogar as coisas, mas é só falar "pegou-guardou" e ele guarda.
Seu comportamento é hiper-ativo. Através do tatear algumas descobertas.
Começou a cantar músicas, repetindo a última silaba. Para ouvir histórias, alguém fica perto dele, acariciando-o levemente, e ele fica quieto. A princípio, era uma de nós que fazia isso, agora uma das crianças encarrega-se da atividade. Para ele permanecer sentado na cadeira ao merendar, é só colocar a mão no seu joelho, e ele fica.
Entramos em contato com o psicologo do João (nome fictício) que falou da importância da imposição de limites, e indicou bibliografia para consulta. Hoje, o
João é bem aceito pela turma que inclusive ajuda muito. Estamos felizes com os resultados obtidos e ansiamos por qualquer ajuda que permita que sejam melhores ainda".
14.3.02
Coisas da Meg
Na comunidade blogueira, temos uma vizinha que vem marcando a sua presença pela gentileza, educação, solidariedade, sempre com um carinho e uma atenção a mais. Sobre ela, a Super Cora já definiu muito bem " é o ser mais gentil do planeta web, quiçá do planeta como um todo, conectado ou não". Ela é a Meg, do Sub-Rosa.
Meg querida, eu sabia que existia algo mais que nos aproximava -- além do Mosca e da Tutu -- e agora tá explicado: a divina Lady Day, a inimitável, a inegualável, a maior cantora de jazz de todos os tempos: BILLIE HOLIDAY.
Na comunidade blogueira, temos uma vizinha que vem marcando a sua presença pela gentileza, educação, solidariedade, sempre com um carinho e uma atenção a mais. Sobre ela, a Super Cora já definiu muito bem " é o ser mais gentil do planeta web, quiçá do planeta como um todo, conectado ou não". Ela é a Meg, do Sub-Rosa.
Meg querida, eu sabia que existia algo mais que nos aproximava -- além do Mosca e da Tutu -- e agora tá explicado: a divina Lady Day, a inimitável, a inegualável, a maior cantora de jazz de todos os tempos: BILLIE HOLIDAY.
Disse tudo
O Millôr, hoje no JB, viajou no tempo, trazendo um personagem de Shakespeare, para falar da contemporaneidade. A peça escolhida, e o personagem couberam como uma mão na luva para falar do tempo presente na politica brasileira. Coisa de Mestre.
O Millôr, hoje no JB, viajou no tempo, trazendo um personagem de Shakespeare, para falar da contemporaneidade. A peça escolhida, e o personagem couberam como uma mão na luva para falar do tempo presente na politica brasileira. Coisa de Mestre.
Olha aqui. Essas coisas mexem demais comigo... e eu fico ... fico boba ! A gatinha da vida do Mosca, em foto dedicada a minha pessoa ! Valeu Mosca!
12.3.02
O que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.
Assim falou o Gabriel Garcia Marques, e quem mandou para mim foi o querido amigo Eloy Araújo (ator, diretor, autor de "Tango,bolero e cha-cha"). E eu estou postando aqui numa homenagem aos meus bons amigos que se manifestaram em solidariedade e apoio à minha pessoa lá no Forum de Teatro, e em especial à escritora e competente advogada especialista em direitos de Internet, Suzi Hong. Valeu, bela Suzi.
Assim falou o Gabriel Garcia Marques, e quem mandou para mim foi o querido amigo Eloy Araújo (ator, diretor, autor de "Tango,bolero e cha-cha"). E eu estou postando aqui numa homenagem aos meus bons amigos que se manifestaram em solidariedade e apoio à minha pessoa lá no Forum de Teatro, e em especial à escritora e competente advogada especialista em direitos de Internet, Suzi Hong. Valeu, bela Suzi.
Existe uma ecologia das idéias danosas, assim como existe uma ecologia das ervas daninhas" falou Gregory Bateson em L`écologie de l´esprit - Tomo II,Paris, Le Seuil 1980.
Estou postando este texto porque eu ia falar do Félix Guattari e o movimento ecosofista, mas ficou só na intenção...tenho que acordar cedo, e ainda postar agora lá no blog de artes cênicas. Bon soir, mes amis. Santé, Amitié, Felicité sont mes voeux pour usteds (hum... mal... esta foi só para rimar).
Estou postando este texto porque eu ia falar do Félix Guattari e o movimento ecosofista, mas ficou só na intenção...tenho que acordar cedo, e ainda postar agora lá no blog de artes cênicas. Bon soir, mes amis. Santé, Amitié, Felicité sont mes voeux pour usteds (hum... mal... esta foi só para rimar).
9.3.02
Sujou !
Era bom demais para continuar. A minha alegria durou pouco. O meu blog de artes cênicas, Teatro ETC. & Tal, estava vivendo um grande momento da sua história, reproduzindo na íntegra os depoimentos do pessoal de teatro no Forum Virtual de Teatro, até ontem. A discussão começou a partir da coluna do Xexéo no domingo retrasado, e estava rolando o assunto até ontem.
Sobrou pra mim, porque uma atriz se sentiu "invadida" no que ela acreditava ser um "papo caseiro", só com o pessoal do Forum, e quando viu o seu depoimento na íntegra, lá no blog estranhou. E agora rolou lá um comunicado estranho de um moderador, com quatro itens de proibições, e a primeira é esta:
1. A publicação de qualquer e-mail enviado ao Forum em qualquer lugar seja Home-page, Blog, jornais, só pode ser feita com expressa autorização do autor (respeitar os direitos autorais é função de todas as pessoas ligadas ao Teatro).
Estou apelando para os vizinhos blogueiros que entendam de direitos autorais na Internet (Se existe, isso como funciona como?) Help querida Suzi Hong !
E viva a nossa comunidade blogueira que não tem esse tipo de problemas. Entra-se a qualquer hora na casa do vizinho, pega fotos, imagens, textos e o que mais interessar, e ninguém fica cobrando posturas éticas, direitos autorais e que tais...
E nessa, eu estou até agora, respondendo mais de trocentos e-mails... e o lado positivo disso tudo, é a solidaridade recebida de pessoas que eu nem imaginava, e decepções com outras, enfim ... ç`est la vie ... rien de rose...
PS. Acabei de ler lá no Forum, um e-mail de solidariedade à minha pessoa que me emocionou deveras. Valeu querida amiga Alice Viveiros de Castro
Era bom demais para continuar. A minha alegria durou pouco. O meu blog de artes cênicas, Teatro ETC. & Tal, estava vivendo um grande momento da sua história, reproduzindo na íntegra os depoimentos do pessoal de teatro no Forum Virtual de Teatro, até ontem. A discussão começou a partir da coluna do Xexéo no domingo retrasado, e estava rolando o assunto até ontem.
Sobrou pra mim, porque uma atriz se sentiu "invadida" no que ela acreditava ser um "papo caseiro", só com o pessoal do Forum, e quando viu o seu depoimento na íntegra, lá no blog estranhou. E agora rolou lá um comunicado estranho de um moderador, com quatro itens de proibições, e a primeira é esta:
1. A publicação de qualquer e-mail enviado ao Forum em qualquer lugar seja Home-page, Blog, jornais, só pode ser feita com expressa autorização do autor (respeitar os direitos autorais é função de todas as pessoas ligadas ao Teatro).
Estou apelando para os vizinhos blogueiros que entendam de direitos autorais na Internet (Se existe, isso como funciona como?) Help querida Suzi Hong !
E viva a nossa comunidade blogueira que não tem esse tipo de problemas. Entra-se a qualquer hora na casa do vizinho, pega fotos, imagens, textos e o que mais interessar, e ninguém fica cobrando posturas éticas, direitos autorais e que tais...
E nessa, eu estou até agora, respondendo mais de trocentos e-mails... e o lado positivo disso tudo, é a solidaridade recebida de pessoas que eu nem imaginava, e decepções com outras, enfim ... ç`est la vie ... rien de rose...
PS. Acabei de ler lá no Forum, um e-mail de solidariedade à minha pessoa que me emocionou deveras. Valeu querida amiga Alice Viveiros de Castro
7.3.02
Este blog estará fazendo um ano, dia 18 de março, e eu preciso arranjar um tempo para aprender a colocar imagens aqui. Já ensaiei os primeiros passos, mas a demanda de tempo nesse lance não tem limites, e eu desistí. Mas agora preciso resolver essa parada, logo.
A querida Meg, do Sub-Rosa sabe o porquê.
A querida Meg, do Sub-Rosa sabe o porquê.
4.3.02
1.3.02
Ah, esse Xexéo...
Eu não tenho nada com isso. Quem detonou foi o Xexéo na coluna de domingo passado, "Cartas Marcadas", falando sobre patrocínios para o teatro e medalhões. Foi a deixa pra arrepiar a galera lá no Forum de Teatro. Eu tô publicando tudo ou quasi tudo aqui no blog de artes cênicas.
Eu não tenho nada com isso. Quem detonou foi o Xexéo na coluna de domingo passado, "Cartas Marcadas", falando sobre patrocínios para o teatro e medalhões. Foi a deixa pra arrepiar a galera lá no Forum de Teatro. Eu tô publicando tudo ou quasi tudo aqui no blog de artes cênicas.
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