14.12.04


Este é o gatinho mais famoso da blogosfera: o Mosca. Um destacado membro
da Familia Gato. Não resistí e copiei do InternETC, blog da Cora Rónai. Este gatinho é muito lindinho e esta foto parece uma pintura.

3.12.04


A Casa Discos convida para o lançamento do CD "Boismortier - 6 Sonates en Trio", do grupo americano "Le Triomphe de L'Amour", com participação especial da flautista Laura Rónai. Lançamento: dia 04 de dezembro, 19h Museu da República Rua do Catete, 153 Rio de Janeiro - Tel. 2558-6350 Entrada Franca.
Maiores detalhes deste post aqui no blog da irmã da Laura Rónai

28.11.04

Continuação do blog Teatro Etc & Tal
16o. Festival Internacional de Teatro Experimental do Cairo


TEATRO, SADDAN E O DOUTOR DAS FLORES

Os países participantes foram Rússia, Ucrânia, România, Holanda, Coreia
do Sul, Sérvia- Montenegro, Armênia, Bósnia-Herzegovina, França, Áustria,
Eslováquia e os árabes Líbia, Argélia, Jordânia, Líbano, Palestina,
Iraque, Sudão, Turquia, Síria, Arábia Saudita e Egito.


O júri foi formado por diretores, autores e atores/atrizes de: França,
China, Egito, Japão, Estados Unidos, Holanda, Índia, Argélia, Itália,
Canadá e Brasil.

O Festival promove um Simpósio e uma mostra paralela, além dos 24 espetáculos em competição, a Mostra Paralela contou neste ano, com 50 peças.


OS CINCO MOMENTOS DE FASCÍNIO E PRAZER

Este ano houve uma visível ausência de critério, por parte da Comissão
Selecionadora, sobre o que deveria ser considerado como "teatro
experimental". É evidente que esta é uma definição nada matemática e cada
um tem na sua cabeça o significado de "experimental", mas uma Comissão
deve ter em mente um conjunto de critérios básicos comuns. A platéia foi
surpreendida com alguns espetáculos que se valiam de uma linguagem
claramente tradicional o que não quer dizer necessariamente velha e
nem ultrapassada -- junto a outras encenações onde se reconhecia
claramente uma preocupação com a pesquisa cênica.

Dos 24 espetáculos, cinco traziam um excepcional nível de qualidade:
Holanda (dois), Líbano, Bósnia-Herzegovina e Coréia do Sul. Ao mesmo
tempo, foram selecionadas algumas encenações que eram tão primárias que
chegamos a comentar que só eram "experimentais" na medida em que, como os
grupos pareciam não saber nada de teatro, só lhes restava mesmo
experimentar o que desse e viesse.(as apresentações do Sudão,
Sérvia-Montenegro, Rússia, Armênia, Jordânia, Palestina e Arábia Saudita
foram os momentos mais desconcertantes).


Gostaria de comentar rapidamente as cinco montagens mais significativas.

1) Bambie 8 (Holanda) , de Jochem Stavenuiter e Paul van der Laan
Excepcional! Coisa rara de ser vista! Prêmio de Melhor Espetáculo
(dividido com They all are here, do Líbano) e Prêmio de Melhor Direção,
além da Indicação para Melhor Cenografia e com excelentes trabalhos de
interpretação. O espetáculo é uma surpreendente sequência de ações não
verbais, absolutamente delirante, com três atores de extremado domínio
corporal realizando com magnífica precisão e humor trajetórias do mais
completo non-sense. (Um Jacques Tati agressivo?).

O release fala que o roteiro é inspirado na explosiva relação existente entre Werner Herzog e
Klaus Kinski , "investigando a quantidade de emoções que alguém pode
suportar", mas isso , na realidade, não tem a menor importância. Eles
reproduzem (delirantemente, é claro) cenas de alguns filmes realizados
por Herzog-Klinski mas, se você nunca tiver ouvido falar desses dois , o
seu deslumbramento com a performance será o mesmo. Alguém (alô, Grassi)
deveria levar ao Brasil esta cascata de criatividade, talento
histriônico, competência técnica e extremado rigor na realização. E que
nos presenteia, ainda, com o surgimento constante do inesperado. Na
definição que fazem do espetáculo, os criadores afirmam realizar o
"physical movement theatre", com uma performance de estilo tragicômico.
Este foi o momento de glória do CIFET, deixando a platéia absolutamente
fascinada.

2) Se dice de mi (Holanda, novamente), concepção, direção, texto e
interpretação de Kris Niklison. Eis aí um espetáculo cuja melhor
definição talvez fosse essa: inteligente. São três telões e uma atriz.
Música brasileira. Os telões têm velcro e Kris Niklison (cuja roupa
também tem velcro) atira-se aos telões e fica presa neles, como uma
aranha. Ela contracena com as imagens projetadas pelo vídeo e, em um
determinado momento, a atriz é "comida" pelas bocas que surgem projetadas
nos telões. Encenação multimedia, com uso de microfone, vídeo, imagens
projetadas fixas e em movimento , música, dança, acrobacias aéreas. Kris
Niklison é uma atriz de forte comunicabilidade. Não chega a ser brilhante
mas tem inteligência e empatia, Uma "multimedia one-woman-show" ela
canta, dança, faz acrobacias, contracena com as imagens projetadas,
conversa com o público, lembrando às vezes o estilo de Dario Fo (com quem
trabalhou durante um tempo). O texto fala das relações humanas : às
vezes cínico, às vezes sofrido, às vezes ácido, quase sempre com humor.
Kris Niklison , apesar de representar a Holanda, pois vive e trabalha lá
há anos, é argentina, e já esteve no Brasil participando do Festival
Circunferência. Nos créditos projetados no final do espetáculo, uma frase
que talvez traduza bem a noção da ironia do texto: "Obrigada a todos os
amigos que me ajudaram a fazer este espetáculo; e obrigado a todos os
inimigos que me inspiraram."

3) They all are here (Líbano) , roteiro do grupo Al Muhtaraf, a partir de
Beckett. O texto mistura diálogos de algumas peças de Beckett sem
preocupação de "encenar pequenos excertos". A idéia é , com as frases
beckttianas, criar um universo de vazio e solidão, com uma linguagem
baseada nas ações e na criação de imagens significativas. Direção ágil e
criativa. "They all are here" estabeleceu uma relação profunda com a
platéia e trouxe, num festival de teatro árabe, pela primeira vez, a
presença de Saddan Hussein, através de uma foto. Sobre Saddan, que
surgiria outras vezes, e as reações do público, falarei mais abaixo.


4) The train (Coréia do Sul) , de Chungeuy Park mágico, poético,
musical. A montagem sul-coreana , também sem palavras, utiliza dança,
acrobacias, mágicas, mímica. Os atores , extremamente comunicativos,
apresentam invejável precisão de movimentos, impecável domínio técnico
e, segundo o release , trabalham as " emoções através da força poética e
da energia Ki (um conceito oriental que expressa uma espécie de energia
espiritual)". A idéia é de extrema simplicidade: dois mágicos tentam
embarcar num trem ( perderam os tickets) e se relacionam com dois irmãos
(nossos meninos de rua) e a partir daí são criados diversos jogos
cênicos. Algumas cenas desnecessariamente longas fazem com que o roteiro
nem sempre consiga manter o interesse. Entretanto, The train presenteou
o festival com alguns dos seus momentos mais mágicos e poéticos.

5) The Helver's Night (Bósnia-Herzegovina) , de Ingmar Vilkvist. Foi uma
sorte a Comissão Selecionadora ter escolhido este modelo perfeito de um
espetáculo realista que, penso, encantaria até os mais ferrenhos
anti-stanislavskianos. Não me perguntem o que esta encenação com texto,
cenários, figurinos, luz, som , interpretação e, evidentemente, direção
realistas fazia dentro de um festival de teatro experimental. Mas que bom
que foi assim. Um erro crasso da Comissão Selecionadora nos deu a
oportunidade de assistir a um texto fortíssimo, ao mesmo tempo terno e
cruel, simples e terrível. Peça para dois atores, The Helver's Night
(Helver é o nome do personagem principal) possibilita expressivas
performances .
Encenado com perfeito domínio rítmico, The Helver's Night
nos envolve a partir do primeiro momento e nos leva a acompanhar com
interesse crescente , entre o terror e o encantamento, a relação entre
mãe e filho, tendo, presente e pesando sobre nossas cabeças, os tempos
sombrios em que vivemos. É sempre bom termos em mente que esta companhia
viu, viveu e participou dos acontecimentos que estraçalharam o país na
guerra de 1992-1995. Ermin Bravo (Helver) recebeu o Prêmio de Melhor Ator
do Festival e Mirjana Karanovié foi uma das três indicadas para o Prêmio
de Melhor Atriz (votei nela mas fui voto vencido).

O TEATRO DO EGITO?
Quando vou a um festival de teatro em cidades que não são consideradas
como grandes centros de produção teatral, tenho sempre a curiosidade de
perguntar aos promotores se existe, como consequência, um desenvolvimento
qualitativo da produção local. Porque, caso contrário, o festival
significará apenas um evento turístico-teatral, muito mais turismo que teatro.

Fiz essa pergunta no Cairo e a resposta foi sim. E, pelo que pude
assistir, o teatro do Egito tem evoluído nos últimos anos (o festival tem
16 anos): as duas produções que concorreram eram muito bem dirigidas, com
estimulantes linguagens cênicas e com grande capacidade de comunicação
com a platéia. Ao mesmo tempo, na Mostra Paralela, havia 25 encenações
egípcias, num total de 50. Como o CIFET se caracteriza por ser um
festival que privilegia as pesquisas de linguagem isso talvez esteja
permitindo ao teatro egípcio assimilar conteúdos do teatro ocidental e
conciliá-los com tendências de investigação cênica que se realizam
atualmente não só no Ocidente mas, também, na África e na Ásia.


Palmas para a foto de Saddan no espetáculo do Libano

Quando surgiu a foto de Saddan no espetáculo do Líbano (They all are
here) o público bateu palmas vibrantes. Ao final , em conversa com meu
tradutor árabe, ele me perguntou: ?E Saddan Hussein? O senhor o considera
um herói ou um bandido?

O Iraque esteve presente com a peça Sorry Sir, I didnt mean it ,
de Mohtaref Seham Nasser, que discute a presença americana e suas
influências na mudança do estilo de vida no Iraque, O personagem negativo
da peça é o jovem antagonista que carrega os conceitos de vida ocidental
(através de clichês como calça jeans, blusão de couro, cabelo moderninho
com gel, música pop, ginga de rock) . Ele tenta convencer os seus colegas
de geração que o melhor é o modo de vida, as roupas e a música
ocidentais, principalmente os oriundos dos Estados Unidos. E quando
Saddan Hussein foi citado (direta ou indiretamente) a platéia se
manifestou calorosamente ao lado do iraquiano.

Após o espetáculo perguntei a um árabe qual era a imagem de Saddan
Hussein no Egito . Resposta : Agora a atitude correta é bater palmas
para o Saddan para deixar claro que nós, os árabes, estamos unidos e
somos todos contra os americanos.


O Egito , com Emergency Landing, de Khaled Galal, mostrou a já
clássica imagem de Saddan Hussein com a boca aberta, sendo examinado com
a lanterninha . A imediata e espontânea reação da platéia, ao mesmo tempo
aplaudindo (Saddan) e vaiando ( Estados Unidos) refletiu com absoluta
clareza o ódio do povo árabe aos norte-americanos.

Politizando o resultado do festival
Um dado interessante: nas reuniões do júri, uma parte dos meus colegas
supervalorizava visivelmente o espetáculo do Iraque , achando que "Sorry
Sir, I didn't mean it" merecia estar indicado em todas as categorias (e
vencer) . Tentavam argumentos teatrais que se mostraram inconsistentes,
mas ficou claro que buscavam politizar o resultado do festival para
deixar patente o repúdio à agressão norte-americana. O anti-americanismo
fora de lugar destes incansáveis combatentes acabou obtendo para o
Iraque o Prêmio de Melhor Conjunto. Foi um prêmio bem dado mas, se o
Iraque não tivesse sido invadido, talvez a estátua de Thot, a Deusa da
Sabedoria, tivesse ido parar nas mãos de um dos dois espetáculos
egípcios, mais merecedores, e que se caracterizaram por uma garra
coletiva e uma indiscutível alegria por estar em cena.

Bush transformou Saddan no herói da união árabe
Herói ou bandido? Não me parecia uma pergunta que ele (Levi refere-se à pergunta do seu tradutor árabe) me dirigia procurando saber minha resposta. A questão colocada parecia refletir uma certa encruzilhada em que se encontra hoje o sentimento árabe. Todos
sabem que Saddan era um ditador e um criminoso, e os egípcios estão bem
informados a respeito do que é uma ditadura, já que Mubarak está no poder
há 24 anos. Por isso, bandido. Mas todos sabem também que a imagem
humilhada de Saddan sendo examinado pelo médico americano, hoje se
transforma num símbolo da união árabe contra o inimigo maior, os Estados
Unidos. Por isso, vítima. Por isso, herói.

A política equivocada de Bush , que nunca previu que seria fácil
derrubar Saddan mas quase impossível permanecer no Iraque, conseguiu
transformar o ditador iraquiano no herói da união árabe.

Percebe-se, com nitidez, que o ódio aos americanos é infinitamente mais
forte que a admiração por Saddan, mas Saddan, preso e humilhado, virou
a possibilidade de unir emocionalmente todos os árabes contra Bush e sua
política. Num festival internacional, com artistas vindos dos mais
diferentes países, era visível que os americanos estão cada vez mais
detestados e que esse ódio se espalha cada vez mais rapidamente pelo
mundo. (Ironicamente, o Presidente da Comissão Julgadora era um encenador
americano. Entretanto, ele sempre foi muito bem tratado, como todos nós,
aliás).

UM POUCO DE CAIRO

O Cairo não tem sinais de trânsito! São vinte milhões de habitantes num
país sem indústria automobilística e sem dinheiro para importar
automóveis. Os carros são velhíssimos, todos com pequenos e médios
amassados e ninguém se preocupa em fazer lanternagem. Dirigem na
contra-mão na frente dos guardas, fazem contornos absolutamente proibidos
por qualquer engenharia de trânsito, os cruzamentos são algo inconcebível
e, no meio do caos, vislumbra-se o tranquilo trote dos cavalos, puxando
inacreditáveis charretes. Como não há sinais (há, mas pouquíssimos, e
nem sempre os motoristas os respeitam) para que não batam uns nos outros
e para que não atropelem as pessoas que atravessam as ruas pelo meio dos
automóveis, é o local do mundo onde mais se buzina.

Buzina para que te quero
Todos buzinam. Para tudo : para não bater noutro carro, para não atropelar a moça toda de negro e que só mostra os olhos no meio do véu, buzinam para
cumprimentar um amigo num outro carro e que, por ser bem educado, devolve
o cumprimento buzinando de volta. É o trânsito mais caótico e mais
barulhento do planeta (imaginem: vinte milhões de habitantes!). No centro
da cidade, a hora do rush vai das sete da manhã às três da madrugada. E
tome de buzina! Da minha janela do hotel eu ficava olhando o tráfego,
fascinado. Fosse pela manhã ou durante a madrugada o movimento (e as
buzinadas) eram absolutamente iguais!

De todas as cidades que conheci é a mais suja. Imunda. É considerada como
uma das cidades de maior poluição do mundo. No Mercado Árabe a comida é
feita ao ar livre e ao lado do container de lixo. A higiene não é o forte.

"No, no money" -- o jôgo de sedução dos comerciantes do Cairo
E os árabes, que vendem tudo a todo mundo? As táticas estão ficando cada
vez mais sofisticadas. Eles sempre te abordam quando você passa pela calçada isso é o normal.
Mas o mais interessante é encontrar"casualmente" com você, bem no meio da rua, tentando atravessar para o outro lado . Eles dizem: " cuidado que o trânsito aqui é muito perigoso",
e vão te ajudando, fazendo sinal para os carros pararem para que possamos
atravessar e entabulam um papo "whérduiúcamifrom" e você diz que é do
Brasil, "Oh, Brasília! (não sei porque chamam Brasil de Brasília!),
Ronaldinho, I love Brasília", e ao perceber que você já está achando que
vem jogo de sedução vão logo dizendo "No No money, no money" ( o que
significa ? não quero tirar dinheiro de você) e não te largam mais até
você entrar no loja deles ou dar um basta.

No início é interessante fazer o jogo dos comerciantes-que-fazem-ponto-na-rua para ver como é. Depois, cansa, e a melhor estratégia é você já nem dar mais resposta
quando recebe o assédio. E a ajuda para passar ao outro lado da rua é
desnecessária para quem já atravessou a Presidente Vargas fora do sinal!

Entretanto, não há perigo nas ruas (fora morrer atropelado) , não há
assaltos, anda-se de noite pelo centro com tranquilidade. E as lojas
estão abertas até meia-noite, pelo menos.

Todos prometem descontos , "Mas só hoje, porque amanhã vou fechar a loja
por três dias porque minha irmã vai se casar!", mentem descaradamente e
quando você diz que está com pressa, mas volta amanhã, dizem que a loja
fica aberta o dia todo, esquecendo-se de que a irmã vai (ia)se casar. E o
folclore do mercado árabe permanece até hoje: quando vêem que você está
interessado num produto mas está achando caro, acabam baixando o preço em
até 80 por cento!!!

Doutor das Flores
Quando estávamos passando em frente ao Museu do Cairo apareceu um senhor
bem vestido, também nos ajudando a atravessar a rua e que se apresentou
como "Doutor das Flores" , "no money, no money", e disse que cuidava dos
jardins do Museu . Perguntou de onde éramos e "Ó, Brasília! Futebol,
Ronaldinho!! Mas eu adorava o Zizinho!" (Zizinho?! Onde este homem ouviu
falar de Zizinho?!). O Doutor das Flores despediu-se, deu dois passos e
"Ah, posso dar uma sugestão?" Ao entrar no Museu, sigam direto para o
segundo andar onde estão os fantásticos tesouros encontrados no túmulo
do Tutankamon. Pode ser que vocês não tenham tempo de ver tudo e é melhor
garantir logo o filé-mignon do Museu. Outro até logo, mais dois passos
e "Ah, e eu tenho uma lojinha que vende ...."

O melhor teatro egípcio é o que se faz nas ruas do Cairo...

27.11.04


A blogueira e escritora Claudia Letti ao vivo e a cores na noite de
autógrafos do seu livro Onde não se responde, primeira publicação da Coleção Literatura Brasileira e Internet. Linda e elegante com um vestido
justo de cetim azul perolado, realçando o corpo malhado (acho que
ela malha) e sandalias de salto alto da mesma cor.


Fotografando na fila de autógrafos -- péssima fotografa. Sorry.


Foto para o meu album: Ernesto, Flavia -- a mãe do Ernesto, e a
menina mais linda da festa, a Marina.

23.11.04



Dia 25/11, 5ª feira, a partir das 19h,
espero você no LANÇAMENTO
Lopes Quintas, 180 - Jd. Botânico - RJ
Parangolé de uma blogueira enbrolada com a virtual e a real

Os meus amigos e leitores desse blog desculpem as pausas e interrupções dos posts aqui. Prometo que a partir de agora terá pelo menos uma postagem semanal. Certo?
E aproveito para comunicar que agora estou um pouco menos acelerada porque um dos meus projetos profissionais para este ano, o Parangolé da Vila, estreiou esta semana na mostra de dança Dialogando com a diferença, no Teatro Cacilda Becker -- uma promoção da Faculdade Escola Angel Vianna.

Up date: esse post foi copiado do Teatro ETC & Tal mas tá valendo agora também para este blog . Estou voltando a postar aqui no Artimanhas. Ah, e a primeira apresentação do Nosso Parangolé da Vila foi em agosto do ano passado e os posts a seguir também são desse mês.
Alguns posts do outro blog vou postar aqui também porque por estranho que possa parecer, quem vem aqui, difícilmente vai ao outro blog. Nunca entendí o porquê disso.


PARANGOLÉ DA VILA

é o título de uma performance de dança com os meninos e meninas do PETI (Comunidade do Morro dos Macacos, meus alunos de expressão corporal na FUNLAR de Vila Isabel , com a concepção, direção, e coreografia desta escriba. Este trabalho faz parte do projeto anual das minhas aulas -- um work-in-progress baseado nos famosos "parangolés" criados pelo artista plástico Helio Oiticica.

É uma homenagem ao Helio pela comemoração dos quarenta anos de criação dos "parangolés", em julho de 1964. E não por acaso, o nosso planejamento de trabalho no ano em curso, dentro do Projeto Angel Vianna na FUNLAR, teve como referência os objetos relacionais criados pela artista plástica Lygia Clark.

O que é o Parangolé

agitação súbita ou alegria inesperada, era o significado de parangolé na gíria dos morros cariocas nos anos 60. Era tanto o burburinho de uma roda de samba quanto o susto de uma batida policial.

Mas para Oiticica, parangolés eram capas de seda, algodão ou náilon, criadas por ele, e apresentadas pela primeira vez em 1965, no MAM do Rio de Janeiro, com a participação especial dos passistas e sambistas da Mangueira. Essa apresentação foi um ato de protesto do artista, quando à época, foi proibido de expor suas obras nesse espaço.

Aproveitando o parangolé, uma homenagem a dois grandes artistas da nossa MPB : ADRIANA CALCANHOTO e MARTINHO DA VILA. A performance corporal de Parangolé da Vila é realizada ao som deParangolé Pamplona do disco Maritimo da minha conterranea Adriana -- agora ADRIANA PARTIMPIM, com o sucesso desse seu último disco. E no final o samba no pé e no coração, com Canta, canta minha gente do da Vila.

22.11.04












Fotos da performance PARANGOLÉ DA VILA" com roteiro e coreografia desta escriba, com os meninos e meninas do PETI, apresentada no Teatro Experimental Cacilda Becker, em agosto deste ano. Fizemos outra apresentação agora na Semana da Cultura e eu ainda não conseguí umas fotos melhores. Mas estas é apenas para dar uma idéia do espetáculo.

13.11.04


"Parangolé da Vila" no Teatro Exp. Cacilda Becker. Esta foto foi tirada depois do espetáculo em frente ao Cacilda. Posted by Hello

23.10.04

Manifesto Antropofágico

Só a Antropofagia nos une. Socialmente. Economicamente. Filosoficamente.

Única lei do mundo. Expressão mascarada de todos os individualismos, de todos os coletivismos. De todas as religiões. De todos os tratados de paz.

Tupi, or not tupi that is the question.

Contra todas as catequeses. E contra a mãe dos Gracos.

Só me interessa o que não é meu. Lei do homem. Lei do antropófago.

Estamos fatigados de todos os maridos católicos suspeitosos postos em drama. Freud acabou com o enigma mulher e com outros sustos da psicologia impressa.

O que atropelava a verdade era a roupa, o impermeável entre o mundo interior e o mundo exterior. A reação contra o homem vestido. O cinema americano informará.

Filhos do sol, mãe dos viventes. Encontrados e amados ferozmente, com toda a hipocrisia da saudade, pelos imigrados, pelos traficados e pelos touristes. No país da cobra grande.

Foi porque nunca tivemos gramáticas, nem coleções de velhos vegetais. E nunca soubemos
o que era urbano, suburbano, fronteiriço e continental. Preguiçosos no mapa-múndi do Brasil.

Uma consciência participante, uma rítmica religiosa.

Contra todos os importadores de consciência enlatada. A existência palpável da vida. E a mentalidade pré-lógica para o Sr. Lévy-Bruhl estudar.

Queremos a Revolução Caraíba. Maior que a Revolução Francesa. A unificação de todas as revoltas eficazes na direção do homem. Sem nós a Europa não teria sequer a sua pobre declaração dos direitos do homem.

A idade de ouro anunciada pela América. A idade de ouro. E todas as girls.

Filiação. O contato com o Brasil Caraíba. Ori Villegaignon print terre. Montaigne. O homem natural. Rousseau. Da Revolução Francesa ao Romantismo, à Revolução Bolchevista, à Revolução Surrealista e ao bárbaro tecnizado de Keyserling. Caminhamos.

Nunca fomos catequizados. Vivemos através de um direito sonâmbulo. Fizemos Cristo nascer na Bahia. Ou em Belém do Pará.

Mas nunca admitimos o nascimento da lógica entre nós.

Contra o Padre Vieira. Autor do nosso primeiro empréstimo, para ganhar comissão. O rei-analfabeto dissera-lhe: ponha isso no papel mas sem muita lábia. Fez-se o empréstimo. Gravou-se o açúcar brasileiro. Vieira deixou o dinheiro em Portugal e nos trouxe a lábia.

O espírito recusa-se a conceber o espírito sem o corpo. O antropomorfismo. Necessidade da vacina antropofágica. Para o equilíbrio contra as religiões de meridiano. E as inquisições exteriores.

Só podemos atender ao mundo orecular.

Tínhamos a justiça codificação da vingança. A ciência codificação da Magia. Antropofagia. A transformação permanente do Tabu em totem.

Contra o mundo reversível e as idéias objetivadas. Cadaverizadas. O stop do pensamento que é dinâmico. O indivíduo vítima do sistema. Fonte das injustiças clássicas. Das injustiças românticas. E o esquecimento das conquistas interiores.

Roteiros. Roteiros. Roteiros. Roteiros. Roteiros. Roteiros. Roteiros.

O instinto Caraíba.

Morte e vida das hipóteses. Da equação eu parte do Cosmos ao axioma Cosmos parte do eu. Subsistência. Conhecimento. Antropofagia.

Contra as elites vegetais. Em comunicação com o solo.

Nunca fomos catequizados. Fizemos foi Carnaval. O índio vestido de senador do Império. Fingindo de Pitt. Ou figurando nas óperas de Alencar cheio de bons sentimentos portugueses.

Já tínhamos o comunismo. Já tínhamos a língua surrealista. A idade de ouro.

Catiti Catiti

Imara Notiá

Notiá Imara

Ipeju*

A magia e a vida. Tínhamos a relação e a distribuição dos bens físicos, dos bens morais, dos bens dignários. E sabíamos transpor o mistério e a morte com o auxílio de algumas formas gramaticais.

Perguntei a um homem o que era o Direito. Ele me respondeu que era a garantia do exercício da possibilidade. Esse homem chamava-se Galli Mathias. Comia.

Só não há determinismo onde há mistério. Mas que temos nós com isso?

Contra as histórias do homem que começam no Cabo Finisterra. O mundo não datado. Não rubricado. Sem Napoleão. Sem César.

A fixação do progresso por meio de catálogos e aparelhos de televisão. Só a maquinaria. E os transfusores de sangue.

Contra as sublimações antagônicas. Trazidas nas caravelas.

Contra a verdade dos povos missionários, definida pela sagacidade de um antropófago, o Visconde de Cairu: - É mentira muitas vezes repetida.

Mas não foram cruzados que vieram. Foram fugitivos de uma civilização que estamos comendo, porque somos fortes e vingativos como o Jabuti.

Se Deus é a consciênda do Universo Incriado, Guaraci é a mãe dos viventes. Jaci é a mãe dos vegetais.

Não tivemos especulação. Mas tínhamos adivinhação. Tínhamos Política que é a ciência da distribuição. E um sistema social-planetário.

As migrações. A fuga dos estados tediosos. Contra as escleroses urbanas. Contra os Conservatórios e o tédio especulativo.

De William James e Voronoff. A transfiguração do Tabu em totem. Antropofagia.

O pater famílias e a criação da Moral da Cegonha: Ignorância real das coisas+ fala de imaginação + sentimento de autoridade ante a prole curiosa.

É preciso partir de um profundo ateísmo para se chegar à idéia de Deus. Mas a caraíba não precisava. Porque tinha Guaraci.

O objetivo criado reage com os Anjos da Queda. Depois Moisés divaga. Que temos nós com isso?

Antes dos portugueses descobrirem o Brasil, o Brasil tinha descoberto a felicidade.

Contra o índio de tocheiro. O índio filho de Maria, afilhado de Catarina de Médicis e genro de D. Antônio de Mariz.

A alegria é a prova dos nove.

No matriarcado de Pindorama.

Contra a Memória fonte do costume. A experiência pessoal renovada.

Somos concretistas. As idéias tomam conta, reagem, queimam gente nas praças públicas. Suprimarnos as idéias e as outras paralisias. Pelos roteiros. Acreditar nos sinais, acreditar nos instrumentos e nas estrelas.

Contra Goethe, a mãe dos Gracos, e a Corte de D. João VI.

A alegria é a prova dos nove.

A luta entre o que se chamaria Incriado e a Criatura - ilustrada pela contradição permanente do homem e o seu Tabu. O amor cotidiano e o modusvivendi capitalista. Antropofagia. Absorção do inimigo sacro. Para transformá-lo em totem. A humana aventura. A terrena finalidade. Porém, só as puras elites conseguiram realizar a antropofagia carnal, que traz em si o mais alto sentido da vida e evita todos os males identificados por Freud, males catequistas. O que se dá não é uma sublimação do instinto sexual. É a escala termométrica do instinto antropofágico. De carnal, ele se torna eletivo e cria a amizade. Afetivo, o amor. Especulativo, a ciência. Desvia-se e transfere-se. Chegamos ao aviltamento. A baixa antropofagia aglomerada nos pecados de catecismo - a inveja, a usura, a calúnia, o assassinato. Peste dos chamados povos cultos e cristianizados, é contra ela que estamos agindo. Antropófagos.

Contra Anchieta cantando as onze mil virgens do céu, na terra de Iracema, - o patriarca João Ramalho fundador de São Paulo.

A nossa independência ainda não foi proclamada. Frape típica de D. João VI: - Meu filho, põe essa coroa na tua cabeça, antes que algum aventureiro o faça! Expulsamos a dinastia. É preciso expulsar o espírito bragantino, as ordenações e o rapé de Maria da Fonte.

Contra a realidade social, vestida e opressora, cadastrada por Freud - a realidade sem complexos, sem loucura, sem prostituições e sem penitenciárias do matriarcado de Pindorama.



OSWALD DE ANDRADE Em Piratininga
Ano 374 da Deglutição do Bispo
Sardinha." (Revista de Antropofagia,
Ano 1, No. 1, maio de 1928.)


* "Lua Nova, ó Lua Nova, assopra em
Fulano lembranças de mim", in
O Selvagem, de Couto Magalhães

Oswald de Andrade alude ironicamente a um episódio da história do Brasil: o naufrágio do navio em que viajava um bispo português, seguido da morte do mesmo bispo, devorado por índios antropófagos.
Ainda se discute rinhas!
Memória do JB

Carlos Drummond de Andrade (1983)

Como se não bastasse tanta gente brigando feio no Oriente e na América Central, ainda há quem se lembre de promover briga de galo, e até de justificá-la econômica e socialmente, argumentando que o fechamento das granjas especializadas na criação de aves de combate importaria em aumento da taxa nacional de desemprego! Esta é forte. O que os defensores da rinha esquecem é que os empregos correspondentes poderiam muito bem ser conservados e até multiplicados se essas granjas de tipo perverso passassem dedicar-se à criação de aves comuns, em bases empresariais que garantissem o aumento de produção e o relativo barateamento de custo. Quanto brasileiro que há por aí que não pode permitir-se o luxo de comer frango e fica estatelado de horror ao saber que os galos são dispensados de sua missão de reprodutores para se estraçalharem mutuamente, em espetáculos pagos a bom preço e assistidos por espectadores sádicos!
O desemprego que os defensores da briga de galos querem evitar é o de pessoas que exercem atividade ilegal de trabalho, e portanto não são socialmente defensáveis. A aceitar-se o critério de que eles merecem apoio porque ganham assim o pão de cada dia, temos de admitir igualmente que os traficantes de tóxicos não podem ser impedidos de exercer sua atividade sinistra porque vivem dela. (...) Que tal institucionalizar a guerra como veículo supremo de emprego nas retaguardas, e também de lucro nas linhas de frente, onde se fariam apostas sobre a sorte dos combates, o número e gravidade de ferimentos, a duração de agonias? Será altíssima contribuição para o desenvolvimento das nações, mediante o pleno emprego dos sobreviventes.
(...) A confusão de valores é tamanha que se chama a essa luta de esporte. Esporte seriam então os entreveros a faca ou punhal, os enfrentamentos a pistola, e qualquer tipo de ferocidade a que nos aplicássemos. Seria altamente esportivo todo conflito de rua, as mais fascinantes se tornariam ainda os assaltos organizados a bancos e joalherias, com os seguranças treinados para rechaçá-los. As mortes subseqüentes valeriam como pontos negativos para cada uma das partes, e os espectadores, se tivessem folga para isso, fariam apostas em cruzeiros ou dólares sobre o final da partida. Afinal, seguranças e assaltantes precisam viver, mesmo à custa de sangue derramado. (...). Fora com os torturadores de animais!
Artigo publicado em 8 de novembro de 1983 no Caderno B do Jornal do Brasil
[23/OUT/2004]

20.10.04


Esta fofinha é Lua Negra, a gatinha do Ernesto. Tem um post aqui do dia 18/novbro/2003 que ainda não foi para o arquivo contando uma fantástica história dessa quadrupinha.

17.10.04

Fábula da convivência
Há milhões de anos atrás, durante uma era glacial, quando parte de nosso planeta esteve coberto por grandes camadas de gelo. Muitos animais, não resistiram ao frio intenso e morreram, indefesos, por não se adaptarem às condições.
Foi, então, que uma grande manada de porco-espinhos, numa tentativa de se proteger e sobreviver, começaram a se unir, juntar-se mais e mais.
Assim, cada um podia sentir o calor do corpo do outro. E todos juntos, bem unidos, se agasalhavam uns aos outros, aqueciam-se mutuamente, enfrentando por mais tempo aquele frio rigoroso.
Porém, vida ingrata, os espinhos de cada um começaram a ferir os companheiros mais próximos, justamente aqueles que lhes forneciam mais calor, aquele calor vital, questão de vida ou morte.
E afastaram-se, feridos, magoados, sofridos. Dispersaram-se, por não suportarem mais tempo os espinhos dos seus semelhantes. Doíam muito...
Mas essa não foi a melhor solução! Afastados, separados, logo começaram a morrer de frio, congelados. Os que não morreram voltaram a se aproximar pouco a pouco, com jeito, com cuidado, de tal forma que, unidos, cada qual conservava uma certa distância do outro, mínima, mas o suficiente para conviver sem magoar, sem causar danos e dores uns nos outros.
Assim, suportaram-se, resistindo à longa era glacial.
Sobreviveram.


Ela está no Rio para uma temporada relâmpago. Detalhes aqui no blog de
artes cênicas.

13.10.04


E esse aquí é o Artur. A tia Ruth fotografou ele lá em Osório
no Natal do ano passado.
Sincronicidade é isso
Ontem, depois que eu acabei de postar aqui fui abrir a mail-box e o que encontro? Uma foto do Murilo enviada pela tia Irene. Ele aparece na foto da banheira, a minha irmã ensaboando a cabecinha dele.


Murilo e o seu boneco favorito

12.10.04


Izabela (não é linda?!)fotografada por mim em Gramado, em Dezembro do ano passado, quando fomos lá assistir o Natal Luz.

Em cima do lance
Só gora quando ia baixar a foto da Izabela me toquei (fiquei meio desplugada nesse feriadão) que hoje é o Dia da Criança. Salve elas!



Minha irmã Reneidi, recepciona os osorienses Izabela e Artur,
que estavam visitando a tia e o priminho Murilo, em Porto Alegre,
no domingo retrasado.



Aniversário da Izabela comemorado na sua escola, lá em Osório.
Olha a carinha de safados desses piazinhos.
Oia nóis aqui traveiz.
Tava com saudades desse bloguinho abandonado.
Artimanhas foi o meu primeiro blog. Tive uns dez...
Passado o entusiasmo blogueiro só tô com o de artes cênicas, e olhe lá ...
Blog dá muito trabalho e eu tô sem tempo. Tô escrevendo um livro com as minhas colegas professoras de Recuperação Motora - terapia através da dança, sobre o nosso trabalho com portadores de dificuldades especiais na FUNLAR.

Este blog era um diario ou tinha pretensões a tal.
Agora vou voltar a postar fotos e alguns textos...
Isso aqui já foi quasi um divã de analista.
Blog serve pra isso também.
Gosto de reler o que escrevo e ver como era o
meu estado àquela época.
Posto aqui antes de tudo pra mim mesma.
E por hoje é só.
Vou baixar umas fotos aqui.


Ernesto e a Nina, sua namorada. Lindos !

8.3.04

Às minhas amigas uma homenagem
8 de março 2004

Dia Internacional da Mulher

Já me desacreditaram em 3 línguas
Já me dominaram em 3 gerações
Já me denegriram em diversos países
Em toda a terra
Já me julgaram, difamaram, humilharam,
segregaram em tantos lugares
Hoje acordei para dizer bem vindas!
Em todas as línguas, raças, credos além
das fronteiras, marcas e cicatrizes.
Um novo tempo se descortina para ti, para ustedes,
para vós, for you, für dich, pour vous, pour toi,
Pour nous, toutes les femmes de la terre
(Por nós, todas as mulheres da terra)
LETÍCIA DAMASCENO

Esse belo poema eu recebí hoje por e-mail e aproveito a inspiração da querida amiga Letícia Damasceno para homenagear as amigas que visitam o meu blog.
Letícia é professora de expressão corporal, bailarina e atriz. Esse poema acompanhado de uma rosa será oferecido às mulheres que serão entrevistadas por ela e o seu grupo de dança, hoje, a partir das seis horas da tarde no Largo do Machado. Esse trabalho faz parte de uma pesquisa de campo para o próximo espetáculo do grupo, com estréia prevista para junho próximo.

6.3.04

Dicas de teatro neste findi: "Apitos e lá lá lá" no Teatro de Guignol do Jardim de Alah, domingo, às l6hs e no Teatro Carlos Werneck do Aterro do Flamengo, às 11hs.
Assistir no Teatro SESC de Copa, o ótimo ator Ricardo Blat e Regina Gutman em "Queridinha", texto de Tchecov dirigido pelo Gilberto Gawronski, e "Ricardo III" de Shakespeare, vivido pelo soberbo ator Anselmo Vasconcellos, com dire??o do Antonio Pedro, em temporada popular no Teatro João Caetano - Praça Tiradentes.



Esse povo feliz seguiu a dica do Teatro ETC & Tal, e foi à Quinta da Boa Vista, no domingo passado assistir "Apitos e lá lá lá""
Este blog anda um tanto letárgico. Não tenho a menor idéia de quando será curado dessa estranha letargia. Enquanto isso o outro blog, o Teatro ETC & Tal quasi foi acometido do mesmo torpor. Foi salvo a tempo e voltou lépido e fagueiro. Vai lá conferir.

14.1.04



Adivinhem quem é a ferinha aí de cima? Fácil. É a fofinha da foto aí de baixo -- a gatinha Tutu, dormindo candidamente ao lado do Mosca. E essa foto eu larapiei hoje do blog da principal serviçal e fotógrafa oficial da Familia Gato: Cora Rónai.