IV Colóquio Filosofia e ficção: corpo & performance
Realização:
Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)
Instituto de Letras (ILE)
Escola de Artes Visuais do Parque Lage
Apoio:
Instituto de Letras da UERJ
Instituto de Artes da UERJ
Sub-Reitoria de Pós-graduação e Pesquisa (SR-2)
Departamento Cultural (Decult)
Diretoria de Comunicação Social (Comuns)
Programa de Pós-graduação em Letras da UERJ
Informações:
http://br.geocities.com/coloquiofifi/index.html
Organizadoras:
Prof.ª Dr.ª Ana Cristina Chiara (ILE/UERJ)
chiara@centroin.com.br
Prof.ª Dr.ª Ana Lucia M. de Oliveira (ILE/ UERJ)
almoliva@terra.com.br
O corpo é entusiasta, deixemos ficar a alma.
(Nietszche, Assim Falou Zaratrusta)
PROGRAMAÇÃO
14 de maio
Mesas-redondas (Salão Nobre – ILE – 11º andar)
14h Curtocircuitos do Corpo
Doutorando Gabriel Cid de Garcia (UERJ): Regras para uma
desnaturalização dos afetos: a imagem-pulsão e o corpo no cinema de
terror contemporâneo
Doutorando Marcelo dos Santos (UERJ): Dez legendas para Imemorial
de Rosângela Rennó
Doutoranda Calina Miwa Fujimura (UERJ): Pilatos: o corpo em pedaços
16h A vida e a Arte como Performance
Prof.ª Dr.ª Eloísa Brantes Mendes (substituta UERJ): A liquidez do corpo
espetacular
Prof. Dr. Evando Nascimento (UFJF): Hélio Oiticica: a vida e a arte
como performance
Prof. Dr. Marcus Alexandre Motta (UERJ): Tomar os olhos de Orlando e
fazê-los meus: peformance de leitura
18h Teatro Noel Rosa
Profª Drª Ana Lúcia Oliveira (UERJ): Encenações do corpo eloquente
noTheatrum Sacrum de Antonio Vieira
Profª Drª Ana Chiara (UERJ): Corpos delirantes
Prof. Dr. Hilan Bensusan (UNB): Entregêneros literais e entregêneros
literários: a filosofia e a ficção do triz
19h Performance de André Masseno: “I’m not here ou A morte do cisne”
(dança-comentário elaborada a partir do diálogo com a obra
coreográfica A Morte do Cisne, criada em 1907 por Michel Fokine,
especialmente para a bailarina Anna Pavlova)
15 de maio
Mesas-redondas, Salão Nobre da UERJ, 11º andar
9h Fabiane Borges (PUC-SP): Domínios das Demasiadas Performances
Doutoranda Kellen Dias de Barros (UERJ): Literatura líquida de O
vendedor de passados
11h Corpo e Memória em Arquivos
Prof.ª Dr.ª Maria Helena Werneck (Unirio): Corpo em cena: grupo de
teatro O Bando
Prof. Dr. Luiz Claudio da Costa (UERJ) e Adelaine Evaristo Silva
(orientanda de IC-UERJ): Memória e Arquivo: as práticas artísticas
contemporâneas
Prof. Dr. José da Costa (Unirio) : Corpo, performance e política em Os
Sertões do Teatro Oficina.
14h Corpos Adulterados, Corpos Adúlteros
Prof.ª Dr.ª Maria Cecília Miranda Coelho (PUCSP-Cogeae ): Helena –
quando o lógos se fez corpo e habitou entre gregos e troianos
Prof.ª Dr.ª Carlinda Pate Nunez (UERJ): Barbárie à flor da pele: o corpo e
a pólis
Prof.ª Dr.ª Maria Conceição Monteiro (UERJ): Cenas de um casamento:
paixão e transgressão
16h Corpos Imaculados, Trágicos, Vibráteis
Prof.ª Dr.ª Iracema Macedo (IFF-Cabo Frio): O corpo trágico em
Zaratustra e o corpo doente em Dostoiévski
Prof.ª Dr.ª Maria Cristina Franco Ferraz (UFF): Corpo e dança
contemporânea: movimento, virtualidade
Prof.ª Dr.ª Rosa Dias (UERJ): Do imaculado conhecimento:
corpo e arte.
18h “O que é uma mulher morta?”
Prof.ª Dr.ª Carla Milani Damião (Uesc): A representação pictórica do
corpo morto: a Ophelia de Millais
Profª Dr.ª Márcia Tiburi (Universidade Mackenzie): Ofélia – a antininfa
morta
Prof. Dr. Carlos Lima (UERJ): A farmácia do sonho
Lançamento de livros
16 de maio
Mesa-redondas (Escola de Artes Visuais do Parque Lage)
14h O corpo do Artista/ Pesquisador
Prof. Dr. André Parente (UFRJ): Em tempo real
Prof.ª Dr.ª Leila Danziger (UERJ): Pallaksch, Pallaksch
Prof.ª Dr.ª Livia Flores (UFRJ): Passa batido, mas não despercebido
Prof.ª Dr.ª Maria Luiza Fatorelli (UERJ): O lugar do tempo
Prof. Dr. Ricardo Basbaum (UERJ): Sistema-cinema
Mediador: Prof. Dr. Luiz Cláudio da Costa (UERJ)
17h Conferência de encerramento: Prof. Dr. Peter Pál Pelbart (PUC-SP)
18h “Não contém glúten”: Performance do Coletivo LiquidAção
Os excessos de cuidado com a alimentação, expectativas e frustrações
relativas a auto imagem corporal, se manifestam na relação dos
performers com a água da piscina do Parque Lage. Receitas de comida
e dietas de emagrecimento entram em jogo no descontrole da autoimagem
provocado pela interação corpo/água.
Inscrições
As inscrições serão feitas no dia de abertura do evento. Para aqueles
que desejarem certificados de freqüência, será cobrado o preço
simbólico de R$15 reais.
As artes e as manhas de uma atriz. Na blogosfera desde março de 2001. Os arquivos esperam a sua visita.
7.5.09
28.8.08
WORKSHOPS GRÁTIS do
I ENCONTRO DO CORPO NA DANÇA E NO TEATRO - TÉCNICA KLAUSS VIANNA
Informações e inscrições:
21 2551-0099 (Faculdade e Escola Angel Vianna)
Local das aulas: ESPAÇO SESC
Obs. Cada pessoa poderá inscrever-se em apenas um workshop
PROGRAMAÇÃO
DIA 03/09 – 11 às 13 h
Processo dos vetores
Jussara Miller
Exploração dirigida do movimento a partir da investigação dos espaços articulares, peso, pontos de apoio, oposições ósseas, alinhamento do esqueleto e do uso apropriado dos vetores de força como direções ósseas para gerar movimentos no processo de construção do corpo cênico.
JUSSARA MILLER é bailarina, coreógrafa, diretora e educadora somática. É graduada, mestre e doutoranda em Dança pela Universidade Estadual de Campinas/SP – UNICAMP. Há vinte anos, iniciou a sua pesquisa sobre o movimento consciente, tendo como professores: Klauss Vianna e seu filho Rainer Vianna. Posteriormente, foi professora da Escola Klauss Vianna, em São Paulo. Idealizadora e curadora dos eventos de Dança: “Ciclo Klauss Vianna-2002” e Festival CPFL de Dança Contemporânea “Klauss Vianna-2005”, ambos em homenagem à família Vianna, realizados em Campinas SP. Atualmente, é diretora/fundadora/professora do Salão do Movimento, espaço de pesquisa e criação em Dança e Educação Somática (Campinas/SP) que, desde 2001, proporciona atividades que têm como foco a reflexão do corpo e o estudo do movimento a partir da técnica Klauss Vianna. Realiza apresentações e workshops em diversos eventos de dança do Brasil e em 2007, apresentou-se no Festival Internacional Contemporâneo Andanza em La Paz/Bolívia com o solo “Corpo Sentado” e em julho de 2008, realizou o workshop da Técnica Klauss Vianna em Celrà/Espanha. É autora do livro “A Escuta do Corpo – Sistematização da Técnica Klauss Vianna”. São Paulo: Summus, 2007.
DIA 03/09 – 11 às 13 h
Reeducação do Movimento / técnica Klauss Vianna
Irene Ziviani
Conscientização corporal / Reeducação do movimento. Curso vivencial, auto-instrutivo que envolve técnicas posturais para alinhamento, conquista de tônus muscular e equilíbrio:
▪ preservando a mecânica articular e utilizando a estrutura óssea como ponto de sustentação para manter o centro de gravidade estável;
▪ observando os alinhamentos posturais, em relação aos mecanismos de compensação na estrutura do corpo;
▪ abordando posturas que estimulam a reorganização neuro-funcional;
▪ utilizando exercícios de alongamento, ritmo, coordenação motora, além de técnicas de centramento e relaxamento consciente, tudo isto associado à respiração.
IRENE ZIVIANI, bailarina por formação, desenvolve inúmeras atividades como artista e professora, tendo proferido palestras e participado de aulas e workshops por todo o Brasil. Desde 1970, dirige sua própria Escola de Consciência do Corpo e Reeducação do Movimento, em Belo Horizonte/MG, onde mantém cursos regulares e intensivos de reeducação postural para leigos e profissionais da área de saúde e das áreas artísticas. De 1983 a 1992 (BH/MG) atuou como coordenadora e assistente de inúmeros workshops, oficinas e grupos de estudos ministrados pelo professor e coreógrafo Klauss Vianna. Nesta década Belo Horizonte foi centro de marcantes encontros com Klauss Vianna, para estudo e reflexão sobre sua técnica, que tanto vem contribuindo para formação de novos artistas. Desde 1998 atua na preparação corporal (perfomance de palco) dirigida para espetáculos, com artistas que representam nossa arte e música mineira e nacional como; Titane, João das Neves, Renato Motta, Patrícia Lobato, Selmma Carvalho, Patrícia Ahmaral, entre outros.
DIA 03/09 – 15 às 18 h
Improvisação
Zélia Monteiro
A oficina propõe alguns princípios do trabalho de Klauss Vianna, sua visão de consciência do corpo e sua aplicação na improvisação (abordada como linguagem cênica e não apenas como processo de criação). Através de exercícios de sensibilização despertando os sentidos de percepção e propriocepção do corpo, trabalhamos a “escuta”. Como reconhecer, através dessa “escuta”, a dramaturgia do seu corpo no momento presente e capacitar-se para usá-la como expressão/comunicação.
ZÉLIA MONTEIRO estudou dança clássica com Maria Melô e tornou-se sua assistente em 1985. Trabalhou por oito anos com Klauss Vianna, de quem também foi assistente. Em 1993 recebeu a Bolsa Vitae de Artes para pesquisa coreográfica realizada em Paris, onde residiu por quatro anos. Trabalhou com Mme. Marie Madelaine Béziers (Coordenação Motora), Mathilde Monnier (dança contemporânea), Peter Goss (dança contemporânea/Feldenkrais), Yvonne Berge (improvisação para crianças), Daria Faïn (Mathias Alexander) e com Ivaldo Bertazzo, quando voltou ao Brasil. Foi premiada pela APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte) em 1987, 1988, 1992 e 1998. Desde 1999 dirige o Núcleo de Improvisação e é professora do curso de Comunicação das Artes do Corpo na Faculdade de Comunicação e Filosofia da PUC-SP.
DIA 03/09 – 15 às 18 h
Técnica Klaus Vianna na saúde.
Escola de coluna / Prevenção e tratamento para algias vertebrais
Marinês Calori
Nesta oficina serão abordados temas corporais da técnica Klauss Vianna transportados para a atuação em trabalhos preventivos e de reabilitação para alterações no sistema músculo-esquelético, especificamente Escola de Coluna (EC), um método terapêutico educacional que visa o tratamento e prevenção de problemas na coluna vertebral.
MARINÊS CALORI: graduada em Artes Corporais na Unicamp-SP; graduada em Quiropraxia na Universidade Anhembi Morumbi-SP; foi professora do curso de formação na escola Klauss Vianna-SP; professora da técnica Klauss Vianna em São Paulo; atua como quiropraxista; implantou o programa de Escola de Coluna, na Universidade Anhembi Morumbi, junto à clínica de quiropraxia, e no SEST/ SENAT (Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte), no IPIS (Instituto de Promoção a Saúde da Porto Seguro – Seguros) em São Paulo, Campinas e Guarulhos.
DIA 04/09 – 11 às 13 h
Corpo e Voz
Titane
Através de procedimentos técnicos que associam a respiração e a emissão vocal à percepção de outros movimentos internos e à ocupação do espaço exterior, a oficina desenvolve a capacidade do indivíduo de expressar-se vocalmente dentro de um coletivo musical, desencadeando a formação de um coro que soa e se desloca continuamente. Canções de domínio público e de autores contemporâneos, especialmente, aquelas relacionadas ao universo afro-mineiro são o ponto de partida musical.
Os alunos deverão ter mais de 15 anos.
TITANE. Intérprete por excelência, faz parte da geração que renovou a mpb a partir dos anos 80. Amalgamando canções de domínio público, anônimos, compositores clássicos ou emergentes da música brasileira, a cantora lança mão de diferentes fontes sonoras para criar, com segurança e personalidade, seu universo musical. Cantora de consolidada carreira, tem quatro discos-solo; um DVD, em fase de finalização; faz temporadas regulares de shows e atua ao lado de diferentes nomes da cena musical brasileira em espetáculos realizados dentro e fora do país. TITANE conheceu KLAUSS VIANNA em oficinas por ele realizadas em Belo Horizonte a convite de Irene Zivianni. Quando gravava seu segundo disco, sob contrato com a gravadora Eldorado/SP, TITANE teve aulas regulares com KLAUSS. Nos três primeiros meses elas aconteceram dia sim, dia não, no apartamento onde ele residia na Alameda Santos. Durante os anos seguintes, as aulas particulares se mesclaram a cursos por ele ministrados no Bairro Pinheiros em São Paulo e na sala de Irene Zivianni em Belo Horizonte. O contato da cantora com as proposições da técnica corporal de KLAUSS VIANNA são um divisor de águas em sua carreira, marcando definitivamente sua atividade cênica e, principalmente, seu trabalho vocal.
DIA 04/09 – 11 às 13 h
Técnica Klauss Vianna no ensino contemporâneo de dança
para crianças e adolescentes
Beth Bastos
Estratégias e reflexões para conduzir um processo de criação voltado para crianças e adolescentes. O que é improvisar ? Como improvisar?
BETH BASTOS, bailarina, pesquisadora e professora de dança há trinta anos. Desenvolve um trabalho de percepção dos sentidos fundamentados no corpo a partir do pensamento de Klauss Vianna. Aluna de Klauss e Rainer, atualmente trabalha com Zélia Monteiro no Núcleo de Pesquisa em Improvisação. Referencia da educação infantil na dança em SP. Dirige espetáculos infantis e adolescentes com qualidade diferenciada . Co-autora do livro ''Põe o dedo aqui '' sobre a dança contemporânea para crianças. Vive e trabalha em SP onde é professora de dança contemporânea, balé clássico e improvisação.
DIA 04/09 – 15 às 18 h
Técnica Klauss Vianna
Neide Neves
Vivência na Técnica Klauss Vianna de dança e educação somática – experimentação de algumas instruções fundamentais do trabalho direcionadas à conscientização e exploração de movimentos.
NEIDE NEVES, é graduada em Letras – Português-Francês, pela PUC/RJ, Mestre em Comunicação e Semiótica, pela PUC/SP, foi aluna de Klauss, Angel e Rainer Vianna durante 13 anos, tendo participado da organização didática do que hoje denomina Técnica Klauss Vianna e com a qual trabalha desde 1983. Dançou no grupo de Rainer Vianna de 1983 a 1987. Deu aulas de Corpo na CAL (Casa das Artes de Laranjeiras) e no Curso de Formação de Bailarinos e Recuperação Motora, da Escola Angel Vianna, ambas no Rio de Janeiro, na década de 80. Responsável pela área de Corpo da Oficina de Atores da Globo, em São Paulo, de 1995 a 1998. Trabalhou com diretores como Eduardo Tolentino, Roberto Vignatti, Cristiane Paolo-Quito, Ron Daniels e Francisco Medeiros, como preparadora corporal de atores, em São Paulo. Atualmente, atua como professora de Corpo e Movimento e como Preparadora Corporal de atores e bailarinos. Leciona no Curso de Comunicação das Artes do Corpo, na PUC/SP, no Curso Superior de Teatro, da Anhembi Morumbi/SP, no Curso de Pós-graduação em Terapia Através do Movimento, da Faculdade Angel Vianna/RJ e ministra o curso Corpo e Movimento, na Sala Crisantempo, Vila Madalena, SP.
DIA 04/09 – 15 às 18 h
Técnica Klauss Vianna no Treinamento do Ator
Lu Carion
A oficina se destina a pessoas interessadas na expressividade cênica do corpo. Os participantes experimentarão algumas propostas práticas utilizadas na pesquisa sobre a aplicação dos princípios técnicos desenvolvidos por Klauss Vianna no treinamento do ator. Este é o tema da dissertação de mestrado de Lu Carion e da formação Treinamento e Processo Criativo do Trabalho Cênico, desenvolvido pelo grupo Obara há 7 anos.
LU CARION é atriz e professora em cursos livres e profissionalizantes, desenvolve pesquisa sobre a formação e treinamento do ator há 20 vinte anos. Durante o aprofundamento sobre a aplicação dos princípios da Técnica Klauss Vianna, que gerou sua tese de mestrado na ECA/USP, fundou o Obara – Grupo de Pesquisa e Criação, em 2001. Além dos mestres Klauss Vianna, Rainer Vianna, Angel Vianna e Neide Neves, com quem aprendeu a Técnica, estudou com especialistas como Antunes Filho (CPT), Stefano Vercelli (Laboratório de Pontedera), Jan Ferslev (Odin Teatret), Kouyaté Sotigui (Théatré dês Bouffes du Nord), Jerjy Grotowsky e Thomas Richards. Com o grupo Sunil Ensemble, além da pesquisa antropológica no espetáculo e no ritual, participou como atriz do espetáculo Rituale, na Suíça. Ainda como atriz participou das montagens de Rastro Atrás, Major Bárbara e A Moratória, com o Grupo Tapa, e coordenou e atuou nos espetáculos Os Donos do Corpo, Fragmentos de uma Carta Aos Anfíbios (prêmio Klauss Vianna de Dança/FUNARTE) e A Gravidade como Hábito, do Grupo Obara.
DIA 05/09 11 às 13 h
Eutonia: Percepção e Expressão
Miriam Dascal
Os participantes terão a oportunidade de vivenciar seu corpo e seus movimentos
desde a pele aos ossos, equilibrando tensões e ampliando possibilidades de uma expressão pessoal e de uma criação coletiva.
MIRIAM DASCAL, mestre em Artes Corporais (Unicamp), terapeuta corporal, eutonista,dançarina, coreógrafa autora do livro Eutonia, O saber do Corpo , ed. Senac. Especialista em Eutonia desde 1991, pela 1a Escola de Eutonia da América Latina, Argentina. Formação em Dança Educativa e Performance no método Laban (Brasil/Inglaterra). Bacharel em Comunicação Social Faculdade de Comunicação da Fundação Armando Alvarez Penteado (FAAP). Diretora do espaço Aanga Arte-Educação do Movimento ( S.Paulo). Idealizadora e coordenadora do Curso de pós-graduação”Dinâmicas Corporais Expressivas e Terapêuticas” Faculdade Senac .
DIA 05/09 11 às 13 h
Corpo Mágico
Rossela Terranova
DIA 05/09 15 às 18 H
O estranho na dança e no teatro: Diálogos entre o Expressionismo Alemão e a Contemporaneidade.
Carlos Martins
Wokshop-vivência sobre alguns dos elementos constitutivos da Dança Expressionista e sua permanência na cena coreográfica contemporânea: as relações inusitadas com o próprio corpo, modos alterados e deformados de organização corporal, relações com objetos e com o outro. Proposta de investigação sobre percepções e sentidos pessoais no ambiente cênico.
Publico preferencial: dançarinos, atores, interpretes e artistas cênicos.
CARLOS MARTINS é dançarino, coreógrafo e eutonista. Professor no curso ‘Dança e Movimento’, da Universidade Anhembi Morumbi (Dança-Teatro e Estudos Coreográficos), instrutor de Pilates com formação no CGPA-SP e coordenador do Núcleo Experimental de Artes Cênicas do SESI-SP. Foi assistente de Klauss Vianna em São Paulo e um dos responsáveis pela monografia ‘Klauss Vianna – uma ponte entre aula e vida’, premiada pela Funarte.
DIA 05/09 15 às 18 H
Dança Moderna
Ruth Rachou
Ruth Rachou é uma das pioneiras da dança moderna no Brasil, foi bailarina do histórico Ballet IV Centenário ( SP/1954). Com extensa carreira profissional como bailarina, coreógrafa e professora, atuou também no cinema e na TV. Em 1967 vai para os Estados Unidos especializar-se em dança moderna, tendo aulas com os principais nomes da dança moderna, Martha Grahan, Merce Cunningham e José Limon entre outros. De volta ao Brasil dança como solista no Ballet Contemporâneo de São Paulo dirigido por Renée Gumiel. Em 1972 abre sua Escola. Como professora tem se destacado como uma das principais divulgadoras da técnica de Martha Graham. Desde o início da década de 90 tem se dedicado a introdução dos ensinamentos de Pilates no Brasil. Em 2000 retorna aos palcos, no projeto Feminino na Dança. Em março de 2002 estréia o solo “Depois de ontem” (Juliana Rinaldi) no projeto As damas da dança. Em 2003 dança A promessa (Luis Arrieta).
I ENCONTRO DO CORPO NA DANÇA E NO TEATRO - TÉCNICA KLAUSS VIANNA
Informações e inscrições:
21 2551-0099 (Faculdade e Escola Angel Vianna)
Local das aulas: ESPAÇO SESC
Obs. Cada pessoa poderá inscrever-se em apenas um workshop
PROGRAMAÇÃO
DIA 03/09 – 11 às 13 h
Processo dos vetores
Jussara Miller
Exploração dirigida do movimento a partir da investigação dos espaços articulares, peso, pontos de apoio, oposições ósseas, alinhamento do esqueleto e do uso apropriado dos vetores de força como direções ósseas para gerar movimentos no processo de construção do corpo cênico.
JUSSARA MILLER é bailarina, coreógrafa, diretora e educadora somática. É graduada, mestre e doutoranda em Dança pela Universidade Estadual de Campinas/SP – UNICAMP. Há vinte anos, iniciou a sua pesquisa sobre o movimento consciente, tendo como professores: Klauss Vianna e seu filho Rainer Vianna. Posteriormente, foi professora da Escola Klauss Vianna, em São Paulo. Idealizadora e curadora dos eventos de Dança: “Ciclo Klauss Vianna-2002” e Festival CPFL de Dança Contemporânea “Klauss Vianna-2005”, ambos em homenagem à família Vianna, realizados em Campinas SP. Atualmente, é diretora/fundadora/professora do Salão do Movimento, espaço de pesquisa e criação em Dança e Educação Somática (Campinas/SP) que, desde 2001, proporciona atividades que têm como foco a reflexão do corpo e o estudo do movimento a partir da técnica Klauss Vianna. Realiza apresentações e workshops em diversos eventos de dança do Brasil e em 2007, apresentou-se no Festival Internacional Contemporâneo Andanza em La Paz/Bolívia com o solo “Corpo Sentado” e em julho de 2008, realizou o workshop da Técnica Klauss Vianna em Celrà/Espanha. É autora do livro “A Escuta do Corpo – Sistematização da Técnica Klauss Vianna”. São Paulo: Summus, 2007.
DIA 03/09 – 11 às 13 h
Reeducação do Movimento / técnica Klauss Vianna
Irene Ziviani
Conscientização corporal / Reeducação do movimento. Curso vivencial, auto-instrutivo que envolve técnicas posturais para alinhamento, conquista de tônus muscular e equilíbrio:
▪ preservando a mecânica articular e utilizando a estrutura óssea como ponto de sustentação para manter o centro de gravidade estável;
▪ observando os alinhamentos posturais, em relação aos mecanismos de compensação na estrutura do corpo;
▪ abordando posturas que estimulam a reorganização neuro-funcional;
▪ utilizando exercícios de alongamento, ritmo, coordenação motora, além de técnicas de centramento e relaxamento consciente, tudo isto associado à respiração.
IRENE ZIVIANI, bailarina por formação, desenvolve inúmeras atividades como artista e professora, tendo proferido palestras e participado de aulas e workshops por todo o Brasil. Desde 1970, dirige sua própria Escola de Consciência do Corpo e Reeducação do Movimento, em Belo Horizonte/MG, onde mantém cursos regulares e intensivos de reeducação postural para leigos e profissionais da área de saúde e das áreas artísticas. De 1983 a 1992 (BH/MG) atuou como coordenadora e assistente de inúmeros workshops, oficinas e grupos de estudos ministrados pelo professor e coreógrafo Klauss Vianna. Nesta década Belo Horizonte foi centro de marcantes encontros com Klauss Vianna, para estudo e reflexão sobre sua técnica, que tanto vem contribuindo para formação de novos artistas. Desde 1998 atua na preparação corporal (perfomance de palco) dirigida para espetáculos, com artistas que representam nossa arte e música mineira e nacional como; Titane, João das Neves, Renato Motta, Patrícia Lobato, Selmma Carvalho, Patrícia Ahmaral, entre outros.
DIA 03/09 – 15 às 18 h
Improvisação
Zélia Monteiro
A oficina propõe alguns princípios do trabalho de Klauss Vianna, sua visão de consciência do corpo e sua aplicação na improvisação (abordada como linguagem cênica e não apenas como processo de criação). Através de exercícios de sensibilização despertando os sentidos de percepção e propriocepção do corpo, trabalhamos a “escuta”. Como reconhecer, através dessa “escuta”, a dramaturgia do seu corpo no momento presente e capacitar-se para usá-la como expressão/comunicação.
ZÉLIA MONTEIRO estudou dança clássica com Maria Melô e tornou-se sua assistente em 1985. Trabalhou por oito anos com Klauss Vianna, de quem também foi assistente. Em 1993 recebeu a Bolsa Vitae de Artes para pesquisa coreográfica realizada em Paris, onde residiu por quatro anos. Trabalhou com Mme. Marie Madelaine Béziers (Coordenação Motora), Mathilde Monnier (dança contemporânea), Peter Goss (dança contemporânea/Feldenkrais), Yvonne Berge (improvisação para crianças), Daria Faïn (Mathias Alexander) e com Ivaldo Bertazzo, quando voltou ao Brasil. Foi premiada pela APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte) em 1987, 1988, 1992 e 1998. Desde 1999 dirige o Núcleo de Improvisação e é professora do curso de Comunicação das Artes do Corpo na Faculdade de Comunicação e Filosofia da PUC-SP.
DIA 03/09 – 15 às 18 h
Técnica Klaus Vianna na saúde.
Escola de coluna / Prevenção e tratamento para algias vertebrais
Marinês Calori
Nesta oficina serão abordados temas corporais da técnica Klauss Vianna transportados para a atuação em trabalhos preventivos e de reabilitação para alterações no sistema músculo-esquelético, especificamente Escola de Coluna (EC), um método terapêutico educacional que visa o tratamento e prevenção de problemas na coluna vertebral.
MARINÊS CALORI: graduada em Artes Corporais na Unicamp-SP; graduada em Quiropraxia na Universidade Anhembi Morumbi-SP; foi professora do curso de formação na escola Klauss Vianna-SP; professora da técnica Klauss Vianna em São Paulo; atua como quiropraxista; implantou o programa de Escola de Coluna, na Universidade Anhembi Morumbi, junto à clínica de quiropraxia, e no SEST/ SENAT (Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte), no IPIS (Instituto de Promoção a Saúde da Porto Seguro – Seguros) em São Paulo, Campinas e Guarulhos.
DIA 04/09 – 11 às 13 h
Corpo e Voz
Titane
Através de procedimentos técnicos que associam a respiração e a emissão vocal à percepção de outros movimentos internos e à ocupação do espaço exterior, a oficina desenvolve a capacidade do indivíduo de expressar-se vocalmente dentro de um coletivo musical, desencadeando a formação de um coro que soa e se desloca continuamente. Canções de domínio público e de autores contemporâneos, especialmente, aquelas relacionadas ao universo afro-mineiro são o ponto de partida musical.
Os alunos deverão ter mais de 15 anos.
TITANE. Intérprete por excelência, faz parte da geração que renovou a mpb a partir dos anos 80. Amalgamando canções de domínio público, anônimos, compositores clássicos ou emergentes da música brasileira, a cantora lança mão de diferentes fontes sonoras para criar, com segurança e personalidade, seu universo musical. Cantora de consolidada carreira, tem quatro discos-solo; um DVD, em fase de finalização; faz temporadas regulares de shows e atua ao lado de diferentes nomes da cena musical brasileira em espetáculos realizados dentro e fora do país. TITANE conheceu KLAUSS VIANNA em oficinas por ele realizadas em Belo Horizonte a convite de Irene Zivianni. Quando gravava seu segundo disco, sob contrato com a gravadora Eldorado/SP, TITANE teve aulas regulares com KLAUSS. Nos três primeiros meses elas aconteceram dia sim, dia não, no apartamento onde ele residia na Alameda Santos. Durante os anos seguintes, as aulas particulares se mesclaram a cursos por ele ministrados no Bairro Pinheiros em São Paulo e na sala de Irene Zivianni em Belo Horizonte. O contato da cantora com as proposições da técnica corporal de KLAUSS VIANNA são um divisor de águas em sua carreira, marcando definitivamente sua atividade cênica e, principalmente, seu trabalho vocal.
DIA 04/09 – 11 às 13 h
Técnica Klauss Vianna no ensino contemporâneo de dança
para crianças e adolescentes
Beth Bastos
Estratégias e reflexões para conduzir um processo de criação voltado para crianças e adolescentes. O que é improvisar ? Como improvisar?
BETH BASTOS, bailarina, pesquisadora e professora de dança há trinta anos. Desenvolve um trabalho de percepção dos sentidos fundamentados no corpo a partir do pensamento de Klauss Vianna. Aluna de Klauss e Rainer, atualmente trabalha com Zélia Monteiro no Núcleo de Pesquisa em Improvisação. Referencia da educação infantil na dança em SP. Dirige espetáculos infantis e adolescentes com qualidade diferenciada . Co-autora do livro ''Põe o dedo aqui '' sobre a dança contemporânea para crianças. Vive e trabalha em SP onde é professora de dança contemporânea, balé clássico e improvisação.
DIA 04/09 – 15 às 18 h
Técnica Klauss Vianna
Neide Neves
Vivência na Técnica Klauss Vianna de dança e educação somática – experimentação de algumas instruções fundamentais do trabalho direcionadas à conscientização e exploração de movimentos.
NEIDE NEVES, é graduada em Letras – Português-Francês, pela PUC/RJ, Mestre em Comunicação e Semiótica, pela PUC/SP, foi aluna de Klauss, Angel e Rainer Vianna durante 13 anos, tendo participado da organização didática do que hoje denomina Técnica Klauss Vianna e com a qual trabalha desde 1983. Dançou no grupo de Rainer Vianna de 1983 a 1987. Deu aulas de Corpo na CAL (Casa das Artes de Laranjeiras) e no Curso de Formação de Bailarinos e Recuperação Motora, da Escola Angel Vianna, ambas no Rio de Janeiro, na década de 80. Responsável pela área de Corpo da Oficina de Atores da Globo, em São Paulo, de 1995 a 1998. Trabalhou com diretores como Eduardo Tolentino, Roberto Vignatti, Cristiane Paolo-Quito, Ron Daniels e Francisco Medeiros, como preparadora corporal de atores, em São Paulo. Atualmente, atua como professora de Corpo e Movimento e como Preparadora Corporal de atores e bailarinos. Leciona no Curso de Comunicação das Artes do Corpo, na PUC/SP, no Curso Superior de Teatro, da Anhembi Morumbi/SP, no Curso de Pós-graduação em Terapia Através do Movimento, da Faculdade Angel Vianna/RJ e ministra o curso Corpo e Movimento, na Sala Crisantempo, Vila Madalena, SP.
DIA 04/09 – 15 às 18 h
Técnica Klauss Vianna no Treinamento do Ator
Lu Carion
A oficina se destina a pessoas interessadas na expressividade cênica do corpo. Os participantes experimentarão algumas propostas práticas utilizadas na pesquisa sobre a aplicação dos princípios técnicos desenvolvidos por Klauss Vianna no treinamento do ator. Este é o tema da dissertação de mestrado de Lu Carion e da formação Treinamento e Processo Criativo do Trabalho Cênico, desenvolvido pelo grupo Obara há 7 anos.
LU CARION é atriz e professora em cursos livres e profissionalizantes, desenvolve pesquisa sobre a formação e treinamento do ator há 20 vinte anos. Durante o aprofundamento sobre a aplicação dos princípios da Técnica Klauss Vianna, que gerou sua tese de mestrado na ECA/USP, fundou o Obara – Grupo de Pesquisa e Criação, em 2001. Além dos mestres Klauss Vianna, Rainer Vianna, Angel Vianna e Neide Neves, com quem aprendeu a Técnica, estudou com especialistas como Antunes Filho (CPT), Stefano Vercelli (Laboratório de Pontedera), Jan Ferslev (Odin Teatret), Kouyaté Sotigui (Théatré dês Bouffes du Nord), Jerjy Grotowsky e Thomas Richards. Com o grupo Sunil Ensemble, além da pesquisa antropológica no espetáculo e no ritual, participou como atriz do espetáculo Rituale, na Suíça. Ainda como atriz participou das montagens de Rastro Atrás, Major Bárbara e A Moratória, com o Grupo Tapa, e coordenou e atuou nos espetáculos Os Donos do Corpo, Fragmentos de uma Carta Aos Anfíbios (prêmio Klauss Vianna de Dança/FUNARTE) e A Gravidade como Hábito, do Grupo Obara.
DIA 05/09 11 às 13 h
Eutonia: Percepção e Expressão
Miriam Dascal
Os participantes terão a oportunidade de vivenciar seu corpo e seus movimentos
desde a pele aos ossos, equilibrando tensões e ampliando possibilidades de uma expressão pessoal e de uma criação coletiva.
MIRIAM DASCAL, mestre em Artes Corporais (Unicamp), terapeuta corporal, eutonista,dançarina, coreógrafa autora do livro Eutonia, O saber do Corpo , ed. Senac. Especialista em Eutonia desde 1991, pela 1a Escola de Eutonia da América Latina, Argentina. Formação em Dança Educativa e Performance no método Laban (Brasil/Inglaterra). Bacharel em Comunicação Social Faculdade de Comunicação da Fundação Armando Alvarez Penteado (FAAP). Diretora do espaço Aanga Arte-Educação do Movimento ( S.Paulo). Idealizadora e coordenadora do Curso de pós-graduação”Dinâmicas Corporais Expressivas e Terapêuticas” Faculdade Senac .
DIA 05/09 11 às 13 h
Corpo Mágico
Rossela Terranova
DIA 05/09 15 às 18 H
O estranho na dança e no teatro: Diálogos entre o Expressionismo Alemão e a Contemporaneidade.
Carlos Martins
Wokshop-vivência sobre alguns dos elementos constitutivos da Dança Expressionista e sua permanência na cena coreográfica contemporânea: as relações inusitadas com o próprio corpo, modos alterados e deformados de organização corporal, relações com objetos e com o outro. Proposta de investigação sobre percepções e sentidos pessoais no ambiente cênico.
Publico preferencial: dançarinos, atores, interpretes e artistas cênicos.
CARLOS MARTINS é dançarino, coreógrafo e eutonista. Professor no curso ‘Dança e Movimento’, da Universidade Anhembi Morumbi (Dança-Teatro e Estudos Coreográficos), instrutor de Pilates com formação no CGPA-SP e coordenador do Núcleo Experimental de Artes Cênicas do SESI-SP. Foi assistente de Klauss Vianna em São Paulo e um dos responsáveis pela monografia ‘Klauss Vianna – uma ponte entre aula e vida’, premiada pela Funarte.
DIA 05/09 15 às 18 H
Dança Moderna
Ruth Rachou
Ruth Rachou é uma das pioneiras da dança moderna no Brasil, foi bailarina do histórico Ballet IV Centenário ( SP/1954). Com extensa carreira profissional como bailarina, coreógrafa e professora, atuou também no cinema e na TV. Em 1967 vai para os Estados Unidos especializar-se em dança moderna, tendo aulas com os principais nomes da dança moderna, Martha Grahan, Merce Cunningham e José Limon entre outros. De volta ao Brasil dança como solista no Ballet Contemporâneo de São Paulo dirigido por Renée Gumiel. Em 1972 abre sua Escola. Como professora tem se destacado como uma das principais divulgadoras da técnica de Martha Graham. Desde o início da década de 90 tem se dedicado a introdução dos ensinamentos de Pilates no Brasil. Em 2000 retorna aos palcos, no projeto Feminino na Dança. Em março de 2002 estréia o solo “Depois de ontem” (Juliana Rinaldi) no projeto As damas da dança. Em 2003 dança A promessa (Luis Arrieta).
24.8.08
IV ENCONTRO DO CORPO NA DANÇA E NO TEATRO - TÉCNICA KLAUSS VIANNA
De 2 a 7 de setembro no SESC-Copacabana - Rio de Janeiro
Não decore passos, aprenda o caminho.
Klauss Vianna
PROGRAMAÇÃO
ABERTURA
02/09/08 (terça-feira) – 19 h
Cia Brasileira de Mystérios e Novidades e Orquestra Itinerante Gigantes pela Própria Natureza
Direção: Ligia Veiga
Hoje é dia de rock (FRAGMENTO)
Com: Ivone Hoffmann, Nildo Parente, Ruth Mezeck, Fernanda Vianna, Beth Albano, Heder Magalhães, Alexandre Bado, Lucas Rodrigues, Lis Resende, Guilherme Lazari, Camila Caputti, Inny Accioly, Lana Borges, Vanessa Rodrigues e Vera Bastos,
Direção: Cecília Conde e Caíque Botkay
VÍDEO
Movimento Expressivo Klauss Vianna – Dir. Inês Bogéa
A PRESENÇA DE KLAUSS NO TEATRO
Apresentação: Sérgio Brito
Com: Tônia Carrero, Cecil Thiré, Renata Sorrah, José Wilker, Marilia Pêra, Gracindo Junior, Ivone Hoffmann, Nildo Parente e Leila Ribeiro.
03/09/08 (quarta-feira)
MESA
11 às 13 h - Trajetória de Klauss Vianna: Belo Horizonte, Salvador, Rio de Janeiro e São Paulo.
Com Marilene Martins, Dulce Beltrão, Dulce Aquino, Rossela Terranova, Cecília Conde Vera Andrade e Helena Katz
Mediação: Valéria Cano Bravi,
WORKSHOP
11 às 13h
Reeducação do movimento, Técnica Klauss Vianna - Irene Ziviani
Processo dos vetores - Jussara Miller
15 às 18h
Improvisação - Zélia Monteiro
Técnica Klauss Vianna na saúde – Marinês Calori
APRESENTAÇÕES
20:00h
“As Árvores”
Concepção, coreografia e interpretação: Julia Ziviani
“Corpo Sentado”
Criação e interpretação: Jussara Miller
“Seu Acelino”
Direção e interpretação: Lu Favoreto
"Pedaço de uma Lembrança"
Composição Instantânea: Dudude Herrmann
“Der Fischer”
Concepção e interpretação: Beth Bastos
04/09/08 (quinta-feira)
MESA
11 às 13h – Produção de conhecimento na dança e no teatro - a família Vianna
Com: Joana Ribeiro, Neide Neves, Enamar Ramos, Jussara Miller, Paula Grinover e Ana Vitória Freire
Mediação: Christine Greiner
WORKSHOP
11 às 13h
Corpo e Voz – Titane
Técnica Klauss Vianna no ensino contemporâneo de dança para crianças e adolescentes - Beth Bastos
15 às 18h
Técnica KV no Treinamento do Ator – Luzia Carion
Técnica Klauss Vianna – Neide Neves
LEITURA DRAMÁTICA
20h
Apresentação: Jorge Eduardo Figueiredo.
“Terceiro Personagem” – de Klauss Vianna
Dir. Vera Fajardo
Com: Julia Fajardo, Ruth Mezeck, José Karini, Rodolfo Mesquita, Bernardo Cerveró, Rodrigo Candelot, Ana Paula Bouzas, Paulo Trajano, Cláudia Mele, Cecília Figueiredo, Beth Berardo e Regina Gutman.
05/09/08 (sexta-feira)
MESA
11 às 13h – Desdobramentos da Técnica Klauss Vianna
Com: Ana Terra, Mariana Vidal, Lenora Lobo, Caíque Botkay e João de Bruçó
Mediação: Hélia Borges
WORKSHOP
11 às 13h
Corpo Mágico – Rossela Terranova
Eutonia: Percepção e Expressão - Miriam Dascal
15 às 18h
Dança Moderna - Ruth Rachou
O Estranho Na Dança-Teatro : Diálogos entre o Expressionismo Alemão e a Contemporaneidade– Carlos Martins
APRESENTAÇÕES
19 h
João de Bruçó
Titane - participação: Leandro Braga
Antonio Nóbrega – participação: Rosane Almeida e Maria Eugênia de Almeida
06/09/08 (sábado) – 18h
A DANÇA HOMENAGEIA A DANÇA
Corpalavra
Coreografia e interpretação: Andréa Maciel
Falam as parte do todo? (fragmento)
Cia Dani Lima
Intérprete-criadora: Monica Burity
Direção coreográfica: Dani Lima
OXUM
Cia Rubens Barbot Teatro de Dança
Com Ana Paula Dias. Participação: Wilson de Assis e Fernando do Vale.
Coreografia: Valéria Mona. Percussão: Jô Ventura
Direção: Gatto Larsen
Das duas
Com: Elaine Dual e Nina Morena
Por minha Parte
Cia. Esther Weitzman
Com: Beatriz Peixoto, Carla Reichelt, Edney D'Conti , Roberta Repetto e Tony Hewerton
Direção,concepção, coreografia: Esther Weitzman
Improviso
Criação e interpretação: Frederico Paredes
Herotilde y sus Chicas
Criação e realização: Intrépida Trupe
SINAPSE
Com: JOANA RIBEIRO E MARITO OLSSON-FORSBERG
CÔMODO
Concepção e performer: Marcelle Sampaio
Foto: Gabriela Maciel
Frame
Intérprete-criadora: Maria Alice Poppe
Coreografia: Alexandre Franco
Nas mãos de 6 para 9
Núcleo Faculdade Angel Vianna
Com: Iracema Fiani, Maria Luiza Cavalcanti e Marianne Panazio
Direção e coreografia: Andréa Bergallo
Cedo estarei pronta
Núcleo Faculdade Angel Vianna
Com Maria Luiza Cavalcanti. Coreografia: Ana Vitória Freire
JáEuParo
Núcleo Faculdade Angel Vianna
Pesquisa de movimento e interpretação: Andréia Evangelista, Elaine Dual, Isabela Garios, Mariana Carneiro, Marianne Panazio, Patrícia Carvalho, Paula Dobbin, Rosana Seager e Stephania Medeiros
Direção e coreografia: Alexandre Bado
Caminho Aberto
Com: Paula Águas
Coreografia: Mario Nascimento
07/09/08 (domingo) – 18h
A DANÇA HOMENAGEIA A DANÇA
Corpo de Papel
Criador-intérprete: Alexandre Franco
Que as saídas sejam múltiplas
Criação e interpretação: Alice Ripoll e Fernando Klipel
As cinco peles do samba (fragmento)
ARQUITETURA DO MOVIMENTO
Com: Agatha Oliveira, Claudia Ramalho, Luana Bezerra, Munique Mattos, Patrícia Costa, Lidia Laranjeira.
Direção e coreografia: Andrea Jabor
Minha Vida (6’)
Cia de Dança da Cidade
Com: Ana Figueiredo
Coreografia: Lourdes Bastos (1981)
BOXE (3’)
Cia de Dança da Cidade
Com: Michell Baes e Renato Cruz
Coreografia: Renata Mello (1985)
DOIS IRMÃOS
Cia Étnica de Dança
Com: Amanda Corrêa e Carlos Henrique Braz
Direção e Coreografia: Carmen Luz
Absolutamente só (Fragmento)
Texto, direção e interpretação: Denise Stutz
SOLO
Com: Flávia Tápias
Coreografia: Rami Levi
CASTELO D’ÁGUA (Espessamentos de uma linha curva)
Coreografia e interpretação: Giselda Fernandes
Quinteto (fragmento)
Staccato Dança Contemporânea
Com: João Paulo Gross e Toni Rodrigues
Direção e Coreografia: Paulo Caldas
Fragmento coreográfico
Pulsar Cia de Dança
Com: Fred Batista, Andréa Chiesorin, Rogério Andreolli, Gabriela Alcofra, Renata Souza e Mônica Pimenta
Direção Artística e coreografia: Teresa Taquechel
La Mariée
Com: Ana Botafogo
Direção e coreografia: Ana Vitória Freire
A DANÇA HOMENAGEIA OS MESTRES
Com Silvia Soter
Rainer Vianna, Klauss Vianna, Carlos Leite, Eugenia Fedorova, Nina Verchinina, Renée Wells, Rolf Gelevsky, Helba Nogueira, Maryla Gremo, Yara Marília Bennete, David Dupré, Johnny Franklin, Dennis Gray, Arthur Ferreira, Madeleine Rosay, Reginaldo Vaz, Eduardo Sucena, Vaslav Veltchek, Dino Carreira e Luisa Carbonell (In memorian); Aldo Lotufo, Alice Colino, Amelia Moreira, Angel Vianna, Áurea Hammerli, Bertha Rosanova, Carlota Portela, Cecilia Wainstok, Ceme Jambay, Consuelo Rios, Dalal Achcar, Dulce Aquino, Edmundo Carijó, Eleonora Oliosi, Eliana Caminada, Eliana Karin, Elid Bittencourt,
Eloisa Menezes, Emílio Martins, Enamar Ramos, Eric Valdo, Elizabeth Oliosi, Helena Lobato, Helfany Peçanha, Jacy França, Jean Marie Dübrul, Leda Yuki, Lourdes Bastos, Lydia Costallat, Maria Antonieta, Maria Luisa Noronha, Marisa Estrela, Mercedes Batista, Miriam Boamorte, Nora Esteves, Norma Lannes, Renato Magalhães, Rossela Terranova, Suzana Braga, Tatiana Leskova, Teresa D´Aquino, Tania Granado e Wanda Garcia.
FICHA TÉCNICA
Direção Geral e Curadoria: Angel Vianna
Consultoria: Julieta Calazans
Coordenação geral – Andréa Chiesorin e Beth Simões
Coordenação workshops - Valéria Peixoto
Coordenação de Mesas - Ausonia Bernardes
Designer gráfico - Mara Martins
Assistentes de Produção - Maria Eulália C. Alves, Lucimar Gonçalves e Eugenia Henriques
Assessoria de Imprensa: Ney Motta
Iluminação - Bruno Barreto, Juca Baracho
Cenotécnico: Cezinha
Direção de Produção - Sara Calaza
Créditos das fotos
Paula Kossatz (Renata Sorrah e Klauss Vianna em Trágico Acidente que Destronou Teresa); Nelson di Rago (Marília Pêra e Gracindo Jr. em O Exercício); Juvenal Pereira (Klauss Vianna); Gal Oppido (Aula com KV – Ana Terra, Lu Favoreto e Sidney Donatelli); Bruno Veiga (La Mariée); Gabriela Maciel (Cômodo); Hilton Berredo (Castelo D´Água); Tiago Rivaldo (Que as saídas sejam múltiplas); Markus Kinnunem (Sinapse); Mauro Kury (Improviso e Dois irmãos); Guilherme Rodrigues (Quinteto); Ricardo Mendes (Absolutamente só); Gil Grossi (Seu Acelino); Silvia Machado (Pedaço de uma lembrança); João Castilho (Titane); Maurício Hora e Marilia Felippe (Cia de Mystérios e Novidades); Sandro Miano (Der Fischer); Christian Laszlo (Corpo Sentado).
Agradecimentos
Bia Radunsky, Cely Bianchi, Tathyana Paiva e toda a equipe técnica do Espaço SESC; Leonel Brum e equipe da Funarte; Juliana Polo; alunos, professores e funcionários da Faculdade e Escola Angel Vianna e a todos que colaboraram para a realização deste evento.
De 2 a 7 de setembro no SESC-Copacabana - Rio de Janeiro
Não decore passos, aprenda o caminho.
Klauss Vianna
PROGRAMAÇÃO
ABERTURA
02/09/08 (terça-feira) – 19 h
Cia Brasileira de Mystérios e Novidades e Orquestra Itinerante Gigantes pela Própria Natureza
Direção: Ligia Veiga
Hoje é dia de rock (FRAGMENTO)
Com: Ivone Hoffmann, Nildo Parente, Ruth Mezeck, Fernanda Vianna, Beth Albano, Heder Magalhães, Alexandre Bado, Lucas Rodrigues, Lis Resende, Guilherme Lazari, Camila Caputti, Inny Accioly, Lana Borges, Vanessa Rodrigues e Vera Bastos,
Direção: Cecília Conde e Caíque Botkay
VÍDEO
Movimento Expressivo Klauss Vianna – Dir. Inês Bogéa
A PRESENÇA DE KLAUSS NO TEATRO
Apresentação: Sérgio Brito
Com: Tônia Carrero, Cecil Thiré, Renata Sorrah, José Wilker, Marilia Pêra, Gracindo Junior, Ivone Hoffmann, Nildo Parente e Leila Ribeiro.
03/09/08 (quarta-feira)
MESA
11 às 13 h - Trajetória de Klauss Vianna: Belo Horizonte, Salvador, Rio de Janeiro e São Paulo.
Com Marilene Martins, Dulce Beltrão, Dulce Aquino, Rossela Terranova, Cecília Conde Vera Andrade e Helena Katz
Mediação: Valéria Cano Bravi,
WORKSHOP
11 às 13h
Reeducação do movimento, Técnica Klauss Vianna - Irene Ziviani
Processo dos vetores - Jussara Miller
15 às 18h
Improvisação - Zélia Monteiro
Técnica Klauss Vianna na saúde – Marinês Calori
APRESENTAÇÕES
20:00h
“As Árvores”
Concepção, coreografia e interpretação: Julia Ziviani
“Corpo Sentado”
Criação e interpretação: Jussara Miller
“Seu Acelino”
Direção e interpretação: Lu Favoreto
"Pedaço de uma Lembrança"
Composição Instantânea: Dudude Herrmann
“Der Fischer”
Concepção e interpretação: Beth Bastos
04/09/08 (quinta-feira)
MESA
11 às 13h – Produção de conhecimento na dança e no teatro - a família Vianna
Com: Joana Ribeiro, Neide Neves, Enamar Ramos, Jussara Miller, Paula Grinover e Ana Vitória Freire
Mediação: Christine Greiner
WORKSHOP
11 às 13h
Corpo e Voz – Titane
Técnica Klauss Vianna no ensino contemporâneo de dança para crianças e adolescentes - Beth Bastos
15 às 18h
Técnica KV no Treinamento do Ator – Luzia Carion
Técnica Klauss Vianna – Neide Neves
LEITURA DRAMÁTICA
20h
Apresentação: Jorge Eduardo Figueiredo.
“Terceiro Personagem” – de Klauss Vianna
Dir. Vera Fajardo
Com: Julia Fajardo, Ruth Mezeck, José Karini, Rodolfo Mesquita, Bernardo Cerveró, Rodrigo Candelot, Ana Paula Bouzas, Paulo Trajano, Cláudia Mele, Cecília Figueiredo, Beth Berardo e Regina Gutman.
05/09/08 (sexta-feira)
MESA
11 às 13h – Desdobramentos da Técnica Klauss Vianna
Com: Ana Terra, Mariana Vidal, Lenora Lobo, Caíque Botkay e João de Bruçó
Mediação: Hélia Borges
WORKSHOP
11 às 13h
Corpo Mágico – Rossela Terranova
Eutonia: Percepção e Expressão - Miriam Dascal
15 às 18h
Dança Moderna - Ruth Rachou
O Estranho Na Dança-Teatro : Diálogos entre o Expressionismo Alemão e a Contemporaneidade– Carlos Martins
APRESENTAÇÕES
19 h
João de Bruçó
Titane - participação: Leandro Braga
Antonio Nóbrega – participação: Rosane Almeida e Maria Eugênia de Almeida
06/09/08 (sábado) – 18h
A DANÇA HOMENAGEIA A DANÇA
Corpalavra
Coreografia e interpretação: Andréa Maciel
Falam as parte do todo? (fragmento)
Cia Dani Lima
Intérprete-criadora: Monica Burity
Direção coreográfica: Dani Lima
OXUM
Cia Rubens Barbot Teatro de Dança
Com Ana Paula Dias. Participação: Wilson de Assis e Fernando do Vale.
Coreografia: Valéria Mona. Percussão: Jô Ventura
Direção: Gatto Larsen
Das duas
Com: Elaine Dual e Nina Morena
Por minha Parte
Cia. Esther Weitzman
Com: Beatriz Peixoto, Carla Reichelt, Edney D'Conti , Roberta Repetto e Tony Hewerton
Direção,concepção, coreografia: Esther Weitzman
Improviso
Criação e interpretação: Frederico Paredes
Herotilde y sus Chicas
Criação e realização: Intrépida Trupe
SINAPSE
Com: JOANA RIBEIRO E MARITO OLSSON-FORSBERG
CÔMODO
Concepção e performer: Marcelle Sampaio
Foto: Gabriela Maciel
Frame
Intérprete-criadora: Maria Alice Poppe
Coreografia: Alexandre Franco
Nas mãos de 6 para 9
Núcleo Faculdade Angel Vianna
Com: Iracema Fiani, Maria Luiza Cavalcanti e Marianne Panazio
Direção e coreografia: Andréa Bergallo
Cedo estarei pronta
Núcleo Faculdade Angel Vianna
Com Maria Luiza Cavalcanti. Coreografia: Ana Vitória Freire
JáEuParo
Núcleo Faculdade Angel Vianna
Pesquisa de movimento e interpretação: Andréia Evangelista, Elaine Dual, Isabela Garios, Mariana Carneiro, Marianne Panazio, Patrícia Carvalho, Paula Dobbin, Rosana Seager e Stephania Medeiros
Direção e coreografia: Alexandre Bado
Caminho Aberto
Com: Paula Águas
Coreografia: Mario Nascimento
07/09/08 (domingo) – 18h
A DANÇA HOMENAGEIA A DANÇA
Corpo de Papel
Criador-intérprete: Alexandre Franco
Que as saídas sejam múltiplas
Criação e interpretação: Alice Ripoll e Fernando Klipel
As cinco peles do samba (fragmento)
ARQUITETURA DO MOVIMENTO
Com: Agatha Oliveira, Claudia Ramalho, Luana Bezerra, Munique Mattos, Patrícia Costa, Lidia Laranjeira.
Direção e coreografia: Andrea Jabor
Minha Vida (6’)
Cia de Dança da Cidade
Com: Ana Figueiredo
Coreografia: Lourdes Bastos (1981)
BOXE (3’)
Cia de Dança da Cidade
Com: Michell Baes e Renato Cruz
Coreografia: Renata Mello (1985)
DOIS IRMÃOS
Cia Étnica de Dança
Com: Amanda Corrêa e Carlos Henrique Braz
Direção e Coreografia: Carmen Luz
Absolutamente só (Fragmento)
Texto, direção e interpretação: Denise Stutz
SOLO
Com: Flávia Tápias
Coreografia: Rami Levi
CASTELO D’ÁGUA (Espessamentos de uma linha curva)
Coreografia e interpretação: Giselda Fernandes
Quinteto (fragmento)
Staccato Dança Contemporânea
Com: João Paulo Gross e Toni Rodrigues
Direção e Coreografia: Paulo Caldas
Fragmento coreográfico
Pulsar Cia de Dança
Com: Fred Batista, Andréa Chiesorin, Rogério Andreolli, Gabriela Alcofra, Renata Souza e Mônica Pimenta
Direção Artística e coreografia: Teresa Taquechel
La Mariée
Com: Ana Botafogo
Direção e coreografia: Ana Vitória Freire
A DANÇA HOMENAGEIA OS MESTRES
Com Silvia Soter
Rainer Vianna, Klauss Vianna, Carlos Leite, Eugenia Fedorova, Nina Verchinina, Renée Wells, Rolf Gelevsky, Helba Nogueira, Maryla Gremo, Yara Marília Bennete, David Dupré, Johnny Franklin, Dennis Gray, Arthur Ferreira, Madeleine Rosay, Reginaldo Vaz, Eduardo Sucena, Vaslav Veltchek, Dino Carreira e Luisa Carbonell (In memorian); Aldo Lotufo, Alice Colino, Amelia Moreira, Angel Vianna, Áurea Hammerli, Bertha Rosanova, Carlota Portela, Cecilia Wainstok, Ceme Jambay, Consuelo Rios, Dalal Achcar, Dulce Aquino, Edmundo Carijó, Eleonora Oliosi, Eliana Caminada, Eliana Karin, Elid Bittencourt,
Eloisa Menezes, Emílio Martins, Enamar Ramos, Eric Valdo, Elizabeth Oliosi, Helena Lobato, Helfany Peçanha, Jacy França, Jean Marie Dübrul, Leda Yuki, Lourdes Bastos, Lydia Costallat, Maria Antonieta, Maria Luisa Noronha, Marisa Estrela, Mercedes Batista, Miriam Boamorte, Nora Esteves, Norma Lannes, Renato Magalhães, Rossela Terranova, Suzana Braga, Tatiana Leskova, Teresa D´Aquino, Tania Granado e Wanda Garcia.
FICHA TÉCNICA
Direção Geral e Curadoria: Angel Vianna
Consultoria: Julieta Calazans
Coordenação geral – Andréa Chiesorin e Beth Simões
Coordenação workshops - Valéria Peixoto
Coordenação de Mesas - Ausonia Bernardes
Designer gráfico - Mara Martins
Assistentes de Produção - Maria Eulália C. Alves, Lucimar Gonçalves e Eugenia Henriques
Assessoria de Imprensa: Ney Motta
Iluminação - Bruno Barreto, Juca Baracho
Cenotécnico: Cezinha
Direção de Produção - Sara Calaza
Créditos das fotos
Paula Kossatz (Renata Sorrah e Klauss Vianna em Trágico Acidente que Destronou Teresa); Nelson di Rago (Marília Pêra e Gracindo Jr. em O Exercício); Juvenal Pereira (Klauss Vianna); Gal Oppido (Aula com KV – Ana Terra, Lu Favoreto e Sidney Donatelli); Bruno Veiga (La Mariée); Gabriela Maciel (Cômodo); Hilton Berredo (Castelo D´Água); Tiago Rivaldo (Que as saídas sejam múltiplas); Markus Kinnunem (Sinapse); Mauro Kury (Improviso e Dois irmãos); Guilherme Rodrigues (Quinteto); Ricardo Mendes (Absolutamente só); Gil Grossi (Seu Acelino); Silvia Machado (Pedaço de uma lembrança); João Castilho (Titane); Maurício Hora e Marilia Felippe (Cia de Mystérios e Novidades); Sandro Miano (Der Fischer); Christian Laszlo (Corpo Sentado).
Agradecimentos
Bia Radunsky, Cely Bianchi, Tathyana Paiva e toda a equipe técnica do Espaço SESC; Leonel Brum e equipe da Funarte; Juliana Polo; alunos, professores e funcionários da Faculdade e Escola Angel Vianna e a todos que colaboraram para a realização deste evento.
21.8.08

Foto da turma da oficina Sue Morrison
Esas fotos são do album do Kadu (clown de Santos-SP. Um talento raro - ator pintor, clown, professor de teatro etc.) Roubei essas fotos dele lá no orkut (não deu certo e ele mandou direitinho por -mail - um querido, o Kadu.
A oficina foi na Fundição Progresso de 14 a 26 dejulho/2008. Ainda falarei sobre - e
muito. A oficina mexeu com todos nós. Sue uma grande Mestra, mas sofremos um bocado com o nosso palhaço-bebê. Da minha arte, ainda estou digerindo tudo o que aconteceu. E muita coisa mudou na minha expressão artística a partir dessa oficina.
Ah, e a faceirinha primeira na terceira fila, da esquerda para a direita, sou eu.
16.8.08
15.8.08
19.11.07
NA LUTA
O Olhar que não vê diferenças, vê pessoas.
Reportagem á pagina 15 do jornalNA LUTA - Informativo para pessoas com deficiência, traz a Mestra Angel Vianna, professora e fundadora da faculdade que leva o seu nome, falando sobre sua trajetoria que a tornou referencia na dança e na formação de professores de recuperação motora. São entrevistadas ainda três professoras de recuperação motora formadas pela FAV.
Eu sou a de macacão verde na foto da matéria.
Esse é o primeiro numero do jornal que tem como patrono o músico HERBERT VIANNA. Nas páginas de 6 a 11, traz uma entrevista com o líder do Paralamas, falando da sua experiência e da sua luta.
O Olhar que não vê diferenças, vê pessoas.
Reportagem á pagina 15 do jornalNA LUTA - Informativo para pessoas com deficiência, traz a Mestra Angel Vianna, professora e fundadora da faculdade que leva o seu nome, falando sobre sua trajetoria que a tornou referencia na dança e na formação de professores de recuperação motora. São entrevistadas ainda três professoras de recuperação motora formadas pela FAV.
Eu sou a de macacão verde na foto da matéria.
Esse é o primeiro numero do jornal que tem como patrono o músico HERBERT VIANNA. Nas páginas de 6 a 11, traz uma entrevista com o líder do Paralamas, falando da sua experiência e da sua luta.
17.11.07
21.10.07
Na Desordem
-Onde se passa?
- Na França. Isso também é espantoso! Passa-se na França, na nossa casa, hoje, ainda que inegavelmente haja relatos, lembranças, visões, do passado. E é um espetáculo vivido por gente de hoje.
-Quem são les Éphémères?
-Os seres humanos! Somos nós "Les Ephémères".
-Há um texto escrito?
-Não.
-Há uma trama única?
-Não há trama única. É um espetáculo feito, como já disse, de aparições, de cada um dos atores, de nós, de todos, que se entrelaçam, que se tecem (...)
Penso que há um fio condutor. Mas quando ele se torna visível demais, transforma-se em amarra, em garrote. É preciso que esse fio, no trabalho, seja como um fio de teia de aranha (...)
Há uma unidade, mas não há roteiro, não há ligação. As visões dos atores são como uma coletânea: relacionadas, mas autônomas. Quando se lê uma coletânea de contos, quando do mesmo escritor, eles têm uma cor em comum, mas são autônomos, e a gente pode e deve lê-los como sendo contos distintos. São em si um começo, um meio e um fim (...)
Quando digo que não é roteirizado, não é mesmo, não há amarração, é como coisas que sobem à superfície (...) são camadas que se sucedem (...)
Onde está o teatro?
-Você fala muito de experiência, de concreto, de vivência, de transmissão, tem-se quase a impressão que se está unicamente no real. E o imaginário e o sonho dentro dele?
-Muitas vezes me fiz essas perguntas em determinado momento de nosso trabalho. Aliás, eu as tinha feito também quando de nosso espetáculo anterior "Le Dernier Caravanserail": o medo do real. "Atenção! Onde está a poesia, onde está o teatro?" Depois em acalmei. Não, trata-se de teatro. Mas com este espetáculo há uma relação com a precisão do instante vivido (vamos talvez dizer "vivido", em vez de "real") pois, afinal de contas, há no vivido uma parte, eu diria, de sonho, nem sempre, mas há, em todo caso, uma parte de imaginário, de fantasmático e de mitologia (...)
Somos dignos de ser heróis e heroínas de teatro? Também me fiz essa pergunta. Durante esse trabalho, às vezes, depois de uma improvisação particularmente forte, a gente se dizia "eu não sabia que era possível contar isso no teatro!" Era um instante extremamente real! Nós nos dissemos isso muitas vezes e ainda dizemos! "Eu não sabia que era possível contar isso, desse jeito, no teatro". Mas no teatro, veja bem. (...)
Fonte: Programa da peça editado pelo SESC-SP, especialmente para a temporada na futura unidade SESC-Belenzinho.
-Onde se passa?
- Na França. Isso também é espantoso! Passa-se na França, na nossa casa, hoje, ainda que inegavelmente haja relatos, lembranças, visões, do passado. E é um espetáculo vivido por gente de hoje.
-Quem são les Éphémères?
-Os seres humanos! Somos nós "Les Ephémères".
-Há um texto escrito?
-Não.
-Há uma trama única?
-Não há trama única. É um espetáculo feito, como já disse, de aparições, de cada um dos atores, de nós, de todos, que se entrelaçam, que se tecem (...)
Penso que há um fio condutor. Mas quando ele se torna visível demais, transforma-se em amarra, em garrote. É preciso que esse fio, no trabalho, seja como um fio de teia de aranha (...)
Há uma unidade, mas não há roteiro, não há ligação. As visões dos atores são como uma coletânea: relacionadas, mas autônomas. Quando se lê uma coletânea de contos, quando do mesmo escritor, eles têm uma cor em comum, mas são autônomos, e a gente pode e deve lê-los como sendo contos distintos. São em si um começo, um meio e um fim (...)
Quando digo que não é roteirizado, não é mesmo, não há amarração, é como coisas que sobem à superfície (...) são camadas que se sucedem (...)
Onde está o teatro?
-Você fala muito de experiência, de concreto, de vivência, de transmissão, tem-se quase a impressão que se está unicamente no real. E o imaginário e o sonho dentro dele?
-Muitas vezes me fiz essas perguntas em determinado momento de nosso trabalho. Aliás, eu as tinha feito também quando de nosso espetáculo anterior "Le Dernier Caravanserail": o medo do real. "Atenção! Onde está a poesia, onde está o teatro?" Depois em acalmei. Não, trata-se de teatro. Mas com este espetáculo há uma relação com a precisão do instante vivido (vamos talvez dizer "vivido", em vez de "real") pois, afinal de contas, há no vivido uma parte, eu diria, de sonho, nem sempre, mas há, em todo caso, uma parte de imaginário, de fantasmático e de mitologia (...)
Somos dignos de ser heróis e heroínas de teatro? Também me fiz essa pergunta. Durante esse trabalho, às vezes, depois de uma improvisação particularmente forte, a gente se dizia "eu não sabia que era possível contar isso no teatro!" Era um instante extremamente real! Nós nos dissemos isso muitas vezes e ainda dizemos! "Eu não sabia que era possível contar isso, desse jeito, no teatro". Mas no teatro, veja bem. (...)
Fonte: Programa da peça editado pelo SESC-SP, especialmente para a temporada na futura unidade SESC-Belenzinho.
Onde está o teatro?
-Você fala muito de experiência, de concreto, de vivência, de transmissão, tem-se quase a impressão que se está unicamente no real. E o imaginário e o sonho dentro dele?
-Muitas vezes me fiz essas perguntas em determinado momento de nosso trabalho. Aliás, eu as tinha feito também quando de nosso espetáculo anterior "Le Dernier Caravanserail": o medo do real. "Atenção! Onde está a poesia, onde está o teatro?" Depois em acalmei. Não, trata-se de teatro. Mas com este espetáculo há uma relação com a precisão do instante vivido (vamos talvez dizer "vivido", em vez de "real") pois, afinal de contas, há no vivido uma parte, eu diria, de sonho, nem sempre, mas há, em todo caso, uma parte de imaginário, de fantasmático e de mitologia (...)
Somos dignos de ser heróis e heroínas de teatro? Também me fiz essa pergunta. Durante esse trabalho, às vezes, depois de uma improvisação particularmente forte, a gente se dizia "eu não sabia que era possível contar isso no teatro!" Era um instante extremamente real! Nós nos dissemos isso muitas vezes e ainda dizemos! "Eu não sabia que era possível contar isso, desse jeito, no teatro". Mas no teatro, veja bem. (...)
Fonte: Programa da peça editado pelo SESC-SP, especialmente para a temporada na futura unidade SESC-Belenzinho.
-Você fala muito de experiência, de concreto, de vivência, de transmissão, tem-se quase a impressão que se está unicamente no real. E o imaginário e o sonho dentro dele?
-Muitas vezes me fiz essas perguntas em determinado momento de nosso trabalho. Aliás, eu as tinha feito também quando de nosso espetáculo anterior "Le Dernier Caravanserail": o medo do real. "Atenção! Onde está a poesia, onde está o teatro?" Depois em acalmei. Não, trata-se de teatro. Mas com este espetáculo há uma relação com a precisão do instante vivido (vamos talvez dizer "vivido", em vez de "real") pois, afinal de contas, há no vivido uma parte, eu diria, de sonho, nem sempre, mas há, em todo caso, uma parte de imaginário, de fantasmático e de mitologia (...)
Somos dignos de ser heróis e heroínas de teatro? Também me fiz essa pergunta. Durante esse trabalho, às vezes, depois de uma improvisação particularmente forte, a gente se dizia "eu não sabia que era possível contar isso no teatro!" Era um instante extremamente real! Nós nos dissemos isso muitas vezes e ainda dizemos! "Eu não sabia que era possível contar isso, desse jeito, no teatro". Mas no teatro, veja bem. (...)
Fonte: Programa da peça editado pelo SESC-SP, especialmente para a temporada na futura unidade SESC-Belenzinho.
Trechos do encontro com o público - Théâtre du Soleil - 20 de outubro de 2006
Ariane Mnouchkine, a respeito de "Les Ephémères":
Primeiro dia
-(...) Sim, houve um primeiro dia (...)
Quis, confusamente, fazer um espetáculo que falasse dos salvadores... dos instantes salvadores. A gente não se mata o tempo todo, a gente se salva, apóia, cuida, educa também. Os seres humanos conseguem, apesar de tudo, viver juntos. Antes de falar com os atores, eu tinha me dado conta de que para fazer um espetáculo sobre a beleza dos homens e das mulheres era preciso que eu imaginasse seu desaparecimento. Foi com isso que começamos a trabalhar, com o desaparecimento próximo e certo de todos, de todos nós.
O tempo reencontrado
-(...) Acontece que estamos fazendo um espetáculo que fala de instantes... Do presente que já não é o presente no momento em que digo a palavra "presente". Talvez da beleza dos seres, da dificuldade que temos em apreender essa beleza, e quando, às vezes, nos damos conta do quanto esse instante era belo, puxa, ele já passou. É um espetáculo feito dos instantes que nos fizeram.
"A aposta da semelhança"
(...) Ás vezes nós mesmos não sabemos muito bem no que vai dar o espetáculo que estamos fazendo. O espetáculo é algo que a gente faz, é claro: a gente se levanta todas as manhãs para ir trabalhar durante longas horas. Mas o espetáculo também chega a nós em partes! Chega por meio de Shakespeare, de Sihanuk, de Gandhi ou de Nehru, de médicos desonestos que vendem sangue contaminado, ou de Tartufos, ou de refugiados, de imigrantes, que contam suas histórias. O que é difícil de confessar, às vezes de admitir, é que o espetáculo, que está chegando, chega por meio de "nós". E, portanto, de "vocês". De nossas semelhanças (...)
Esperamos que - ou temos certeza de que - os instantes que nos fizeram são muito próximos dos instantes que fizeram vocês. Que os lutos que vivemos, são muito próximos dos lutos que vocês viveram.
Que os abandonos que sofremos são próximos dos abandonos que vocês sofreram, e que nossos amores, nossas paixões, nossas esperanças, são também as de vocês (...) Trabalhamos a partir do concreto, evidentemente, o concreto de nossas vidas, o concreto de nossas mães, de nossos pais, de nossos avós, da ausência deles, dos momentos em que eles nos fizeram bem, e dos momentos em que nos fizeram mal. Dos momentos em que também nós lhes fizemos bem ou mal! A partir da fratria, da brutalidade que muitas vezes exercemos contra as crianças, a maior parte do tempo sem querer, às vezes querendo, infelizmente (...)
Edmond Jabès escreveu em Le Livre des ressemblances [O Livro das Semelhanças] que a aposta de Deus é aposta de semelhança. "A que eu me assemelho?" seria talvez a pergunta fundamental do Homem a Deus e a seu prosaico semelhante?.
A gente se faz essa pergunta incessantemente "a gente se parece"? E a aposta é "sim"! (...)
Ariane Mnouchkine, a respeito de "Les Ephémères":
Primeiro dia
-(...) Sim, houve um primeiro dia (...)
Quis, confusamente, fazer um espetáculo que falasse dos salvadores... dos instantes salvadores. A gente não se mata o tempo todo, a gente se salva, apóia, cuida, educa também. Os seres humanos conseguem, apesar de tudo, viver juntos. Antes de falar com os atores, eu tinha me dado conta de que para fazer um espetáculo sobre a beleza dos homens e das mulheres era preciso que eu imaginasse seu desaparecimento. Foi com isso que começamos a trabalhar, com o desaparecimento próximo e certo de todos, de todos nós.
O tempo reencontrado
-(...) Acontece que estamos fazendo um espetáculo que fala de instantes... Do presente que já não é o presente no momento em que digo a palavra "presente". Talvez da beleza dos seres, da dificuldade que temos em apreender essa beleza, e quando, às vezes, nos damos conta do quanto esse instante era belo, puxa, ele já passou. É um espetáculo feito dos instantes que nos fizeram.
"A aposta da semelhança"
(...) Ás vezes nós mesmos não sabemos muito bem no que vai dar o espetáculo que estamos fazendo. O espetáculo é algo que a gente faz, é claro: a gente se levanta todas as manhãs para ir trabalhar durante longas horas. Mas o espetáculo também chega a nós em partes! Chega por meio de Shakespeare, de Sihanuk, de Gandhi ou de Nehru, de médicos desonestos que vendem sangue contaminado, ou de Tartufos, ou de refugiados, de imigrantes, que contam suas histórias. O que é difícil de confessar, às vezes de admitir, é que o espetáculo, que está chegando, chega por meio de "nós". E, portanto, de "vocês". De nossas semelhanças (...)
Esperamos que - ou temos certeza de que - os instantes que nos fizeram são muito próximos dos instantes que fizeram vocês. Que os lutos que vivemos, são muito próximos dos lutos que vocês viveram.
Que os abandonos que sofremos são próximos dos abandonos que vocês sofreram, e que nossos amores, nossas paixões, nossas esperanças, são também as de vocês (...) Trabalhamos a partir do concreto, evidentemente, o concreto de nossas vidas, o concreto de nossas mães, de nossos pais, de nossos avós, da ausência deles, dos momentos em que eles nos fizeram bem, e dos momentos em que nos fizeram mal. Dos momentos em que também nós lhes fizemos bem ou mal! A partir da fratria, da brutalidade que muitas vezes exercemos contra as crianças, a maior parte do tempo sem querer, às vezes querendo, infelizmente (...)
Edmond Jabès escreveu em Le Livre des ressemblances [O Livro das Semelhanças] que a aposta de Deus é aposta de semelhança. "A que eu me assemelho?" seria talvez a pergunta fundamental do Homem a Deus e a seu prosaico semelhante?.
A gente se faz essa pergunta incessantemente "a gente se parece"? E a aposta é "sim"! (...)
18.10.07
E o Soleil chegou a São Paulo
"Nós estamos muito felizes e emocionados com esta primeira turnê pela America do Sul, pois existimos há 43 anos e só agora nos apresentamos neste continente. Reconheço e agradeço o esforço, em particular do DaniloMiranda, para efetivar essa nossa vinda a São Paulo, que se deu graças à união do Brasil e da Argentina, mais precisamente das cidades de Buenos Aires e Porto Alegre , e do SESC.(...)
"Existem momentos em que as pessoas fazem pequenos gestos sem nenhuma intenção politica, mas que acabam tendo repercussão politica. Durante a guerra, por exemplo, muitas vidas foram salvas por pessoas que assim agiam, não por ideologia, mas simplesmente por amor ao homem. Porque eram humanos.
Creio que Les Ephémères é um espetáculo de vivencias e de momentos muito íntimos. Curiosamente, mesmo esse íntimo sendo muito íntimo, o espectador nele se reconhece.
Poderíamos dizer que existe um íntimo coletivo. (...)
Espero que o público brasileiro nos compreenda e nos ame. E sobretudo, que se reconheça na nossa proposição."
(Trechos da entrevista coletiva com ARIANE MNOUCHKINE no SESC de São Paulo, em 27 de agosto de 2007)
Fonte: Programa da peça "Les Éphemères organizado e editado pelo SESC-SP.
"Nós estamos muito felizes e emocionados com esta primeira turnê pela America do Sul, pois existimos há 43 anos e só agora nos apresentamos neste continente. Reconheço e agradeço o esforço, em particular do DaniloMiranda, para efetivar essa nossa vinda a São Paulo, que se deu graças à união do Brasil e da Argentina, mais precisamente das cidades de Buenos Aires e Porto Alegre , e do SESC.(...)
"Existem momentos em que as pessoas fazem pequenos gestos sem nenhuma intenção politica, mas que acabam tendo repercussão politica. Durante a guerra, por exemplo, muitas vidas foram salvas por pessoas que assim agiam, não por ideologia, mas simplesmente por amor ao homem. Porque eram humanos.
Creio que Les Ephémères é um espetáculo de vivencias e de momentos muito íntimos. Curiosamente, mesmo esse íntimo sendo muito íntimo, o espectador nele se reconhece.
Poderíamos dizer que existe um íntimo coletivo. (...)
Espero que o público brasileiro nos compreenda e nos ame. E sobretudo, que se reconheça na nossa proposição."
(Trechos da entrevista coletiva com ARIANE MNOUCHKINE no SESC de São Paulo, em 27 de agosto de 2007)
Fonte: Programa da peça "Les Éphemères organizado e editado pelo SESC-SP.
Hotel Maksoud Plaza o passaporte para Os Efêmeros
Eu assistí no domingo, dia 14, a versão integral da peça, (tô chapada até hoje e nem sentí o tempo passar). Soube nas internas lá Maksoud Plaza que haverá um espetáculo extra ( já com lotação esgotada ) no dia 24 de outubro.
Os ingressos foram colocados á venda na internet e nas bilheterias do SESC-SP e se esgotaram em menos de duas horas. O SESC divulgou só na véspera, a venda pela internet.
Eu já tinha comprado até passagem para São Paulo, e estava me preparando para amanhecer em Sampa na fila da bilheteria.
Com a perspectiva da venda on-line, resolvi comprar pela internet. Fiquei de plantão uma hora antes do site entrar. Não passsei do segundo passo, entre os cinco que acessavam o sonhado ingresso. Como eu conseguí ? Uma longa história que acabou me levando para uma hospedagem nunca imaginada no HOTEL MAKSOUD PLAZA, adquirindo assim o precioso ingresso para assistir o Soleil. Valeu..
O andante Soleil
Doze contêineres vindos da França, com arquibancadas, cenários, figurinos, piso de palco e até uma cozinha completa com todos utensílios necessários para produzir e servir refeições ao público, desembarcaram na America Latina, para a primeira apresentação, em 43 anos de existencia do Théatre du Soleil com o espetáculo Les Éphemères (Os Efêmeros).
A primeira parada foi em setembro, em Buenos Aires, no Festival Internacional de Teatro, depois em Porto Alegre no POA em Cena, e agora na futura unidade do SESC Belenzinho, desde o dia 12 de outubro, indo até dia 23 de outubro, da próxima semana.
Em todos os locais da apresentação foi reproduzida-adaptada-contruida uma réplica da sede Théatre du Solei.l, uma antiga fabrica de armamentos nos arredores de Paris. Em São Paulo, a futura unidade do Sesc Belenzinho uma área de 3.100 m2, foi preparada, onde o público (lotação com 600 lugares) irá conhecer o ritual de preparação dos artistas - os camarins não têm portas.
Quem tiver fôlego para assistir à versão integral (sete horas e meia) poderá ainda comer pratos preparados e servidos por eles. A peça também será encenada em duas partes.
Caravana Mnouchkine
O Théâtre du Soleil tem à sua frente a diretora Ariane Mnouchkine, ( foi criado em 1964, a partir de um grupo de nove amigos) e uma trupe de mais de 60 pessoas. No Soleil, convivem em harmonia pessoas de cerca de 30 nacionalidades, que se entendem em 22 idiomas, entre eles a atriz brasileira Juliana Carneiro da Cunha, o chef de cuisine, ator, produtor, etc. Pedro Pinheiro Guimarães e Naruna Bonfim de Andrade, tradutora, bilheteira do Soleil, relações públicas, entre outros trabalhos. As funções se confundem e o salário é igual para todos os integrantes da companhia.
LES ÉPHEMERES, está em turnê pelo mundo desde a sua estréia em 27 de dezembro de 2006, na Cartoucherie (Paris), reúne dois espetáculos, de aproximadamente mais de três horas, sobre a essência humana. Trata daquilo que nos tece, nos liga uns aos outros, de palavras que salvam a vida, covardias invisíveis, atos de coragem de que não podemos nos vangloriar, obsessões por demais constantes para serem conscientes.
A ação transcorre em palcos móveis e circulares,( uma espécie de praticável redondo onde pode funcionar um consultorio, uma sala de estar, uma cozinha, um quarto, etc...e tudo funciona), que os atores manejam com a elegancia e uma expressão corporal perfeita. É absolutamente fascinante o uso corporal dos atores empurrando os praticáveis. Quando não estão em cena estão empurrando os praticáveis.
A companhia também traz a São Paulo uma programação paralela que inclui encontros com Ariane e mostra de filmes do Théatre du Soleil, workshop com Jean Jacques Lemêtre - compositor e interprete das produções teatrais e cinematográficas do Soleil.
Fonte de pesquisa: programa da peça
Degustação à la Soleil - Chef Pedro Pinheiro Guimarães
O menu do dia que eu assistí, domingo dia 14 de outubro, foi carne de cordeiro, arroz integral, banana assada, cenoura cozida no vapor, salada de rucula e alface. Delicieux e ao
preço camarada de R$ 15 (quinze reais).
Antes do espetáculo, degustei aqueles queijinhos divinos e vinho. Queijos e vinho foi num precinho amigo de R$ 20 (vinte reais). Adorei. Essa foi uma dica da atriz Cristina Aché que estava lá ajudando a servir na cozinha.
O maître da cozinha e do bar é um brasileiro, o Pedro Pinheiro Guimarães, que acumula as funções de produtor, ator, fotografo, tradutor entre outras atividades no Soleil.,um querido que eu conheço desde a primeira vez que eu fui à Cartoucherie. Aliás eu já conhecia ele daquela vez que a Ariane fez uma oficina de máscaras no Teatro Sergio Porto, aqui no Rio.
Ele e outra brasileira, a Naruna Bonfim trabalham há muitos anos com o Théatre du Soleil, Encontrei-a degustando o café da manhã no Macksoud Plaza, bem como toda a trupe Mnouchkine que estava hospedada lá.
Eu assistí no domingo, dia 14, a versão integral da peça, (tô chapada até hoje e nem sentí o tempo passar). Soube nas internas lá Maksoud Plaza que haverá um espetáculo extra ( já com lotação esgotada ) no dia 24 de outubro.
Os ingressos foram colocados á venda na internet e nas bilheterias do SESC-SP e se esgotaram em menos de duas horas. O SESC divulgou só na véspera, a venda pela internet.
Eu já tinha comprado até passagem para São Paulo, e estava me preparando para amanhecer em Sampa na fila da bilheteria.
Com a perspectiva da venda on-line, resolvi comprar pela internet. Fiquei de plantão uma hora antes do site entrar. Não passsei do segundo passo, entre os cinco que acessavam o sonhado ingresso. Como eu conseguí ? Uma longa história que acabou me levando para uma hospedagem nunca imaginada no HOTEL MAKSOUD PLAZA, adquirindo assim o precioso ingresso para assistir o Soleil. Valeu..
O andante Soleil
Doze contêineres vindos da França, com arquibancadas, cenários, figurinos, piso de palco e até uma cozinha completa com todos utensílios necessários para produzir e servir refeições ao público, desembarcaram na America Latina, para a primeira apresentação, em 43 anos de existencia do Théatre du Soleil com o espetáculo Les Éphemères (Os Efêmeros).
A primeira parada foi em setembro, em Buenos Aires, no Festival Internacional de Teatro, depois em Porto Alegre no POA em Cena, e agora na futura unidade do SESC Belenzinho, desde o dia 12 de outubro, indo até dia 23 de outubro, da próxima semana.
Em todos os locais da apresentação foi reproduzida-adaptada-contruida uma réplica da sede Théatre du Solei.l, uma antiga fabrica de armamentos nos arredores de Paris. Em São Paulo, a futura unidade do Sesc Belenzinho uma área de 3.100 m2, foi preparada, onde o público (lotação com 600 lugares) irá conhecer o ritual de preparação dos artistas - os camarins não têm portas.
Quem tiver fôlego para assistir à versão integral (sete horas e meia) poderá ainda comer pratos preparados e servidos por eles. A peça também será encenada em duas partes.
Caravana Mnouchkine
O Théâtre du Soleil tem à sua frente a diretora Ariane Mnouchkine, ( foi criado em 1964, a partir de um grupo de nove amigos) e uma trupe de mais de 60 pessoas. No Soleil, convivem em harmonia pessoas de cerca de 30 nacionalidades, que se entendem em 22 idiomas, entre eles a atriz brasileira Juliana Carneiro da Cunha, o chef de cuisine, ator, produtor, etc. Pedro Pinheiro Guimarães e Naruna Bonfim de Andrade, tradutora, bilheteira do Soleil, relações públicas, entre outros trabalhos. As funções se confundem e o salário é igual para todos os integrantes da companhia.
LES ÉPHEMERES, está em turnê pelo mundo desde a sua estréia em 27 de dezembro de 2006, na Cartoucherie (Paris), reúne dois espetáculos, de aproximadamente mais de três horas, sobre a essência humana. Trata daquilo que nos tece, nos liga uns aos outros, de palavras que salvam a vida, covardias invisíveis, atos de coragem de que não podemos nos vangloriar, obsessões por demais constantes para serem conscientes.
A ação transcorre em palcos móveis e circulares,( uma espécie de praticável redondo onde pode funcionar um consultorio, uma sala de estar, uma cozinha, um quarto, etc...e tudo funciona), que os atores manejam com a elegancia e uma expressão corporal perfeita. É absolutamente fascinante o uso corporal dos atores empurrando os praticáveis. Quando não estão em cena estão empurrando os praticáveis.
A companhia também traz a São Paulo uma programação paralela que inclui encontros com Ariane e mostra de filmes do Théatre du Soleil, workshop com Jean Jacques Lemêtre - compositor e interprete das produções teatrais e cinematográficas do Soleil.
Fonte de pesquisa: programa da peça
Degustação à la Soleil - Chef Pedro Pinheiro Guimarães
O menu do dia que eu assistí, domingo dia 14 de outubro, foi carne de cordeiro, arroz integral, banana assada, cenoura cozida no vapor, salada de rucula e alface. Delicieux e ao
preço camarada de R$ 15 (quinze reais).
Antes do espetáculo, degustei aqueles queijinhos divinos e vinho. Queijos e vinho foi num precinho amigo de R$ 20 (vinte reais). Adorei. Essa foi uma dica da atriz Cristina Aché que estava lá ajudando a servir na cozinha.
O maître da cozinha e do bar é um brasileiro, o Pedro Pinheiro Guimarães, que acumula as funções de produtor, ator, fotografo, tradutor entre outras atividades no Soleil.,um querido que eu conheço desde a primeira vez que eu fui à Cartoucherie. Aliás eu já conhecia ele daquela vez que a Ariane fez uma oficina de máscaras no Teatro Sergio Porto, aqui no Rio.
Ele e outra brasileira, a Naruna Bonfim trabalham há muitos anos com o Théatre du Soleil, Encontrei-a degustando o café da manhã no Macksoud Plaza, bem como toda a trupe Mnouchkine que estava hospedada lá.
30.1.07
29.1.07
É macumba... ou que sais-je?
Já desistí. Teve dias que eu amanhecí lidando com os templates aqui, e nada. Voltei até a estudar a linguagem HTML. Mas não adiantou muito porque os blogs modernos mudaram muito e o HTML ficou um tanto obsoleto.
Blog é coisa de maluco mesmo. Só um louco fica doze horas direto no computador em função de quatro blogs.
Vou dar um tempo. Mas até que o meu bloguinho não tá tão feio. Ele está diferente, e eu
já estou até me acostumando. Voilà.
Já desistí. Teve dias que eu amanhecí lidando com os templates aqui, e nada. Voltei até a estudar a linguagem HTML. Mas não adiantou muito porque os blogs modernos mudaram muito e o HTML ficou um tanto obsoleto.
Blog é coisa de maluco mesmo. Só um louco fica doze horas direto no computador em função de quatro blogs.
Vou dar um tempo. Mas até que o meu bloguinho não tá tão feio. Ele está diferente, e eu
já estou até me acostumando. Voilà.
17.1.07
15.1.07
14.1.07
À VENDA NO ORKUT A COMUNIDADE
"Eu amo Floripa",, foi alvo da primeira transação comercial de que se tem notícia no orkut. A RBS pagou R$ 2 mil a um jovem carioca para se tornar mediadora do grupo de quasi 75 mil membros.
A comunidade foi escolhida por reunir o maior numero de fãs da capital catarinense Será usada para promover o Festival de verão "Floripa tem", organizado pelo grupo de comunicações gaúcho e pela agência Tudo Eventos & Conteúdo, de Nizan Guanaes.
Matéria do
GLOBO publicada em 12/01/2007, na coluna assinada por Flávia Oliveira em " Negócios & Cia", pagina 27. (Copiei aí em cima na íntegra para o caso do link não funcionar)
E os protestos continúam...
Entre os muitos protestos, desabafos de todos os níves, prós e contra (a grande maioria) destaquei até gora, o Leonardo Grêmio, 18 anos, é um dos mais irados, tá lá barbarizando em tudo quanto é tópico, só dá ele... o Nicolas, outro, tá postando tudo o que tem saído na mídia sobre o assunto e mandando beleza... e uma menina não identificada que tem manifestação assídua e eu resumi um dos seus comentários:
Mas quem sairá perdendo, somos nós usuários do Orkut, que se antes tinha que engolir a seco os roubos de comus criadas por nós, hoje então nem se fala!!!! Esta atitude canalha de vcs, só incentiva os ladrões de comus a roubarem mais comus, pois agora eles tem um outro bom motivo, além da diversão de roubar!!!!
Agora, imaginem só: a gente cria uma comu bacana; põe todas as nossas idéias nessa comu; reúne uma galera enorme e legal pra discutir temas, expor seus problemas e tornar um ambiente agradável de troca de conhecimentos; aí vem um ladrão de comu a rouba e repassa pra uma emissorazinha FDP, que leva toda a fama e ainda lucra com isso!!! (...)
Esse comentário, hj, por ^v^ £ðÐ¡æ £ønæ|¥ 14/01/2007 09:39
"Eu amo Floripa",, foi alvo da primeira transação comercial de que se tem notícia no orkut. A RBS pagou R$ 2 mil a um jovem carioca para se tornar mediadora do grupo de quasi 75 mil membros.
A comunidade foi escolhida por reunir o maior numero de fãs da capital catarinense Será usada para promover o Festival de verão "Floripa tem", organizado pelo grupo de comunicações gaúcho e pela agência Tudo Eventos & Conteúdo, de Nizan Guanaes.
Matéria do
GLOBO publicada em 12/01/2007, na coluna assinada por Flávia Oliveira em " Negócios & Cia", pagina 27. (Copiei aí em cima na íntegra para o caso do link não funcionar)
E os protestos continúam...
Entre os muitos protestos, desabafos de todos os níves, prós e contra (a grande maioria) destaquei até gora, o Leonardo Grêmio, 18 anos, é um dos mais irados, tá lá barbarizando em tudo quanto é tópico, só dá ele... o Nicolas, outro, tá postando tudo o que tem saído na mídia sobre o assunto e mandando beleza... e uma menina não identificada que tem manifestação assídua e eu resumi um dos seus comentários:
Mas quem sairá perdendo, somos nós usuários do Orkut, que se antes tinha que engolir a seco os roubos de comus criadas por nós, hoje então nem se fala!!!! Esta atitude canalha de vcs, só incentiva os ladrões de comus a roubarem mais comus, pois agora eles tem um outro bom motivo, além da diversão de roubar!!!!
Agora, imaginem só: a gente cria uma comu bacana; põe todas as nossas idéias nessa comu; reúne uma galera enorme e legal pra discutir temas, expor seus problemas e tornar um ambiente agradável de troca de conhecimentos; aí vem um ladrão de comu a rouba e repassa pra uma emissorazinha FDP, que leva toda a fama e ainda lucra com isso!!! (...)
Esse comentário, hj, por ^v^ £ðÐ¡æ £ønæ|¥ 14/01/2007 09:39
VENDERAM O ORKUT ???
Desde junho eu estou participando do ORKUT. É o meu novo brinquedinho na Internet, onde encontrei amigos (da vida real) desaparecidos há muito da minha vida, entre outros prazeres.
Mas tem um outro lado, digamos menos agradável, tipo falsas comunidades - fake de amigos nossos artistas e que eu navegante de primeira viagem embarquei nessa canoa furada; muito spam; foto minha reproduzida por engano; visitantes estranhos na minha página pedindo para adicioná-los e muitos etc...
Mas nunca pensei que uma comunidade do Orkutpudesse ser vendida, mesmo porque fere as normas internas do orkut - é ilegal. E foi o que aconteceu com a comunidade EU AMO FLORIPA com mais de 75.000 participantes. Quando lí a notícia, ontem no GLOBO, custei a acreditar.
Depois disso, foi criada ontem, uma comunidade de protesto "Vende-se uma comunidade" e lá tem um post de um indignado participante dessa comunidade que resume com pertinencia e inteligencia, a nossa indignação:
O orkut foi criado para que nele se pudessem desenvolver comunidades orgânicas. Isto é, comunidades que se associam por laços de idéias compartilhadas, de gostos comuns, de idêntica adimiração, respeito ou tributo a alguém ou alguma coisa. No caso da comunidade, EU AMO FLORIPA, foi construida pela admiração e o prazer de viver em FLORINÓPOLIS. Não foi construida por um grupo de admiradores ou fãns da RBS. ELES SE QUISEREM, QUE CRIEM A SUA COMUNIDADE E, SE TIVEREM FORÇA, QUE CONSIGAM CONGREGAR 75.000 MEMBROS. Fora isso, é um absurdo comprar a comunidade.
Nela estão incluidas os profiles e dados pessoais de milhares de pessoas. NENHUMA DESSAS PESSOAS FOI CONSULTADA PARA DAR SUA OPINIÃO. NINGUÉM FOI PERGUNTADO SE QUERIA VIRAR GAROTO PROPAGANDA DE UMA EMPRESA. Desvirtuar os fins para os quais a comunidade foi criada é um CRIME contra os que livremente, espontaneamente se associaram a ela. Nos associamos a comunidade EU AMO FLORIPA, mas ninguém se associaria a comunidade EU AMO A RBS. É claro que vão aparecer sujeitos subservientes, mentalidades de sabujo para defenderem, porcamente, a RBS. Mas cupinchas e sabujos que desrespeitam a história de Floripa sempre vão existir. ABAIXO A VENALIDADE
Desde junho eu estou participando do ORKUT. É o meu novo brinquedinho na Internet, onde encontrei amigos (da vida real) desaparecidos há muito da minha vida, entre outros prazeres.
Mas tem um outro lado, digamos menos agradável, tipo falsas comunidades - fake de amigos nossos artistas e que eu navegante de primeira viagem embarquei nessa canoa furada; muito spam; foto minha reproduzida por engano; visitantes estranhos na minha página pedindo para adicioná-los e muitos etc...
Mas nunca pensei que uma comunidade do Orkutpudesse ser vendida, mesmo porque fere as normas internas do orkut - é ilegal. E foi o que aconteceu com a comunidade EU AMO FLORIPA com mais de 75.000 participantes. Quando lí a notícia, ontem no GLOBO, custei a acreditar.
Depois disso, foi criada ontem, uma comunidade de protesto "Vende-se uma comunidade" e lá tem um post de um indignado participante dessa comunidade que resume com pertinencia e inteligencia, a nossa indignação:
O orkut foi criado para que nele se pudessem desenvolver comunidades orgânicas. Isto é, comunidades que se associam por laços de idéias compartilhadas, de gostos comuns, de idêntica adimiração, respeito ou tributo a alguém ou alguma coisa. No caso da comunidade, EU AMO FLORIPA, foi construida pela admiração e o prazer de viver em FLORINÓPOLIS. Não foi construida por um grupo de admiradores ou fãns da RBS. ELES SE QUISEREM, QUE CRIEM A SUA COMUNIDADE E, SE TIVEREM FORÇA, QUE CONSIGAM CONGREGAR 75.000 MEMBROS. Fora isso, é um absurdo comprar a comunidade.
Nela estão incluidas os profiles e dados pessoais de milhares de pessoas. NENHUMA DESSAS PESSOAS FOI CONSULTADA PARA DAR SUA OPINIÃO. NINGUÉM FOI PERGUNTADO SE QUERIA VIRAR GAROTO PROPAGANDA DE UMA EMPRESA. Desvirtuar os fins para os quais a comunidade foi criada é um CRIME contra os que livremente, espontaneamente se associaram a ela. Nos associamos a comunidade EU AMO FLORIPA, mas ninguém se associaria a comunidade EU AMO A RBS. É claro que vão aparecer sujeitos subservientes, mentalidades de sabujo para defenderem, porcamente, a RBS. Mas cupinchas e sabujos que desrespeitam a história de Floripa sempre vão existir. ABAIXO A VENALIDADE
14.12.04
Este é o gatinho mais famoso da blogosfera: o Mosca. Um destacado membro
da Familia Gato. Não resistí e copiei do InternETC, blog da Cora Rónai. Este gatinho é muito lindinho e esta foto parece uma pintura.
3.12.04
A Casa Discos convida para o lançamento do CD "Boismortier - 6 Sonates en Trio", do grupo americano "Le Triomphe de L'Amour", com participação especial da flautista Laura Rónai. Lançamento: dia 04 de dezembro, 19h Museu da República Rua do Catete, 153 Rio de Janeiro - Tel. 2558-6350 Entrada Franca.
Maiores detalhes deste post aqui no blog da irmã da Laura Rónai
28.11.04
Continuação do blog Teatro Etc & Tal
16o. Festival Internacional de Teatro Experimental do Cairo
TEATRO, SADDAN E O DOUTOR DAS FLORES
Os países participantes foram Rússia, Ucrânia, România, Holanda, Coreia
do Sul, Sérvia- Montenegro, Armênia, Bósnia-Herzegovina, França, Áustria,
Eslováquia e os árabes Líbia, Argélia, Jordânia, Líbano, Palestina,
Iraque, Sudão, Turquia, Síria, Arábia Saudita e Egito.
O júri foi formado por diretores, autores e atores/atrizes de: França,
China, Egito, Japão, Estados Unidos, Holanda, Índia, Argélia, Itália,
Canadá e Brasil.
O Festival promove um Simpósio e uma mostra paralela, além dos 24 espetáculos em competição, a Mostra Paralela contou neste ano, com 50 peças.
OS CINCO MOMENTOS DE FASCÍNIO E PRAZER
Este ano houve uma visível ausência de critério, por parte da Comissão
Selecionadora, sobre o que deveria ser considerado como "teatro
experimental". É evidente que esta é uma definição nada matemática e cada
um tem na sua cabeça o significado de "experimental", mas uma Comissão
deve ter em mente um conjunto de critérios básicos comuns. A platéia foi
surpreendida com alguns espetáculos que se valiam de uma linguagem
claramente tradicional o que não quer dizer necessariamente velha e
nem ultrapassada -- junto a outras encenações onde se reconhecia
claramente uma preocupação com a pesquisa cênica.
Dos 24 espetáculos, cinco traziam um excepcional nível de qualidade:
Holanda (dois), Líbano, Bósnia-Herzegovina e Coréia do Sul. Ao mesmo
tempo, foram selecionadas algumas encenações que eram tão primárias que
chegamos a comentar que só eram "experimentais" na medida em que, como os
grupos pareciam não saber nada de teatro, só lhes restava mesmo
experimentar o que desse e viesse.(as apresentações do Sudão,
Sérvia-Montenegro, Rússia, Armênia, Jordânia, Palestina e Arábia Saudita
foram os momentos mais desconcertantes).
Gostaria de comentar rapidamente as cinco montagens mais significativas.
1) Bambie 8 (Holanda) , de Jochem Stavenuiter e Paul van der Laan
Excepcional! Coisa rara de ser vista! Prêmio de Melhor Espetáculo
(dividido com They all are here, do Líbano) e Prêmio de Melhor Direção,
além da Indicação para Melhor Cenografia e com excelentes trabalhos de
interpretação. O espetáculo é uma surpreendente sequência de ações não
verbais, absolutamente delirante, com três atores de extremado domínio
corporal realizando com magnífica precisão e humor trajetórias do mais
completo non-sense. (Um Jacques Tati agressivo?).
O release fala que o roteiro é inspirado na explosiva relação existente entre Werner Herzog e
Klaus Kinski , "investigando a quantidade de emoções que alguém pode
suportar", mas isso , na realidade, não tem a menor importância. Eles
reproduzem (delirantemente, é claro) cenas de alguns filmes realizados
por Herzog-Klinski mas, se você nunca tiver ouvido falar desses dois , o
seu deslumbramento com a performance será o mesmo. Alguém (alô, Grassi)
deveria levar ao Brasil esta cascata de criatividade, talento
histriônico, competência técnica e extremado rigor na realização. E que
nos presenteia, ainda, com o surgimento constante do inesperado. Na
definição que fazem do espetáculo, os criadores afirmam realizar o
"physical movement theatre", com uma performance de estilo tragicômico.
Este foi o momento de glória do CIFET, deixando a platéia absolutamente
fascinada.
2) Se dice de mi (Holanda, novamente), concepção, direção, texto e
interpretação de Kris Niklison. Eis aí um espetáculo cuja melhor
definição talvez fosse essa: inteligente. São três telões e uma atriz.
Música brasileira. Os telões têm velcro e Kris Niklison (cuja roupa
também tem velcro) atira-se aos telões e fica presa neles, como uma
aranha. Ela contracena com as imagens projetadas pelo vídeo e, em um
determinado momento, a atriz é "comida" pelas bocas que surgem projetadas
nos telões. Encenação multimedia, com uso de microfone, vídeo, imagens
projetadas fixas e em movimento , música, dança, acrobacias aéreas. Kris
Niklison é uma atriz de forte comunicabilidade. Não chega a ser brilhante
mas tem inteligência e empatia, Uma "multimedia one-woman-show" ela
canta, dança, faz acrobacias, contracena com as imagens projetadas,
conversa com o público, lembrando às vezes o estilo de Dario Fo (com quem
trabalhou durante um tempo). O texto fala das relações humanas : às
vezes cínico, às vezes sofrido, às vezes ácido, quase sempre com humor.
Kris Niklison , apesar de representar a Holanda, pois vive e trabalha lá
há anos, é argentina, e já esteve no Brasil participando do Festival
Circunferência. Nos créditos projetados no final do espetáculo, uma frase
que talvez traduza bem a noção da ironia do texto: "Obrigada a todos os
amigos que me ajudaram a fazer este espetáculo; e obrigado a todos os
inimigos que me inspiraram."
3) They all are here (Líbano) , roteiro do grupo Al Muhtaraf, a partir de
Beckett. O texto mistura diálogos de algumas peças de Beckett sem
preocupação de "encenar pequenos excertos". A idéia é , com as frases
beckttianas, criar um universo de vazio e solidão, com uma linguagem
baseada nas ações e na criação de imagens significativas. Direção ágil e
criativa. "They all are here" estabeleceu uma relação profunda com a
platéia e trouxe, num festival de teatro árabe, pela primeira vez, a
presença de Saddan Hussein, através de uma foto. Sobre Saddan, que
surgiria outras vezes, e as reações do público, falarei mais abaixo.
4) The train (Coréia do Sul) , de Chungeuy Park mágico, poético,
musical. A montagem sul-coreana , também sem palavras, utiliza dança,
acrobacias, mágicas, mímica. Os atores , extremamente comunicativos,
apresentam invejável precisão de movimentos, impecável domínio técnico
e, segundo o release , trabalham as " emoções através da força poética e
da energia Ki (um conceito oriental que expressa uma espécie de energia
espiritual)". A idéia é de extrema simplicidade: dois mágicos tentam
embarcar num trem ( perderam os tickets) e se relacionam com dois irmãos
(nossos meninos de rua) e a partir daí são criados diversos jogos
cênicos. Algumas cenas desnecessariamente longas fazem com que o roteiro
nem sempre consiga manter o interesse. Entretanto, The train presenteou
o festival com alguns dos seus momentos mais mágicos e poéticos.
5) The Helver's Night (Bósnia-Herzegovina) , de Ingmar Vilkvist. Foi uma
sorte a Comissão Selecionadora ter escolhido este modelo perfeito de um
espetáculo realista que, penso, encantaria até os mais ferrenhos
anti-stanislavskianos. Não me perguntem o que esta encenação com texto,
cenários, figurinos, luz, som , interpretação e, evidentemente, direção
realistas fazia dentro de um festival de teatro experimental. Mas que bom
que foi assim. Um erro crasso da Comissão Selecionadora nos deu a
oportunidade de assistir a um texto fortíssimo, ao mesmo tempo terno e
cruel, simples e terrível. Peça para dois atores, The Helver's Night
(Helver é o nome do personagem principal) possibilita expressivas
performances .
Encenado com perfeito domínio rítmico, The Helver's Night
nos envolve a partir do primeiro momento e nos leva a acompanhar com
interesse crescente , entre o terror e o encantamento, a relação entre
mãe e filho, tendo, presente e pesando sobre nossas cabeças, os tempos
sombrios em que vivemos. É sempre bom termos em mente que esta companhia
viu, viveu e participou dos acontecimentos que estraçalharam o país na
guerra de 1992-1995. Ermin Bravo (Helver) recebeu o Prêmio de Melhor Ator
do Festival e Mirjana Karanovié foi uma das três indicadas para o Prêmio
de Melhor Atriz (votei nela mas fui voto vencido).
O TEATRO DO EGITO?
Quando vou a um festival de teatro em cidades que não são consideradas
como grandes centros de produção teatral, tenho sempre a curiosidade de
perguntar aos promotores se existe, como consequência, um desenvolvimento
qualitativo da produção local. Porque, caso contrário, o festival
significará apenas um evento turístico-teatral, muito mais turismo que teatro.
Fiz essa pergunta no Cairo e a resposta foi sim. E, pelo que pude
assistir, o teatro do Egito tem evoluído nos últimos anos (o festival tem
16 anos): as duas produções que concorreram eram muito bem dirigidas, com
estimulantes linguagens cênicas e com grande capacidade de comunicação
com a platéia. Ao mesmo tempo, na Mostra Paralela, havia 25 encenações
egípcias, num total de 50. Como o CIFET se caracteriza por ser um
festival que privilegia as pesquisas de linguagem isso talvez esteja
permitindo ao teatro egípcio assimilar conteúdos do teatro ocidental e
conciliá-los com tendências de investigação cênica que se realizam
atualmente não só no Ocidente mas, também, na África e na Ásia.
Palmas para a foto de Saddan no espetáculo do Libano
Quando surgiu a foto de Saddan no espetáculo do Líbano (They all are
here) o público bateu palmas vibrantes. Ao final , em conversa com meu
tradutor árabe, ele me perguntou: ?E Saddan Hussein? O senhor o considera
um herói ou um bandido?
O Iraque esteve presente com a peça Sorry Sir, I didnt mean it ,
de Mohtaref Seham Nasser, que discute a presença americana e suas
influências na mudança do estilo de vida no Iraque, O personagem negativo
da peça é o jovem antagonista que carrega os conceitos de vida ocidental
(através de clichês como calça jeans, blusão de couro, cabelo moderninho
com gel, música pop, ginga de rock) . Ele tenta convencer os seus colegas
de geração que o melhor é o modo de vida, as roupas e a música
ocidentais, principalmente os oriundos dos Estados Unidos. E quando
Saddan Hussein foi citado (direta ou indiretamente) a platéia se
manifestou calorosamente ao lado do iraquiano.
Após o espetáculo perguntei a um árabe qual era a imagem de Saddan
Hussein no Egito . Resposta : Agora a atitude correta é bater palmas
para o Saddan para deixar claro que nós, os árabes, estamos unidos e
somos todos contra os americanos.
O Egito , com Emergency Landing, de Khaled Galal, mostrou a já
clássica imagem de Saddan Hussein com a boca aberta, sendo examinado com
a lanterninha . A imediata e espontânea reação da platéia, ao mesmo tempo
aplaudindo (Saddan) e vaiando ( Estados Unidos) refletiu com absoluta
clareza o ódio do povo árabe aos norte-americanos.
Politizando o resultado do festival
Um dado interessante: nas reuniões do júri, uma parte dos meus colegas
supervalorizava visivelmente o espetáculo do Iraque , achando que "Sorry
Sir, I didn't mean it" merecia estar indicado em todas as categorias (e
vencer) . Tentavam argumentos teatrais que se mostraram inconsistentes,
mas ficou claro que buscavam politizar o resultado do festival para
deixar patente o repúdio à agressão norte-americana. O anti-americanismo
fora de lugar destes incansáveis combatentes acabou obtendo para o
Iraque o Prêmio de Melhor Conjunto. Foi um prêmio bem dado mas, se o
Iraque não tivesse sido invadido, talvez a estátua de Thot, a Deusa da
Sabedoria, tivesse ido parar nas mãos de um dos dois espetáculos
egípcios, mais merecedores, e que se caracterizaram por uma garra
coletiva e uma indiscutível alegria por estar em cena.
Bush transformou Saddan no herói da união árabe
Herói ou bandido? Não me parecia uma pergunta que ele (Levi refere-se à pergunta do seu tradutor árabe) me dirigia procurando saber minha resposta. A questão colocada parecia refletir uma certa encruzilhada em que se encontra hoje o sentimento árabe. Todos
sabem que Saddan era um ditador e um criminoso, e os egípcios estão bem
informados a respeito do que é uma ditadura, já que Mubarak está no poder
há 24 anos. Por isso, bandido. Mas todos sabem também que a imagem
humilhada de Saddan sendo examinado pelo médico americano, hoje se
transforma num símbolo da união árabe contra o inimigo maior, os Estados
Unidos. Por isso, vítima. Por isso, herói.
A política equivocada de Bush , que nunca previu que seria fácil
derrubar Saddan mas quase impossível permanecer no Iraque, conseguiu
transformar o ditador iraquiano no herói da união árabe.
Percebe-se, com nitidez, que o ódio aos americanos é infinitamente mais
forte que a admiração por Saddan, mas Saddan, preso e humilhado, virou
a possibilidade de unir emocionalmente todos os árabes contra Bush e sua
política. Num festival internacional, com artistas vindos dos mais
diferentes países, era visível que os americanos estão cada vez mais
detestados e que esse ódio se espalha cada vez mais rapidamente pelo
mundo. (Ironicamente, o Presidente da Comissão Julgadora era um encenador
americano. Entretanto, ele sempre foi muito bem tratado, como todos nós,
aliás).
UM POUCO DE CAIRO
O Cairo não tem sinais de trânsito! São vinte milhões de habitantes num
país sem indústria automobilística e sem dinheiro para importar
automóveis. Os carros são velhíssimos, todos com pequenos e médios
amassados e ninguém se preocupa em fazer lanternagem. Dirigem na
contra-mão na frente dos guardas, fazem contornos absolutamente proibidos
por qualquer engenharia de trânsito, os cruzamentos são algo inconcebível
e, no meio do caos, vislumbra-se o tranquilo trote dos cavalos, puxando
inacreditáveis charretes. Como não há sinais (há, mas pouquíssimos, e
nem sempre os motoristas os respeitam) para que não batam uns nos outros
e para que não atropelem as pessoas que atravessam as ruas pelo meio dos
automóveis, é o local do mundo onde mais se buzina.
Buzina para que te quero
Todos buzinam. Para tudo : para não bater noutro carro, para não atropelar a moça toda de negro e que só mostra os olhos no meio do véu, buzinam para
cumprimentar um amigo num outro carro e que, por ser bem educado, devolve
o cumprimento buzinando de volta. É o trânsito mais caótico e mais
barulhento do planeta (imaginem: vinte milhões de habitantes!). No centro
da cidade, a hora do rush vai das sete da manhã às três da madrugada. E
tome de buzina! Da minha janela do hotel eu ficava olhando o tráfego,
fascinado. Fosse pela manhã ou durante a madrugada o movimento (e as
buzinadas) eram absolutamente iguais!
De todas as cidades que conheci é a mais suja. Imunda. É considerada como
uma das cidades de maior poluição do mundo. No Mercado Árabe a comida é
feita ao ar livre e ao lado do container de lixo. A higiene não é o forte.
"No, no money" -- o jôgo de sedução dos comerciantes do Cairo
E os árabes, que vendem tudo a todo mundo? As táticas estão ficando cada
vez mais sofisticadas. Eles sempre te abordam quando você passa pela calçada isso é o normal.
Mas o mais interessante é encontrar"casualmente" com você, bem no meio da rua, tentando atravessar para o outro lado . Eles dizem: " cuidado que o trânsito aqui é muito perigoso",
e vão te ajudando, fazendo sinal para os carros pararem para que possamos
atravessar e entabulam um papo "whérduiúcamifrom" e você diz que é do
Brasil, "Oh, Brasília! (não sei porque chamam Brasil de Brasília!),
Ronaldinho, I love Brasília", e ao perceber que você já está achando que
vem jogo de sedução vão logo dizendo "No No money, no money" ( o que
significa ? não quero tirar dinheiro de você) e não te largam mais até
você entrar no loja deles ou dar um basta.
No início é interessante fazer o jogo dos comerciantes-que-fazem-ponto-na-rua para ver como é. Depois, cansa, e a melhor estratégia é você já nem dar mais resposta
quando recebe o assédio. E a ajuda para passar ao outro lado da rua é
desnecessária para quem já atravessou a Presidente Vargas fora do sinal!
Entretanto, não há perigo nas ruas (fora morrer atropelado) , não há
assaltos, anda-se de noite pelo centro com tranquilidade. E as lojas
estão abertas até meia-noite, pelo menos.
Todos prometem descontos , "Mas só hoje, porque amanhã vou fechar a loja
por três dias porque minha irmã vai se casar!", mentem descaradamente e
quando você diz que está com pressa, mas volta amanhã, dizem que a loja
fica aberta o dia todo, esquecendo-se de que a irmã vai (ia)se casar. E o
folclore do mercado árabe permanece até hoje: quando vêem que você está
interessado num produto mas está achando caro, acabam baixando o preço em
até 80 por cento!!!
Doutor das Flores
Quando estávamos passando em frente ao Museu do Cairo apareceu um senhor
bem vestido, também nos ajudando a atravessar a rua e que se apresentou
como "Doutor das Flores" , "no money, no money", e disse que cuidava dos
jardins do Museu . Perguntou de onde éramos e "Ó, Brasília! Futebol,
Ronaldinho!! Mas eu adorava o Zizinho!" (Zizinho?! Onde este homem ouviu
falar de Zizinho?!). O Doutor das Flores despediu-se, deu dois passos e
"Ah, posso dar uma sugestão?" Ao entrar no Museu, sigam direto para o
segundo andar onde estão os fantásticos tesouros encontrados no túmulo
do Tutankamon. Pode ser que vocês não tenham tempo de ver tudo e é melhor
garantir logo o filé-mignon do Museu. Outro até logo, mais dois passos
e "Ah, e eu tenho uma lojinha que vende ...."
O melhor teatro egípcio é o que se faz nas ruas do Cairo...
16o. Festival Internacional de Teatro Experimental do Cairo
TEATRO, SADDAN E O DOUTOR DAS FLORES
Os países participantes foram Rússia, Ucrânia, România, Holanda, Coreia
do Sul, Sérvia- Montenegro, Armênia, Bósnia-Herzegovina, França, Áustria,
Eslováquia e os árabes Líbia, Argélia, Jordânia, Líbano, Palestina,
Iraque, Sudão, Turquia, Síria, Arábia Saudita e Egito.
O júri foi formado por diretores, autores e atores/atrizes de: França,
China, Egito, Japão, Estados Unidos, Holanda, Índia, Argélia, Itália,
Canadá e Brasil.
O Festival promove um Simpósio e uma mostra paralela, além dos 24 espetáculos em competição, a Mostra Paralela contou neste ano, com 50 peças.
OS CINCO MOMENTOS DE FASCÍNIO E PRAZER
Este ano houve uma visível ausência de critério, por parte da Comissão
Selecionadora, sobre o que deveria ser considerado como "teatro
experimental". É evidente que esta é uma definição nada matemática e cada
um tem na sua cabeça o significado de "experimental", mas uma Comissão
deve ter em mente um conjunto de critérios básicos comuns. A platéia foi
surpreendida com alguns espetáculos que se valiam de uma linguagem
claramente tradicional o que não quer dizer necessariamente velha e
nem ultrapassada -- junto a outras encenações onde se reconhecia
claramente uma preocupação com a pesquisa cênica.
Dos 24 espetáculos, cinco traziam um excepcional nível de qualidade:
Holanda (dois), Líbano, Bósnia-Herzegovina e Coréia do Sul. Ao mesmo
tempo, foram selecionadas algumas encenações que eram tão primárias que
chegamos a comentar que só eram "experimentais" na medida em que, como os
grupos pareciam não saber nada de teatro, só lhes restava mesmo
experimentar o que desse e viesse.(as apresentações do Sudão,
Sérvia-Montenegro, Rússia, Armênia, Jordânia, Palestina e Arábia Saudita
foram os momentos mais desconcertantes).
Gostaria de comentar rapidamente as cinco montagens mais significativas.
1) Bambie 8 (Holanda) , de Jochem Stavenuiter e Paul van der Laan
Excepcional! Coisa rara de ser vista! Prêmio de Melhor Espetáculo
(dividido com They all are here, do Líbano) e Prêmio de Melhor Direção,
além da Indicação para Melhor Cenografia e com excelentes trabalhos de
interpretação. O espetáculo é uma surpreendente sequência de ações não
verbais, absolutamente delirante, com três atores de extremado domínio
corporal realizando com magnífica precisão e humor trajetórias do mais
completo non-sense. (Um Jacques Tati agressivo?).
O release fala que o roteiro é inspirado na explosiva relação existente entre Werner Herzog e
Klaus Kinski , "investigando a quantidade de emoções que alguém pode
suportar", mas isso , na realidade, não tem a menor importância. Eles
reproduzem (delirantemente, é claro) cenas de alguns filmes realizados
por Herzog-Klinski mas, se você nunca tiver ouvido falar desses dois , o
seu deslumbramento com a performance será o mesmo. Alguém (alô, Grassi)
deveria levar ao Brasil esta cascata de criatividade, talento
histriônico, competência técnica e extremado rigor na realização. E que
nos presenteia, ainda, com o surgimento constante do inesperado. Na
definição que fazem do espetáculo, os criadores afirmam realizar o
"physical movement theatre", com uma performance de estilo tragicômico.
Este foi o momento de glória do CIFET, deixando a platéia absolutamente
fascinada.
2) Se dice de mi (Holanda, novamente), concepção, direção, texto e
interpretação de Kris Niklison. Eis aí um espetáculo cuja melhor
definição talvez fosse essa: inteligente. São três telões e uma atriz.
Música brasileira. Os telões têm velcro e Kris Niklison (cuja roupa
também tem velcro) atira-se aos telões e fica presa neles, como uma
aranha. Ela contracena com as imagens projetadas pelo vídeo e, em um
determinado momento, a atriz é "comida" pelas bocas que surgem projetadas
nos telões. Encenação multimedia, com uso de microfone, vídeo, imagens
projetadas fixas e em movimento , música, dança, acrobacias aéreas. Kris
Niklison é uma atriz de forte comunicabilidade. Não chega a ser brilhante
mas tem inteligência e empatia, Uma "multimedia one-woman-show" ela
canta, dança, faz acrobacias, contracena com as imagens projetadas,
conversa com o público, lembrando às vezes o estilo de Dario Fo (com quem
trabalhou durante um tempo). O texto fala das relações humanas : às
vezes cínico, às vezes sofrido, às vezes ácido, quase sempre com humor.
Kris Niklison , apesar de representar a Holanda, pois vive e trabalha lá
há anos, é argentina, e já esteve no Brasil participando do Festival
Circunferência. Nos créditos projetados no final do espetáculo, uma frase
que talvez traduza bem a noção da ironia do texto: "Obrigada a todos os
amigos que me ajudaram a fazer este espetáculo; e obrigado a todos os
inimigos que me inspiraram."
3) They all are here (Líbano) , roteiro do grupo Al Muhtaraf, a partir de
Beckett. O texto mistura diálogos de algumas peças de Beckett sem
preocupação de "encenar pequenos excertos". A idéia é , com as frases
beckttianas, criar um universo de vazio e solidão, com uma linguagem
baseada nas ações e na criação de imagens significativas. Direção ágil e
criativa. "They all are here" estabeleceu uma relação profunda com a
platéia e trouxe, num festival de teatro árabe, pela primeira vez, a
presença de Saddan Hussein, através de uma foto. Sobre Saddan, que
surgiria outras vezes, e as reações do público, falarei mais abaixo.
4) The train (Coréia do Sul) , de Chungeuy Park mágico, poético,
musical. A montagem sul-coreana , também sem palavras, utiliza dança,
acrobacias, mágicas, mímica. Os atores , extremamente comunicativos,
apresentam invejável precisão de movimentos, impecável domínio técnico
e, segundo o release , trabalham as " emoções através da força poética e
da energia Ki (um conceito oriental que expressa uma espécie de energia
espiritual)". A idéia é de extrema simplicidade: dois mágicos tentam
embarcar num trem ( perderam os tickets) e se relacionam com dois irmãos
(nossos meninos de rua) e a partir daí são criados diversos jogos
cênicos. Algumas cenas desnecessariamente longas fazem com que o roteiro
nem sempre consiga manter o interesse. Entretanto, The train presenteou
o festival com alguns dos seus momentos mais mágicos e poéticos.
5) The Helver's Night (Bósnia-Herzegovina) , de Ingmar Vilkvist. Foi uma
sorte a Comissão Selecionadora ter escolhido este modelo perfeito de um
espetáculo realista que, penso, encantaria até os mais ferrenhos
anti-stanislavskianos. Não me perguntem o que esta encenação com texto,
cenários, figurinos, luz, som , interpretação e, evidentemente, direção
realistas fazia dentro de um festival de teatro experimental. Mas que bom
que foi assim. Um erro crasso da Comissão Selecionadora nos deu a
oportunidade de assistir a um texto fortíssimo, ao mesmo tempo terno e
cruel, simples e terrível. Peça para dois atores, The Helver's Night
(Helver é o nome do personagem principal) possibilita expressivas
performances .
Encenado com perfeito domínio rítmico, The Helver's Night
nos envolve a partir do primeiro momento e nos leva a acompanhar com
interesse crescente , entre o terror e o encantamento, a relação entre
mãe e filho, tendo, presente e pesando sobre nossas cabeças, os tempos
sombrios em que vivemos. É sempre bom termos em mente que esta companhia
viu, viveu e participou dos acontecimentos que estraçalharam o país na
guerra de 1992-1995. Ermin Bravo (Helver) recebeu o Prêmio de Melhor Ator
do Festival e Mirjana Karanovié foi uma das três indicadas para o Prêmio
de Melhor Atriz (votei nela mas fui voto vencido).
O TEATRO DO EGITO?
Quando vou a um festival de teatro em cidades que não são consideradas
como grandes centros de produção teatral, tenho sempre a curiosidade de
perguntar aos promotores se existe, como consequência, um desenvolvimento
qualitativo da produção local. Porque, caso contrário, o festival
significará apenas um evento turístico-teatral, muito mais turismo que teatro.
Fiz essa pergunta no Cairo e a resposta foi sim. E, pelo que pude
assistir, o teatro do Egito tem evoluído nos últimos anos (o festival tem
16 anos): as duas produções que concorreram eram muito bem dirigidas, com
estimulantes linguagens cênicas e com grande capacidade de comunicação
com a platéia. Ao mesmo tempo, na Mostra Paralela, havia 25 encenações
egípcias, num total de 50. Como o CIFET se caracteriza por ser um
festival que privilegia as pesquisas de linguagem isso talvez esteja
permitindo ao teatro egípcio assimilar conteúdos do teatro ocidental e
conciliá-los com tendências de investigação cênica que se realizam
atualmente não só no Ocidente mas, também, na África e na Ásia.
Palmas para a foto de Saddan no espetáculo do Libano
Quando surgiu a foto de Saddan no espetáculo do Líbano (They all are
here) o público bateu palmas vibrantes. Ao final , em conversa com meu
tradutor árabe, ele me perguntou: ?E Saddan Hussein? O senhor o considera
um herói ou um bandido?
O Iraque esteve presente com a peça Sorry Sir, I didnt mean it ,
de Mohtaref Seham Nasser, que discute a presença americana e suas
influências na mudança do estilo de vida no Iraque, O personagem negativo
da peça é o jovem antagonista que carrega os conceitos de vida ocidental
(através de clichês como calça jeans, blusão de couro, cabelo moderninho
com gel, música pop, ginga de rock) . Ele tenta convencer os seus colegas
de geração que o melhor é o modo de vida, as roupas e a música
ocidentais, principalmente os oriundos dos Estados Unidos. E quando
Saddan Hussein foi citado (direta ou indiretamente) a platéia se
manifestou calorosamente ao lado do iraquiano.
Após o espetáculo perguntei a um árabe qual era a imagem de Saddan
Hussein no Egito . Resposta : Agora a atitude correta é bater palmas
para o Saddan para deixar claro que nós, os árabes, estamos unidos e
somos todos contra os americanos.
O Egito , com Emergency Landing, de Khaled Galal, mostrou a já
clássica imagem de Saddan Hussein com a boca aberta, sendo examinado com
a lanterninha . A imediata e espontânea reação da platéia, ao mesmo tempo
aplaudindo (Saddan) e vaiando ( Estados Unidos) refletiu com absoluta
clareza o ódio do povo árabe aos norte-americanos.
Politizando o resultado do festival
Um dado interessante: nas reuniões do júri, uma parte dos meus colegas
supervalorizava visivelmente o espetáculo do Iraque , achando que "Sorry
Sir, I didn't mean it" merecia estar indicado em todas as categorias (e
vencer) . Tentavam argumentos teatrais que se mostraram inconsistentes,
mas ficou claro que buscavam politizar o resultado do festival para
deixar patente o repúdio à agressão norte-americana. O anti-americanismo
fora de lugar destes incansáveis combatentes acabou obtendo para o
Iraque o Prêmio de Melhor Conjunto. Foi um prêmio bem dado mas, se o
Iraque não tivesse sido invadido, talvez a estátua de Thot, a Deusa da
Sabedoria, tivesse ido parar nas mãos de um dos dois espetáculos
egípcios, mais merecedores, e que se caracterizaram por uma garra
coletiva e uma indiscutível alegria por estar em cena.
Bush transformou Saddan no herói da união árabe
Herói ou bandido? Não me parecia uma pergunta que ele (Levi refere-se à pergunta do seu tradutor árabe) me dirigia procurando saber minha resposta. A questão colocada parecia refletir uma certa encruzilhada em que se encontra hoje o sentimento árabe. Todos
sabem que Saddan era um ditador e um criminoso, e os egípcios estão bem
informados a respeito do que é uma ditadura, já que Mubarak está no poder
há 24 anos. Por isso, bandido. Mas todos sabem também que a imagem
humilhada de Saddan sendo examinado pelo médico americano, hoje se
transforma num símbolo da união árabe contra o inimigo maior, os Estados
Unidos. Por isso, vítima. Por isso, herói.
A política equivocada de Bush , que nunca previu que seria fácil
derrubar Saddan mas quase impossível permanecer no Iraque, conseguiu
transformar o ditador iraquiano no herói da união árabe.
Percebe-se, com nitidez, que o ódio aos americanos é infinitamente mais
forte que a admiração por Saddan, mas Saddan, preso e humilhado, virou
a possibilidade de unir emocionalmente todos os árabes contra Bush e sua
política. Num festival internacional, com artistas vindos dos mais
diferentes países, era visível que os americanos estão cada vez mais
detestados e que esse ódio se espalha cada vez mais rapidamente pelo
mundo. (Ironicamente, o Presidente da Comissão Julgadora era um encenador
americano. Entretanto, ele sempre foi muito bem tratado, como todos nós,
aliás).
UM POUCO DE CAIRO
O Cairo não tem sinais de trânsito! São vinte milhões de habitantes num
país sem indústria automobilística e sem dinheiro para importar
automóveis. Os carros são velhíssimos, todos com pequenos e médios
amassados e ninguém se preocupa em fazer lanternagem. Dirigem na
contra-mão na frente dos guardas, fazem contornos absolutamente proibidos
por qualquer engenharia de trânsito, os cruzamentos são algo inconcebível
e, no meio do caos, vislumbra-se o tranquilo trote dos cavalos, puxando
inacreditáveis charretes. Como não há sinais (há, mas pouquíssimos, e
nem sempre os motoristas os respeitam) para que não batam uns nos outros
e para que não atropelem as pessoas que atravessam as ruas pelo meio dos
automóveis, é o local do mundo onde mais se buzina.
Buzina para que te quero
Todos buzinam. Para tudo : para não bater noutro carro, para não atropelar a moça toda de negro e que só mostra os olhos no meio do véu, buzinam para
cumprimentar um amigo num outro carro e que, por ser bem educado, devolve
o cumprimento buzinando de volta. É o trânsito mais caótico e mais
barulhento do planeta (imaginem: vinte milhões de habitantes!). No centro
da cidade, a hora do rush vai das sete da manhã às três da madrugada. E
tome de buzina! Da minha janela do hotel eu ficava olhando o tráfego,
fascinado. Fosse pela manhã ou durante a madrugada o movimento (e as
buzinadas) eram absolutamente iguais!
De todas as cidades que conheci é a mais suja. Imunda. É considerada como
uma das cidades de maior poluição do mundo. No Mercado Árabe a comida é
feita ao ar livre e ao lado do container de lixo. A higiene não é o forte.
"No, no money" -- o jôgo de sedução dos comerciantes do Cairo
E os árabes, que vendem tudo a todo mundo? As táticas estão ficando cada
vez mais sofisticadas. Eles sempre te abordam quando você passa pela calçada isso é o normal.
Mas o mais interessante é encontrar"casualmente" com você, bem no meio da rua, tentando atravessar para o outro lado . Eles dizem: " cuidado que o trânsito aqui é muito perigoso",
e vão te ajudando, fazendo sinal para os carros pararem para que possamos
atravessar e entabulam um papo "whérduiúcamifrom" e você diz que é do
Brasil, "Oh, Brasília! (não sei porque chamam Brasil de Brasília!),
Ronaldinho, I love Brasília", e ao perceber que você já está achando que
vem jogo de sedução vão logo dizendo "No No money, no money" ( o que
significa ? não quero tirar dinheiro de você) e não te largam mais até
você entrar no loja deles ou dar um basta.
No início é interessante fazer o jogo dos comerciantes-que-fazem-ponto-na-rua para ver como é. Depois, cansa, e a melhor estratégia é você já nem dar mais resposta
quando recebe o assédio. E a ajuda para passar ao outro lado da rua é
desnecessária para quem já atravessou a Presidente Vargas fora do sinal!
Entretanto, não há perigo nas ruas (fora morrer atropelado) , não há
assaltos, anda-se de noite pelo centro com tranquilidade. E as lojas
estão abertas até meia-noite, pelo menos.
Todos prometem descontos , "Mas só hoje, porque amanhã vou fechar a loja
por três dias porque minha irmã vai se casar!", mentem descaradamente e
quando você diz que está com pressa, mas volta amanhã, dizem que a loja
fica aberta o dia todo, esquecendo-se de que a irmã vai (ia)se casar. E o
folclore do mercado árabe permanece até hoje: quando vêem que você está
interessado num produto mas está achando caro, acabam baixando o preço em
até 80 por cento!!!
Doutor das Flores
Quando estávamos passando em frente ao Museu do Cairo apareceu um senhor
bem vestido, também nos ajudando a atravessar a rua e que se apresentou
como "Doutor das Flores" , "no money, no money", e disse que cuidava dos
jardins do Museu . Perguntou de onde éramos e "Ó, Brasília! Futebol,
Ronaldinho!! Mas eu adorava o Zizinho!" (Zizinho?! Onde este homem ouviu
falar de Zizinho?!). O Doutor das Flores despediu-se, deu dois passos e
"Ah, posso dar uma sugestão?" Ao entrar no Museu, sigam direto para o
segundo andar onde estão os fantásticos tesouros encontrados no túmulo
do Tutankamon. Pode ser que vocês não tenham tempo de ver tudo e é melhor
garantir logo o filé-mignon do Museu. Outro até logo, mais dois passos
e "Ah, e eu tenho uma lojinha que vende ...."
O melhor teatro egípcio é o que se faz nas ruas do Cairo...
27.11.04
A blogueira e escritora Claudia Letti ao vivo e a cores na noite de
autógrafos do seu livro Onde não se responde, primeira publicação da Coleção Literatura Brasileira e Internet. Linda e elegante com um vestido
justo de cetim azul perolado, realçando o corpo malhado (acho que
ela malha) e sandalias de salto alto da mesma cor.
Fotografando na fila de autógrafos -- péssima fotografa. Sorry.
Foto para o meu album: Ernesto, Flavia -- a mãe do Ernesto, e a
menina mais linda da festa, a Marina.
23.11.04
Parangolé de uma blogueira enbrolada com a virtual e a real
Os meus amigos e leitores desse blog desculpem as pausas e interrupções dos posts aqui. Prometo que a partir de agora terá pelo menos uma postagem semanal. Certo?
E aproveito para comunicar que agora estou um pouco menos acelerada porque um dos meus projetos profissionais para este ano, o Parangolé da Vila, estreiou esta semana na mostra de dança Dialogando com a diferença, no Teatro Cacilda Becker -- uma promoção da Faculdade Escola Angel Vianna.
Up date: esse post foi copiado do Teatro ETC & Tal mas tá valendo agora também para este blog . Estou voltando a postar aqui no Artimanhas. Ah, e a primeira apresentação do Nosso Parangolé da Vila foi em agosto do ano passado e os posts a seguir também são desse mês.
Alguns posts do outro blog vou postar aqui também porque por estranho que possa parecer, quem vem aqui, difícilmente vai ao outro blog. Nunca entendí o porquê disso.
PARANGOLÉ DA VILA
é o título de uma performance de dança com os meninos e meninas do PETI (Comunidade do Morro dos Macacos, meus alunos de expressão corporal na FUNLAR de Vila Isabel , com a concepção, direção, e coreografia desta escriba. Este trabalho faz parte do projeto anual das minhas aulas -- um work-in-progress baseado nos famosos "parangolés" criados pelo artista plástico Helio Oiticica.
É uma homenagem ao Helio pela comemoração dos quarenta anos de criação dos "parangolés", em julho de 1964. E não por acaso, o nosso planejamento de trabalho no ano em curso, dentro do Projeto Angel Vianna na FUNLAR, teve como referência os objetos relacionais criados pela artista plástica Lygia Clark.
O que é o Parangolé
agitação súbita ou alegria inesperada, era o significado de parangolé na gíria dos morros cariocas nos anos 60. Era tanto o burburinho de uma roda de samba quanto o susto de uma batida policial.
Mas para Oiticica, parangolés eram capas de seda, algodão ou náilon, criadas por ele, e apresentadas pela primeira vez em 1965, no MAM do Rio de Janeiro, com a participação especial dos passistas e sambistas da Mangueira. Essa apresentação foi um ato de protesto do artista, quando à época, foi proibido de expor suas obras nesse espaço.
Aproveitando o parangolé, uma homenagem a dois grandes artistas da nossa MPB : ADRIANA CALCANHOTO e MARTINHO DA VILA. A performance corporal de Parangolé da Vila é realizada ao som deParangolé Pamplona do disco Maritimo da minha conterranea Adriana -- agora ADRIANA PARTIMPIM, com o sucesso desse seu último disco. E no final o samba no pé e no coração, com Canta, canta minha gente do da Vila.
Os meus amigos e leitores desse blog desculpem as pausas e interrupções dos posts aqui. Prometo que a partir de agora terá pelo menos uma postagem semanal. Certo?
E aproveito para comunicar que agora estou um pouco menos acelerada porque um dos meus projetos profissionais para este ano, o Parangolé da Vila, estreiou esta semana na mostra de dança Dialogando com a diferença, no Teatro Cacilda Becker -- uma promoção da Faculdade Escola Angel Vianna.
Up date: esse post foi copiado do Teatro ETC & Tal mas tá valendo agora também para este blog . Estou voltando a postar aqui no Artimanhas. Ah, e a primeira apresentação do Nosso Parangolé da Vila foi em agosto do ano passado e os posts a seguir também são desse mês.
Alguns posts do outro blog vou postar aqui também porque por estranho que possa parecer, quem vem aqui, difícilmente vai ao outro blog. Nunca entendí o porquê disso.
PARANGOLÉ DA VILA
é o título de uma performance de dança com os meninos e meninas do PETI (Comunidade do Morro dos Macacos, meus alunos de expressão corporal na FUNLAR de Vila Isabel , com a concepção, direção, e coreografia desta escriba. Este trabalho faz parte do projeto anual das minhas aulas -- um work-in-progress baseado nos famosos "parangolés" criados pelo artista plástico Helio Oiticica.
É uma homenagem ao Helio pela comemoração dos quarenta anos de criação dos "parangolés", em julho de 1964. E não por acaso, o nosso planejamento de trabalho no ano em curso, dentro do Projeto Angel Vianna na FUNLAR, teve como referência os objetos relacionais criados pela artista plástica Lygia Clark.
O que é o Parangolé
agitação súbita ou alegria inesperada, era o significado de parangolé na gíria dos morros cariocas nos anos 60. Era tanto o burburinho de uma roda de samba quanto o susto de uma batida policial.
Mas para Oiticica, parangolés eram capas de seda, algodão ou náilon, criadas por ele, e apresentadas pela primeira vez em 1965, no MAM do Rio de Janeiro, com a participação especial dos passistas e sambistas da Mangueira. Essa apresentação foi um ato de protesto do artista, quando à época, foi proibido de expor suas obras nesse espaço.
Aproveitando o parangolé, uma homenagem a dois grandes artistas da nossa MPB : ADRIANA CALCANHOTO e MARTINHO DA VILA. A performance corporal de Parangolé da Vila é realizada ao som deParangolé Pamplona do disco Maritimo da minha conterranea Adriana -- agora ADRIANA PARTIMPIM, com o sucesso desse seu último disco. E no final o samba no pé e no coração, com Canta, canta minha gente do da Vila.
22.11.04
Fotos da performance PARANGOLÉ DA VILA" com roteiro e coreografia desta escriba, com os meninos e meninas do PETI, apresentada no Teatro Experimental Cacilda Becker, em agosto deste ano. Fizemos outra apresentação agora na Semana da Cultura e eu ainda não conseguí umas fotos melhores. Mas estas é apenas para dar uma idéia do espetáculo.
13.11.04
23.10.04
Manifesto Antropofágico
Só a Antropofagia nos une. Socialmente. Economicamente. Filosoficamente.
Única lei do mundo. Expressão mascarada de todos os individualismos, de todos os coletivismos. De todas as religiões. De todos os tratados de paz.
Tupi, or not tupi that is the question.
Contra todas as catequeses. E contra a mãe dos Gracos.
Só me interessa o que não é meu. Lei do homem. Lei do antropófago.
Estamos fatigados de todos os maridos católicos suspeitosos postos em drama. Freud acabou com o enigma mulher e com outros sustos da psicologia impressa.
O que atropelava a verdade era a roupa, o impermeável entre o mundo interior e o mundo exterior. A reação contra o homem vestido. O cinema americano informará.
Filhos do sol, mãe dos viventes. Encontrados e amados ferozmente, com toda a hipocrisia da saudade, pelos imigrados, pelos traficados e pelos touristes. No país da cobra grande.
Foi porque nunca tivemos gramáticas, nem coleções de velhos vegetais. E nunca soubemos
o que era urbano, suburbano, fronteiriço e continental. Preguiçosos no mapa-múndi do Brasil.
Uma consciência participante, uma rítmica religiosa.
Contra todos os importadores de consciência enlatada. A existência palpável da vida. E a mentalidade pré-lógica para o Sr. Lévy-Bruhl estudar.
Queremos a Revolução Caraíba. Maior que a Revolução Francesa. A unificação de todas as revoltas eficazes na direção do homem. Sem nós a Europa não teria sequer a sua pobre declaração dos direitos do homem.
A idade de ouro anunciada pela América. A idade de ouro. E todas as girls.
Filiação. O contato com o Brasil Caraíba. Ori Villegaignon print terre. Montaigne. O homem natural. Rousseau. Da Revolução Francesa ao Romantismo, à Revolução Bolchevista, à Revolução Surrealista e ao bárbaro tecnizado de Keyserling. Caminhamos.
Nunca fomos catequizados. Vivemos através de um direito sonâmbulo. Fizemos Cristo nascer na Bahia. Ou em Belém do Pará.
Mas nunca admitimos o nascimento da lógica entre nós.
Contra o Padre Vieira. Autor do nosso primeiro empréstimo, para ganhar comissão. O rei-analfabeto dissera-lhe: ponha isso no papel mas sem muita lábia. Fez-se o empréstimo. Gravou-se o açúcar brasileiro. Vieira deixou o dinheiro em Portugal e nos trouxe a lábia.
O espírito recusa-se a conceber o espírito sem o corpo. O antropomorfismo. Necessidade da vacina antropofágica. Para o equilíbrio contra as religiões de meridiano. E as inquisições exteriores.
Só podemos atender ao mundo orecular.
Tínhamos a justiça codificação da vingança. A ciência codificação da Magia. Antropofagia. A transformação permanente do Tabu em totem.
Contra o mundo reversível e as idéias objetivadas. Cadaverizadas. O stop do pensamento que é dinâmico. O indivíduo vítima do sistema. Fonte das injustiças clássicas. Das injustiças românticas. E o esquecimento das conquistas interiores.
Roteiros. Roteiros. Roteiros. Roteiros. Roteiros. Roteiros. Roteiros.
O instinto Caraíba.
Morte e vida das hipóteses. Da equação eu parte do Cosmos ao axioma Cosmos parte do eu. Subsistência. Conhecimento. Antropofagia.
Contra as elites vegetais. Em comunicação com o solo.
Nunca fomos catequizados. Fizemos foi Carnaval. O índio vestido de senador do Império. Fingindo de Pitt. Ou figurando nas óperas de Alencar cheio de bons sentimentos portugueses.
Já tínhamos o comunismo. Já tínhamos a língua surrealista. A idade de ouro.
Catiti Catiti
Imara Notiá
Notiá Imara
Ipeju*
A magia e a vida. Tínhamos a relação e a distribuição dos bens físicos, dos bens morais, dos bens dignários. E sabíamos transpor o mistério e a morte com o auxílio de algumas formas gramaticais.
Perguntei a um homem o que era o Direito. Ele me respondeu que era a garantia do exercício da possibilidade. Esse homem chamava-se Galli Mathias. Comia.
Só não há determinismo onde há mistério. Mas que temos nós com isso?
Contra as histórias do homem que começam no Cabo Finisterra. O mundo não datado. Não rubricado. Sem Napoleão. Sem César.
A fixação do progresso por meio de catálogos e aparelhos de televisão. Só a maquinaria. E os transfusores de sangue.
Contra as sublimações antagônicas. Trazidas nas caravelas.
Contra a verdade dos povos missionários, definida pela sagacidade de um antropófago, o Visconde de Cairu: - É mentira muitas vezes repetida.
Mas não foram cruzados que vieram. Foram fugitivos de uma civilização que estamos comendo, porque somos fortes e vingativos como o Jabuti.
Se Deus é a consciênda do Universo Incriado, Guaraci é a mãe dos viventes. Jaci é a mãe dos vegetais.
Não tivemos especulação. Mas tínhamos adivinhação. Tínhamos Política que é a ciência da distribuição. E um sistema social-planetário.
As migrações. A fuga dos estados tediosos. Contra as escleroses urbanas. Contra os Conservatórios e o tédio especulativo.
De William James e Voronoff. A transfiguração do Tabu em totem. Antropofagia.
O pater famílias e a criação da Moral da Cegonha: Ignorância real das coisas+ fala de imaginação + sentimento de autoridade ante a prole curiosa.
É preciso partir de um profundo ateísmo para se chegar à idéia de Deus. Mas a caraíba não precisava. Porque tinha Guaraci.
O objetivo criado reage com os Anjos da Queda. Depois Moisés divaga. Que temos nós com isso?
Antes dos portugueses descobrirem o Brasil, o Brasil tinha descoberto a felicidade.
Contra o índio de tocheiro. O índio filho de Maria, afilhado de Catarina de Médicis e genro de D. Antônio de Mariz.
A alegria é a prova dos nove.
No matriarcado de Pindorama.
Contra a Memória fonte do costume. A experiência pessoal renovada.
Somos concretistas. As idéias tomam conta, reagem, queimam gente nas praças públicas. Suprimarnos as idéias e as outras paralisias. Pelos roteiros. Acreditar nos sinais, acreditar nos instrumentos e nas estrelas.
Contra Goethe, a mãe dos Gracos, e a Corte de D. João VI.
A alegria é a prova dos nove.
A luta entre o que se chamaria Incriado e a Criatura - ilustrada pela contradição permanente do homem e o seu Tabu. O amor cotidiano e o modusvivendi capitalista. Antropofagia. Absorção do inimigo sacro. Para transformá-lo em totem. A humana aventura. A terrena finalidade. Porém, só as puras elites conseguiram realizar a antropofagia carnal, que traz em si o mais alto sentido da vida e evita todos os males identificados por Freud, males catequistas. O que se dá não é uma sublimação do instinto sexual. É a escala termométrica do instinto antropofágico. De carnal, ele se torna eletivo e cria a amizade. Afetivo, o amor. Especulativo, a ciência. Desvia-se e transfere-se. Chegamos ao aviltamento. A baixa antropofagia aglomerada nos pecados de catecismo - a inveja, a usura, a calúnia, o assassinato. Peste dos chamados povos cultos e cristianizados, é contra ela que estamos agindo. Antropófagos.
Contra Anchieta cantando as onze mil virgens do céu, na terra de Iracema, - o patriarca João Ramalho fundador de São Paulo.
A nossa independência ainda não foi proclamada. Frape típica de D. João VI: - Meu filho, põe essa coroa na tua cabeça, antes que algum aventureiro o faça! Expulsamos a dinastia. É preciso expulsar o espírito bragantino, as ordenações e o rapé de Maria da Fonte.
Contra a realidade social, vestida e opressora, cadastrada por Freud - a realidade sem complexos, sem loucura, sem prostituições e sem penitenciárias do matriarcado de Pindorama.
OSWALD DE ANDRADE Em Piratininga
Ano 374 da Deglutição do Bispo
Sardinha." (Revista de Antropofagia,
Ano 1, No. 1, maio de 1928.)
* "Lua Nova, ó Lua Nova, assopra em
Fulano lembranças de mim", in
O Selvagem, de Couto Magalhães
Oswald de Andrade alude ironicamente a um episódio da história do Brasil: o naufrágio do navio em que viajava um bispo português, seguido da morte do mesmo bispo, devorado por índios antropófagos.
Só a Antropofagia nos une. Socialmente. Economicamente. Filosoficamente.
Única lei do mundo. Expressão mascarada de todos os individualismos, de todos os coletivismos. De todas as religiões. De todos os tratados de paz.
Tupi, or not tupi that is the question.
Contra todas as catequeses. E contra a mãe dos Gracos.
Só me interessa o que não é meu. Lei do homem. Lei do antropófago.
Estamos fatigados de todos os maridos católicos suspeitosos postos em drama. Freud acabou com o enigma mulher e com outros sustos da psicologia impressa.
O que atropelava a verdade era a roupa, o impermeável entre o mundo interior e o mundo exterior. A reação contra o homem vestido. O cinema americano informará.
Filhos do sol, mãe dos viventes. Encontrados e amados ferozmente, com toda a hipocrisia da saudade, pelos imigrados, pelos traficados e pelos touristes. No país da cobra grande.
Foi porque nunca tivemos gramáticas, nem coleções de velhos vegetais. E nunca soubemos
o que era urbano, suburbano, fronteiriço e continental. Preguiçosos no mapa-múndi do Brasil.
Uma consciência participante, uma rítmica religiosa.
Contra todos os importadores de consciência enlatada. A existência palpável da vida. E a mentalidade pré-lógica para o Sr. Lévy-Bruhl estudar.
Queremos a Revolução Caraíba. Maior que a Revolução Francesa. A unificação de todas as revoltas eficazes na direção do homem. Sem nós a Europa não teria sequer a sua pobre declaração dos direitos do homem.
A idade de ouro anunciada pela América. A idade de ouro. E todas as girls.
Filiação. O contato com o Brasil Caraíba. Ori Villegaignon print terre. Montaigne. O homem natural. Rousseau. Da Revolução Francesa ao Romantismo, à Revolução Bolchevista, à Revolução Surrealista e ao bárbaro tecnizado de Keyserling. Caminhamos.
Nunca fomos catequizados. Vivemos através de um direito sonâmbulo. Fizemos Cristo nascer na Bahia. Ou em Belém do Pará.
Mas nunca admitimos o nascimento da lógica entre nós.
Contra o Padre Vieira. Autor do nosso primeiro empréstimo, para ganhar comissão. O rei-analfabeto dissera-lhe: ponha isso no papel mas sem muita lábia. Fez-se o empréstimo. Gravou-se o açúcar brasileiro. Vieira deixou o dinheiro em Portugal e nos trouxe a lábia.
O espírito recusa-se a conceber o espírito sem o corpo. O antropomorfismo. Necessidade da vacina antropofágica. Para o equilíbrio contra as religiões de meridiano. E as inquisições exteriores.
Só podemos atender ao mundo orecular.
Tínhamos a justiça codificação da vingança. A ciência codificação da Magia. Antropofagia. A transformação permanente do Tabu em totem.
Contra o mundo reversível e as idéias objetivadas. Cadaverizadas. O stop do pensamento que é dinâmico. O indivíduo vítima do sistema. Fonte das injustiças clássicas. Das injustiças românticas. E o esquecimento das conquistas interiores.
Roteiros. Roteiros. Roteiros. Roteiros. Roteiros. Roteiros. Roteiros.
O instinto Caraíba.
Morte e vida das hipóteses. Da equação eu parte do Cosmos ao axioma Cosmos parte do eu. Subsistência. Conhecimento. Antropofagia.
Contra as elites vegetais. Em comunicação com o solo.
Nunca fomos catequizados. Fizemos foi Carnaval. O índio vestido de senador do Império. Fingindo de Pitt. Ou figurando nas óperas de Alencar cheio de bons sentimentos portugueses.
Já tínhamos o comunismo. Já tínhamos a língua surrealista. A idade de ouro.
Catiti Catiti
Imara Notiá
Notiá Imara
Ipeju*
A magia e a vida. Tínhamos a relação e a distribuição dos bens físicos, dos bens morais, dos bens dignários. E sabíamos transpor o mistério e a morte com o auxílio de algumas formas gramaticais.
Perguntei a um homem o que era o Direito. Ele me respondeu que era a garantia do exercício da possibilidade. Esse homem chamava-se Galli Mathias. Comia.
Só não há determinismo onde há mistério. Mas que temos nós com isso?
Contra as histórias do homem que começam no Cabo Finisterra. O mundo não datado. Não rubricado. Sem Napoleão. Sem César.
A fixação do progresso por meio de catálogos e aparelhos de televisão. Só a maquinaria. E os transfusores de sangue.
Contra as sublimações antagônicas. Trazidas nas caravelas.
Contra a verdade dos povos missionários, definida pela sagacidade de um antropófago, o Visconde de Cairu: - É mentira muitas vezes repetida.
Mas não foram cruzados que vieram. Foram fugitivos de uma civilização que estamos comendo, porque somos fortes e vingativos como o Jabuti.
Se Deus é a consciênda do Universo Incriado, Guaraci é a mãe dos viventes. Jaci é a mãe dos vegetais.
Não tivemos especulação. Mas tínhamos adivinhação. Tínhamos Política que é a ciência da distribuição. E um sistema social-planetário.
As migrações. A fuga dos estados tediosos. Contra as escleroses urbanas. Contra os Conservatórios e o tédio especulativo.
De William James e Voronoff. A transfiguração do Tabu em totem. Antropofagia.
O pater famílias e a criação da Moral da Cegonha: Ignorância real das coisas+ fala de imaginação + sentimento de autoridade ante a prole curiosa.
É preciso partir de um profundo ateísmo para se chegar à idéia de Deus. Mas a caraíba não precisava. Porque tinha Guaraci.
O objetivo criado reage com os Anjos da Queda. Depois Moisés divaga. Que temos nós com isso?
Antes dos portugueses descobrirem o Brasil, o Brasil tinha descoberto a felicidade.
Contra o índio de tocheiro. O índio filho de Maria, afilhado de Catarina de Médicis e genro de D. Antônio de Mariz.
A alegria é a prova dos nove.
No matriarcado de Pindorama.
Contra a Memória fonte do costume. A experiência pessoal renovada.
Somos concretistas. As idéias tomam conta, reagem, queimam gente nas praças públicas. Suprimarnos as idéias e as outras paralisias. Pelos roteiros. Acreditar nos sinais, acreditar nos instrumentos e nas estrelas.
Contra Goethe, a mãe dos Gracos, e a Corte de D. João VI.
A alegria é a prova dos nove.
A luta entre o que se chamaria Incriado e a Criatura - ilustrada pela contradição permanente do homem e o seu Tabu. O amor cotidiano e o modusvivendi capitalista. Antropofagia. Absorção do inimigo sacro. Para transformá-lo em totem. A humana aventura. A terrena finalidade. Porém, só as puras elites conseguiram realizar a antropofagia carnal, que traz em si o mais alto sentido da vida e evita todos os males identificados por Freud, males catequistas. O que se dá não é uma sublimação do instinto sexual. É a escala termométrica do instinto antropofágico. De carnal, ele se torna eletivo e cria a amizade. Afetivo, o amor. Especulativo, a ciência. Desvia-se e transfere-se. Chegamos ao aviltamento. A baixa antropofagia aglomerada nos pecados de catecismo - a inveja, a usura, a calúnia, o assassinato. Peste dos chamados povos cultos e cristianizados, é contra ela que estamos agindo. Antropófagos.
Contra Anchieta cantando as onze mil virgens do céu, na terra de Iracema, - o patriarca João Ramalho fundador de São Paulo.
A nossa independência ainda não foi proclamada. Frape típica de D. João VI: - Meu filho, põe essa coroa na tua cabeça, antes que algum aventureiro o faça! Expulsamos a dinastia. É preciso expulsar o espírito bragantino, as ordenações e o rapé de Maria da Fonte.
Contra a realidade social, vestida e opressora, cadastrada por Freud - a realidade sem complexos, sem loucura, sem prostituições e sem penitenciárias do matriarcado de Pindorama.
OSWALD DE ANDRADE Em Piratininga
Ano 374 da Deglutição do Bispo
Sardinha." (Revista de Antropofagia,
Ano 1, No. 1, maio de 1928.)
* "Lua Nova, ó Lua Nova, assopra em
Fulano lembranças de mim", in
O Selvagem, de Couto Magalhães
Oswald de Andrade alude ironicamente a um episódio da história do Brasil: o naufrágio do navio em que viajava um bispo português, seguido da morte do mesmo bispo, devorado por índios antropófagos.
Ainda se discute rinhas!
Memória do JB
Carlos Drummond de Andrade (1983)
Como se não bastasse tanta gente brigando feio no Oriente e na América Central, ainda há quem se lembre de promover briga de galo, e até de justificá-la econômica e socialmente, argumentando que o fechamento das granjas especializadas na criação de aves de combate importaria em aumento da taxa nacional de desemprego! Esta é forte. O que os defensores da rinha esquecem é que os empregos correspondentes poderiam muito bem ser conservados e até multiplicados se essas granjas de tipo perverso passassem dedicar-se à criação de aves comuns, em bases empresariais que garantissem o aumento de produção e o relativo barateamento de custo. Quanto brasileiro que há por aí que não pode permitir-se o luxo de comer frango e fica estatelado de horror ao saber que os galos são dispensados de sua missão de reprodutores para se estraçalharem mutuamente, em espetáculos pagos a bom preço e assistidos por espectadores sádicos!
O desemprego que os defensores da briga de galos querem evitar é o de pessoas que exercem atividade ilegal de trabalho, e portanto não são socialmente defensáveis. A aceitar-se o critério de que eles merecem apoio porque ganham assim o pão de cada dia, temos de admitir igualmente que os traficantes de tóxicos não podem ser impedidos de exercer sua atividade sinistra porque vivem dela. (...) Que tal institucionalizar a guerra como veículo supremo de emprego nas retaguardas, e também de lucro nas linhas de frente, onde se fariam apostas sobre a sorte dos combates, o número e gravidade de ferimentos, a duração de agonias? Será altíssima contribuição para o desenvolvimento das nações, mediante o pleno emprego dos sobreviventes.
(...) A confusão de valores é tamanha que se chama a essa luta de esporte. Esporte seriam então os entreveros a faca ou punhal, os enfrentamentos a pistola, e qualquer tipo de ferocidade a que nos aplicássemos. Seria altamente esportivo todo conflito de rua, as mais fascinantes se tornariam ainda os assaltos organizados a bancos e joalherias, com os seguranças treinados para rechaçá-los. As mortes subseqüentes valeriam como pontos negativos para cada uma das partes, e os espectadores, se tivessem folga para isso, fariam apostas em cruzeiros ou dólares sobre o final da partida. Afinal, seguranças e assaltantes precisam viver, mesmo à custa de sangue derramado. (...). Fora com os torturadores de animais!
Artigo publicado em 8 de novembro de 1983 no Caderno B do Jornal do Brasil
[23/OUT/2004]
Memória do JB
Carlos Drummond de Andrade (1983)
Como se não bastasse tanta gente brigando feio no Oriente e na América Central, ainda há quem se lembre de promover briga de galo, e até de justificá-la econômica e socialmente, argumentando que o fechamento das granjas especializadas na criação de aves de combate importaria em aumento da taxa nacional de desemprego! Esta é forte. O que os defensores da rinha esquecem é que os empregos correspondentes poderiam muito bem ser conservados e até multiplicados se essas granjas de tipo perverso passassem dedicar-se à criação de aves comuns, em bases empresariais que garantissem o aumento de produção e o relativo barateamento de custo. Quanto brasileiro que há por aí que não pode permitir-se o luxo de comer frango e fica estatelado de horror ao saber que os galos são dispensados de sua missão de reprodutores para se estraçalharem mutuamente, em espetáculos pagos a bom preço e assistidos por espectadores sádicos!
O desemprego que os defensores da briga de galos querem evitar é o de pessoas que exercem atividade ilegal de trabalho, e portanto não são socialmente defensáveis. A aceitar-se o critério de que eles merecem apoio porque ganham assim o pão de cada dia, temos de admitir igualmente que os traficantes de tóxicos não podem ser impedidos de exercer sua atividade sinistra porque vivem dela. (...) Que tal institucionalizar a guerra como veículo supremo de emprego nas retaguardas, e também de lucro nas linhas de frente, onde se fariam apostas sobre a sorte dos combates, o número e gravidade de ferimentos, a duração de agonias? Será altíssima contribuição para o desenvolvimento das nações, mediante o pleno emprego dos sobreviventes.
(...) A confusão de valores é tamanha que se chama a essa luta de esporte. Esporte seriam então os entreveros a faca ou punhal, os enfrentamentos a pistola, e qualquer tipo de ferocidade a que nos aplicássemos. Seria altamente esportivo todo conflito de rua, as mais fascinantes se tornariam ainda os assaltos organizados a bancos e joalherias, com os seguranças treinados para rechaçá-los. As mortes subseqüentes valeriam como pontos negativos para cada uma das partes, e os espectadores, se tivessem folga para isso, fariam apostas em cruzeiros ou dólares sobre o final da partida. Afinal, seguranças e assaltantes precisam viver, mesmo à custa de sangue derramado. (...). Fora com os torturadores de animais!
Artigo publicado em 8 de novembro de 1983 no Caderno B do Jornal do Brasil
[23/OUT/2004]
20.10.04
Esta fofinha é Lua Negra, a gatinha do Ernesto. Tem um post aqui do dia 18/novbro/2003 que ainda não foi para o arquivo contando uma fantástica história dessa quadrupinha.
17.10.04
Fábula da convivência
Há milhões de anos atrás, durante uma era glacial, quando parte de nosso planeta esteve coberto por grandes camadas de gelo. Muitos animais, não resistiram ao frio intenso e morreram, indefesos, por não se adaptarem às condições.
Foi, então, que uma grande manada de porco-espinhos, numa tentativa de se proteger e sobreviver, começaram a se unir, juntar-se mais e mais.
Assim, cada um podia sentir o calor do corpo do outro. E todos juntos, bem unidos, se agasalhavam uns aos outros, aqueciam-se mutuamente, enfrentando por mais tempo aquele frio rigoroso.
Porém, vida ingrata, os espinhos de cada um começaram a ferir os companheiros mais próximos, justamente aqueles que lhes forneciam mais calor, aquele calor vital, questão de vida ou morte.
E afastaram-se, feridos, magoados, sofridos. Dispersaram-se, por não suportarem mais tempo os espinhos dos seus semelhantes. Doíam muito...
Mas essa não foi a melhor solução! Afastados, separados, logo começaram a morrer de frio, congelados. Os que não morreram voltaram a se aproximar pouco a pouco, com jeito, com cuidado, de tal forma que, unidos, cada qual conservava uma certa distância do outro, mínima, mas o suficiente para conviver sem magoar, sem causar danos e dores uns nos outros.
Assim, suportaram-se, resistindo à longa era glacial.
Sobreviveram.
Há milhões de anos atrás, durante uma era glacial, quando parte de nosso planeta esteve coberto por grandes camadas de gelo. Muitos animais, não resistiram ao frio intenso e morreram, indefesos, por não se adaptarem às condições.
Foi, então, que uma grande manada de porco-espinhos, numa tentativa de se proteger e sobreviver, começaram a se unir, juntar-se mais e mais.
Assim, cada um podia sentir o calor do corpo do outro. E todos juntos, bem unidos, se agasalhavam uns aos outros, aqueciam-se mutuamente, enfrentando por mais tempo aquele frio rigoroso.
Porém, vida ingrata, os espinhos de cada um começaram a ferir os companheiros mais próximos, justamente aqueles que lhes forneciam mais calor, aquele calor vital, questão de vida ou morte.
E afastaram-se, feridos, magoados, sofridos. Dispersaram-se, por não suportarem mais tempo os espinhos dos seus semelhantes. Doíam muito...
Mas essa não foi a melhor solução! Afastados, separados, logo começaram a morrer de frio, congelados. Os que não morreram voltaram a se aproximar pouco a pouco, com jeito, com cuidado, de tal forma que, unidos, cada qual conservava uma certa distância do outro, mínima, mas o suficiente para conviver sem magoar, sem causar danos e dores uns nos outros.
Assim, suportaram-se, resistindo à longa era glacial.
Sobreviveram.
13.10.04
12.10.04
Oia nóis aqui traveiz.
Tava com saudades desse bloguinho abandonado.
Artimanhas foi o meu primeiro blog. Tive uns dez...
Passado o entusiasmo blogueiro só tô com o de artes cênicas, e olhe lá ...
Blog dá muito trabalho e eu tô sem tempo. Tô escrevendo um livro com as minhas colegas professoras de Recuperação Motora - terapia através da dança, sobre o nosso trabalho com portadores de dificuldades especiais na FUNLAR.
Este blog era um diario ou tinha pretensões a tal.
Agora vou voltar a postar fotos e alguns textos...
Isso aqui já foi quasi um divã de analista.
Blog serve pra isso também.
Gosto de reler o que escrevo e ver como era o
meu estado àquela época.
Posto aqui antes de tudo pra mim mesma.
E por hoje é só.
Vou baixar umas fotos aqui.
Ernesto e a Nina, sua namorada. Lindos !
Tava com saudades desse bloguinho abandonado.
Artimanhas foi o meu primeiro blog. Tive uns dez...
Passado o entusiasmo blogueiro só tô com o de artes cênicas, e olhe lá ...
Blog dá muito trabalho e eu tô sem tempo. Tô escrevendo um livro com as minhas colegas professoras de Recuperação Motora - terapia através da dança, sobre o nosso trabalho com portadores de dificuldades especiais na FUNLAR.
Este blog era um diario ou tinha pretensões a tal.
Agora vou voltar a postar fotos e alguns textos...
Isso aqui já foi quasi um divã de analista.
Blog serve pra isso também.
Gosto de reler o que escrevo e ver como era o
meu estado àquela época.
Posto aqui antes de tudo pra mim mesma.
E por hoje é só.
Vou baixar umas fotos aqui.
Ernesto e a Nina, sua namorada. Lindos !
8.3.04
Às minhas amigas uma homenagem
8 de março 2004
Dia Internacional da Mulher
Já me desacreditaram em 3 línguas
Já me dominaram em 3 gerações
Já me denegriram em diversos países
Em toda a terra
Já me julgaram, difamaram, humilharam,
segregaram em tantos lugares
Hoje acordei para dizer bem vindas!
Em todas as línguas, raças, credos além
das fronteiras, marcas e cicatrizes.
Um novo tempo se descortina para ti, para ustedes,
para vós, for you, für dich, pour vous, pour toi,
Pour nous, toutes les femmes de la terre
(Por nós, todas as mulheres da terra)
LETÍCIA DAMASCENO
Esse belo poema eu recebí hoje por e-mail e aproveito a inspiração da querida amiga Letícia Damasceno para homenagear as amigas que visitam o meu blog.
Letícia é professora de expressão corporal, bailarina e atriz. Esse poema acompanhado de uma rosa será oferecido às mulheres que serão entrevistadas por ela e o seu grupo de dança, hoje, a partir das seis horas da tarde no Largo do Machado. Esse trabalho faz parte de uma pesquisa de campo para o próximo espetáculo do grupo, com estréia prevista para junho próximo.
8 de março 2004
Dia Internacional da Mulher
Já me desacreditaram em 3 línguas
Já me dominaram em 3 gerações
Já me denegriram em diversos países
Em toda a terra
Já me julgaram, difamaram, humilharam,
segregaram em tantos lugares
Hoje acordei para dizer bem vindas!
Em todas as línguas, raças, credos além
das fronteiras, marcas e cicatrizes.
Um novo tempo se descortina para ti, para ustedes,
para vós, for you, für dich, pour vous, pour toi,
Pour nous, toutes les femmes de la terre
(Por nós, todas as mulheres da terra)
LETÍCIA DAMASCENO
Esse belo poema eu recebí hoje por e-mail e aproveito a inspiração da querida amiga Letícia Damasceno para homenagear as amigas que visitam o meu blog.
Letícia é professora de expressão corporal, bailarina e atriz. Esse poema acompanhado de uma rosa será oferecido às mulheres que serão entrevistadas por ela e o seu grupo de dança, hoje, a partir das seis horas da tarde no Largo do Machado. Esse trabalho faz parte de uma pesquisa de campo para o próximo espetáculo do grupo, com estréia prevista para junho próximo.
6.3.04
Dicas de teatro neste findi: "Apitos e lá lá lá" no Teatro de Guignol do Jardim de Alah, domingo, às l6hs e no Teatro Carlos Werneck do Aterro do Flamengo, às 11hs.
Assistir no Teatro SESC de Copa, o ótimo ator Ricardo Blat e Regina Gutman em "Queridinha", texto de Tchecov dirigido pelo Gilberto Gawronski, e "Ricardo III" de Shakespeare, vivido pelo soberbo ator Anselmo Vasconcellos, com dire??o do Antonio Pedro, em temporada popular no Teatro João Caetano - Praça Tiradentes.
Esse povo feliz seguiu a dica do Teatro ETC & Tal, e foi à Quinta da Boa Vista, no domingo passado assistir "Apitos e lá lá lá""
Assistir no Teatro SESC de Copa, o ótimo ator Ricardo Blat e Regina Gutman em "Queridinha", texto de Tchecov dirigido pelo Gilberto Gawronski, e "Ricardo III" de Shakespeare, vivido pelo soberbo ator Anselmo Vasconcellos, com dire??o do Antonio Pedro, em temporada popular no Teatro João Caetano - Praça Tiradentes.
Esse povo feliz seguiu a dica do Teatro ETC & Tal, e foi à Quinta da Boa Vista, no domingo passado assistir "Apitos e lá lá lá""
Este blog anda um tanto letárgico. Não tenho a menor idéia de quando será curado dessa estranha letargia. Enquanto isso o outro blog, o Teatro ETC & Tal quasi foi acometido do mesmo torpor. Foi salvo a tempo e voltou lépido e fagueiro. Vai lá conferir.
14.1.04
Adivinhem quem é a ferinha aí de cima? Fácil. É a fofinha da foto aí de baixo -- a gatinha Tutu, dormindo candidamente ao lado do Mosca. E essa foto eu larapiei hoje do blog da principal serviçal e fotógrafa oficial da Familia Gato: Cora Rónai.
15.12.03
Falando em fotolog, aqui o endereço do que pretende ser um, algum dia, talvez quem sabe eu aprenda a ser uma fotografa não tão boa quanto ela.
mezeck's fotolog
sassah's fotolog
album de fotos
mezeck's fotolog
sassah's fotolog
album de fotos
Subscrever:
Mensagens (Atom)







